Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 03/Dec/2011 às 23:27
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Estudante espancada por PM na USP pediu ajuda a repórter da Globo e foi desprezada

Sou asmática e quase desmaiei. Eles são sarcásticos, riam de mim, falavam que eu não ia sair dali. Eu gritava e batia as mãos no chão, e eles falavam “você está pedindo arrego?”, diz estudante agredida

violência PM USP estudante agredida

Raphael Ken Ichi Sassaki

Uma estudante da USP denuncia, em depoimento, que foi agredida e ameaçada por PMs na ação de reintegração de posse da reitoria. Ela tentou registrar as agressões na polícia, mas não conseguiu. “Um deles pegou na minha nuca, bateu minha cabeça no chão várias vezes, na parte do couro cabeludo, para não deixar hematoma. Nisso passou um repórter da Globo, o primeiro a chegar no local. Quando eu o vi achei que era minha salvação: comecei a gritar e falar o que estava acontecendo. O repórter olhou com o maior desprezo e passou direto”.

Nadya Krupskaya (nome fictício), 25, é professora de filosofia na rede estadual e estudante da USP. Ela foi uma das detidas após a reintegração de posse da reitoria da universidade.

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Nadya afirma que não estava na reitoria durante a operação e que foi presa e levada para dentro do prédio por PMs, após tirar fotos da operação. Ela está sendo indiciada, junto a mais de 70 pessoas, por desobediência à ordem judicial e dano ao patrimônio público.

Dentro da reitoria, ela alega ter ficado sozinha por 30 minutos com policiais homens, que a teriam agredido e ameaçado. Na delegacia, diz que tentou registrar as agressões, mas segundo a delegada que ouviu os detidos, não era possível registrar tal depoimento.

Segundo advogados que representam os estudantes detidos, o relato dela será a base de uma denúncia que deve ser feita ao Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), após o resultado dos exames de corpo de delito, ainda não finalizado.

Depoimento dado a Raphael Sassaki:

Eu ocupei a reitoria, participei do movimento, mas na noite da reintegração de posse, eu não dormia lá. Eu estava no meu apartamento no Crusp, quando acordei assustada com os barulhos dos helicópteros iluminando meu quarto. Em seguida, desci pra ver o que acontecia, muitos amigos estavam na reitoria.

Lá embaixo, PMs impediam as pessoas de sair, inclusive as que tinham que ir trabalhar ou pessoas que tem que acordar de madrugada para tocar pesquisas nos instituto, e também, claro, quem queria ir para a reitoria ver o que acontecia. Ainda estava bem escuro.

Eu desci junto com essas pessoas e, passado alguns minutos vendo aquela situação, começamos a sair por uma lateral do prédio.

Chegando próximo à reitoria, eu comecei a tirar fotos em frente ao cordão de isolamento da polícia, para registrar o que acontecia. Nisso apareceu um policial por trás de mim, apontando uma arma de grosso calibre. Eu fiquei paralisada; na minha frente o cordão de isolamento e atrás um cara armado.

Ele me pegou , me disse que eu estava detida e me mandou deitar no chão. Chegaram mais dois PMs, que já me jogaram no chão para me imobilizar; eu comecei a gritar, já que eu não estava lá dentro e eles não tinham justificativa legal para me deter, eu só estava filmando.

Foi quando um deles falou: “É melhor levar ela pra dentro”. Na delegacia falaram que eu tentei entrar na reitoria. Como eu vou entrar em um lugar cheio de polícia, passando pelo cordão de isolamento?

Eles me levaram arrastada pra frente da reitoria, quebraram o vidro e entraram. Era uma sala escura, não havia nenhum aluno, só policiais homens.

Lá, me colocaram de pé e mandaram deitar no chão. Como eu não fiz imediatamente o que me pediram, eles chutaram minha perna, que ficou roxa. Acredito que isso conste no exame de corpo de delito.

Quando me jogaram no chão, um homem sentou nas minhas pernas, próximo ao meu bumbum, e dois no meu tronco, pressionando com o joelho meu corpo no chão. Havia vários em volta fazendo uma roda, porque como estavam ao lado do vidro, se alguém estivesse passando poderia ver.

A única visão que eu tinha era das botas. A sala estava toda escura. Devia ter uns 12 homens ali, algo descomunal para imobilizar uma mulher. O que me chocou e o que os advogados querem caracterizar como crime de tortura foi que nesse momento os policiais apertaram meu pescoço e taparam minha boca e meu nariz.

Eu sou asmática e quase desmaiei. Eles são sarcásticos, riam de mim, falavam que eu não ia sair dali. Eu gritava e batia as mãos no chão, e eles falavam “você está pedindo arrego?”

Um deles pegou na minha nuca, bateu minha cabeça no chão várias vezes, na parte do couro cabeludo, para não deixar hematoma. Eu tentei reagir e mordi a mão do PM que segurava minha boca. Quando fiz isso, eles me falaram: “Você conhece o porco?”.

O porco é uma bolacha de plástico que enfiaram na minha boca e me impedia de falar e dificultava minha respiração, pois sou asmática. Eu fiquei com isso na boca enquanto eles falavam: “é melhor ficar quieta senão vai ser pior”.

Eu pensei que não havia mais ninguém lá dentro, que todo mundo já havia sido retirado e que iam fazer o que quisessem comigo. Depois eu soube que tinha uma sala ao lado, onde as meninas ouviram tudo o que aconteceu ali, elas são minhas testemunhas. Onde eu estava, não tinha uma mulher, ninguém.

Depois de vários minutos dessa situação, me prenderam com um lacre, com as mãos pra trás. Apertaram isso muito forte e me levantaram pelos cabelos do chão; tiraram o ‘porco’ da minha boca e me levaram pra outro lugar, mais iluminado.
Eu reclamava do meu braço, que ficou roxo; isso não saiu tanto no corpo de delito, já que ele foi feito às 2h da quarta-feira, e a reintegração foi às 5h do dia anterior.

Eu reclamava que meu braço doía muito quando passou um repórter da Globo, o primeiro a chegar no local, o que fez toda a cobertura da desocupação. Quando eu o vi achei que era minha salvação: comecei a gritar e falar o que estava acontecendo. O repórter olhou com o maior desprezo e passou direto.

Mas os câmeras filmaram um pouco, tanto que as imagens estão no Jornal Nacional, onde eu reclamo da minha mão. Eu falando o que tinha acontecido eles não colocaram. Um cara [PM] ainda me falou “viu, não adianta nada você reclamar”.
Eu não conseguia ficar de pé, mas eles me forçavam; um PM pegou o cassetete e apertou contra a minha garganta pra eu ficar em pé, junto à parede.

Eu estava assim, quando chegou uma policial mulher, uma loira, que imagino que eu possa identificar no processo –foram 25 mulheres presas e apenas 3 policiais mulheres, que contamos, essa era a única loira.

Eu achei que ela fosse ter o mínimo de sensibilidade. Eu falei [para o PM] ‘você vai me bater de novo?”. Nisso a policial mulher chegou, tirou ele de lá e falou: “Ele não pode te bater, mas eu sou mulher e posso” e pegou na minha blusa e me jogou duas vezes contra a parede. Eu reagi e dei uma cotovelada; ela saiu.

Eles continuaram em volta de mim. Essa loira reapareceu com minha máquina dentro da caixinha; achei delicado terem guardado, somente para ver depois que a máquina estava quebrada e sem o cartão de memória.

A policial [mulher] ainda me falou: “Se você colaborar eu vou te levar junto das meninas, senão, você vai ficar aqui com os meninos [os PMs] viu?”.

Me levaram para a sala, onde todas as mulheres estavam sentadas no chão com vários policiais, que tampavam o vidro com escudos para que não pudessem vê-las.

Tinha mais polícia do que meninas, como se fossem oferecer grande risco. Elas disseram que eles falaram: “Não se preocupem com os gritos, é procedimento normal”. Ainda disseram, ‘não é nada, é só uma louca que entrou gritando’. Depois, soube que foram 30 minutos aproximadamente que eu fiquei sozinha com os PMs.

Ficamos um bom tempo nessa sala e começaram a me ligar. Eu atendi e disse que estava lá dentro; ninguém entendeu o que eu tava fazendo lá. Eu disse que passava mal, que precisava da minha bombinha. Aí sim os policiais acreditaram que eu tinha asma e 20 minutos depois me trouxeram minha bombinha, que meu namorado levou.

Depois mandaram eu desligar o celular e ficamos incomunicáveis. Havia vários policias sem farda, à paisana, filmando nossos rostos. Todos os PMs estavam sem identificação, dentro e fora. Reclamamos disso e a PM que me agrediu disse: “O que você entende de Polícia Militar pra saber o que PM pode ou não?”.

Fomos levados para a sala principal, onde ficam os quadros dos reitores. Colocaram a gente na parece e nos obrigaram a sermos fotografadas, armados e ameaçando, vestidos com roupa normal e sem identificação. Sem identificação por quê? Porque se acontecesse algo muito sério ninguém poderia ser punido?

Eles sabem onde eu moro, sabem meu nome, por isso não me identifico. Eu estou visada por que eles sabem que o que fizeram foi irregular. Eles têm imagens nossas, de perfil, de lado, fizeram um ‘book’ da gente. Estávamos todos assustados, porque não sabíamos o que ia acontecer.

Nos levaram para a delegacia, onde ficamos mais de 20 horas. Durante o interrogatório, nos perguntaram nosso número USP. Por que isso importa? Pra reitoria nos perseguir?

Eles disseram que íamos somente assinar um termo circunstancial e ser liberados, mas depois de um ligação recebida, mudaram e decidiram nos imputar os crimes, inclusive formação de quadrilha e crime ambiental, que depois foram desconsiderados.

Fui atentidada pela delegada [Maria Letícia Camargo], tentei falar para ela sobre a violência que praticaram comigo; ela me disse que o questinário partia do pressuposto que eu estava lá dentro, e que não havia uma lacuna onde ela pudesse relatar o que que queria falar.

Então resolvi declarar em juízo. Quando eu saí, tinha um policial gordinho de olhos azuis, que quis botar as meninas que estavam fumando para dentro do ônibus. Como questionamos isso ele me disse: “É pra você acatar, que você já conhece minha força”; Eu disse ‘então você estava lá, seu filha da puta, você me agrediu’. Depois disso ele desapareceu e eu não o vi mais.

Eu tentei fazer o boletim de ocorrência, mas a delegada se negou a registrar.

E é por isso que eu estou dando esta entrevista, porque ela teve a pachorra de dizer depois, em entrevista, que nenhum estudante alegou ter sido agredido.

O Movimento

Havia uma comissão para fazer material, outra para falar com a imprensa. Tinha a comissão de segurança, para garantir que não entrassem PMs nem imprensa, e que não fotografassem as pessoas. Tinha comissão de cultura, música, dança. É um absurdo falar que era um movimento de traficantes. Acha que tantas pessoas se organizaram dessa forma pra defender somente o direito de fumar maconha?

Ninguém ali está lutando pelo direito individual, polícia tem em todo lugar. Defendemos o direito de ter uma universidade de fato pública e aberta, para que as pessoas não tenham suas bolsas revistas e sejam punidas por crimes que não cometeram.

Agora os policiais estão ali, sabem onde eu moro, e podem me intimidar para eu não denunciar. Você pode achar um exagero, mas na USP há um programa de vigilância, com câmeras escondidas e funcionários do Coseas registrando as pessoas, inclusive relatórios da vida íntima e política das pessoas.

É estranho a mídia nos tachar de burguesinhos, porque se de fato fôssemos, o que íamos querer era justamente polícia pra nos proteger ‘dos favelados’.

Eu já fui babá, monitora escolar, bóia fria, frentista de posto de gasolina, trabalhei em fábricas, em telemarketing, no comércio.

Hoje sou professora na rede pública estadual, dou aulas de filosofia para crianças. Quando eu voltei para a escola os alunos falaram:

“Êba, a professora foi solta!”. Eles já sabem que as coisas não são como mostram.

Eu nasci no sul do país, meu pai era militante e coordenador do MST, já morei em acampamento e isso sempre foi natural. Eu vim para a USP porque aqui me parecia um lugar livre, onde tinha moradia estudantil e jovens podiam pensar livremente; tudo engano.

Desde criança sempre tive um veia crítica sobre as coisas; eu não sou direita, mas também não sou xiita ou radical, como falam.

Sou só uma estudante que se indigna, que quer uma universidade que não seja só para ela; a USP pra mim foi um sonho, e eu queria que outras pessoas pudessem compartilhar isso.

Não queremos universidade para a elite, mas para os trabalhadores e filhos de trabalhadores, algo que o reitor tenta impedir, bancado pelo governo.

Sou apenas uma indignada, que gosta de estudar, fazer política e morar no Crusp. Espero que eu não seja jubilada e possa prestar concurso para dar aula como professora efetiva, sem sofrer nenhuma represália, principalmente da própria universidade.

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Comentários

  1. João Ricardo Postado em 04/Dec/2011 às 13:05

    A ditadura silenciosa do Brasil por vezes se faz mais clara. Existe também uma ditadura midiática hegemônica, que, devido às novas mídias (sobretudo a internet) vem sendo enfraquecida. Mas grandes conglomerados midiáticos criaram ao longo dos anos a credibilidade com o público. Desde a assumida ditadura militar no Brasil, o povo brasileiro caiu nos braços do comodismo. Os questionamentos e as iniciativas partem, hoje, de pequenos grupos isolados, como o Movimento Estudantil (que também me deixa dúvidas sobre os verdadeiros objetivos). As redes sociais já se mostraram capazes de derrubar governantes, de promover a reunião do povo em prol de um objetivo, de se fazer meio para as reivindicações por uma sociedade mais igualitária. Não seria essa uma das possíveis soluções? A grande questão, hoje, é viver camuflado na web, mostrando realidades brutais, e construindo a credibilidade com o público. O wikleaks é o melhor exemplo de tentativa disso. Na verdade, me parece que a todo momento novas versões dos fatos surgem, por fontes, mídias, meios, e não se sabe mais o que aconteceu efetivamente.

    Aliás, um outro comentário paralelo...O título da matéria evidenciando o "desprezo do repórter da Globo" se mostrou como um detalhe (não menos importante, é claro) em toda a matéria. Dentro da ética jornalística, o repórter teria o direito de tentar ajudar, ou não (afim de capturar imagens do que posteriormente viria a ser usado na matéria para uma reportagem sem interferências). Segundo as palavras da estudante, ele passou direto. Uma escolha que não cabe no contexto, fingindo que não viu. Eu, antes de ser jornalista, me entendo por ser humano. Portanto, antes de uma matéria de qualidade (e que possivelmente venha a ser destaque em jornais), prezo pela dignidade da vida humana.. o que me levaria indiscutivelmente a interferir no ocorrido. Mas a ética jornalística é uma variável que está atrelada a preceitos e valores morais individuais. O que eu quero dizer com tudo isso, é que, de fato, o jornalista errou (de acordo com o relato da estudante). Destacar a emissora, jornal, revista, ou qualquer outro meio, é que me faz questionar sobre a relevância disso. Quero dizer, se fosse um jornalista da Rede TV as coisas seriam diferentes? Na verdade, quando analiso a frase, isso me faz pensar, no máximo, que a vênus platinada faz até mesmo seus repórteres tomarem posicionamentos políticos e sociais a tal ponto de ignorarem essas situações de opressão. Evidentemente, sim, a Globo toma uma posição política e tudo mais. Mas será que seus jornalistas, apesar de estarem inseridos no contexto, tomam partido desse posicionamento também? Caso sim, o que os levaria a isso? Um emprego numa renomada rede de tv? Muitas questões a serem debatidas...


    João Ricardo Ribeiro
    @1RicardoRibeiro
    Acadêmico de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa

  2. Rafael Tomazini Postado em 14/Dec/2011 às 18:49

    desculpe, mas nao pude deixar de expressar o que eu penso.

    1) Nao era para a garota estar dentro da reitoria!
    2) Foram avisados da ocupaçao da policia, mas mesmo assim ela continuou.
    3) Se ela é asmatica, pq estava dentro de um abiente totalmente fechado defendo os que "fumam maconha"

    Esse povo de filisofia ai é muito metido aos anos 60! tem que parar de palhaçada!

    Lutar pelos direito é uma coisa, mas se exaltar perde o "efeito"!

    Oque eles conseguiram? somente mais força da policia dentro da universidade!


    Outra coisa, quando estava tendo assaltos, estupros e assassinatos, correram gritando, implorando o policiamento! dizendo que era um absurdo qualquer um entrar e sair daquela porcaria, agora na hora de fumar droga tem que sair policia? haaaa, vai trabalhar rapaziada! fuma teu negocio em casa! faculade é para estudar, se reune depois e faz o que quiser!!!


    Um Abraco!

    • GIL PINHEIRO Postado em 11/Mar/2014 às 04:41

      Rafael, nada justifica a tortura a essa estudante, que NAO ESTAVA DENTRO DA USP COMO VC MENCIONOU, principalmente por aqueles (policiais) que ao inves de agirem como servidores públicos, agem como bandidos, disseminando crimes e violência...

    • Luiz Postado em 31/Aug/2014 às 22:36

      1) Ela não estava dentro da Reitoria 2) Eles não foram avisados da ocupação da Políucia 3) Ela não estava em um ambiente totalmente fechado, por que ela estava fora da reitoria quando foi abordada e a ocupação não foi para se fumar maconha, e ainda assim, quem defende a não criminalização da maconha não precisa fumar, e sim, ter um cérebro. Quem é metido à anos 60 é tu, q tá com cara de que tá com saudade da ditadura Ah, e t aconselho a você trabalhar pq essa garota tem jornada dupla estuda e trabalha em uma escola estadual (ou não soube ler a matéria inteira ou tá com amnésia seletiva...) Faculdade, no caso da USP, é lugar de se morar também, como é o caso dela.

  3. Nanda Stein Postado em 15/Dec/2011 às 11:34

    Rafael, acho que deve ler a denuncia com mais atenção....

  4. Du Mattu Postado em 15/Dec/2011 às 14:32

    Que comentário idiota, um babaca que não leu o que foi escrito, mas já tem opinião formada. Ela disse que não estava dentro da reitoria, mas no CRUSP cercado pela PM prá impedir que os estudantes fossem apoiar a permanência da ocupação e embaçar os abusos policias.

    Babaquice dois: insistir nessa bestialidade de que se trata de um movimento pelo livre direito de fumar maconha. Trata-se de um movimento pelo livre direito de ir e vir, de pensar e fazer política sem medo de ser fichado e acompanhado pela P2 que é uma polícia política antes de tudo...

    Babaquice mais absurda do comentário: Mesmo que ela estivesse na Reitoria colando chiclete no crucifixo, cagando na cadeira do Reitor e fumando crack nada justifica tamanha brutalidade. A polícia cometeu mais crimes que a estudantada. Mas SP infelizmente é uma terra permeada por conservadores imbecis e trogloditas, onde artista e militante social vai prá cadeia e bandido tá no palácio com direito a tapete vermelho. Graças a opiniões teleguiadas e escrotas como essa do Rafael aê.

  5. Gabriel Postado em 16/Dec/2011 às 01:39

    é... e ainda sonham com a USP... pra mim essa porra já perdeu credibilidade, conceito, paixão, e sonho de entra pra uma merda dessa...
    os Políticos, policiais, e funcionários de órgãos públicos, estão cada vez mais mostrando a sua cara. Essa tirania, opressão, hipocrisia, e manipulação, esta cada vez mais visível pra quem quer ver! Isso é nojento! A UPS JÁ ERA!!! Depois dessa grande onda de hacktivismo e ativismo em todo o mundo, não querem + pessoas inteligentes! pois elas é quem iriam tomar o poder desses merdas inescrupulosos e tiranos desgraçados e corruptos! E vão começar a exterminar quem está lutando contra essa porra de governo capitalista filha da puta e cruel. Fazem brutalidades com quem não fez nada, que não merecia isso. Vai prender bandido porra!

    PS: Rafael, seu merda, seu ideal, ou o q vc acha, não está relativo aos fatos. foda-se se vc acha isso, vc é burro, ignorante, idiota e retardado, então vá se foder.

  6. Mariangela Postado em 22/Jan/2012 às 21:35

    "Acha que tantas pessoas se organizaram dessa forma pra defender somente o direito de fumar maconha. Ninguém ali está lutando pelo direito individual, polícia tem em todo lugar. Defendemos o direito de ter uma universidade de fato pública e aberta, para que as pessoas não tenham suas bolsas revistas e sejam punidas por crimes que não cometeram."
    Aos poucos estou me inteirando do que realmente ocorreu nessa ocupação! é tanto absurdo!! tanta truculência!!! tantos direitos negados! puta merda, por que esses PMs não vão caçar bandido? só são corajosos com mulheres e estudantes desarmados!

  7. Waliton Postado em 07/Mar/2012 às 23:21

    Rafael Tomazini, em 14 de dezembro de 2011 às 18:49 disse: desculpe, mas nao pude deixar de expressar o que eu penso. 1) Nao era para a garota estar dentro da reitoria! 2) Foram avisados da ocupaçao da policia, mas mesmo assim ela continuou. 3) Se ela é asmatica, pq estava dentro de um abiente totalmente fechado defendo os que "fumam maconha" Esse povo de filisofia ai é muito metido aos anos 60! tem que parar de palhaçada! Lutar pelos direito é uma coisa, mas se exaltar perde o "efeito"! Oque eles conseguiram? somente mais força da policia dentro da universidade! Outra coisa, quando estava tendo assaltos, estupros e assassinatos, correram gritando, implorando o policiamento! dizendo que era um absurdo qualquer um entrar e sair daquela porcaria, agora na hora de fumar droga tem que sair policia? haaaa, vai trabalhar rapaziada! fuma teu negocio em casa! faculade é para estudar, se reune depois e faz o que quiser!!! Um Abraco! Rafael seu idiota va saber ler direito o que aconteceu na real antes de voce julgar as pessoas seu tosco burro e ignorante Entao voce e favoravel do que esses babacas que se dizem policiais fizeram com a garota?

  8. Ale martins Postado em 12/Mar/2012 às 11:22

    Vamo começá a matar policial ? tem que ser de igual pra igual,vamo ve se guentam..ladrão enfrenta policial por bem menos..

  9. Hedir Renault Postado em 12/Mar/2012 às 18:20

    A POLÍCIA É A REPRESENTANTE DO STATUS QUO DA SOCIEDADE...`´E preciso saber que ela exerce uma fõrça que supostamente garante a segurança e a opinião dessa sociedade. Nos casos de´protesto e rebeldia, ação revolucionária ou reivindicação, os populares, estudantes ou não expressam suas razões e indignações, opiniões e desejos... Quando a força policial é maior que a reação popular, temos um evento frustrado e uma polícia fortalecida com os seus interessados da parte governante ou elite financeira. Caso contrário, a população expulsa a força policial e impõe suas idéias e valores agora mudados... Entre um resultado e outro, é sensato analisar gradualmente o desenrolar dessas ações evitando excessos de ambas as partes para chegar-se a um denominador comum ou em outros casos ao DOMINADOR absoluto. INFELIZMENTE ESSA AINDA É A FORMA DE SE FAZER MUDANÇAS... CONFRONTANDO FORÇAS QUE SÃO AMBAS HUMANAS , MAS COM INTERESSES E INTENÇÕES DIFERENTES... a chamada luta de classes.

  10. Ângela Postado em 13/Mar/2012 às 15:32

    Gente a tortura policial já está correndo solta, esse tipo de funcionário publico tem que ser banidos, e quanto a proxima eleição ai juventude, saiba votar não faça o que vem acontecendo a muito e muito tempo fora os coruptos, ladrões, apadrinhados, essa corja tem que ser banida de vez, quem tem força é o povo. È uma históri de terror o que está estudante sofreu eu, imagino o descaso das autoridades, em pleno 2012 eu estou vendo leis sendo aprovadas a favor da mulher e ler tudo que eu li, estou chocada com a atitude dos ser humano da baixaria da falta de respeito com a mulher ai gente acorda isso mereçe um julgamento justo, hoje expressar as suas idéias é crime defender ideal mereçe ser punido afinal estamos em um PAIS que tem DEMOCRACIA ou, é só uma vergonha atraz da outra. POLITICA SUJA...

  11. Si Postado em 14/Mar/2012 às 22:37

    Rafael Pelo visto você não sabe ler... Que comentário mais infeliz. Pois bem, o que esperar de uma anta preconceituosa e a analfabeta como você?

  12. Micael Jardim Postado em 30/Mar/2012 às 17:41

    Absurdo completo, tem que afastar esses caras da Polícia, e prendê-los. Tem que haver punição para essa delegada também. PS: Rafael, cuidado com o que fala, respeito às pessoas é impreensidível .

  13. Amanda Postado em 29/Jun/2013 às 18:39

    Por isso que as vezes dá vontade de imitar o cara do V de vingança e sair matando todo mundo. Globo de merda.

  14. Amanda Postado em 29/Jun/2013 às 18:40

    E a policia a mesma coisa

  15. Leonardo Irazoqui Postado em 18/Jul/2013 às 02:03

    Rafael! As pessoas tem o direito de fumar o que quiser. Ela estava em ambiente fechado porque foi arrastada. Ela tem o direito de ir e vir, reclamar e acima de tudo, fazer o que tu não faz. pensar! Peço desculpas ao que leêm pela indignação mas é por pessoas que com um raciocínio sem caráter como Rafael Tomazini, ali em cima, que sofremos uma ditadura velada e nos grandes centros e um verdadeiro genocídio na periferia. Eu tenho emprego, estudo, sou filho de policial, crio a minha filha com descência, fumo maconha e não bato em mulher.

  16. Sandro Gomes Postado em 27/Jun/2014 às 00:16

    Ao que parece o Rafael saber ler e interpretar, no entanto, ele expressa de forma grosseira e equivocada opiniões que o aproxima do conservadorismo, próprio do pensamento fascista. A denúncia em questão fala de direitos que toda pessoa humana deve ter assegurado e a garoto em questão os teve violados. Ao falar de forma pejorativa do pessoal da filosofia o Rafael expressa preconceito e intolerância, ou quem sabe até senso comum irresponsável. A polícia não pode tratar as pessoas com truculência, pois ela representa o Estado que deve proteger o cidadão. Tortura é algo inconcebível e só a defende quem se acha privilegiado o bastante para pensar que nunca será vítima dessa prática odiosa.