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Sem nenhum caso confirmado de coronavírus, Coreia do Norte intriga o mundo

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Com isolamento social rigoroso e fechamento de fronteiras, Coreia do Norte não registra nenhum caso de coronavírus. O país, que já era considerado um dos mais fechados do mundo, adotou medidas ainda mais restritivas em janeiro, quando surgiam os primeiros pacientes oficiais na China

Kim Jong-un (divulgação)

A Coreia do Norte voltou a afirmar no domingo, 12, que não há nenhum caso de coronavírus no país. A informação foi confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em janeiro, logo após o vírus ser detectado na China, a Coreia do Norte se isolou ainda mais do mundo ao anunciar que estava fechando as fronteiras com a China e adotando medidas rígidas de confinamentos aos seus cidadãos.

“Adotamos medidas preventivas e científicas como inspeções e quarentenas para todas as pessoas que chegavam ao país, desinfetamos os produtos, fechamos as fronteiras e bloqueamos todas as rotas marítimas e aéreas”, afirmou Pak Myong Su, diretor do departamento de epidemias da Coreia do Norte.

O comandante militar norte-americano na Coreia do Sul, general Robert Abrams, declarou no mês passado que tinha “praticamente certeza” de que a Coreia do Norte registrava casos do vírus, apesar das negativas de Pyongyang.

Na vizinha do Sul, o vírus atingiu 9.976 pessoas e matou 169 delas, apesar dos esforços do governo em combater a epidemia e testar em massa a população.

Enquanto a doença ainda se alastrava dentro da China, em fevereiro, o ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou que enviou à Coreia do Norte cerca de 1.500 kits de diagnóstico, após um pedido de Pyongyang dado “o risco existente da Covid-19”.

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) pretende destinar 900 mil dólares ao país para ajudar na resposta ao vírus. Especialistas afirmaram temer que uma epidemia da Covid-19 no país possa causar grandes danos à população. O próprio líder Kim Jong-un advertiu no mês passado para “graves consequências” se o vírus entrasse no país.

Condolências

No início da pandemia, o líder norte-coreano enviou uma carta de condolências ao presidente da vizinha Coreia do Sul. Na época, a Coreia do Sul era o segundo país mais atingido pela doença, atrás apenas da China.

“Expresso minhas condolências aos sul-coreanos que estão a enfrentar a epidemia e lamento não poder fazer nada para ajudá-los neste momento”, disse.

Moon e Kim construíram laços pessoais em 2018, quando se encontraram três vezes e chegaram a uma série de acordos para aumentar as trocas bilaterais e diminuir a animosidade militar.

As informações são das agência Reuters e AFP.

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