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Eduardo Bolsonaro diz que professores são piores do que traficantes

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Em evento pró-armas, Eduardo Bolsonaro iguala professores "doutrinadores" a traficantes. Declaração ocorre uma semana após o Pragmatismo denunciar o caso do professor que foi espancado e ameaçado de morte no Paraná por um pai de um aluno, delegado da Polícia Federal

Eduardo Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) igualou professores a traficantes durante participação em um evento pró-armas, neste domingo (9), em Brasília.

No discurso, dirigido a manifestantes bolsonaristas e apoiadores da pauta armamentista, o parlamentar pediu aos pais presentes que prestassem atenção na educação dos filhos e acompanhassem o que os jovens aprendem para “não ter espaço para professor doutrinador tentar sequestrar as crianças”.

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O filho de Jair Bolsonaro afirmou não ver diferença entre um “professor doutrinador” e um traficante de drogas “que tenta sequestrar e levar os nossos filhos para o mundo do crime”. Ele chegou a afirmar que a figura do professor “talvez seja ainda pior”.

A jornalista Deysi Cioccari criticou Eduardo. “Fazer essa comparação esdrúxula é de um reducionismo histórico e educacional que beira o perigo. Não se faz esse tipo de comparação. O último ano do pai dele na presidência foi o de menor investimento na educação. Fazer essa comparação é quase uma ignorância em um país com educação sucateada. É uma fala muito infeliz e que não pode ser normalizada. Eduardo Bolsonaro cruzou uma linha bem perigosa”, disse.

Nas redes sociais, o deputado federal Guilherme Boulos afirmou que o PSOL entrará com uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra Eduardo Bolsonaro pelas ofensas proferidas contra os educadores.

A declaração de Eduardo ocorre cerca de uma semana após o Pragmatismo revelar, em primeira mão, o caso do professor de uma escola particular no Paraná que foi espancado e ameaçado de morte por um pai de um aluno, que é delegado da Polícia Federal.

Na ocasião, alguns pais de outros alunos chegaram a defender as agressões contra o professor, justificando que o docente seria da “turma do ‘faz o L'”.

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