Redação Pragmatismo
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Ditadura Militar 16/Jun/2011 às 20:23
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Histórias pouco conhecidas: os evangélicos e a ditadura militar no Brasil

Os anos de chumbo do protestantismo no Brasil trazem à baila informações arrepiantes

evangélicos ditadura brasil

No primeiro dia foram oito horas de torturas patrocinadas por sete militares. Pau de arara, choque elétrico, cadeira do dragão e insultos, na tentativa de lhe quebrar a resistência física e moral. “Eu tinha muito medo do que ia sentir na pele, mas principalmente de não suportar e falar. Queriam que eu desse o nome de todos os meus amigos, endereços… Eu dizia: ‘Não posso fazer isso.’ Como eu poderia trazê-los para passar pelo que eu estava passando?” Foram mais de 20 dias de torturas a partir de 28 de fevereiro de 1970, nos porões do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo. O estudante de ciências sociais da Universidade de São Paulo (USP) Anivaldo Pereira Padilha, da Igreja Metodista do bairro da Luz, tinha 29 anos quando foi preso pelo temido órgão do Exército. Lá chegou a pensar em suicídio, com medo de trair os companheiros de igreja que comungavam de sua sede por justiça social. Mas o mineiro acredita piamente que conseguiu manter o silêncio, apesar das atrocidades que sofreu no corpo franzino, por causa da fé. A mesma crença que o manteve calado e o conduziu, depois de dez meses preso, para um exílio de 13 anos em países como Uruguai, Suíça e Estados Unidos levou vários evangélicos a colaborar com a máquina repressora da ditadura. Delatando irmãos de igreja, promovendo eventos em favor dos militares e até torturando. Os primeiros eram ecumênicos e promoviam ações sociais e os segundos eram herméticos e lutavam contra a ameaça comunista. Padilha foi um entre muitos que tombaram pelas mãos de religiosos protestantes.

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O metodista só descobriu quem foram seus delatores há cinco anos, quando teve acesso a documentos do antigo Sistema Nacional de Informações: os irmãos José Sucasas Jr. e Isaías Fernandes Sucasas, pastor e bispo da Igreja Metodista, já falecidos, aos quais era subordinado em São Paulo. “Eu acreditava ser impossível que alguém que se dedica a ser padre ou pastor, cuja função é proteger suas ovelhas, pudesse dedurar alguém”, diz Padilha, que não chegou a se surpreender com a descoberta. “Seis meses antes de ser preso, achei na mesa do pastor José Sucasas uma carteirinha de informante do Dops”, afirma o altivo senhor de 71 anos, quatro filhos, entre eles Alexandre, atual ministro da Saúde da Presidência de Dilma Rousseff, que ele só conheceu aos 8 anos de idade. Padilha teve de deixar o País quando sua então mulher estava grávida do ministro. Grande parte dessa história será revolvida a partir da terça-feira 14, quando, na Procuradoria Regional da República, em São Paulo, acontecerá a repatriação das cópias do material do projeto Brasil: Nunca Mais.

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Maior registro histórico sobre a repressão e a tortura na ditadura militar. o material, nos anos 80, foi enviado para o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), organização ecumênica com sede em Genebra, na Suíça, e para o Center for Research Libraries, em Chicago (EUA), como precaução, caso os documentos que serviam de base do trabalho realizado no Brasil caíssem nas mãos dos militares. De Chicago, virá um milhão de páginas microfilmadas referentes a depoimentos de presos nas auditorias militares, nomes de torturadores e tipos de tortura. A cereja do bolo, porém, chegará de Genebra – um material inédito composto por dez mil páginas com troca de correspondências entre o reverendo presbiteriano Jaime Wright (1927 – 1999) e o cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, que estavam à frente do Brasil: Nunca Mais, e as conversas que eles mantinham com o CMI.

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Somente em 1968, quatro anos após a ascensão dos militares ao poder, o catolicismo começou a se distanciar daquele papel que tradicionalmente lhe cabia na legitimação da ordem político-econômica estabelecida. Foi aí, quando no Brasil religiosos dominicanos como Frei Betto passaram a ser perseguidos, que a Igreja assumiu posturas contrárias às ditaduras na maioria dos países latino-americanos. Os protestantes, por sua vez, antes mesmo de 1964, viveram uma espécie de golpe endógeno em suas denominações, perseguindo a juventude que caminhava na contramão da ortodoxia teológica.

Em novembro de 1963, quatro meses antes de o marechal Humberto Castelo Branco assumir a Presidência, o líder batista carismático Enéas Tognini convocou milhares de evangélicos para um dia nacional de oração e jejum, para que Deus salvasse o País do perigo comunista. Aos 97 anos, o pastor Tognini segue acreditando que Deus, além de brasileiro, se tornou um anticomunista simpático ao movimento militar golpista. “Não me arrependo (de ter se alinhado ao discurso dos militares). Eles fizeram um bom trabalho, salvaram a Pátria do comunismo”, diz.

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Assim, foi no exercício de sua fé que os evangélicos – que colaboraram ou foram perseguidos pelo regime – entraram na alça de mira dos militares (leia a movimentação histórica dos protestantes à pág. 80). Enquanto líderes conservadores propagavam o discurso da Guerra Fria em torno do medo do comunismo nos templos e recrutavam formadores de opinião, jovens batistas, metodistas e presbiterianos, principalmente, com ideias liberais eram interrogados, presos, torturados e mortos. “Fui expulso, com mais oito colegas, do Seminário Presbiteriano de Campinas, em 1962, porque o nosso discurso teológico de salvação das almas passava pela ética e a preocupação social”, diz o mineiro Zwinglio Mota Dias, 70 anos, pastor emérito da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, da Penha, no Rio de Janeiro. Antigo membro do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), que promovia reuniões para, entre outras ações, trocar informações sobre os companheiros que estavam sendo perseguidos, ele passou quase um mês preso no Doi-Codi carioca, em 1971. “Levei um pescoção, me ameaçavam mostrando gente torturada e davam choques em pessoas na minha frente”, conta o irmão do também presbiteriano Ivan Mota, preso e desaparecido desde 1971. Hoje professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Dias lembra que, enquanto estava no Doi-Codi, militares enviaram observadores para a sua igreja, para analisar o comportamento dos fiéis.

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Segundo Rubem Cesar Fernandes, 68 anos, antropólogo de origem presbiteriana, preso em 1962, antes do golpe, por participar de movimentos estudantis, os evangélicos carregam uma mancha em sua história por convidar a repressão a entrar na Igreja e perseguir os fiéis. “Os católicos não fizeram isso. Não é justificável usar o poder militar para prender irmãos”, diz ele, considerado “elemento perigoso” no templo que frequentava em Niterói (RJ). “Pastores fizeram uma lista com 40 nomes e entregaram aos militares. Um almirante que vivia na igreja achava que tinha o dever de me prender. Não me encontrou porque eu estava escondido e, depois, fui para o exílio”, conta o hoje diretor da ONG Viva Rio.

O protestantismo histórico no Brasil também registra um alto grau de envolvimento de suas lideranças com a repressão. Em sua tese de pós-graduação, defendida na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), Daniel Augusto Schmidt teve acesso ao diário do irmão de José, um dos delatores de Anivaldo Padilha, o bispo Isaías. Na folha relativa a 25 de março de 1969, o líder metodista escreveu: “Eu e o reverendo Sucasas fomos até o quartel do Dops. Conseguimos o que queríamos, de maneira que recebemos o documento que nos habilita aos serviços secretos dessa organização nacional da alta polícia do Brasil.” Dono de uma empresa de consultoria em Porto Alegre, Isaías Sucasas Jr., 69 anos, desconhecia a história da prisão de Padilha e não acredita que seu pai fora informante do Dops. “Como o papai iria mentir se o cara fosse comunista? Isso não é delatar, mas uma resposta correta a uma pergunta feita a ele por autoridades”, diz. “Nunca o papai iria dedar um membro da igreja, se soubesse que havia essas coisas (torturas).” Em 28 de agosto de 1969, um exemplar da primeira edição do jornal “Unidade III”, editado pelo pai do ministro da Saúde, foi encaminhado ao Dops. Na primeira página, há uma anotação: “É preciso ‘apertar’ os jovens que respondem por este jornal e exigir a documentação de seu registro porque é de âmbito nacional e subversivo.” Sobrinho do pastor José, o advogado José Sucasas Hubaix, que mora em Além Paraíba (MG), conta que defendeu muitos perseguidos políticos durante a ditadura e não sabia que o tio havia delatado um metodista. “Estou decepcionado. Sabia que alguns evangélicos não faziam oposição aos militares, mas daí a entregar um irmão de fé é uma grande diferença.”

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Nenhum religioso, porém, parece superar a obediência canina ao regime militar do pastor batista Roberto Pontuschka, capelão do Exército que à noite torturava os presos e de dia visitava celas distribuindo o “Novo Testamento”. O teólogo Leonildo Silveira Campos, que era seminarista na Igreja Presbiteriana Independente e ficou dez dias encarcerado nas dependências da Operação Bandeirante (Oban), em São Paulo, em 1969, não esquece o modus operandi de Pontuschka. “Um dia bateram na cela: ‘Quem é o seminarista que está aqui?’”, conta ele, 21 anos à época. “De terno e gravata, ele se apresentou como capelão e disse que trazia uma “Bíblia” para eu ler para os comunistas f.d.p. e tentar converter alguém.” O capelão chegou a ser questionado por um encarcerado se não tinha vergonha de torturar e tentar evangelizar. Como resposta, o pastor batista afirmou, apontando para uma pistola debaixo do paletó: “Para os que desejam se converter, eu tenho a palavra de Deus. Para quem não quiser, há outras alternativas.” Segundo o professor Maurício Nacib Pontuschka, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de São Paulo, seu tio, o pastor-torturador, está vivo, mas os dois não têm contato. O sobrinho também não tinha conhecimento das histórias escabrosas do parente. “É assustador. Abomino tortura, vai contra tudo o que ensino no dia a dia”, afirma. “É triste ficar sabendo que um familiar fez coisas horríveis como essa.”

Professor de sociologia da religião na Umesp, Campos, 64 anos, tem uma marca de queimadura no polegar e no indicador da mão esquerda produzida por descargas elétricas. “Enrolavam fios na nossa mão e descarregavam eletricidade”, conta. Uma carta escrita por ele a um amigo, na qual relata a sua participação em movimentos estudantis, o levou à prisão. “Fui acordado à 1h por uma metralhadora encostada na barriga.” Solto por falta de provas, foi tachado de subversivo e perdeu o emprego em um banco. A assistente social e professora aposentada Tomiko Born, 79 anos, ligada a movimentos estudantis cristãos, também acredita que pode ter sido demitida por conta de sua ideologia. Em meados dos anos 60, Tomiko, que pertencia à Igreja Evangélica Holiness do Brasil, fundada pelo pai dela e outros imigrantes japoneses, participou de algumas reuniões ecumênicas no Exterior. Em 1970, de volta ao Brasil, foi acusada de pertencer a movimentos subversivos internacionais pelo presidente da Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor, onde trabalhava. Não foi presa, mas conviveu com o fantasma do aparelho repressor. “Meu pesadelo era que o meu nome estivesse no caderninho de endereço de alguma pessoa presa”, conta.

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Parte da história desses cristãos aterrissará no Brasil na terça-feira 14, emaranhada no mais de um milhão de páginas do Projeto Brasil: Nunca Mais repatriadas pelo Conselho Mundial de Igrejas. Não que algum deles tenha conseguido esquecer, durante um dia sequer, aqueles anos tão intensos, de picos de utopia e desespero, sustentados pela fé que muitos ainda nutrem. Para seguir em frente, Anivaldo Padilha trilhou o caminho do perdão – tanto dos delatores quanto dos torturadores. Em 1983, ele encontrou um de seus torturadores em um baile de Carnaval. “Você quis me matar, seu f.d.p., mas eu estou vivo aqui”, pensou, antes de virar as costas. Enquanto o mineiro, que colabora com uma entidade ecumênica focada na defesa de direitos, cutuca suas memórias, uma lágrima desce do lado direito de seu rosto e, depois de enxuta, dá vez para outra, no esquerdo. Um choro tão contido e vívido quanto suas lembranças e sua dor.

IstoÉ

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Comentários

  1. Anthonyo Karllos Postado em 27/Jul/2011 às 18:42

    Muito bom! Parabéns pelo texto!! Terrorismo não se faz só com bombas e um dos piores é o psicológico. Isso me fez lembrar multidões que adoravam e aplaudiam fogueiras...

  2. Ana Paula Inacio Postado em 09/Aug/2011 às 12:03

    Excelente publicação, fica claro que as forças do bem e do mal tem uma ligação muito fina e delicada, vale bem o título da obra Brasil, assim nunca mais!...Boa reflexão sobre os absurdos da ditadura militar.

  3. Ricardo Rodrigues Dumont Postado em 19/Aug/2011 às 15:58

    Está posta a mediocridade humana ou seu "jogo de conveniencias",Deus que o povo desse país conheça a história de sua terra!

  4. meryll 77 Postado em 28/Sep/2011 às 04:56

    FIUEI SURPRESA COM O QUE LI, AINDA MAIS QUE, COMO EVANGELICA, NUNCA SUPORIA QUE ALGUM PASTOR PUDESSE TER PERSEGUIDO SEUS IRMAOS DE FÉ OU QUEM QUER QUE FOSSE. ENTAO PRESUMO QUE SAO HIPOCRItas e ue deveriam eliminar DENTRO DELES MESMOS O ANTICRISTO, PQ O QUE FIZERAM EM TERMOS DE PERSEGUIÇOES E MALDADES OS COLOCA MUITO DISTANTES DE DEUS E DOS PRINCIPIOS CRISTAOS.

  5. Luiz Marineti Postado em 04/Oct/2011 às 19:42

    Gostei muito das informações. A história dos que ajudaram a construir a democracia precisa ser contada aos nossos filhos.
    Parabéns aos cristão que não se calaram diante das atrocidades.

  6. Gilson Tigre Postado em 04/Oct/2011 às 20:15

    Tantos canalhas empunhando a sagrada palavra de Deus e sendo verdadeiros demônios a traírem seus irmãos de fé. Que Deus os perdoe, pois eu não consigo fazê-lo. Pastor cuida das ovelhas, as defende do lobo, as leva para o aprisco. Deixei a igreja por essas e outras.

  7. Carlos Augusto Normann Postado em 13/Dec/2011 às 17:12

    me racha a cara que muitos desses assassinos ainda frequentam as igrejas...mandaram seus "irmãos" para a morte...que Deus tenha piedade deles, pois eu não tenho nenhuma piedade desses pervertidos!

  8. Walter Bomfilho Postado em 21/Dec/2011 às 20:49

    JESUS, O BOM PASTOR: "O ladrão só vem para roubar, matar e destruir, eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância". JOÃO 10:10

    As Palavras acima descritas saiu da boca do Senhor Jesus Cristo, o que equivale dizer que aqueles pseudos pastores, ou mesmo irmãos na fé, que entregaram, delataram, apontaram pessoas na Igreja, ou fora dela, para o governo repressor, encenaram o papel do ladrão pois na verdade não eram pastores, mas mercenários, detratores, traidores, e na bíblia como na vida em comum muitos são os tais. Por outro lado CRISTO JESUS é o bom pastor, "o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

  9. REGI Postado em 26/Dec/2011 às 21:54

    ficarao de fora os caes os que se prostituem todos que amam e cometem a mentira

  10. Jaime Guimarães Jr Postado em 24/Feb/2012 às 05:07

    Gostaria de ler esse link: Religião poderá sumir em 9 países. Agradeço o convite.

    • Luis Soares Postado em 24/Feb/2012 às 06:50

      Jaime, eis o link: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/03/religiao-podera-sumir-em-9-paises.html

  11. IRAILDE SOUSA BARROS Postado em 25/Feb/2012 às 23:39

    O QUE NÃO FALTA POR AÍ É LOBO VESTIDO DE OVELHA...

  12. Dalila Postado em 02/Mar/2012 às 18:17

    Assustador! Estou espantada com o quanto devemos nos guardar perante sociedades religiosas, sejam elas quais forem. Bem que está escrito na Bíblia: Maldito é o homem que confia no homem"

  13. jardel lopes Postado em 15/May/2012 às 08:13

    Tanta falsidade em nome de algo tão abstrato. Marx já denunciava todos estes fatos em seus textos. A justiça dos homens tarda mas não faltará. Chegará a cada um, nem que seja através do esculacho. Estes supostos irmãos, chefes em suas diversas igrejas, precisam de receber uma punição exemplar prá justificar o mal que fizeram a tanta gente.

  14. sergio luís Postado em 20/May/2012 às 12:57

    Em 1986 o pastor da Nova Vida do Fonseca,Niterói,me proibiu de levar o livro Brasil Nunca Mais para a igreja. É triste ver que até hoje certas discussões são excluídas do seio da Igreja. Crença não é sinônimo de alienação. Que a igreja possa rever os seus conceitos e possa se aproximar dos excluídos,marginalizados e perseguidos,como bem fez Jesus

  15. Demonio Postado em 16/Jun/2012 às 15:05

    É só da respaldo ao credo de que deus é um bosta ausente , que so fala na cabeça de divergentes mentais , por ele ainda deixa esses vigaristas traidores o representar ? deus é do pt por acaso ?

  16. eloi Postado em 26/Sep/2012 às 15:02

    20 anos de regime militar no Brasil. Muitos torturados, desaparecidos, aproximadamente 550 mortes. Tudo isso em 20 anos. Por ano no Brasil, morrem mais de 50 mil pessoas assassinadas. Desde a posse de lula, em 10 anos, morreram assassinadas 532 mil pessoas, mais que qualquer ou todas as guerras no mundo neste período.Hoje não se pode sair a noite, pois não sabemos se voltaremos vivos. Sou contra a ditadura, mas na época existia segurança, educação, saúde em condições bem melhores que as de hoje. Os que sofreram no regime militar, hoje estão no comando, e conseguiram transformar o Brasil, num dos países mais corruptos do mundo, com os políticos mais bem pagos do mundo, com impunidade geral.Não lutavam por democracia.Lutavam para estabelecer no Brasil a ANARQUIA. E CONSEGUIRAM

    • Gustavo S Postado em 26/Sep/2012 às 17:14

      Acho que maior falácia dos saudosistas e viúvas do regime militar e da época da tortura livre é: "ai, ui, antes havia segurança, saúde, educação... hoje tem violência e caos". Essas pessoas são desprovidas de conhecimento histórico e geográfico; sim, estudem geografia brasileira. Em outro caso, não passam de herdeiros da classe-média/classe-média-alta brasileira.

    • João Baptista da Silveira Postado em 05/Jun/2014 às 22:07

      O texto-depoimento de ELOI, acima, está elaborado como para atribuir ao ex-presidente Lula a culpa por 532 mil pessoas assassinadas. Ignora ou finge ignorar que tanto durante a Primeira Grande Guerra (1914-1918) e mesmo depois dela, morreram milhões, entre civis e militares. Como também durante e após a Segunda Grande Guerra (1939-1945), outros tantos, ou mais, civis e militares, foram vítimas, direta ou indiretamente. Por que "desde a POSSE DE LULA ?" 532 mil pessoas ?!

  17. Gilmar Postado em 29/Sep/2012 às 23:11

    Interessante isso vir à tona em época de eleições. Com tantos candidatos evangélicos concorrendo e tantas igrejas crescendo e tantas leis obscuras e mau explicadas, como a PL122, sendo forçadas a ser engolidas pela sociedade. Interessante, por que nunca tocaram nesse assunto antes?

  18. rafael palomino Postado em 30/Sep/2012 às 11:56

    Eloi, entendo sua colocação, mas ela não é verdadeira. Em primeiro lugar, não sabemos exatamente quantas mortes, torturas e demais crimes a ditadura cometeu. Há só estimativas; precisamos aguardar o término dos trabalhos da Comissão da Verdade, e mesmo eles não são conclusivos, uma vez que os militares assumem ter queimado os arquivos em que descrevem tudo o que fizeram. Seguramente, porém, morreram mais de 550 pessoas. Em segundo lugar, podemos ter violência hoje, mas temos uma garantia institucional - isto é, uma garantia do Estado - de direito a viver em segurança. Nos anos da ditadura, essa garantia não existia. Se o Estado o considerasse subversivo, você não tinha a quem recorrer. Em terceiro lugar, boa parte dos problemas que vivemos hoje em matéria de segurança são fruto de decisões políticas tomadas na época do militarismo. Além disso, boa parte dos políticos dessa época ainda têm grande influência sobre a política nacional (vide o Sarney, por exemplo, e vários deputados e senadores, além de altos comandantes das polícias e do exército, etc.). Se hoje vivemos uma situação difícil, grande parte da responsabilidade ainda é dos militares.

  19. Valdemir Joel Farias Postado em 02/Nov/2012 às 11:29

    Para quem nunca ouviu falar ou leu algo sobre um certo cidadãozinho chamado MARIO KOZEL FILHO, 18 anos, filho único de um casal de operários da capital de São Paulo, que foi "explodido por um carro bomba" quando guarnecia as dependências do QG do Exército em São Paulo. Prestava ele o SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO NO EXÉRCITO BRASILEIRO, vítima de "burguezinhos", sim filhinhos de papai que não gostavam de estudar e saiam promovendo arruaças, que se transformaram em assaltantes de banco, sequestradores, terroristas, e que receberam a "alcunha" de SUBVERSIVOS. Eu também enverguei a gloriosa farda VERDE-OLIVA do Exército Brasileiro nos meus 19 anos, atendi à convocação (não fui de livre e espontânea vontade) e sabia o que poderia encontrar pela frente; sabedor que era das atrocidades que os canalhas assassinos DILETANTISTAS eram capazes de efetuar. Orava a meu Deus, sim ao Deus que abençoa minha Pátria e sua gente, para que me protegesse e pudesse voltar ao convívio de minha família. A história está distorcida, A VERDADE SUFOCADA, estão invertendo totalmente os valores. A vítima teria sido o Estado Brasileiro e sua gente ordeira, se ESSES COMUNISTÓIDES não tivessem sido repelidos. Os chamados "orgãos de repressão" nada mais foram que BALUARTES da familia brasileira, dos nossos interesses nacionalistas CONTRA O QUE SE INTENTAVA IMPLANTAR NO BRASIL, a mais sórdida ditadura de esquerda nos moldes COMUNISTAS "alienígenas". Reprimimos sim, e o fizemos dentro das prerrogativas que as leis da ocasião nos determinava, e impedimos o Brasil de se transformar numa CUBA, numa ALBÂNIA, ou qualquer outro similar da extinta e falida União Soviética. HOJE A CANALHADA ESTÁ "DE VOLTA", já mostraram a que vieram... "O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância." (Jo 10:10)

  20. ciro Postado em 13/Dec/2012 às 15:24

    nao tem lixo pior e mais podre do que torturador. o nosso congresso cheio de corrupto e erança da ditadura apoida pela burguesia. a burguesia tem medo do socialismo, no capitalismo o robo e oficializado e as lei e forte encima dos fracos e fraca e para os forte.

  21. priscila Postado em 27/Dec/2012 às 16:51

    ainda hoje nas igrejas da congregação se ensina para os fieis não votarem nos partidos de cor vermelha

  22. marcia Postado em 29/Dec/2012 às 13:40

    ISSO E SER CRISTÃO.

  23. Sybila Postado em 02/Mar/2013 às 17:33

    O problema no mundo não é o regime, não é o partido político, não é a ditadura, não é o PT, na verdade, o que muitos simplesmente fecham os olhos para isso, é o ser humano! Ele, sempre ele. Que se esconde através de algum movimento para infligir no próximo suas misérias, sua mesquinharia, sua pequenez!

  24. Alessandra Garuzzi Postado em 02/Mar/2013 às 18:18

    Interessante que eu não me surpreendi. Igrejas cristãs (católica, protestante, tanto faz, são todas farinha do mesmo saco, milho do mesmo angu.) estão sempre envolvidas numa baixaria, ou numa situação corrupta Surpresa pra mim foi ler: "salvamos a Pátria do comunismo'. Que comunismo??? E "os católicos não fizeram isso". Ah não??? Sei... os católicos já fizeram coisas muito piores (e muitos ainda seguem fazendo).

  25. joao Postado em 10/Apr/2013 às 21:56

    Valdemir seu idiota seu idiota seu idiota......

  26. andre Postado em 02/May/2013 às 15:55

    SR. VALDEMIR ... SEU TEXTO É UM FESTIVAL DE SANDICES, PURO ANACRONISMO, PANFLETAGEM IDEOLÓGICA DESPROVIDA DE FUNCIONALIDADE. É O TIPO DE IGNORÂNCIA CAPAZ DE PERPETRAR O APODRECIMENTO DAS INSTITUIÇÕES, COMO SE VÊ HJ. MAS, FELIZMENTE, VIVEMOS EM UMA DEMOCRACIA. O CIDADÃO MANIFESTA-SE NA FORMA QUE ACHAR MAIS CONVENIENTE. MAS, PARECE QUE V.SA. PREFERE JUSTAMENTE O OPOSTO, NÃO?

  27. Mordko Postado em 23/May/2013 às 20:18

    Valdemir, vc está corretíssimo no que diz respeito ao que esses esquerdopatas queriam fazer ao país. A prova de que a sociedade os rejeitava materializou-se ao não lhe darem qualquer apoio, levando-os ao fracasso. Todavia, o que era uma vontade do povo, e o que era uma promessa do então general Castelo Branco, transformou-se numa ditadura. Os dois lados recrudesceram e a sociedade ficou refém de ambos. Os subersivos (quem subverte a ordem), e/ou terroristas (quem faz terror), e/ou assaltantes e ladrões (quem rouba bancos, residências e carros), e/ou assassinos (quem mata friamente outra pessoa sem lhe dar chance de defesa), mas que gostavam de ser chamados de guerrilheiros mataram em torno de 120 pessoas, inocentes civis e/ou militares em confrontos. Por outro lado, os militares e/ou torturadores (quem arranca confissões verdadeiras ou falsas mediante sofrimento físico e psicológico), e/ou assassinos mataram em torno de 280 civis e/ou subversivos, intimidando a população, criando um clima de medo e apreensão. Para mim não deveriam ter criado a lei de anistia para os criminosos de ambos os lados, mas já que ela foi criada, então que todos esqueçam o passado e sigam em frente. criar uma Comissão da Verdade para dar vazão ao revanchismo é apenas uma maneira de fazer marola desviando a atenção da população para os graves erros da administração petista. Ou convocam os dois lados para prestarem esclarecimentos do que fizeram ou parem com essa palhaçada. Eles erraram muito ao querer implantar um regime de governo comunista, e vocês erraram tanto quanto eles ao não convocarem as eleições para novembro de 1965, como havia sido prometido.

  28. Adelmo Postado em 25/Jun/2013 às 19:51

    Sr Andre e João, antes de falar besteira, deveriam estudar um pouco. Vocês são inocentes ou idiotas mesmos. Deveriam descobrir a verdadeira história, não a apresentada pelos comunistóides vencidos na Contra-Revolução de 1964 que livrou o Brasil do comunismo e dos oportunista que SÓ queriam o poder para mamar. Hoje, eles, graças a Democracia, estão no poder. Está aí, a verdadeira intenção dos anos 60: tomar o poder para se locupletarem, implantar a corrupção e o aparelhamento do Estado para se manterem no poder.

  29. Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões Postado em 16/Jul/2013 às 11:54

    MARCHA 'EM DEFESA DA LIBERDADE' PEDE VOLTA DOS MILITARES AO PODER Manifestação organizada pelo Facebook pede intervenção das Forças Armadas diante de suposta ameaça de implantação do comunismo no País em São Paulo http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/07/marcha-em-defesa-da-liberdade-pede.html

  30. petronio Postado em 17/Aug/2013 às 22:04

    Particularmente para mim,indifere entre comunismo ou não,porque tanto um lado quanto outro,por que na verdade o que ambos almejavam era o poder. A DITADURA MILITAR VIA A REPRESSÃO COMO UMA FORMA DE SE MANTER NO PODER. TANTO QUANTO O COMUNISMO OU SOCIALISMO PRATICADO NA RÚSSIA E NOS PAISES DA CORTINA DE FERRO,LA TAMBEM HAVIA TORTURAS E MORTES TANTO QUANTO AQUI. VISTO QUE TUDO ISTO COMEÇOU NO U.S.A,SOB O GOVERNO DO PRESIDENTE Mc ARTHUR,COMO QUASE TODOS COMIAM DAS MÃOS DOS U.S.A,E OS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA QUERIAM ESTAR BEM COM ELES COMEÇARAM A PERSEGUIÇÃO COMO FORMA DE NEUTRALISAR,AQUELES QUE DIVERGIAM COM ELES. POIS ELAS SABIAM DA FORÇA DA DIVERGÊNCIA, POIS O GOLPE SURGIU DA DIVERGENCIA COM O GOVERNO INSTITUIDO NA ÉPOCA. SENDO JÁ CONHECIDO DE ANTEMÃO DE MUITOS,QUE DEPOIS SE JULGARAM TRAIDOS POR AQUELES QUE ELES APOIARAM,COMO QUANDO O SOCIALISMO FOI INSTITUÍDO. E UM A UM FORAM SENDO EXCLUÍDOS POR DIVERGIREM. TUDO PELO BEM DA MAIORIA ERA APREGOADO TANTO POR UM QUANTO PELO OUTRO.. QUANTAS ATROCIDADES NÓS VEMOS HOLE EM NOME DA DEMOCRACIA E PELO BEM DE TODOS. HOJE AINDA EXISTE A DITADURA,POIS EM NOME DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO SE COMETE VÁRIAS TORPEZAS.

  31. Júlio César Alves da Silv Postado em 18/Dec/2013 às 17:16

    A matéria traz um teor informativo contundente e importante de ser conhecido entre nós brasileiros não resta dúvida. Entretanto, o que mais me intriga é a "inocência" ou a intencionalidade de certos inimigos de igreja ao acharem que no corpo de Cristo existem pessoas perfeitas. Ou melhor, só existem pessoas IGUAIS A CRISTO. O termo "Os Evangélicos" pra mim é no mínimo generalizador. Acredito que outros termo poderiam ser usado. Mas voltando ao conteúdo. Me admira muitos não conhecerem de fato as palavras de Cristo, quando ELE disse que haveria o Joio e o Trigo na casa Dele (Mateus 13:24-30) ELE estava falando desses homens maus, vertidos como cordeiro mas que na verdade não passavam de lobos devoradores prontos para praticarem o mal (Mat. 7:15 15).Se o redator da materia conhecesse um pouco a Bíblia faria uso dela no esboço teológico, de igual forma não se admirariam tanto os leitores "leigos" com o que de fato aconteceu e ainda acontece nos rumos da história a respeito daqueles que se escondem por trás de algum credo religioso ou ideológico como.

  32. Tarsila Postado em 11/Jan/2014 às 06:20

    Recorte histórico interessante e pertinente.

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