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“Vou engavetar a regulamentação da mídia”, promete Eduardo Cunha

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Candidato à Presidência da Câmara dos Deputados, uma das promessas de campanha de Eduardo Cunha é garantir, se eleito, que o projeto de regulamentação da mídia vá parar “na gaveta”. Líder da bancada evangélica, o cacique do PMDB também foi um dos principais opositores do Marco Civil da Internet

Eduardo Cunha (PMDB) promete engavetar a regulamentação da mídia (Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press. Brasil.)

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conhecido por seu poder de influência não apenas sobre a bancada do partido, como também por liderar algumas dezenas de outros parlamentares de legendas menores, especialmente os evangélicos, está disposto a engavetar o projeto de regulamentação da mídia caso seja eleito presidente da Câmara dos Deputados.

“Regulamentação de mídia jamais. Eu colocaria na gaveta. Não faz parte do meu propósito. Eu sou muito claro, transparente para que todos saibam que eu eleito presidente da Câmara não darei curso a um projeto de regulamentação de mídia”, afirma Cunha.

O cacique do PMDB é o deputado que comandou o lobby das operadoras de telefonia contra a neutralidade da rede. O parlamentar, que foi um dos principais opositores do Marco Civil da Internet, é réu em vários processos.

No STF (Supremo Tribunal Federal), Eduardo Cunha responde a dois inquéritos. O 2984/2010 apura o uso de documentação falsa e o 3056 se refere a crimes contra a ordem tributária.

No Tribunal Regional da Primeira Região ele é réu no processo 0031294-51.2004.4.01.3400. Trata-se de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ele é alvo do processo 0026321-60.2006.8.19.0001, que trata de improbidade administrativa.

No Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro ele responde ao processo 59664.2011.619.0000, que se refere à captação ilícita de sufrágio. No mesmo tribunal ele é réu no processo 9488.2010.619.0153 sob a acusação de abuso de poder econômico em campanha eleitoral.

No Tribunal Superior Eleitoral, ele também responde por captação ilícita de sufrágio, no processo 707/2007.

Cunha, que recentemente também teve o seu nome citado na Operação Lava Jato, é fiel da Igreja Sara Nossa Terra e autor do polêmico projeto de lei 7382/2010, elaborado com o propósito de proteger os heterossexuais contra discriminação. Ele atualmente disputa a Presidência da Câmara com o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

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