Redação Pragmatismo
Barbárie 19/Jun/2019 às 09:58 COMENTÁRIOS

Empresário que arrastou vendedora de balões já ameaçou mulher de morte

“Vou te meter um tiro no meio da boca”. Empresário que arrastou a vendedora de balões estava com o direito de dirigir suspenso. Além disso, há ocorrências policiais contra ele por violação da Lei Maria da Penha, ameaça, dano, lesão corporal e furto de água, luz e sinal de telefone

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O empresário William Wesley Lelis Vieira arrastou a vendedora de balões Marina Izidoro (imagem: JP Rodrigues/Metrópoles)

Na noite do último sábado (15), o empresário William Wesley Lelis Vieira arrastou a vendedora de balões Marina Izidoro de Morais em Taguatinga (DF) para não pagar pelos produtos. O veículo dirigido pelo homem, um Mercedes-Benz Cla 45, é avaliado em R$ 220 mil.

O delegado Paulo Henrique Alves de Almeida, que investiga o caso, afirma que o empresário de 34 anos pode responder por tentativa de homicídio. Mas essa não é a primeira vez que William está envolvido em ocorrências policiais.

Há denúncias contra o empresário por violação da Lei Maria da Penha, ameaça, dano, lesão corporal e furto de água, luz e sinal de telefone. Um dos casos, homologado no dia 17 de agosto de 2009 atribui a ele a prática de injúria, ameaça e dano, realizados durante a cobrança de uma dívida de R$ 700.

Segundo a denunciante, ela estava em casa quando Willian e um homem não identificado invadiram a residência da vítima e ele gritava: “Cadê meu dinheiro”, chegando a ameaçar atear fogo em um videogame que estava ligado.

Conforme o relato da vítima, no momento em que ela se dirigia ao portão, o homem já estava no lote e a xingava de “vadia, safada e vagabunda”, com o dedo em riste e dizendo: “Vou te meter um tiro no meio da boca”.

As ameaças também teriam sido feitas ao marido da denunciante. O casal disse ter tentado chamar a polícia, momento em que Willian teria dito “não ter medo de policial”, pois “quem tem dinheiro não vai preso”. Willian era dono de uma empresa de factoring – que emprestava dinheiro e trocava cheques –, que já encerrou as atividades.

CNH suspensa

De acordo com o DETRAN-DF, William estava com o direito de dirigir suspenso. A cassação da habilitação do empresário foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal no dia 13 de junho, dois dias antes do crime contra a idosa Marina Izidoro.

Nos últimos três anos, o Mercedes-Benz de Willian foi flagrado cometendo nove infrações por excesso de velocidade e quatro por estacionar em local proibido, além de ter provocado um acidente de trânsito sem vítimas.

Depoimento

Em depoimento à polícia na tarde desta terça-feira (18), William alegou que ele e uma amiga estavam saindo de uma festa quando viram a vendedora e resolveram comprar os balões.

Segundo o delegado Paulo Henrique de Almeida, o empresário disse que queria comprar três balões, que custariam R$ 30, “mas só tinha R$ 25, por isso fechou o vidro”.

“William Wesley disse que fez uma ‘brincadeira’ ao fechar o vidro e arrancar com o carro sem pagar os balões”, disse o delegado. A mulher que estava com o empresário também prestou depoimento e repetiu a mesma versão. Reforçou que tudo não passou de “uma brincadeira”. Ela tem 28 anos.

Os três balões foram puxados para dentro do carro pela mulher que sentava no banco do passageiro. Os produtos estavam amarrados aos outros, que por sua vez encontravam-se presos no braço da vendedora Marina Izidoro.

Quando o vidro da Mercedes foi fechado, a idosa acabou violentamente arrastada por cerca de 100 metros pelo asfalto. Ela teve ferimentos em todo o corpo e na região da cabeça.

Desespero

“O que eu senti foi desespero. Foi uma cena horrível. Eles me arrastaram e a minha minha cabeça ficou presa entre as rodas do carro. Pensei que fosse morrer. Eu não desejo que nenhuma pessoa passe por isso, nunca. Desde domingo, quando acordei, toda hora que eu lembro, começo a chorar”, lembra a idosa.

Marina trabalha há quatro anos vendendo balões e disse que jamais passou por situação semelhante. A idosa é diarista, passa roupas em casa de famílias e, aos fins de semana, vende balões para aumentar a renda.

Ao ser arrastada pelo carro, Marina perdeu a maior parte do dinheiro que adquiriu em mais de oito horas de trabalho na festa junina. Além disso, o casal chegou a levar alguns dos balões e, os que sobraram nas mãos da idosa, estouraram durante o crime.

Marina foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Ela sofreu diversas escoriações pelo corpo. “Eles [o casal] não tiveram respeito nenhum por mim, pelo meu trabalho e pela minha vida. Eu só quero que eles paguem pelo que fizeram comigo”.

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Comentários

  1. Felipe Luiz Postado em 05/Jul/2019 às 16:21

    O pobre empresário é apenas uma vítima da sociedade.

  2. Andre Luis Fernandes Postado em 05/Jul/2019 às 16:21

    Empresário??? Bandido isso sim.

  3. Roberto Pedroso Postado em 05/Jul/2019 às 16:20

    O tipico ''cidadão de bem'' eleitor do Bolsonabo........

  4. Paulo Roberto Galliac Postado em 05/Jul/2019 às 16:21

    Essa é ficha de muitos cidadãos que se acham de bem. BEM CANALHAS. Ficha criminal mais suja que banheiro de posto de gasolina.

  5. Mazuca Postado em 06/Jul/2019 às 19:07

    caraca, é o arquétipo do eleitor do bozo. Bozonazi, inspirando o que há de melhor nas pessoas...um presidente que não gosta de pobre é isso ai...eleitorado garantido como esse lixo ai que quase matou a senhora

  6. C.Poivre Postado em 06/Jul/2019 às 19:07

    Bolsomínion típico!

  7. Mauricio Nunes Postado em 05/Jul/2019 às 16:20

    Só espero que de "brincadeira" alguem arraste esse lixo humano pelo asfalto e livre o planeta desse verme imundo.

  8. William Ramos Postado em 05/Jul/2019 às 16:20

    Não faria falta na terra

  9. A.Wergutz.Flip Postado em 05/Jul/2019 às 16:21

    O Brasil exige a apuração e punição exemplar dos criminosos que atentam contra as instituições com finalidade de desestabilizar o país e liberar criminosos poderosos!

  10. Simone Lemos Postado em 05/Jul/2019 às 16:21

    Quanta maldade. Essa pessoa não pode viver em sociedade porque acha que pode fazer o que bem entende sem pagar pelas consequências.