Madame condena protesto contra racismo em Higienópolis e justifica: “tá cheio de empregado negro”
“A ciência já provou a inexistência de ‘raças’ entre seres humanos… Mas continua um mistério a estranha tendência das armas de fogo de atingirem jovens negros” – Laerte
Leonardo Sakamoto, em seu sítio
O brasileiro não é racista.
Nem machista.
Muito menos homofóbico.
Ricos e pobres têm acesso iguais a direitos.
O shopping Higienópolis, em um dos bairros mais ricos de São Paulo, tornou-se palco de manifestação antirracismo neste sábado. Uma arquiteta ouvida pela Folha de S. Paulo discordou do protesto: “Achei ridículo. Afinal de contas, esse negócio de racismo onde é que está?” Questionada a respeito da reclamação dos manifestantes sobre a pequena quantidade de negros no shopping, ela respondeu: “Você viu a quantidade de seguranças negros, de empregados?”
A sinceridade foi tão grande que ela nem se ligou que sua declaração foi como uma cobra comendo seu próprio rabo.
Só havia uma negra na minha sala de aula na graduação em jornalismo na USP.
O que faz sentido. Até porque, como todos sabemos, os negros representam 4% da população brasileira.
Mas isso não importa, porque não existe preconceito por cor de pele.
Leia mais
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Ignorar um machucado não faz ele desaparecer.
Confiar no mito da democracia racial brasileira, construído para servir a propósitos, é tão risível quanto ser adulto e esperar um mamífero entregador de chocolate (a.k.a. Coelho).
Encarar pessoas com níveis de direitos diferentes como iguais é manter em circulação coisas que a gente ouve por aí:
- Tinha que ser preto mesmo!…
- Amor, fecha rápido o vidro que tá vindo um escurinho mal encarado.
- Olha, meu filho não é preconceituoso, não. Ele tem amigos negros.
- Eu adoro o Brasil porque é um país onde não existe racismo como nos Estados Unidos. Aqui, brancos e negros vivem em harmonia. Todos com as mesmas oportunidades e desfrutando dos mesmos direitos. O que? Se eu deixaria minha filha casar-se com um negro? Claro! Se ela conhecesse um, poderia sem sombra de dúvida.
- Vê se me entende que eu vou explicar uma vez só. A política de cotas é perigosa e ruim para os próprios negros, pois passarão a se sentir discriminados na sociedade – fato que não ocorre hoje. Além disso, com as cotas, estará ameaçado o princípio de que todos são iguais perante a lei, o que temos conseguido cumprir, apesar das adversidades.
Mas o brasileiro não é homofóbico.
Nem machista.
Muito menos racista.






5 comentários
Como diz um frase de um protesto em Portugal: “Um dia os pobres não terão outra coisa para comer, senão os ricos”
Guardem a melhor parte da madame para nós!
MENTIRA!! a ciencia n pode provar inexistencia de raças na especie humana diante de evidencias biologicas tão claras! ESSA PROVA NÃO EXISTE!! sou cientista e posso garantir isso!
márcio racista científico…
o q importa é se os humanos de diferentes cores, sexos e preferências sexuais são capazes de realizar as mesmas atividades em geral, e de realizarem-se em dadas condições.
a observação/experiência (nelson mandela, stephen biko, martin luther king, desmond tutu, zumbi dos palmares, milton santos, e mesmo obama) comprova com sobras a capacidade dos negros de serem grandes homens, inteligentes, cultivados, civilizados, sensíveis…
e é o q interessa… o q basta, para não se ser racista.
Poxa, quem disse que não existe raça?
exite o Homo Sapiens branco e oHomo Sapiens negro, oras
Cuidado com o que dizem, temos um cientista aqui… Ok cientista ao invés de dizer que não existem evidências por que não cita algum contra argumento? e como meu próprio contra argumento à resposta que você difícilmente dará, mesmo que você consiga provar que realmente possam haver diferentes raças de seres humanos, saiba que raça é um simples nome, um nome perigoso pois dá argumentos, ainda que falsos, para pessoas acharem que é legítimo que alguns seres humanos tenham privilégios em detrimento de outros.