Mulheres violadas

Homem que matou companheira e foi ao shopping passear é encontrado morto

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Após queimar e enterrar o corpo da companheira, homem foi passear no shopping com os filhos. Mesmo depois de cometer o crime, ele se reuniu com a família simulando estar preocupado e fingiu auxiliar nas buscas pela mulher

Alan e Fernanda

Fernanda Souza Silva, 33 anos, foi vítima de feminicídio na última semana, antes do carnaval, em Bela Vista de Goiás. O autor do crime é o namorado Alan Pereira dos Reis, de 22 anos.

Fernanda, que era gerente de um hipermercado, ficou desaparecida por uma semana. Durante esse período, Alan fingiu estar preocupado com a namorada e esteve o tempo inteiro ao lado da família da vítima e auxiliando nas buscas.

“Foi muito cruel o que esse rapaz fez com minha filha. Deu uma de bonzinho o tempo inteiro, até na última hora na delegacia, deu uma de bonzinho. Não tem coração”, afirmou Fátima de Souza, mãe de Fernanda.

“Nunca imaginava que ele faria isso. Ele pegou água para mim quando estava passando mal. Ficou ligando par mim, que era para dar parte na polícia, que fazia muito tempo, que não podia esperar mais”, completa.

A irmã de Fernanda, Vilma de Souza, também desabafou: “Fingido, monstro, psicopata. Foi ali dar parte na polícia junto com a gente. Preocupado com minha mãe de mentira. Tem que pagar sim, tem que ser feita Justiça”.

A polícia afirmou que horas após queimar e enterrar o corpo de Fernanda, Alan foi com a ex-mulher e os dois filhos até um shopping de Goiânia onde fizeram compras, compraram brinquedos e tomaram açaí.

“Vir aqui ver o sofrimento da mãe e ainda depois sair, usar o cartão dela, comprar roupa, levar filho e esposa no shopping é muita frieza. Muita maldade”, emendou Vilma.

“Ódio profundo”

De acordo com a polícia, Alan alegou que cometeu o crime porque Fernanda teria chamado seus filhos de “bastardos”. Durante depoimento ao delegado, o suspeito também contou que cometeu o crime por impulso, que foi um ato não planejado.

“Ele confidenciou que foi tomado por um sentimento de ódio profundo, que o capeta atentou ele e que cometeu esse ato bárbaro”, explicou o delegado Antônio André Santos Júnior.

Alan estava no Tocantins se preparando para fugir para o Pará quando foi encontrado e capturado pela polícia após apresentar uma CNH falsa.

Encontrado morto

Após poucos dias preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, Alan foi encontrado morto dentro de uma das celas do Núcleo de Custódia.

Por meio de nota, a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP) afirma que, ao tomar conhecimento da morte do detento, acionou as polícias Civil e Técnico Científica, que estiveram no presídio, e agora vão investigar o caso.

A suspeita é de que o jovem teria usado as próprias roupas para se enforcar na cela, onde estava sozinho. Um procedimento interno também foi aberto para apurar o suposto suicídio.

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