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Vereadora parabeniza Daniela Mercury por assumir homossexualidade

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Vereadora Fabíola Mansur parabenizou a cantora Daniela Mercury por assumir publicamente um relacionamento homoafetivo

Vereadora Fabíola Mansur parabeniza Daniela Mercury por assumir homossexualidade (Foto: Divulgação)

A vereadora Fabíola Mansur (PSB) parabenizou a decisão da cantora Daniela Mercury de assumir o relacionamento com a jornalista Malu Verçosa, semana passada, tornando-o público através das redes sociais, em um momento político de enfrentamento à homofobia no Brasil.

Defensora dos direitos humanos e das causas LGBT, Fabíola considerou que a postura da artista fortalece a luta pelas liberdades individuais e direitos humanos no país. Ela analisa que a homofobia “se apresenta de uma forma visceral como uma grande ameaça às liberdades individuais em nossa sociedade”.

A socialista registrou que a atitude de Daniela Mercury contribui também para promoção da diversidade “e para que a gente entenda que há outras famílias nos nossos tempos”.

Protesto na Internet

Com os dizeres “Sou Fabíola Mansur. Estou vereadora. Sou mulher. Sou contra qualquer forma de preconceito. E Feliciano não me representa”, a vereadora do PSB divulgou uma imagem semana passada, compartilhada mais de 240 vezes na internet, em protesto aos comentários racistas e homofóbicos do deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Ele assumiu, recentemente, à presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados em Brasília.

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Fabíola Mansur reforçou que os protestos, que têm tomado conta de todo o Brasil, não é contra os evangélicos. “O protesto é uma forma de registrar nossa manifestação contra suas declarações”, enfatiza a vereadora socialista, ao lembrar que a ministra Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, também registrou moção de repúdio ao deputado paulista por suas condutas e declarações homofóbicas e racistas.

Dados computados pelo Grupo Gay da Bahia apontam que em 2012 foram registrados 338 assassinatos de gays, lésbicas e travestis no Brasil. A Bahia, que aparece em terceiro lugar no ranking da violência contra comunidade LGBT, registrou 29 mortes no segmento.

Tribuna da Bahia