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Defensora do porte de armas assassina as filhas e inflama debate nos EUA

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Militante assídua do direito de civis portarem armas matou primeiro sua filha de 17 anos e depois começou a perseguir a outra, de 22, que, mesmo ferida, tentou escapar. Caso provocou grande comoção nos EUA e inflamou o debate sobre porte de armas no país

Christy Sheats (ao centro) e as suas duas filhas

Christy Sheats matou primeiro sua filha de 17 anos, Madison, e depois começou a perseguir sua outra filha, Taylor, de 22 anos, que, mesmo ferida, tentou escapar. Mas a mãe recarregou sua arma, saiu de casa e disparou novamente contra a garota.

Os detalhes estão no inquérito policial sobre o assassinato das jovens, ocorrido na tarde de 24 de junho, no subúrbio de Houston, no estado americano do Texas.

A mãe foi morta pelos policiais, que dispararam depois que ela supostamente se recusou a entregar sua arma

O caso provocou grande comoção nos Estados Unidos e também inflamou o debate sobre porte de armas no país.

Isso porque Christy era uma forte defensora do direito de civis portarem armas. Em uma mensagem postada no seu Facebook no ano passado, ela escreveu:

“Seria terrivelmente trágico se fosse tirada de mim a possibilidade de me proteger e de proteger minha família. Mas é exatamente isso que os democratas estão determinados a fazer ao banir as pistolas semiautomáticas.”

Christy Sheats (esq) e as duas filhas assassinadas (dir)

Em outras ocasiões, ela declarou seu apoio à chamada Segunda Emenda, que é o artigo na Constituição america que garante o direito de se possuir armas, em vigor desde 1791.

A organização GunPolicy e outras instituições que estudam o tema estimam que haja 270 milhões de armas nas mãos de civis no país – cuja população é de cerca de 316 milhões de habitantes.

O debate sobre armas voltou à tona depois do massacre na boate gay Pulse, em Orlando, que deixou 49 mortos em 12 de junho.

O caso da família Sheats gerou ainda mais polêmica depois que as ligações das filhas para a polícia foram divulgadas.

O pai das meninas, que estava prestes a se divorciar da mãe, presenciou toda a tragédia. “Ela queria me fazer sofrer. Pensei que havia me chamado para anunciar nossa separação às meninas”, disse Jason Sheats.

Quando ele viu que Christy sacou a arma, suplicou para que não disparasse.

“Por favor, não as mate, são nossas filhas. Vamos fazer o que você quiser”, gritou o pai, segundo as gravações da polícia.

Christy, segundo relatou seu marido, sofre de depressão desde 2012 e já teria tentando se suicidar em três oportunidades. Ela também não estaria assimilando bem o processo de divórcio.

BBC Mundo

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