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Quem é a menina que dispara uma metralhada e diz que já matou 400?

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Vídeo de uma menina curda de 6 a 7 anos disparando uma metralhadora está sendo repercutido em todo o mundo. Filmagem impressionante gerou debate sobre utilização cada vez mais frequente de crianças em propagandas de guerrilha

O vídeo (assista abaixo) de uma menina curda disparando uma metralhadora pipocou em sites da imprensa internacional e nas mídias sociais, levantando preocupações sobre táticas de propaganda usadas por grupos guerrilheiros.

As imagens sugerem que grupos curdos que combatem o ‘Estado Islâmico’ estariam usando as mesmas técnicas de propaganda usadas pelo grupo extremista ‘Estado Islâmico’ – com imagens de crianças realizando tarefas de combatentes.

A menina parece ter entre seis e sete anos. Ela conversa com um adulto que não aparece na gravação, possivelmente o seu pai, que pergunta a ela quantos combatentes do grupo autodenominado “Estado Islâmico ela matou.

“Quatrocentos”, diz ela, falando no dialeto curdo da região de Sulaymaniyah, no norte do Iraque.

Em seguida, a menina inclina-se sobre a metralhadora, maior do que ela, e com as duas mãos, dispara. Os tiros ecoam no deserto e o homem por trás da câmera grita: “Mate! Mate!”

A filmagem impressionante parece ter surgido pela primeira vez em meados de janeiro numa página do Facebook dedicada a vídeos pró-curdos e, pouco depois, surgiu num canal do YouTube chamado “YPG curdo”.

Vídeo:

O YPG, ou Unidades de Proteção do Povo, é o braço armado do Partido de União Democrática curdo na Síria.

A página “YPG curdo” contém vários outros vídeos que elogiam famosos batalhões de combate de mulheres curdas, além de gravações gerais, entre elas sobre como cozinhar batatas.

Não se sabe o quão popular o vídeo era antes do site de notícias sociais Vocativ dar atenção à gravação há uma semana – e, em seguida, diversos outros órgãos da imprensa.

Militantes do Estado Islâmico, que controlam amplas áreas da Síria e do Iraque, têm cada vez mais usado crianças em seus vídeos de propaganda.

O autor da página do Facebook na qual o vídeo foi originalmente publicado disse não ter nenhum parentesco curdo. Ele mora em Gaza e disse simplesmente admirar combatentes curdas. Ele também tem blogs e sites dedicados ao Exército russo e outras forças de combate.

BBC

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