Escritor Fernando Morais dá uma merecida surra em Leandro Narloch
Postado em: 19 nov 2011 às 15:48 | Política
Sem graça, Narloch foi fisgado pela própria inconsistência e por uma necessidade fantasiosa de acreditar no que quer, como quando diz que o ‘capitalismo é o que de melhor já aconteceu na história da humanidade’. (Vídeo abaixo)
Nem as batatas cubanas ficaram de fora da mais animada e polêmica entre as mesas da 7ª Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), que reuniu, em Olinda, os jornalistas Fernando Morais, Leandro Narloch e Samarone Lima. O tema proposto era América Latina para o bem e para o mal e Cuba dominou boa parte da conversa. A segunda parte do debate ficou concentrada nos dois livros de Narloch, o Guia Politicamente Incorreto do Brasil (hoje, o quinto mais vendido no Brasil) e o Guia Politicamente Incorreto da América Latina (Leya).
Quem deu a largada foi o moderador Vandek Santiago. Ele questionou o jornalista sobre as fontes usadas na produção do livro, entre as quais estavam “as más línguas” em capítulo sobre o relacionamento de Perón, na Argentina, com jovens meninas.
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Morais se juntou ao debate quando Narloch disse que “vários” cubanos desertaram durante os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. “Foram dois”, respondeu. Em outro momento, Narloch afirmou que as conquistas nas áreas econômica e de saúde não valeram a pena para Cuba, o que mereceu o deboche de Morais. “Essa fala me lembrou Nelson Rodrigues, que era um grande dramaturgo e um péssimo político, e que disse que preferia a liberdade ao pão. Pergunte a uma mãe que está enterrando o filho de cinco anos por desnutrição o que ela pensa disso“, disse Morais, que tinha acabado de citar dados da Unesco que mostram que Cuba tem o menor índice de mortalidade infantil entre os países concentrados do sul dos Estados Unidos à Patagônia.
Mais um pouco de conversa sobre liberdade e Cuba e a atenção voltou para Narloch. Fernando Morais, que não leu o livro mas acompanhou algumas entrevistas do autor, mencionou o caráter marqueteiro das obras. O autor chegou a comentar em uma dessas entrevistas que tinha começado a coleção, que terá um novo volume sobre a história do mundo, para ganhar algum dinheiro. “Estou em pânico. Passei a faculdade lendo Fernando Morais e agora estamos quebrando o pau”.
“Leandro Narloch se reconhece como uma pessoa de direita. Em um país onde Paulo Maluf se diz de centro-esquerda, alguém de 30 e poucos anos se assumir de direita é de uma honestidade política”, comentou. “Mas seus livros deveriam ter uma errata dizendo que eles se chamam Guias Politicamente Corretos porque estão remando a favor da maré e absolutamente a favor do vento que sopra na imprensa, especialmente na Revista Veja”, completou.
Samarone Lima, que trazia um dos exemplares cheios “post-it”, disse que encontrou uma série de problemas no livro, mas que o principal dizia respeito ao capítulo dedicado ao general Augusto Pinochet. “É de uma inconsistência dolorosa. Nós, jornalistas, trabalhamos com fontes. Você não pode escrever sobre Pinochet usando como fonte um livro lançado pelo governo golpista”, disse Lima, que encontrou 12 referências ao tal livro oficial no capítulo.
Enquanto Lima procurava outra passagem, Narloch, já sem graça com a repercussão que seu trabalho tinha ganhado naquele painel, brincou: “Acabou, não dá mais tempo.” Mas deu. Ainda desconfortável, perdeu o fio da meada e foi vaiado quando, mais calmo, também citou Nelson Rodrigues: “Quem não é socialista com 20 anos não tem coração. Quem é com 40 não tem cérebro.”
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Foi então a vez dele contestar uma informação publicada por Morais sobre o episódio das larvas jogadas pela governo americano nas plantações de batatas em Cuba. “Use um pouco do dinheiro que você ganha com direitos autorais e vá até os Estados Unidos checar isso. Nós não vamos ficar aqui brigando pelas batatas cubanas”, finalizou Morais.
Abaixo, confira o vídeo com trechos do debate:
Estado de S.Paulo


16 comentários
http://guiapoliticamenteincorreto.wordpress.com/2010/01/17/desculpas-sobre-o-haiti/
Desde quando falar mentiras sobre Cuba debaixo de um boné do MST é dar surra? No máximo é fazer papel de palhaço.
Tomando como parâmetro a estranha lógica de Narloch e congêneres, você tem razão. Mas só assim.
Esse NarlOUCO é um pilantra da pior espécie, que pariu mais uma dessas peças de propaganda cheia de mentiras, difamações, elogios de tiranos direitistas e factóides sem comprovação alguma, ao estilo do "Livro negro do comunismo", "Protocolo dos sábios de Sião", blog do Retardado Azevedo e do Onagro de Carvalho. Vermes que escrevem por dinheiro para propagandear uma ideologia anticomunista perversa, justificadora das piores atrocidades da história humana, entre elas, o nazifascismo e o imperialismo anglo-americano.
Cuba tira direitos políticos, liberdade, reprime todo mundo que pensa diferente, transforma líder do Governo em faraó, mas pq distribui uma ração para todos, como se fossem gados, vira a "terra prometida" dos socialistas que amam dinheiro, como este Fernando Morais.
Acreditar em estatísticas de uma ditadura é tão ingênuo quanto esperar por papai noel no natal!
Rafael, a sua observação só faria sentido se as estatísticas fossem do governo cubano.
Os dois estão errados. Narloch é um embusteiro e nanico intelectual, cujas obras são uma coleção de factoides, meias-verdades e invenções puras e simples. Fernando Morais é excelente jornalista e escritor, mas é cegado pelo seu viés ideológico e insiste na falácia de que desnutrição infantil e autoritarismo tem alguma relação… Não tem. É possível ter liberdade e crianças alimentadas no mesmo país. Não são princípios auto-excludentes. Nem em Cuba.
Cuba não é o paraíso, meu caros. Mas, pra quem não sabe, toda a população tem armas em casa, como meio de defender incursões contra-revolucionárias. Já que toda a população tem armas, pq diabos ela não derruba esse governo "perverso" do Fidel? Cuba tem quantas bases militares espalhadas pelo mundo? Quantos países Cuba invadiu? Eu nunca vi na imprensa uma repressão do governo cubano ao seu povo, como as que ocorrem aqui no Brasil. Nunca vi repressão pra cima de professores, de estudantes, com cães, balas de borracha, bombas de gás. Ah, Cuba é horrível, lá o cidadão não pode trocar seu carro…oh, é um atentado contra a liberdade humana. Prefiro não ter carro do que passar a vida inteira ignorantão, assistindo TV e sambando, como em nosso país, exemplo de democracia e felicidade, rsrs. Deve ser muito mais gostoso viver num país onde a educação se iguala a educação européia, a saúde é exemplo e modelo para o mundo e ser tido como um dos povos mais cultos do continente. Mas cada um tem suas prioridades, não? Então, vá jogar seu futebolzinho e engolir seu Sarneyzinho…
Cada família (ou seja, crupo de pessoas) pode comprar um litro de leite a cada quinze dias em Cuba. Carros de 1980 custam mais de R$ 20.000,00 (vinte mil reais). O salário mínimo é de R$ 17,00 (dezessete reais) por mês, quase na linha da miséria. Parafraseando um leitor que escreveu abaixo: "Acreditar em estatísticas de uma ditadura é esperar por papai noel no natal". Há sites em Cuba que driblam a blindagem do governo à informação utilizados para que os parentes dos cubanos que moram em outros países mandem dinheiro para que possam SOBREVIVER em Cuba. É isso
Marco Felipe parece ter assistido atentamente ao Jornal Nacional especial de fim de ano em homenagem à Cuba, e levou a cabo tudo o que foi colocado, como faz a maioria da população brasileira, sem preocupar-se em confrontar nenhuma informação ou estatística. Esqueceu de atentar, no entanto, que as informações anteriormente mencionadas no conteúdo dessa postagem não são originárias do governo cubano. Mas de organizações internacionais, como a ONU (tão louvada pela Rede Globo e pelos EUA).
Mesmo que assim não fosse, nada me faz pensar haver menos credibilidade em informações lançadas por Cuba do que informações colocadas no hiper isento Jornal Nacional.
Estudei com Leandro e era um cara legal. Inclusive ficou do meu lado qdo briguei com um idiota na sala de aula que dizia que os mendigos deveriam prestar serviços obrigatórios à sociedade pra compensar os custos de estarem nas ruas(!). Jornalista de ciência, premiado pelo IAS, Leandro mudou. Ou simplesmente decidiu assumir seu lado mais polêmico. Mas, pelo que me lembro, o que ele quer mesmo é ser um Diogo Mainardi, com um projeto de irritar as pessoas inteligentes e ganhar dinheiro com isso. E ele está conseguindo, pq realmente rema a favor da maré, sobretudo depois de ter trabalhado na Veja. Triste é ver tanta gente comprando seus livros e o levando a sério. Leandro, meu caro, vc deveria simplesmente voltar ao projeto de ter uma bela loja de vinhos. Lembra disso?
Marco Felipe, os preços cubanos são bem diferentes daqui. Um salário de R$ 17,00 lá da para sustentar uma família.
Como qu equeria ver esses adoradores de Cuba se mudando pra viver lá… .ah como eu queria…
É engraçado, todos os pseudo-intelectuais que defendem Cuba como o paraíso moral da humanidade não moram lá, e sim em coberturas no Leblon e afins…aquilo é depressivo, olha quanta gente vive querendo vazar de lá…hipócritas.
É uma questão complicada já que 70% da população apoia o governo de Fidel…Se as pessoas estivesem insatisfeitas, já teria ocorrido uma guerra civil. Será que 70% do Brasil apoia o atual governo? A sorte de Cuba é que lá não tem petróleo ou jazidas de diamantes, se não ela já teria recebido uma "ajuda humanitária" dos EUA, Inglaterra e França.