Redação Pragmatismo
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Justiça 21/Mar/2012 às 13:51
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Cinco fatores ajudam a entender acidente entre Thor Batista e Wanderson Pereira

É difícil acreditar em Thor apenas no papel de vítima, como seu pai alega, simplesmente porque algumas estatísticas, evidências científicas e comportamentais de trânsito nos mostram o contrário

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Elementos são postos na mesa para garantir que o responsável seja apontado, independente de estar morto ou ser rico.

Reproduzimos análise da jornalista Maria Paola de Salvo, ex-repórter e editora da revista Quatro Rodas e também repórter de Veja São Paulo, onde costumava cobrir trânsito. Suas opiniões não refletem a posição das revistas ou da editora para a qual já trabalhou um dia.

Em Blog do Sakamoto

Toda vez que uma celebridade ou endinheirado a bordo de um carro potente de milhares de reais atropela e mata um pedestre ou um ciclista, o país inteiro se lança num processo inquisitório em busca dos culpados. Em geral, o condutor se apressa a apontar o dedo para a vítima, acusando-a de imprudente, como fez Eike Batista ao defender o filho Thor em entrevista à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, e os familiares do pedestre ou ciclista colocam a culpa na má conduta do motorista. Perdida em opiniões e preocupada em reproduzir declarações, a opinião pública dificilmente aponta o dedo para o lado que importa: o das evidências, fatos e provas técnicas.

Todos têm direito ao benefício da dúvida e são inocentes até que se prove o contrário. Por isso, minha intenção aqui não é acusar Thor nem o ciclista, mas levantar algumas dúvidas em relação ao caso. Não sou perita científica, mas, tendo produzido várias matérias sobre acidentes de trânsito e perícias de colisões para várias publicações e como ex-repórter e ex-editora de uma revista especializada em automóveis como a Quatro Rodas, não consegui ficar calada diante das declarações de Eike de que o ciclista foi imprudente e o filho dele correu risco. É possível, sim, que o ciclista Wanderson Pereira da Silva tenha se arriscado mais do que devia ao atravessar a rodovia. Contudo, se isso realmente aconteceu, é pouco provável que a colisão tivesse sido frontal e tão violenta e ele tivesse o corpo tão dilacerado, se Thor não estivesse em alta velocidade.

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É difícil acreditar em Thor apenas no papel de vítima, como seu pai alega, simplesmente porque algumas estatísticas, evidências científicas e comportamentais de trânsito nos mostram o contrário. Vejam abaixo meus argumentos, que não refletem a opinião da revista nem da editora para a qual já trabalhei um dia:

1) Se o filho de Eike correu risco, como afirma o empresário, foi porque devia estar em alta velocidade. Segundo dados do National Pedestrian Crash Report do NHTSA, o órgão de trânsito que reúne estatísticas de acidentes nos Estados Unidos, 0,3% dos motoristas envolvidos em atropelamento com vítima fatal morreram nos últimos 10 anos nos Estados Unidos. Em outras palavras, as chances de prejuízos fatais são sempre maiores para o pedestre e para o ciclista e não para os condutores. Logo, pelas estatísticas, era infinitamente baixo o risco de o filho de Eike ter morrido ou se ferido no acidente – a menos que estivesse em alta velocidade. Por outro lado, as chances de morte de Wanderson eram praticamente certas, de 100%, considerando que o carro estivesse a 90 km/h, como Thor afirmou em entrevista. A 70 km/h, o risco de morte de um ciclista ou pedestre já é de 85%.

2) Há grandes chances de a colisão ter sido frontal. Thor diz que o ciclista saiu do acostamento e entrou de repente na pista. Se assim fosse, a maior probabilidade seria o ciclista ter sido atingido de lado e, provavelmente, caído do outro lado do carro. No entanto, o ciclista parece ter sido colhido de frente e voado por cima do capô, o que pode indicar uma colisão frontal – não se sabe se na pista ou se no acostamento, como alega a defesa da vítima. Segundo especialistas, num atropelamento em que a colisão é frontal, o primeiro contato do corpo é com o início do capô. Nas fotos da Mercedes de Thor, é possível ver que a grade frontal foi de fato danificada. Em colisões assim, carros de passeio tendem mesmo a jogar o corpo para cima do capô. Aqui, de novo, as fotos do Mercedes depois do acidente mostram evidências de que isso pode ter mesmo acontecido: o para-brisa e o teto estão completamente destruídos. Para uma melhor compreensão de como acontecem os choques frontais entre carro e corpo humano, veja o infográfico aqui.

3) A Mercedes de Thor deveria estar a pelo menos 80 km/h quando atingiu o rapaz. Segundo legistas, o risco de morte é de praticamente de 100% quando o carro está a mais de 80 km/h. Ultrapassados os 80 km/h, a cada quilômetro a mais, aumentam as chances de fratura na coluna, rompimento de artérias importantes e até desmembramentos e amputações. No caso em questão, testemunhas afirmam que o tórax do ciclista se abriu ao meio, o coração dele foi parar dentro da cabine do motorista e seu corpo foi totalmente dilacerado. O que leva a crer que Thor poderia estar rodando bem acima dos 80 km/h.

4) Qual era a distância do corpo do atropelado em relação ao carro? A distância do corpo da vítima ajuda a entender a dinâmica da colisão e dá pistas sobre a velocidade do carro. A mancha de sangue revela o local do choque. A partir dela, sabe-se por quantos metros o corpo foi arrastado. Se a distância é grande, é porque o veículo devia estar em alta velocidade, o que poderia ser confirmado pelas marcas de frenagem. Para isso, é extremamente importante manter intacta a cena do acidente. No entanto, ao que parece, não se tem nenhuma dessas respostas até agora simplesmente porque a cena da colisão foi alterada e o veículo foi rápida e estranhamente retirado do local.

5) Histórico de imprudência: o motivo da maioria das multas da carteira já “estourada” de Thor era excesso de velocidade. A literatura de trânsito é farta em estudos mostrando que motoristas tendem a repetir o mesmo comportamento imprudente quando não são punidos. Diante disso, o que levaria um garoto na faixa dos 20 anos (a mais propensa a se envolver em atropelamentos com morte, segundo o mesmo relatório do NHTSA) e com histórico de excesso de velocidade ter alterado seu comportamento imprudente justamente naquele dia, tendo nas mãos o volante de um Mercedes-Benz SLR McLaren, que chega a mais de 300 km/h?

Quando recebem punição, no entanto, os motoristas tendem a mudar o jeito de agir no futuro. Há dezenas de estudos na área. O instituto australiano Centre for Accident Research and Road Safety, de Queensland, fez uma pesquisa em 2007 com 309 motoristas que dirigiam sem carteira de motorista e foram punidos. Mediram-se as intenções de dirigir sem habilitação de novo no futuro. A conclusão é que o comportamento imprudente não se repetiria se o motorista percebesse a alta probabilidade de ser preso e se as penas fossem suficientemente severas.

Enquanto não tivermos as respostas para essas dúvidas técnicas, será impossível emitir um veredicto e eximir Thor de qualquer culpa no acidente e acusar Wanderson, o ciclista, como deseja Eike Batista.

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Comentários

  1. JOÃO SZABO Postado em 22/Mar/2012 às 07:59

    Para alguns parece ser brincadeira o que acho, mas toda esta arenga em torno do filho do homem mais rico do Brasil vira balela quando sabemos que o acidente ocorreu no Brasil, e autor do atropelamento pertence à categoria dos “mais iguais”, criada pela nossa nefasta constituição de 1988, que o Ulisses Guimarães, pomposamente, chamou de ‘constituição cidadã” Acho que isto mereceria discussão se envolvesse pessoas “iguais”, ou dois “mais iguais”. Neste caso específico em que quem atropelou e “mais igual”, e quem morreu e um relés “igual”, não há o que discutir. Qualquer que seja a verdade isto vai dar em nada, como sói acontecer no Brasil, que é o país que tudo dá em nada, acaba em pizza, principalmente quando envolve “mais iguais”. Temos, diariamente, dezenas de casos, que envolvem políticos, ministros, membros do Judiciário, de todos os Poderes, que não ultrapassam o âmbito da notícia, nem sequer atingindo o nível de processo. Mas que em termos de punição dá em nada. Como noticiado, e se pergunta: como um cidadão que possui 51 pontos na carteira continuava com ela, dirigindo, sem que ninguém o importunasse? Somente este fato, dirigir nestas condições, para o Zé Mané, coitado, seria um crime, e o mesmo já estaria, a esta altura engaiolado, mas não é o Zé Mane, é o filho do homem mais rico do Brasil. Isto já é o bastante. Escrever mais seria exagero, pois a imprensa demonstra isto diariamente, em centenas de páginas, com muito mais propriedade, inclusive, do que este modesto escriba.

  2. Carlos da Silva Postado em 22/Mar/2012 às 13:10

    Sou da classe das pessoas "iguais" como disseram acima. Também sou motorista e por trabalho tenho que viajar bastante, dirigindo. Quero dar uma análise de motorista. Por diversas vezes em vias como a Nova Dutra, Autopista Fluminense (Niterói-Manilha), Av. Brasil me deparei com pessoas atravessando a pé, de bicicleta, de moto, com filho no colo, sacolas nas mãos, de dia, de noite, na escuridão total só iluminada pelos faróis dos carros. Muitas vezes me assutei com a passagem de alguém na minha frente, pois (algo óbvio) as pessoas não possuem iluminação própria e a intensidade dos faróis do sentido contrário fazem com que elas fiquem "invisíveis". É um local em que não esperamos a travessia de ninguém. E essas pessoas, tão acostumadas a isso, atravessam calmamente, talvez contando que sejam vistas pelos motoristas e eles diminuam a velocidade. Não quero defender um ou outro. Mas o que me incomoda é o preconceito (pasmem) contra os ricos (reforço: estou longe de ser rico) e que o lado mais "fraco" é sempre prejudicado e tem sempre a razão. Se tem um rico envolvido já se pensa que fez besteira, está comprando tudo e todos. Mas pergunto: era local para um ciclista estar? Estar um pouco acima ou abaixo da velocidade, naõ creio que iria mudar muita coisa, talvez não fosse tão desfigurado o ciclista. Quanto as multas, o que isso quer dizer? Eu mesmo, por viajar tanto e passar por diversas cidades, estou sempre me deparando com novos radares e pardais e já tive muitas multas também. Há muitas rodovias de velocidade máxima (por ex.) 90km/h, mas em alguns trechos é de 70 ou 80km/h. Achei sutilmente tendensiosa essa análise, ainda mais vindo de uma jornalista (que por sinal é muito boa). Thor tem tantos pontos na carteira - Isso é fato. A partir dai concluir que ele atropelou imprudentemente é especulação. Thor tem uma super mercedes - Isso é fato. A partir dai concluir que ele estava em alta velocidade atropelou imprudentemente é especulação. Motoristas estudam leis de trânsito. Ciclistas não. Isso é fato.

    • Luis Soares Postado em 22/Mar/2012 às 13:41

      Carlos, a jornalista deixou claro que a sua reflexão em nenhum momento era conclusiva. Trata-se apenas de um ponto de vista especulativo.

  3. Raquel Moura Postado em 22/Mar/2012 às 20:38

    Que bom ver que ainda existem pessoas de senso, como o Carlos da Silva.

  4. anamagalhaes.barbosa Postado em 22/Mar/2012 às 23:50

    Concordo com o Carlos da Silva! No Brasil, a parte mais prejudicada é sempre a vítima, ou seja, o conceito de culpado não deriva da culpa em si, mas do resultado. Gente, o cara pode ter morrido em um acidente que ele mesmo causou... Era noite, sabe-se lá se ele estava com retrovisor na bicicleta, se usada roupa reflexiva ou outro meio de sinalizar a presença. Acho, sim, que o ciclista tinha culpa.

  5. Mark Postado em 23/Mar/2012 às 00:07

    O que me parece mais relevante nessa trágica história é que o garoto bem vestido,alimentado,que nunca passou fome , que pilotava uma máquina de milhões de reais,e que é cidadão de um país de irresponsáveis em que os infratores não são punidos(ainda mais se tem dinheiro), não poderia estar digirindo o veículo com uma carteira de habilitação com mais de 50 pontos. Estando no acostamento ou na pista, o pobre rapaz perdeu o que mais precioso possuia:sua vida. Portanto seu Hulk, não foi fatalidade. Foi imprudência,desapego as regras de cidadania e desprezo pela vida do próximo!

  6. Brena Postado em 23/Mar/2012 às 16:16

    Bem, julgamentos à parte. Eu quero saber, de fato, qual é o resultado da perícia? Quero, como cidadã, as provas que inocentam ou penalizam Thor pelo excesso de velocidade, afinal, este fato já está provado. E as evidências de que é um "condutor de alta velocidade" foram plenamente apresentadas durante edição do JN. Não podemos simplesmente chamar de fatalidade o que pode não ter sido. E ao estar em alta velocidade, Thor assumiu um risco.

  7. Luiza Postado em 23/Mar/2012 às 23:02

    Fui casada durante onze anos com um perito criminal, por isto tive oportunidade de conhecer muitos casos de atropelamentos em que meu ex- marido trabalhou. Concordo plenamente com os questionamentos da jornlista e, não entendi até agora, porque ninguém levantou estes comentários técnicos na mídia em geral. Será por medo do poder financeiro do grande empresário, ou pelas proprinas que devem estar rolando desde o momento do fatídico acidente? Quem faz jornalismo sabe que a primeira lição é: A CREDIBILIDADE EXIGE A VERDADE!

  8. Marcia Postado em 24/Mar/2012 às 21:51

    Não estou aqui para defender e acusar ninguém.Nesse sábado( do acidente) eu e minha família voltávamos de Itaipava, quando acabou a descida da serra falei para o meu marido: acabou os olhinhos da pista , agora vamos entrar numa pista escura, porque eles não sinalizam melhor essa pista.Tinha acabado de fazer esse comentário , quando vimos luz piscando, ou seja era o local do acidente, ainda falamos deve ter sido atropelamento.Acho que as autoridades deviam sinalizar melhor o local, pois é muito escuro e com certeza já deve ter acontecido vários atropelamentos.

  9. Carlos Henrique Postado em 25/Mar/2012 às 15:42

    O caso do atropelamento do Wanderson pelo Thor merece uma perícia muito bem feita, a fim de que a verdade seja defendida. Deve-se ter o cuidado de não deixar que as emoções, favoráveis ora a um ora ao outro lado, enviesem o resultado.

  10. loppe braga Postado em 25/Mar/2012 às 15:50

    O culpado foi o pobre do Wanderson. pq nasceu pobre e num país injusto, era trabalhador (de verdade, não especulador), andava de bicicleta e se encontrou, por infortúnio, com um assassino em potencial. é melhor esquecerem isso pq senão vai fica pior para a família do Wanderson que terá que trabalhar maiss de 100 anos só para pagar a pintura do carrão do assassino. PARA TUDO HÁ O SEU MOMENTO. agora com certeza não vai ser, mas esse caso será um dia julgado de verdade.

  11. Sueli Fernandes Postado em 01/Apr/2012 às 23:45

    Não tenho uma opinião formada pois só o que sei foi o que li. Nem sempre a vítima éinocente .Se o Thor já havia atrpoledado outro cidadão e os pontos da habilitação já não poderia ser usada pois estrapolou os pontos, a cho que ele deve andar de bicicleta. Não nos esque çamos dos cumplices, afinal ele continuava dirgondo pr aí. Estranho.não?

  12. Guilherme Postado em 06/Apr/2012 às 22:03

    Thor = a "beleza" ($$$) do pai + a "inteligência" da mãe... :-) Ps: Mas tão dizendo que quem bebeu foi na verdade o ciclista...

  13. Lais Postado em 07/Apr/2012 às 11:13

    Acho que nesse caso a influência do pai de thor falou mais alto, a perícia foi rápida e mal feita deixando explicações muito superficiais para quem acompanhava o acontecido. A cena do crime foi alterada muito rapidamente também, e claro, o histórico de Thor não ajudou em nada para que o fato fosse digno de verossimilhança. Principalmente o fato de Thor já ter atropelado um ciclista no ano passado, um idoso que atravessava uma via pela faixa de pedestres, e todas essas informações foram surpreendentemente veiculadas em jornais da globo. Penso eu que seria muito azar o mesmo motorista se meter na mesma situação trágica, duas vezes em um intervalo de meses, sendo ele inocente.......

  14. GERSON PAPIS Postado em 18/Apr/2012 às 22:42

    BOM..... EU ACHO QUE O CULPADO É O CICLISTA QUE ESTAVA EM ALTA VELOCIDADE COM SUA BICICLETA QUE ATINGE 300 KM HORÁRIOS.........E O COITADINHO DO FILHO DE RICO QUE NUNCA TEVE SE QUER UMA INFRAÇÃO DE TRANSITO ESTAVA BEM DEVAGAR........NÃO É ?TENHA DÓ NÉ !

  15. Evandro Postado em 25/Apr/2012 às 00:00

    Bom, a não ser que o Thor seja um psicopata, acredito que ele não teve a intensão de atropelar o ciclista. E se fosse um jovem de classe média dirigindo um Celta a 120km/h. Também mataria. E com certeza não estaria na mídia. Mas foi um Mercedez Bens, com uma pessoa famosa dirigindo. Eu mesmo, se tivesse um carro desse não andaria a 80km/h.. e nem vc que está lendo isso!!! Não sejamos hipócritas. Acidentes acontecem o tempo todo. Sempre por imprudencia, geralmente das duas partes. O motorista poir não ter tempo de desviar muitas vezes, nem que fosse a 80Km/h e o ciclista, por muitas vezes andar no meio da pista se achando o imortal, ou achando "que dá" pra atravessar a rua. O transito mata o tempo todo! cade a pista para ciclista?? cadê a tela de proteção que cercam as pistas (como em vários países possuem)??? não, não estamos em um país de primeiro mundo..mas temos as mesmas condições de preservar as nossas estradas.. e nossa segurança. Não quero proteger ninguem. Nem o Thor, e nem o ciclista. Infelizmente foi o Thor, e foi o ciclista. E como sempre acontece, o menor sempre sofre mais. Nem que estivesse de fusca! E se fosse meu filho ou o seu filho, todos iriamos dar o máximo para proteger!

  16. Marcus Postado em 13/May/2012 às 13:56

    Carlos Silva, se fosse você, estaria na mer**, sendo quem fosse que se jogasse na sua frente na rodovia! Homicidio doloso, com certeza! Evandro! Se fosse um Celta a 120Km/h também! Na me*** braba! Pode apostar! Todo mundo sabe que justa ou injustamente, atropelou, ta na me***, a responsa é de quem dirige! Essa que é a questão, agora vai ser diferente?? Então inocenta todo mundo que atropela ora! não é pra ser pior porque ele é rico, é pra ser igual! Igualdade é o que precisamos!

  17. Pontes. Postado em 13/May/2012 às 17:34

    A primeira ponderação que me chamou a atenção foi a de que quem defendia o ciclista assassinado pelo assassino THOR, o fazia porque tinha inveja da riqueza da família do assassino. Contudo, se isso fosse realidade, não haveria porque contradizer, entretanto esse raciocínio esconde que: realmente a concentração de riqueza nas mãos de um número tão pequeno de pessoas, que através da exploração de 99% da população de ciclistas que trabalham para sustentar os 1% da população, que além de explorá-los ainda os assassinam culpando-os por não terem percebido que um carrão de 6 bi de dollares, transportando um serzinho alienado pela própria riqueza, à 150 km/h, teria que ser respeitado no trânsito pelo ciclista, que obviamente nem teve tempo de saber da presença do delinquente alienado. Será que é possível ter inveja disso???

  18. Pontes. Postado em 13/May/2012 às 18:00

    Vale lembrar:" MORREU NA CONTRAMÃO ATRAPALHANDO O TRÁFICO"; PENSO QUE VALE ESSA HOMENAGEM A MAIS ESSE "PINGENTE HUMANO" (DA MÚSICA DE CHICO BUARQUE) CONDENADO A MORTE POR ANDAR DE BICICLETA APÓS SUAS 12 HS DIÁRIAS DE TRABALHO, SEM ALMOÇO, APENAS UM LANCHE, E POR SEU ALTÍSSIMO SALÁRIO DE: 3 A 3 SALÁRIOS MINIMOS , NO SETOR METALURGICO, CONSTRUINDO CARROS DE 2 BILHÕES DE REAIS QUE FATALMENTE O MATAM, SE NÃO NO TRÂNSITO, POR FOME, POR DOENÇAS, POR CANSAÇO, POR DESCONSOLO, ETC, IGUALMENTE À 150 MILHÕES DE BRASILEIROS.

  19. Marcio Mendes Postado em 13/May/2012 às 19:15

    Seja rico ou pobre, se tem habilitação com mais de 20 pontos, o cidadão perde o direito de dirigir. Falta Gravíssima. Art. 176 do Código de Trânsito Brasileiro informa eu não se deve tirar o veículo do local antes que as autoridades o permitam. Não foi o que aconteceu. Na minha opinião, o Thor estava errado ao dirigir com tantos pontos na carteira, sendo que deveria estar suspenso seu direito de conduzir um veículo.

  20. Daniel Agena Postado em 23/May/2012 às 06:41

    (Eu) Acredito que ambos sejam culpados, sim. O ciclista, por assumir o risco de trafegar em uma via escura, sem o equipamento devido (reflexivos, lanternas e etc...) e também o jovem Thor, pois se está numa via sem curvas acentuadas como foi o caso, consegue-se ver a pista a sua frente e tudo o que nela esteja, ainda mais se está na velocidade permitida, a qual foi calculada exatamente para promover a segurança dos transitantes e ainda mais num veículo que possuí faróis de bi-xenônio, os quais se enxerga até um coelho passando a 50 metros. Ainda acredito que o rapaz estava muito acima do que a mídia está divulgando, pois a McLaren possui um jogo de freios de 360mm, pesa menos de 1.800Kg e foi feito o teste do bafômetro no Thor e não acusou ingestão de álcool (o que diminui seu tempo de reação), se no momento do impacto o veiculo estava a 135km/h é por que já devia estar freando segundos antes, num esportivo como este consegue-se frenar de 80km/h a 0 em cerca de 20m, o que do ponto inicial corresponde em tempo ao ínfimo 1 segundo. Contudo, toda esta explicação não serve para condenar ninguém, mesmo porque, como já foi mencionado e era de se esperar a polícia agiu mais uma vez pendendo para o lado do mais forte, ignorando qualquer procedimento, comprometendo em absoluto a perícia e por sua vez a justiça, no exato momento que adulterou o local do acidente, removendo o carro do jovem bilionário. Estou certo que se não houver pressão da mídia,(e não haverá, porquê promover justiça à vida de um proletário nada interessa a família Marinho, já a do herdeiro mais rico do Brasil a história é outra) nada acontecerá com os policiais que retiraram a Mercedes, Thor não será preso, será inocentado da acusação de homicídio culposo e se muito, irá pagar uma indenização a família da vítima.

  21. Konrado Pinheiro Postado em 12/Jan/2013 às 15:47

    Independente de ser um celta ou mclaren, o que se deve avaliar é a velocidade da via, porém, quando o condutor ja tem um historico de desrespeito as leis como é o caso do Thor, fica difícil acreditar que a bordo desse mclaren ele estaria obedecendo a velocidade máxima permitida pela via.