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Processo do mensalão tucano está parado há dez anos

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Ação civil do mensalão do PSDB está há dez anos parada. Primeiro processo sobre o caso em Minas Gerais, que serviu como origem para o mensalão do PT, completou uma década de tramitação no STF

O deputado tucano Eduardo Azeredo (Agência Câmara)

A primeira ação judicial que trata dos fatos relacionados ao mensalão tucano completou ontem dez anos de tramitação no Supremo Tribunal Federal.

Distribuída para o então relator, ministro Carlos Ayres Britto, no dia 1° de dezembro de 2003, a ação civil pública por atos de improbidade administrativa está praticamente parada na Corte neste período de uma década.

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Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, o mensalão tucano foi um esquema de arrecadação ilegal de recursos para a campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.

A ação por improbidade foi ajuizada quatro anos antes da denúncia criminal e é o primeiro processo envolvendo a campanha tucana daquele ano.

Mensalão tucano pode ser julgado em 2014

O mensalão tucano poderá ser julgado ainda no primeiro semestre de 2014. Essa é a expectativa no gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, o relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal). Diretamente consultado, Barroso evitou comprometer-se com prazos. “Vou julgar o mais rápido que o devido processo legal permitir”, disse.

Segundo a acusação, duas estatais (Copasa e Comig) e um banco público (Bemge) repassaram, com aval de Azeredo, R$ 3,5 milhões em patrocínio a três eventos esportivos promovidos pela SMPB, uma das agências de Valério. Para disfarçar o uso desses recursos na campanha do PSDB, Marcos Valério teria simulado empréstimos de R$ 11 milhões junto ao Banco Rural, o mesmo que apareceria depois no mensalão petista. Para alguns, o mensalão tucano teria servido de modelo para o esquema petista.

Azeredo, hoje deputado federal, acabou perdendo a disputa de 1998 pelo governo mineiro para o ex-presidente Itamar Franco (PMDB). No Supremo, o julgamento do suposto desvio de recursos públicos em Minas está dividido em duas ações penais e um inquérito, que corre em segredo de Justiça.

com Congresso em Foco