Luis Soares
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Política 27/Sep/2011 às 19:38
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Fundação Roberto Marinho, da Globo, abocanhou R$ 24 milhões destinados

Antônio Mello, em seu blog

O dinheiro que deveria amenizar o sofrimento humano resultante de tragédias foi misteriosamente (ou nem tanto) engordar a conta da Rede Globo. 

O jornal O Globo (do Oligopólio Globo) deu manchete e reportagem de página inteira em seu primeiro caderno de hoje criticando o governo federal, que não estaria liberando verbas para prevenção das enchentes de verão, como a última, que atingiu a Região Serrana do Rio, provocando quase 600 mortos e desabrigando dezenas de milhares de famílias.

Essas obras de prevenção são essenciais para evitar ou atenuar tragédias que se repetem todos os anos, como deslizamentos de terra em áreas de risco. No caso do Estado do Rio, foram reservados R$ 7 milhões para apoio a obras preventivas, mas nenhum tostão foi liberado até agora.

Leia mais:

Mas a preocupação demonstrada hoje por O Globo contrasta com a posição do jornal há aproximadamente um ano, quando o governo do Rio desviou R$ 24 milhões, que deveriam ser usados para a prevenção de enchentes, e os entregou para a Fundação Roberto Marinho (do Oligopólio Globo).

O anúncio foi feito pela comunicação da Secretaria do Ambiente do RJ:

– Nossos recursos serão usados principalmente na parte de conteúdo do museu. Consideramos o museu uma instituição importante, por tratar de forma lúdica e interativa a questão do desenvolvimento sustentável e do meio ambiente, entre outros temas, numa perspectiva futura. É uma oportunidade que teremos de transmitir para a população, em geral, e para a juventude, em especial, esses conhecimentos que despertam a consciência – afirmou a secretária do Ambiente, Marilene Ramos.

O tal conteúdo do museu de que fala a secretária nós não pudemos apreciar, pois o Museu da Fundação Roberto Marinho ainda não tem um tijolo de pé, embora já tenha recebido mais de R$ 200 milhões do governo do estado e da prefeitura do Rio. Mas que as verbas fizeram falta, fizeram. Pois nem três meses depois, aconteceu a tragédia da Região Serrana.

A Folha de S.Paulo denunciou que o governo do Rio tinha estudos de 2008 que mostravam o alto risco de tragédia na região:

O risco de um desastre na região serrana do Rio de Janeiro, como o que ocorreu nesta semana e já deixou pelo menos 547 mortos, havia sido apontado desde novembro de 2008 em um estudo encomendado pelo próprio governo do Estado, informa Evandro Spinelli.

A situação mais grave, segundo o relatório, foi identificada exatamente em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, cidades com o maior número de mortes em razão das chuvas intensas.

No entanto, o governo Cabral ignorou os estudos e destinou a verba para a Fundação Roberto Marinho, sem que se lesse uma notinha sequer criticando a medida no mesmo O Globo.


A Folha publicou matéria afirmando que os custos para a construção do Museu do Amanhã triplicaram em apenas 1 ano (ver aqui).

Leia também:

Diante da atitude hipócrita do jornal, fica a dúvida:

1- Estão arrependidos e, sentindo-se culpados, defendem as verbas agora para que a catástrofe não se repita;
2- Ou só querem mais verbas para que sejam novamente encaminhadas para a Fundação Roberto Marinho
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Com a palavra o leitor.

Comentários

  1. washington Postado em 28/Sep/2011 às 00:15

    que vergonha para uma empresa que mostra isenta de falcatruas, gostaria que a revista Veja com seu grupo de repórteres, fizesse uma investigação em regra e colocasse na mídia todos os envolvidos neste episódio e que os mesmos fossem realmente considerados culpados tendo todos os seus bens arrestados para a União e ainda os mesmos serem açoitados em praça pública, talvez mudasse um pouco a regra do jogo.

  2. Trincheira Virtual Postado em 28/Sep/2011 às 00:36

    Que Blog ruim, façam jornalismo sério !
    Em nenhum momento a acusação do desvio da verba citou o nome da Fundação Roberto Marinho nem do suposto museu.
    Citem as fontes colocando os links, para que o leitor possa comprovar os fatos.

  3. Luis Soares Postado em 28/Sep/2011 às 02:43

    Trincheira Virtual, todos os links estão na postagem, inclusos nomes da Fundação e do Museu. No entanto, compreendo a sua necessidade de não acreditar.