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Temer pede e Renan promete votar aumento para as Forças Armadas

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Renan promete a Temer que irá votar aumento de 25,5% aos membros das Forças Armadas. Questionado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, negou que a medida provoque algum impacto nas contas públicas. O reajuste, porém, provocará um efeito cascata, já que também favorecerá os militares da reserva

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta terça-feira (5) que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se comprometeu a votar um projeto de lei com o reajuste salarial das Forças Armadas.

A pedido de Michel Temer, o ministro esteve nesta manhã no gabinete de Renan para tratar do tema, e informou que o reajuste será de 25,5% ao longo de quatro anos, começando em 2o16. Jungmann acrescentou que o aumento poderá ser revisto “na medida em que ocorram melhorias na arrecadação federal”.

Apesar de Jungmann negar que a medida provoque algum impacto nas contas públicas, o reajuste provoca um efeito cascata, pois o aumento salarial para o efetivo militar do país também será repassado aos que já estão na reserva (aposentados) que, por lei, tem o mesmo direito de quem está na ativa. “É um projeto que reajusta as forças armadas praticamente pelo índice de inflação”, disse o ministro.

“O presidente Renan de maneira muito sensível assumiu o compromisso de votar esse reajuste até o início do recesso parlamentar aqui no Senado, de sorte que nós saímos daqui plenamente satisfeitos e esperamos que em breve isso seja votado e que se faça justiça com as forças armadas e os seus integrantes”, afirmou o ministro.

O projeto que reajusta o salário dos militares não está na lista de matérias a serem votadas em uma semana, no esforço concentrado anunciado na última quinta-feira (30) por Renan Calheiros.

A pauta sobre o reajuste dos soldos militares apareceu após o aumento de 41% definido para os funcionários do Poder Judiciário, já definido pelo Congresso, e do aumento dos ganhos dos servidores do Legislativo de 21,5%. Projetos que preveem o reajuste de outras 16 categorias de servidores dos três podres estão parados nas comissões temáticas do Senado e não tem prazo para serem votados, nem nas comissões nem no plenário.

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