Justiça

Palocci muda de advogado e pode ceder às pressões de Sergio Moro

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Antonio Palocci dispensa o criminalista José Roberto Batochi, que é publicamente contra o expediente de colaboração, e contrata advogado que costuma fechar acordos com Sergio Moro. Mudança de postura pode sinalizar implicações a Lula

Antônio Palocci (reprodução)

Luis Nassif, Jornal GGN

Preso desde setembro de 2016, o ex-ministro Antonio Palocci decidiu contratar o escritório de advocacia Adriano Bretas, de Curitiba, para negociar delação premiada com a força-tarefa do Ministério Público Federal, publicou o Estadão na tarde desta quarta (26).

Palocci vinha sendo defendido pelo criminalista José Roberto Batochio e, de acordo com o jornal, decidiu abrir mão em busca de um especialista em delação que já atua na Lava Jato – Bretas está por trás da delação de Renato Duque, por exemplo – já que Batochio é publicamente contra o expediente de colaboração.

Acusado de receber R$ 128 milhões da Odebrecht e repassado uma parte da fortuna ao PT, Palocci depôs diante de Moro, na semana passada, e sinalizou que quer contribuir com a operação. No depoimento, contudo, ele tentou poupar Lula de acusações diretas.

O Valor de terça (25) publicou que Palocci pode mudar de postura e dizer que Lula recebeu um terço da propina paga na criação da Sete Brasil, em 2010. “Duque saberia detalhes do episódio e poderia confirmar tudo aos procuradores“, apontou a jornalista Mônica Bergamo, na Folha.

Bretas também foi apontado como responsável pelas delações de Alberto Youssef, Delcídio do Amaral e Ricardo Pessoa.

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