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Após ser detonado por Flávio Dino, Marcos do Val apela para a gordofobia

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Paralisado com a chuva de argumentos que recebeu de Flávio Dino em comissão do Senado e incapaz de confrontar o ministro pessoalmente, Marcos do Val foi às redes sociais e apelou para a gordofobia, sem revelar que ele próprio já teve problema com obesidade e fez cirurgia bariátrica

Marcos do Val

O ministro da Justiça, Flávio Dino, viralizou nesta terça-feira (9) após rebater os ataques do senador Marcos do Val (Podemos-ES) durante audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado.

Dino se manifestou após Do Val acusá-lo de suposta omissão nos atos golpistas de 8 de Janeiro e defender seu afastamento do cargo.

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“Se o senhor é da SWAT, eu sou dos Vingadores. O senhor conhece? Capitão América, Homem-Aranha?”, afirmou Dino. O bolsonarista é fundador de um curso que diz já ter treinado agentes das forças especiais e outras corporações dos Estados Unidos.

Conhecido por ser um mitômano, Do Val reconheceu a sua insignificância diante de Dino e decidiu não rebater o ministro pessoalmente.

Mais tarde, porém, o senador foi às redes sociais e apelou para a gordofobia, ao compartilhar uma montagem na qual Dino aparece sem camisa, e ele ao lado, debochando do ministro. Do Val também publicou um vídeo de um homem gordo correndo, fantasiado de homem aranha.

Marcos do Val não revelou aos seguidores que ele próprio já teve problemas com obesidade e foi submetido a uma cirurgia bariátrica.

Marcos do Val

Do Val é investigado pelos crimes de falso testemunho e denunciação caluniosa a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A declaração sobre o suposto plano golpista foi feita em diferentes versões pelo senador. Segundo Moraes, foram apresentadas ao menos quatro histórias diferentes por Do Val, “todas entre si antagônicas”.

Do Val baixou o tom das acusações contra Bolsonaro. Durante uma transmissão ao vivo com líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), o senador capixaba disse ter uma “bomba” que seria revelada pela revista Veja no dia seguinte.

À GloboNews, Do Val negou ter sido coagido por Bolsonaro e disse que usou “uma palavra que não deveria ter usado” ao fazer essa afirmação durante a live com o MBL.

No relato à Veja, o senador afirmou que mandou mensagem a Moraes em 12 de dezembro, três dias após o suposto encontro com Bolsonaro e Silveira, e só reuniu-se pessoalmente com o ministro no dia 14, para contar como havia sido a reunião.

Posteriormente, Do Val afirmou que se encontrou com Moraes antes da conversa com Bolsonaro. Já em entrevista coletiva, o senador disse que foi abordado por Silveira no dia 7 e convidado a encontrar Bolsonaro, mas só aceitou após o aval de Moraes.

Do Val mudou local da suposta reunião com Bolsonaro. Inicialmente, o senador afirmou que o encontro com o então presidente foi no Palácio da Alvorada, residência oficial.

Depois, porém, ele disse que a reunião com Bolsonaro e Silveira foi na Granja do Torto, a segunda residência oficial da Presidência.

Já em entrevista à Folha de S.Paulo, ele afirmou que estava em dúvida e que o encontro poderia ter ocorrido no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência.

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