Redação Pragmatismo
Política 07/Feb/2017 às 14:25
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Presidente da Comissão da Previdência é fiel aliado de Eduardo Cunha

Um dos poucos deputados que ficou com Eduardo Cunha até os últimos instantes vai presidir a Comissão da Previdência

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Carlos Eduardo Xavier Marun, deputado pelo PMDB de MS (reprodução)

Rede Brasil Atual

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) será o presidente da comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de reforma da Previdência. O nome dele foi indicado pelo partido no lugar de Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que deverá integrar outro colegiado.

Marun, que em entrevista na tarde desta segunda-feira (6), em sua base política, transmitida pela internet, disse que recebe “o maior desafio da minha vida política“, foi um dos apoiadores fieis do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDBRJ) – e o único a fazer uso da palavra, em sua defesa, na sessão que aprovou a sua cassação, em setembro. Ele é também membro da chamada bancada ruralista no Congresso. A leitura de instalação da comissão será feita hoje.

Esta é uma missão difícil, mas necessária“, declarou Marun, evitando comentar itens mais polêmicos da PEC 287. “Sem entrar no mérito, que passa a ser avaliado a partir da instalação da comissão, tenho a convicção de necessidade absoluta de fazermos uma reforma“, afirmou. “A proposta pode ser mexida, pode até ser aprimorada. O texto do governo serve como ponto de partida dessa discussão.” Segundo ele, o objetivo é buscar um texto adequado à realidade brasileira e que evite injustiças.

Em dezembro, o deputado visitou Cunha na prisão em Pinhais (PR), em viagem paga com recursos da cota parlamentar. Depois disso, ele afirmou que houve um erro do gabinete. “Já devolvi, está pago“, afirmou hoje. Sobre Cunha, afirmou que considera uma “página virada“. O relator da comissão especial deverá ser Arthur Maia (PPS-BA), que foi relator do Projeto de Lei 4.330, sobre terceirização, que agora tramita no Senado (PLC 30).

A ideia é que possamos aprovar isso (PEC 287) no primeiro semestre“, afirmou Marun. Segundo ele, para isso é necessário que a Câmara aprove o texto entre o fim de abril e o início de maio, para que a proposta siga ao Senado.

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