Barbárie

Israel bombardeia único hospital contra o câncer na Faixa de Gaza

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Israel ataca único hospital contra o câncer na Faixa de Gaza. Além da crueldade contra civis, ataque do governo sionista a Hospital de Amizade Turco-Palestino tem repercussões na Turquia, que vem subindo o tom contra Israel

Ataque a hospitais e instalações humanitárias são parte da rotina de Israel

RBA

O governo sionista de Israel bombardeou hoje (30), de acordo com informação da imprensa local confirmada pelo Ministério da Saúde, o único hospital da Faixa de Gaza que trata de pacientes com câncer. O número de vítimas ainda é incerto. Além da crueldade presente no massacre israelense contra civis palestinos desde o dia 7 de outubro, este ataque também tem significado geopolítico. Isso porque trata-se do Hospital de Amizade Turco-Palestino. O governo turco vem subindo o tom contra Israel, inclusive não descartando um revide pelo genocídio.

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Ataque a hospitais e instalações humanitárias são parte da rotina de Israel. Apesar de configurar crime de guerra, o estado sionista pouco dá voz aos tratados e mesmo à comunidade internacional que, em massa, cobra o fim do massacre. Já são cerca de 30 instalações médicas atingidas. Até o momento, o conflito deixa mais de 9.500 mortos, sendo 8.300 palestinos. Destes, mais de 60% são mulheres e crianças. A grande maioria das vítimas são civis inocentes.

Ataques a hospital

A imprensa local confirma os ataques, bem como veículos do mundo árabe como a Al Jazeera, do Catar. A Turquia não demorou a manifestar repúdio, disse ser “inexplicável”. “O cerco e esses ataques desumanos, que visam privar o povo palestino em Gaza de seus direitos mais básicos, violam claramente o direito internacional. Israel precisa parar de atacar os residentes de Gaza em massa, sem discriminação”, disse o ministério das Relações Exteriores turco.

Ainda de acordo com a imprensa local, os bombardeios israelenses causaram danos significativos. Incluindo um incêndio no terceiro andar, posteriormente controlado. Além disso, alguns sistemas eletromecânicos foram danificados, expondo tanto a equipe médica quanto os pacientes a perigos.

O governo turco financiou a construção do hospital entre 2011 e 2017, tornando-o o maior hospital da Palestina, com uma área de 34.800 metros quadrados e capacidade para 180 leitos.

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