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Estudante é preso por planejar massacre em universidade de Campo Grande

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Universitário do curso de psicologia tinha interações nas redes sociais com páginas de extrema-direita que tratavam sobre massacres em escolas, armas de fogo e neonazismo

(Momento em que estudante é escoltado para fora de universidade)

Um estudante de psicologia da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), em Campo Grande (MS), foi preso na última terça-feira (18) após suspeita de planejar um massacre na instituição de ensino. O rapaz foi algemado na própria universidade e levado por policiais.

A Polícia Civil chegou até o suspeito após rastrear mensagens através do IP usado por ele. A investigação descobriu que o rapaz interagia em grupos de extrema-direita que tratavam sobre massacres em escolas, armas de fogo e neonazismo.

O adolescente é calouro de psicologia, mas antes cursava o curso de arquitetura e urbanismo na Universidade. Segundo a polícia, o jovem deve responder por incitação ao crime e ameaça. A família do estudante também foi acionada.

A assessoria de imprensa da UCDB informou que tomou providências assim que tomou conhecimento de possíveis ameaças. Confira a nota na íntegra:

“Tão logo a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) tomou conhecimento de supostas ameaças em conversas de WhatsApp, o Conselho de Reitoria da Instituição acionou as autoridades competentes para averiguação dos fatos.

O autor das mensagens foi identificado e suspenso, preventivamente, das aulas. A família do aluno também foi chamada para ser conscientizada sobre o ocorrido.

Reafirmamos que o compartilhamento de fake news e de ameaças são crimes previstos em lei. A UCDB segue atenta atuando para que ameaças como esta não se repitam, garantindo segurança no campus”.

Outras ameaças no Mato Grosso do Sul

Ainda no mês de abril, outros três adolescentes foram apreendidos durante investigação de um possível ataque ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), em Coxim.

Segundo um mapeamento da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sobre casos de ataques em escolas por alunos ou ex-alunos, o primeiro episódio foi registrado em 2002, quando um adolescente de 17 anos disparou contra duas colegas dentro da sala de aula de uma escola particular de Salvador. Desde esse caso, foram contabilizados 22 ataques, 13 deles realizados nos últimos dois anos.