Lula

Criança é estimulada a jogar pedra em ônibus de Lula

Share

Criança que não tem mais que 5 anos de idade é estimulada a apedrejar ônibus de Lula, aos xingamentos. Vídeo registrou a ação. Produtor rural foi preso, mas imagens revelam conivência da polícia com as agressões

A caravana de Lula pela região Sul do Brasil tem enfrentado grupos conservadores que desafiam a comitiva com agressões físicas e verbais. Algumas ações foram meticulosamente orquestradas, como demonstram estes áudios.

No fim de semana, o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) reproduziu um vídeo divulgado por um agressor da caravana. Nas imagens, uma pessoa vibra enquanto outros atiram pedras e ovos na comitiva de Lula.

No meio do vandalismo, é possível observar um menino de camiseta azul que não tem mais do que 5 anos de idade sendo estimulado, aos xingamentos, a atacar os ônibus e os carros que passam (assista abaixo). Outras crianças de idade semelhante também aparecem no vídeo.

“Atos de violência e agressão contra os ônibus onde estavam dois ex-presidentes da República são inaceitáveis. São grupos de direita, extremistas, que não sabem conviver com a democracia. São pessoas que disseminam ódio e intolerância e, assim, tentam nos intimidar. Pois não vão conseguir, e nós seguiremos trabalhando até o dia das eleições na defesa da democracia e de eleições livres!”, lamentou Henrique Fontana.

Segundo o site Notícias Agrícolas, o produtor rural Marcelo Bertagnolli foi preso após atos de agressão contra a caravana do ex-presidente. Bertagnolli foi vereador na localidade e é uma das lideranças do agronegócio na região.

SAIBA MAIS: Mulher agredida com o filho na caravana de Lula deixa o hospital

Bertagnolli estava acompanhado de outros manifestantes — alguns com camisetas de Bolsonaro — que carregavam ovos, chicotes, correntes e um taco.

Santa Catarina

Durante a passagem por São Miguel do Oeste (SC), na tarde deste domingo, 25, a caravana de Lula foi atingida por pedradas que chegaram a trincar os vidros de dois dos três ônibus que integram a comitiva.

Cerca de trinta manifestantes fecharam o trevo de acesso à cidade. Quando a caravana parou, os limpadores de para-brisas dos ônibus foram arrancados, diversos ovos atirados contra os vidros dos veículos e, depois, as pedras. Um dos ovos atingiu o carro da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

“O que aconteceu foi um atentado criminoso. Poderia ter acontecido uma tragédia. O motorista ficou sem visibilidade”, disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara. Alguns metros adiante, policiais militares acompanharam mas não interferiram na manifestação.

“Nós não podemos permitir que pessoas sejam espancadas enquanto esperamos que a polícia cumpra seu papel. Se a polícia não pode garantir a segurança da caravana, que nos diga”, afirmou Pimenta.

Em Florianópolis, Lula ressaltou que os participantes das atividades da caravana são “gente da paz” mas disse que eles devem “retribuir” as agressões sofridas.

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook