Lula

“Príncipe” chama igreja de comunista e deputada grava vídeo em espanhol

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O encontro entre Lula e o Papa Francisco provocou reações bizarras na direita brasileira. Indignada, deputada bolsonarista grava vídeo em espanhol para o pontífice, enquanto o “príncipe” Orleans e Bragança acusa a igreja de ser comunista

O encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Papa Francisco provocou reações diversas em parte da imprensa e em parlamentares identificados com o governo Bolsonaro.

O deputado federal e membro da família real, Luiz P. O. de Bragança (PSL/RJ), acusou a igreja de ser comunista. “A esquerda sempre combateu a igreja, os militares e a aristocracia. Hoje a aristocracia não existe mais, os militares são social democrata e a igreja é comunista”, bradou.

Também indignada com a visita de Lula ao Papa, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) decidiu publicar um vídeo em espanhol direcionado ao líder máximo da igreja católica.

A parlamentar diz que Lula foi condenado pelo “maior crime de corrupção de toda a história do mundo, talvez (sic)”. No vídeo, Carla chega a “traduzir” a pronúncia do próprio nome.

Troca de presentes

Lula chegou a ser abençoado pelo Papa. A conversa entre os dois também foi marcada por assuntos como a questão da Amazônia e o clima político na América do Sul.

A preocupação de Francisco com a situação na Amazônia, expressada inclusive nos últimos tuítes do pontífice, tem a ver com devastação pelos recentes incêndios e as ameaças aos povos indígenas, devido às políticas de Jair Bolsonaro que priorizam os interesses do garimpo e do agronegócio, colocando em risco algumas áreas demarcadas.

O ex-presidente Lula entregou uma imagem de um índio da Amazônia para o papa Francisco, e recebeu dele um terço. A fotografia presenteada por Lula, que integra o projeto “Índios Brasileiros” do fotógrafo Ricardo Stuckert, retrata o índio Bejá Kayapó na aldeia Metuktire, no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso.

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