Redação Pragmatismo
Compartilhar
Tortura 08/Feb/2012 às 16:08
30
Comentários

Homem que fotografou Vladimir Herzog enforcado confessa a farsa do "suicídio"

A reportagem confirma a barbárie da ditadura militar. Contraditoriamente, ela é publicada pela Folha de S.Paulo, o jornal da família Frias que apoiou entusiasticamente o golpe de 1964

vladimir herzog suicídio ditadura militar

Fotógrafo revela toda a verdade

Numa impactante reportagem na Folha de S. Paulo, o repórter Lucas Ferraz entrevista o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira, autor da famosa foto do “suicídio” do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do DOI-Codi, em outubro de 1975. Ele hoje mora em Los Angeles (EUA) e confessou que a foto foi mais uma das farsas da cruel ditadura militar que vitimou o Brasil de 1964 a 1985.

Pela primeira vez, o fotógrafo deu detalhes desta ação criminosa. Vale conferir alguns trechos da longa reportagem de capa:

Aluno do curso de fotografia da Polícia Civil de São Paulo, Silvaldo fez em 25 de outubro de 1975, aos 22 anos, a mais importante imagem da história do Brasil naquela década: a foto do corpo do jornalista Vladimir Herzog, pendurado por uma corda no pescoço, numa cela de um dos principais órgãos da repressão, o DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna).

Publicada na imprensa, a imagem corroborou a tese de que o “suicídio” de Herzog era uma farsa. No mesmo local, três meses depois, o mesmo fotógrafo testemunharia a morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho. Assassinado sob tortura, ele também foi apresentado pelo regime como “suicida”…

A Folha localizou Silvaldo em Los Angeles, onde vive desde agosto de 1979, quando saiu de férias do cargo de fotógrafo do Instituto de Criminalística para nunca mais voltar. Pela primeira vez, ele contou detalhes sobre sua atuação na polícia técnica de São Paulo. “Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras”, afirmou, por telefone.

(…)

Dezessete dias depois de iniciar o curso [na Academia de Polícia], Silvaldo foi convocado para a sua primeira “aula prática” no último fim de semana do mês. “Disseram apenas que era um trabalho sigiloso e que eu não deveria contar para ninguém. A requisição veio do Dops”, afirma.

O Departamento de Ordem Política e Social, o principal centro de repressão da Polícia Civil, estava sob a influência do delegado Sérgio Paranhos Fleury, que tinha livre trânsito na linha dura das Forças Armadas. Um motorista levou Silvaldo até um complexo na rua Tutoia, em São Paulo, cidade que até hoje ele diz não conhecer bem.

No Brasil de 1975, os “suicídios” nos porões da repressão eram quase uma rotina. Um deles foi o do tenente reformado da PM paulista e militante do PCB José Ferreira de Almeida, o Piracaia, que morreu após ser detido no DOI-Codi, em agosto. Segundo o relato oficial, Piracaia se enforcou amarrando o cinto do macacão à grade da cela.

Os “suicídios” eram fonte de discussão no governo Geisel (1974-79) e de atritos entre militares e o governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins. Em 1975, segundo “Direito à Memória e à Verdade” (2007), livro editado pela Presidência da República, 14 militantes foram mortos por agentes do Estado.

A ditadura completava mais de uma década tendo aniquilado quase a totalidade da esquerda armada nas grandes cidades e engrossava a caçada aos militantes do Partido Comunista Brasileiro. Mais de 200 pessoas foram presas.

Entre os detidos na ofensiva contra o PCB estava Vladimir Herzog. Aos 38 anos, casado e pai de dois filhos, Vlado, como era conhecido, era diretor de jornalismo da TV Cultura. Profissional com experiência internacional e apaixonado por teatro, ele militava no partido, mas, segundo amigos, não exercia atividades clandestinas, nem poderia ser apontado como um quadro fixo do partido, que àquela altura já considerava a luta armada um grande erro.

Na sexta, 24 de outubro, Vlado foi procurado por agentes da repressão em casa e no trabalho. Decidiu se apresentar espontaneamente no DOI-Codi na manhã seguinte. Nas sete horas em que esteve detido na rua Tutoia, no Paraíso, onde ficava o centro do Exército, o jornalista prestou depoimento e passou por acareações. Segundo testemunhas, morreu após ser barbaramente torturado.

Quando Silvaldo chegou ao DOI-Codi para fotografar o cadáver de Herzog, a cena do “suicídio” estava montada. Numa cela, o corpo pendia de uma tira de pano atada a uma grade da janela. As pernas estavam arqueadas e os pés, no chão. Completavam o cenário papel picado (um depoimento que fora forçado a assinar) e uma carteira escolar.

Silvaldo chegou ali com uma Yashica 6×6 TLR, câmera tipo caixão, biobjetiva, com visor na parte de cima, semelhante a uma Rolleiflex. “Eu estava muito nervoso, toda a situação foi tensa. Antes de chegar na sala onde estava o corpo, passei por vários corredores”, conta ele.

“Havia uma vibração muito forte, nunca senti nada igual. Mas não me deixaram circular livremente pela sala, como todo fotógrafo faz quando vai documentar uma morte. Não tive liberdade. Fiz aquela foto praticamente da porta. Não fiquei com nada, câmera, negativo ou qualquer registro. Só dias depois fui entender o que tinha acontecido.”

Ele diz ter começado a montar o quebra-cabeça no domingo, quando o jornalista foi velado, ao descobrir que tinha fotografado o corpo de Vladimir Herzog. Depois, viu a foto no “Jornal do Brasil”, o primeiro veículo da imprensa a publicar a imagem, ainda em 1975. No início dos anos 80, a revista “Veja” a publicaria creditando o autor: “Silvaldo Leung Vieira, Depto. de Polícia Técnica, Secretaria de Segurança Pública, São Paulo, 1975”.

“Tudo foi manipulado, e infelizmente eu acabei fazendo parte dessa manipulação”, lamenta-se. “Depois me dei conta que havia me metido em uma roubada. Isso aconteceu, acho, porque eles precisavam simular transparência.”

(…)

Oitenta e quatro dias depois de fotografar o cadáver de Herzog, Silvaldo foi convocado para outra “aula prática” no DOI-Codi. Era janeiro de 1976, e ele ouviu as mesmas recomendações de que não falasse nada sobre o trabalho. Novamente, a ordem partira do Dops. O objetivo era forjar outra farsa: a morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho, também “enforcado” nas dependências do Exército…

Segundo testemunhas Fiel Filho fora detido pelos agentes do DOI-Codi de sandálias e sem meias. “Fiz fotos do local onde o corpo foi encontrado, mas não me deixaram ver o cadáver. Antes de fotografá-lo, recebi uma ordem de que deveria deixar o local”, afirma Silvaldo. Assim como ocorreu na morte de Vlado, o 2º Exército, responsável pelo Estado de São Paulo, divulgou nota atestando o “suicídio”. Mas não houve publicidade da imagem do morto no DOI-Codi.

“Eu sabia que eles tinham feito merda, mas nessa segunda vez eu estava mais relaxado, fiz até um comentário: ‘Aqui acontecem coisas estranhas'”, lembra Silvaldo. “Um oficial do Exército que me acompanhava, que parecia ser muito jovem, me ameaçou: ‘É melhor ficar calado e não comentar nada. Se você não calar, a gente te cala’.”

(…)

Em abril de 1979, quando o país discutia a Lei da Anistia, Silvaldo recusou-se a participar de uma tarefa – da qual ele diz não se lembrar. Desde julho de 1976, já estava efetivado como fotógrafo da Polícia Civil de São Paulo, segundo seu registro funcional da Secretaria de Segurança Pública.

No documento, vê-se que passou pela delegacia de Santos, a de acidentes de trânsito e, por fim, a Darc, Delegacia de Arquivos e Registros Criminais, onde era responsável por registrar os presos condenados antes que fossem transferidos para os presídios.

“Mas o trabalho ia sempre além”, conta, “e muitas vezes tinha que fotografar também presos políticos, alguns que acabavam de sair das sessões de tortura. Eu não agüentava aquilo, reclamava que minha atribuição não me permitia fazer esse serviço. E quanto mais eu questionava, mais a situação ficava delicada.”

Silvaldo diz que os superiores passaram a fritá-lo por sua atitude questionadora: não podia tirar férias e chegou a ser suspenso. Segundo registro da Polícia Civil ao qual a Folha teve acesso, Silvaldo foi afastado por três dias, nos termos da lei estadual no 207, de 1979, por “descumprimento dos deveres e transgressão disciplinar”. Em agosto, finalmente tirou férias e deixou o Brasil.

A reportagem confirma a barbárie da ditadura militar. Contraditoriamente, ela é publicada pela Folha de S.Paulo, o jornal da famiglia Frias que apoiou entusiasticamente o golpe de 1964, aliou-se ao setor linha dura dos generais, difundiu todas as mentiras dos carrascos e ainda teve a caradura de cunhar a expressão “ditabranda”, em editorial, para se referir a este sombrio período da nossa história.

Altamiro Borges

Recomendados para você

Comentários

  1. Mariângela Postado em 19/Mar/2012 às 09:25

    E os militares comemorando o golpe de 64!!! Como isso é possível?

  2. godserf Postado em 20/Mar/2012 às 07:19

    Eu vivi todo o período da ditadura militar. Eu não apoio ditadura, mas no período da mesma, foi um época de sossego na minha cidade; nós podíamos dormir até com as portas da minha casa abertas e ninguém entrava em minha casa para roubar; e não precisava de portão de ferro para se proteger de bandidos. Hoje com essa "democracia", todos sabemos o sofrimento que estamos tendo. Ninguém tem mais sossego, nem em casa nem na rua. Se é para o sossego do povo do meu País, eu prefiro a ditadura militar. Pelo menos o exército toma de conta de tudo; e quem for ladrão com certeza vai se dar mal.

    • Edson Mendes Postado em 13/Sep/2013 às 15:09

      Antes da ditadura também se podia dormir de janela aberta. Ou seja, a culpa da violência não é da democracia

    • robério batista campos Postado em 25/Apr/2016 às 15:07

      Mais um apologista da ditadura.Como é grande o numero de alienados políticos em nosso país. Tudo isso é resultado da lavagem cerebral que a mídia monopolista efetiva há várias décadas.Democratização dos meios de comunicação já.Os defensores da opressão se escondem , utilizando pseudônimos.

  3. Rogerio A.Jr Postado em 20/Mar/2012 às 10:12

    godserf....não precisamos estar em Ditadura...para ter o exercito assegurando a paz...eles nada fazem em quarteis...poderiam dar apoio a segurança nacional...

  4. GodGym Postado em 20/Mar/2012 às 10:29

    Não defendo os militares. Mas toda essa barbárie - que de fato aconteceu - foi perpetrada por civis. Delegados, agentes, carcereiros. Todos embriagados por um poder que não tinham estrutura psicológica para desfrutar. Os comandantes militares apenas combatia a investida comunista no Brasil que também, de fato, aconteceu com muita força a ponto de Luis Carlos Prestes afirmar numa reunião com o poder soviético na época: "Já estamos no governo, só nos falta agora, o poder!". Para combater a força, às vezes, precisamos de mais força. E foi aí que passaram dos limites. Erraram a mão e isso custou a vida de inocentes. Mas hoje, passados 27 anos do último presidente militar, aonde e como estamos? De novo, nas mãos da ditadura. A ditadura da roubalheira, da corrupção desenfreada, a ditadura do "cala a boca otário, que eu vou levar o meu!" O Brasil poderia, pelas riquezas que possui, ser quase uma "Suíça da América Latina". Só não é, por que nossos dirigentes tratam o país como sua fazenda particular, de onde podem tirar tudo, sem dar satisfação a ninguém, Não tenho saudades dos militares: Tenho saudades do tempo em que meu país tinha perspectivas.

  5. godserf Postado em 20/Mar/2012 às 13:20

    "As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei." 1 Coríntios 14:34 De acordo com esse verso, eu acredito que se as mulheres não podem nem falar nas igrejas, tampouco podem nos governar. Não sei se isto é machismo, mas a Bíblia fala destas coisas sobre mulheres. É muito constrangedor para os dias atuais. Mas é dito que a Bíblia é eterna, portanto, se ela valeu no tempo dos apóstolos, então ela vale até os dias atuais. Bom, esta é uma observação minha. Não sei se os demais concordam com a palavra do Eterno Criador.

    • Diego Postado em 11/Jun/2014 às 15:20

      E claro que ninguem em sa consciencia vai concordar com isso! Biblia e um livro eterno pelas mensagens metaforicas que transmite pregando amor e conforto, nao um guia de como devemos governar ou nos educar porque estamos a milhares de anos de distancia daquela epoca. Voce deveria abrir mais sua cabeca e, respondendo a sua duvida, e LOGICO que isso e machismo, as mulheres vestem calcas e nao sao mais apedrejadas nos tempos de hoje, alguma coisa mudou.

  6. Gladimir Postado em 20/Mar/2012 às 16:45

    Não posso conceber como uma pessoa pode ser tão alienada a ponto de fazer as referências a respeito da pseudo segurança que os militares teria promovido. A pessoa não consegue perceber o tamanho da barbárie que estes cometeram e ainda quer traçar comparativos de tempos em que se "amarrava cachorro com linguiça" com os tempos de hoje. Antes dos milicos também se dormia de portas abertas. Mas não entrarei em um "tratado antropológico" para rebater esta ignomínia, pois mesmo que as benesses atribuídas àquele regime, não há o que justifique o que eles fizeram. Agora, para quem gosta, ou se acostumou, a andar a cabresto, talvez seja realmente a solução.

  7. godserf Postado em 20/Mar/2012 às 19:22

    Não há alienação em fazer uma comparação de um tempo para outro. Alienação é viver num mundo de banditismo, em que nenhum cidadão tem direito a viver em paz. Talvez tu não tens conhecido os anos 60, pois, se o tivessem não dirias tanta asneira. Quem conhece história é diferente de que não conhece, pois a isto não é alienação, e sim conhecimento de causa. E quem está encabestrado eu tenho certeza é você cidadão que concorda com esta atual corrupção. Em uma pessoa dá uma opinião sobre o que pensa não há nada de errado. Isto de criticar a minha opinião é uma grande estupidez de tua parte. Pelo teu pensamento, vê-se logo que teu conhecimento é muito pobre. Aprende a respeitar o pensamento das pessoas, aí sim, tu te tornarás um sábio.

  8. Ivo Postado em 21/Mar/2012 às 09:40

    Um idiota que posta um trecho de Corintios não merece nenhuma atenção. Um idota que diz que as mulheres não deviam falar nem na "igreja" merece ser "suicidado" numa cela como foram "suicidados" esses pobres coitados aí. Um paspalho que diz que na época da ditadura se dormia de portas destrancadas e diz que "aquela época" era melhor deveria ser extraditado para Cuba para aprender a diferença entre democracia e ditadura. O banditismo dos novos tempos só acontece por conta do excelente trabalho feito pelos mesmos imbecis que cuidavam da segurança naquela época. Só que hoje existem bandidos de verdade enquanto naquela época existiam cidadãos comuns lutando por liberdade. E, hoje, as polícias continuam fazendo o que faziam na época: subjulgam o cidadão comum e deixam os bandidos fazerem o que quiserem, pois os bandidos são seus parceiros no crime. Só existe uma coisa pior que um idiota: um idiota cego.

    • Júnia Postado em 03/Oct/2013 às 02:04

      Gostei :D

  9. adriana Postado em 21/Mar/2012 às 15:13

    Acredito que estamos constuindo a nossa democracia, até por que ela passa por difierentes questões que dizem respeito a igualdade social... estamos muito longe disso. Contudo, entre as conquistas da democracia está o direito à liberdade de expressão e ideológica, mas é lamentável ver alguém defender os crimes, a discriminação e pior, usar a bibilia (que com todo o respeito relata fatos de uma época histórica) e buscar elementos para defender sua postura reacinária e desumana. Acredito sim, que Deus acima de tudo é amor ... e não vejo como falarmos disso sem defender o direito das pessoas, e com certeza numa sociedade desigual, isso passa pela defesa dos direitos sociais.

  10. Paz Postado em 22/Mar/2012 às 08:47

    Para fazerem isso aqui de novo somente se estão tendo apoio novamente do exterior, deve se encontrar uma saída para colocar cada um no seu devido lugar. O Brasil é um pai de paz e os militares não estão sabendo se colocar no seu lugar de novo. Jamais poderia haver uma festa comemorativa há um desastre que foi essa DITADURA para a nação.

  11. Deborah Postado em 22/Mar/2012 às 12:36

    "as palavras do Eterno Criador"... só isso já atesta o tamanho da ignorância da pessoa que escreveu isso. A Bíblia foi escrita por homens, tão imperfeitos como todo ser humano, enfim... A "tranquilidade" era mantida nos centros urbanos por meio de milicias que saiam matando qualquer um suspeito de ter cometido algum delito. Isso não é tranquilidade, quem diz isso só teve a sorte de não ter tido um parente seu torturado e/ou morto pela ditadura ou sua casa invadida pela polícia.

    • Júnia Postado em 03/Oct/2013 às 02:17

      Lendo seu comentário depois de ler o da Bíblia cheguei a conclusão q no fim das contas ele tem razão em fazer relação entre as duas coisas kkkkkkkkkkkkkkkk As pessoas eram "corretas" , qdo eram, naquela época pelo mesmo motivo q são hoje. O medo de morrer ou "sumir" na Ditadura e o medo de ir pro "Inferno" na religião. A Ditadura funcionava pra alguns como o temor funciona pra muitos desde que Deus foi criado, mesmo antes da Inquisição. A maioria n é correta e justa porque é o certo. Qdo é, é por medo do castigo ou à espera de recompensa. “Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível.” ―Albert Einstein

  12. Marcos Garcia Postado em 22/Mar/2012 às 18:46

    Muito bem! Houve violência: tortura, prisões, assassinatos, etc,durante o Regime Militar. Isto é fato. No entanto, por acaso isto não ocorre nos dias de hoje? Ou não ocorria antes de 64? Vou dizer só alguns fatos que eu acompanhei: no fim dos anos 90 um jovem rapaz, trabalhador e estudante foi assassinado pela polícia somente por que estava namorando a filha de um policial e o policial não gostava dele; em 2001 a polícia organizou o assassinato de um trabalhador rural, pai de família, ficha limpa, a mando do patrão em troca de "favores". Várias pessoas hoje, ontem ou a qualquer tempo tem histórias para contar. Conclusão, alguns agentes do governo, seja na "ditadura" ou não sempre cometeram crimes. Não que isto signifique que cometer crimes é o certo. Apenas quero dizer que não é o suficiente condenar o Regime Militar baseado na ação de alguns agentes, pois não condenamos o atual governo pelo crime que seus agentes cometem. É preciso outros argumentos. Por que este é insuficiente. Caso contrário teriamos que mudar de governo todos os dias. Hoje em dia muito mais ainda.

  13. Marcos Garcia Postado em 22/Mar/2012 às 18:56

    Ah! E só para lembrar. A própria reportagem nos trás que os militares não concordavam com a maneira de agir do Governo Paulista, civil, quanto aos assassinatos, cometidos por civis e não militares. Posso acrescentar que inclusive o General Comandante do II Exército (São Paulo) foi vergonhosamente destituído do cargo pelo fato ocorrido em sua área de responsabilidade, apesar de não ser ele o mandante ou executor de Herzog. Quantos agentes do Estado a nível de comando são destituídos hoje por crimes cometido em suas áreas de responsabilidade?

  14. Chico Postado em 23/Mar/2012 às 05:41

    Está escrito: o povo clamou por uma atitude mais enérgica contra a desordem que havia no País! Assim, militares desncadearam o contra golpe militar de1964. contra golpe porque o golpeestava em andamento para tomar o poder e implantar o Comunismo no Brasil. Durante o período aconteceram alguns excessos? Não sei. Somente quem viveu anquela época pode dizer. O que sei é que o TRABALHADOR, cidadão honesto, não teve problemas com o Governo Militar. De qualquer forma, o Governo Militar é apenas uma capítulo da história desse País. Sem ele, poderíamos estar vivendo, até hoje, num país comunista! Esse é o motivo que se deve ressaltar quando se relembra de 31 de março de 1964. A Lei da Anistia veio para encerrar esse capítulo da Nossa história. cabe ressaltar que a anistia foi para ambos os lados: partidários do comunismo e anti comunismo. Esses últimos foram assim mencionados porque não são apenas militares. O fotógrafo dos (atuais) supostos suicídios também foi anistiado. No "outro lado", a mesma Lei da Anistia que possibilitou a eleição da atual presidentE. Por fim, a Comissão da verdade deveria ser composta por integrantes dos diversos setores ativos daquela época, para que se faça m os questionamentos cabíveis para cada situação, durante as apurações. Procure tentar imaginar o que poderia ocorrer se a Lei a Anistia fosse anulada? O que você faria, hoje, se soubesse a localização exata de um assassinto, de um terrorista ou de um assaltante de banco? Finalizando, alguém teria coragem de processar seus pais por ter sido educado levando palmadas? Será que precisamos de uma Lei de Anistia para nossos pais e para os pais de nossos pais? O fato é que o que foi feito naquela época, foi feito com base na realidade da época, com os pressupostos da época e com as ferramentas disponíveis da época. Hoje, o que mais me preocupa, não é o que aconteceu no Governo Militar, até porque, TODOS os integrantes da minha família, trabalhadores honestos e pessoas de bem, estão vivos. O que mais me preocupa é que, enquanto percebemos a falta de educação, saúde e segurança, o Governo Brasileiro envia recursos da ordem de R$ 1.500.000.000,00 (um bilhão e quinhentos milhões) para CUBA! Sinceramente, eu não consigo entender como nossos representantes conseguem aceitar uma situação como essa! Nem mesmo votos eles conseguirão com essa medida. pesquise o assunto e cobre uma atitude daqueles em quem você votou! Peça a reversão dessa quantia em prol da saúde e/ou educação!

  15. Sergio Postado em 23/Mar/2012 às 18:26

    Essa é a parte boa de vivermos na democracia, falamos o que pensamos, mesmo com algumas restrições. Todos vocês estão certos opinião é de cada um, não cabe a mim julgar, alguns foram muito felizes durante o regime militar e outros infelizes, na democracia acontece a mesma coisa, nunca vamos estar satisfeitos. O que não podemos é atacar quem escreve ou se posiciona a favor ou contra o que quer que seja. Tentamos ser felizes é o que importa.

  16. J Porto Postado em 26/Mar/2012 às 11:35

    Mr. Godserf, o senhor não deve ter nada pra fazer mesmo, não? Vá varrer um quintal, lavar suas cuecas sujas, limpar as janelas das sua casa, que ficavam escancaradas na época feliz da ditadura militar. Não sei também porque perdi tanto tempo da minha vida lendo essa montoeira de asneiras.

  17. Flor de Lis Postado em 29/Mar/2012 às 22:08

    Hoje vi o manifesto da Cinelândia pela TV, acho chegar em casa quase as 21hs após quase 12 horas de trabalho, e pensei "essas pessoas náo trabalham?". Porque apenas falam do sofrimento dos civis, ou todos acreditam que todos os militares eram pessoas sem pai, mãe, filhos...e acredito que o Brasil não sabe das atividades dos militares de fato, tenho amigos que perderam os pais em forças de paz da ONU, com as bombas da Angola, todas as vezes que tem invasões no morros e os militares fazem a proteção dos cidadãos, são seus filhos e esposas, mães que ficam tensas se eles vão voltar...e assim que eles assumem o compromisso de serem militares, não é uma opção estar ou não num manisfesto é um dever defender o seu pai, a sua mã, os seus filhos...dos quais eles muito mais aprendem a dar vida em combate do que tirar vidas...Acredito que nós brasileiros só vamos aprender a dar valor aos militares, se vivermos realmente em guerra como no Afeganistão, ou tivermos terrorismo como nos Estados Unidos, porque apenas lembrar que guerrilheiros também mataram civis não é suficiente para deixar a história onde deve estar, no passado para servir de lição...

  18. alderijo bonache Postado em 07/Apr/2012 às 00:21

    Defender este tipo de bárbarie só pode ser doente mental em estado crítico, isto não é coisa de quem tem cérebro, mas M..da pura!

  19. Benedito Herzog Campos Postado em 28/Dec/2012 às 19:52

    O que dizer sobre toda essa barbarie !!! De onde tiram seres humanos de se colocarem como donos da verdade e sair matando o outro como se fossem animais e nem aos animais fazemos isso...a raça humana assumiu um progresso , é verdade, mas carrega cosigo como herdeira da criação que é, marcas e sicatrizes advindas de maldades, guerras, tomadas sangrentas de poder, santas inquisições. Tudo isso para quê ? Uma total falta de conhecimento dos valores humanos...qual seria o sentido da vida para esses assassinos da ditadura que se defendem até hoje com o escudo "recebiamos ordens" ??? Nunca houve uma reflexão sobre os valores de um indivíduo, que como os seus proprios carrascos, só passariam uma vez pela vida...tiraram a oportunidade de um ser único de mostrar os seus valores, assim como perderam a oportunidade de serem individuos livres, pois viveram como peças de manobras e ainda caminham aterrorizados pelas suas proprias sombras criminosas. Vida triste para um ser humano !!! Vivem bem dessa forma ??? Agora pergunto: - A quem realmente interessou esse militarismo covarde ???

  20. Alex Postado em 27/Feb/2013 às 21:42

    Rogerio A.Jr, lhe convido a passar um dia em qualquer quartel que seja , como já fizeram até mesmo diversos apresentadores de TV!Depois você me diz o que viu por lá OK? Não creio que aceitaria, pois é covarde! E não tem respeito a nenhum valor cívico!E ainda, no mínimo, quando teve que se alistar pediu aos amigos de seu papai para não ter que servir ao seu País. Assim não teve a oportunidade de ficar calado e falar tanta besteira em tão poucas palavras. Engraçado que em nenhum outro País tenha pessoas tão desinformadas, que não deem valor aos seus próprios irmãos unidos por sentimento de nacionalidade! Desconhece o que seja uma pátria, nação, e outras coisas mais, que dizem respeito aquilo que nos mantém unidos e livres! Engraçado viver num País que queira ser grande com tanta gente com pensamento tão vil e mente tacanha como a sua!

  21. José Alfredo Schierholt - Gmail Postado em 02/Mar/2013 às 13:34

    Será que não é possível mantermos um clima de civilidade para conersarmos, uns com os outros, sem nos ofender mutuamente? Por mais que se pretenda, a verdade jamais ficará acobertada. Sejamos honestos e éticos, sempre, em qualquer tempo e lugar. Lajeado, 2 de março de 2013 - José Alfredo Schierholt - 78 anos de idade.

  22. Jorge Dikamba Postado em 11/Jun/2013 às 02:06

    País grande, esse. E rico, riquíssimo. Tão rico que seu povo paga 34% de tudo que consome em impostos, vai feliz assistir ao futebol, tmar aquela breja e assistir novela. Desses 34%, uns 3 ou 4% retornam em serviços. o restante mantém o Estado (aí incluídos os militares de todos os governos, democráticos ou não), com seu Congresso inoperante e caríssimo, corroído de corrupção e comandado nas três esferas pelo Executivo, a verdadeira cabeça do Leviatã que se assenta sobre a poltrona do Judiciário mais moroso do mundo. Não há ideal. Não há ideologia, não há Pátria, salvo aquela do uniforme canarinho comandada em campo por um patético novo-rico emplumado. Cifras astronômicas passando de cueca em cueca na calada da noite, remédios indo para lixões, as cadeias cada vez mais cheias e as escolas cada vez com menos professores, assustados com a violência que, existindo desde sempre, iniciou sua escalada algum dia para nunca mais parar. As penas ão calculadas em sextos, os crimes hediondos dão direito a regalias hediondas, alguns ministros do Suprmo nos dão vergonha e outros nos orgulham, o filho do "home" virou fazendeiro rapidinho, com milhões na conta, e todos acreditam que ele continua o mesmo operário do ABC. E ninguém explica o porquê de nada, os torturadores continuarão com suas pensões e aposentadorias, outros que lograrem êxito em um processo longo e desanimador receberão algumas indenizações, vem aí a Copa, a transposição já deu milhões para os empreiteiros e a água não chegou ao agreste (e quando chegar vai beneficiar os latifundiários que na calada já compraram meio nordeste para o agronegócio), vem eleição e continuamos votando nas mesmas caras - tem alguns políticos que parecem em cargos vitalícios. E quem perde com isso somos nós, o zé povinho de mente pequena que fica discutindo patriotismo e não consegue se organizar contra essa corja de bandidos que nos governa mas em dois dias junta meio milhão na marcha pela liberação da maconha, pelo orgulho de fazer sexo da maneira que quizer ou por outra asneira qualquer. Povo que não vê seus cegos tropeçando nas calçadas esburacadas das cidades, nem imagina quantos ainda serão tragados pelo pernicioso crack, já que não aparece um cabra macho pra botar ordem nessa bodega, combater o narcotráfico de verdade e não ficar enxugando gelo nas boquinhas de fumo das favelas, prender esses políticos safados [pobre condenado já sai do forum em cana, mensaleiro condenado viaja pelo mundo equanto o povo espera, pacientemente, entre uma cerveja gelada (das mais racistas) e outra (mais racista ainda) propagandeada com alarde por uma multidão de jovens sarados e escandinavos]. Alguém me responda, por favor: pra quê tudo isso? Pra quê aquelas estúpidas mortes, a tortura, as medalhas, o Rei e a Seleção dançando com os generais? E o sistema político com seus trinta e tantos partidos de mentira, em que todos querem é apenas poder. E dinheiro, claro...

  23. Lilian Postado em 10/Jul/2013 às 16:22

    Senhor Chico, Sim, pessoas processam seus pais por terem levado "palmadas". Isso é crime de agressão, agravado pelo vínculo formado pelo pátrio poder e por ser perpetrado por um adulto contra alguém, em geral, incapaz de se defender ou reagir à altura. Basta procurar no Código Penal Brasileiro. Sugiro também a leitura do Estatuto da Criança e do Adolescente, que salvaguarda os direitos de indivíduos os quais, ainda que cidadãos, não são tratados como tal, necessitando, inclusive, de leis específicas para reafirmar as leis já existentes correlatas a agressão física, verbal ou psicológica. Apenas um adendo: "palmadas" são consideradas, por lei, maus tratos e, em sendo denunciadas, o Estado entra com o processo contra os pais, sem necessitar sequer de consentimento do menor.

  24. Luís Afonso Postado em 16/Oct/2013 às 17:32

    O fotógrafo não "prova" que foi montagem pois não presenciou a cena sendo montada, ao contrário do que a manchete apregoa. Ele desconfia que foi "usado" mas não viu o assassinato para provar o contrário. Não fede nem cheira como prova factual de nada. O sujeito nada viu além do corpo de Herzog naquela posição na cela do Doi-codi. Se foi morto em outro local e colocado ali, nada. Se foi assassinado ali e depois a cena "montada" não tem nada mais do que "impressões". Se eu fosse o fotógrafo da cena, mesmo nada sabendo do que aconteceu antes ou depois, com tudo o que a imprensa divulga sobre o assunto, iria eu mesmo duvidar que ali havia uma cena de suicídio. Mas aplicando a lógica mais rasteira, se o os militares quisessem "montar" uma cena de suicídio que aparentasse verdadeira, não iriam deixar um corpo acocado ao chão com uma tira de nylon no pescoço. De onde poderia tranquilamente levantar-se para "sair" da posição suicida. Iriam pendura-lo num lugar alto, para absolutamente não haver suspeitas sobre isso. Ou mesmo providenciar um tiiro à queima roupa na cara, para "limpar" qualquer resquício de tortura. E depois divulgar a mentira de que roubou a arma de um agente e matou-se. Pois a cena, apesar do teor raso das "dúvidas" que suscitou desde o primeiro momento, realmente é fidedigna de casos de suicídio por enforcamento. Se forem ao Google e procurarem por este termo, irão encontrar fotos escabrosas de suicidas reais em poses quase iguais ao do Herzog. Tais como esta aqui (http://www.lapolitica.com.mx/?p=15099).

  25. Nicolau Postado em 24/May/2015 às 09:58

    Desde 1985 tem a criminosa "democracia" com 50 mil mortos a o ano! Temos crimes, estupros, assaltos, bandidos soltos, menores criminosos soltos, favelas, prostituição, 13 milhões de Analfabetos, drogados, pederastas com paradas gay de viados, imbecilidade na TV, secas no Nordeste, enchentes nas cidades, prisões cheias de pobres, ladrões da elite do PT do Mensalão, Lava Jato e Petrobras soltos, revistas, jornais , rádio e TV só falam e mostram crimes, hospitais miseráveis onde morrem pobres nos corredores, enquanto que os exploradores socialistas da Elite do PT vão no Sírio Libanês ou Albert Einstein em São Paulo, nenhum vagabundo socialista do PT usa o SUS ou algum "medico" cubano!