Redação Pragmatismo
Justiça 06/Apr/2018 às 14:01 COMENTÁRIOS

Gilmar Mendes classifica como "absurda" prisão de Lula e culpa PT

Gilmar Mendes diz que prisão de Lula é "absurda" do ponto de vista jurídico, mas culpa PT: "Fez más escolhas para o Supremo. Em vez de pensar em uma composição da corte dentro dos padrões técnicos, privilegiou-se a escolha de pessoas ligadas aos movimentos sociais, basistas e coisas desse tipo [...]"

Gilmar Mendes prisão de Lula
(Imagem: José Cruz/Agência Brasil)

De Portugal, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), fez duras críticas à ordem de prisão contra Lula e também ao PT, que, segundo ele, estaria “sendo vítima de sua própria obra”.

“A prisão de Lula é absurda, fruto do autoritarismo desse punitivismo processual hoje em voga no país. Os recursos [que Lula pode apresentar à Justiça] ainda não se esgotaram e já se precipita a prisão!”, afirma.

“A única coisa que me consola é que esse estado de coisas excepcional é fruto do processo de desinstitucionalização que o PT promoveu no Brasil, do conluio que existia entre o partido e procuradores, das más escolhas [de magistrados] para o Supremo [Tribunal Federal].”

Segundo ele, “em vez de pensar em uma composição da corte [o STF] dentro dos padrões técnicos e jurídicos, privilegiou-se a escolha de pessoas ligadas aos movimentos LGBT, ao MST, basistas e coisas desse tipo. O resultado está aí, é esse direito penal totalitário”.

Nesta quinta (5), o juiz Sergio Moro mandou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se apresentar à Polícia Federal em Curitiba até as 17h de sexta (6). A decisão foi tomada após o magistrado receber ofício do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), autorizando a prisão.

Em seu despacho, Moro afirmou que está “vedada a utilização de algemas em qualquer hipótese”. O juiz informou que foi preparada uma sala reservada para o início do cumprimento da pena do ex-presidente, “em razão da dignidade do cargo ocupado”.

A decisão de Moro foi considera precipitada pelo meio jurídico. Saiba mais:
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Folhapress

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