Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 23/Feb/2017 às 10:20
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5 coisas que fazem de você um idiota no Carnaval

Seus amigos podem até te chamar de “frouxo” se você concordar com as sugestões abaixo. O que faz deles um bando de idiotas e de você, um cara legal que sabe viver em sociedade, respeitando a dignidade da outra pessoa

Carnaval assédio 2017
É carnaval. Divirta-se. E respeite!

por Leonardo Sakamoto*

1) O significado de “não” é “não”. Não é “talvez”, muito menos “quem sabe” ou ainda “insiste que pode rolar”. Um “não” não te diminui como pessoa, faz parte da vida. Mas deixar de aceitá-lo, faz de você um idiota.

2) Usar frases como “Onde você acha que vai vestida assim?”, “A culpa não é minha, olha como você tá vestida!”, “Se saiu de casa assim, é porque está pedindo”, “Mas é carnaval, vadia!”, “Quem está aqui sozinha é porque quer isso” e “Me dá um beijo que eu te solto” faz de você um idiota.

3) Chamar mulheres, em qualquer circunstância, de “prostitutas” e “vadias” como xingamento genérico para qualquer comportamento em desacordo com seus planos de “conquista” faz de você um idiota. E tratar as prostitutas com respeito diferente daquele dispendido a qualquer outra trabalhadora também faz de você um idiota.

4) Segurar mulheres pelos cabelos, braços, pescoço, cintura ou qualquer outra parte do corpo sem que ela tenha lhe dado expressa autorização para tanto faz de você um idiota.

5) Achar que assédio ou violência sexuais são “brincadeira de carnaval” e “molecagem” faz de você e de quem passar a mão na sua cabeça pelo ato um idiota. Tratar mulheres transexuais que estão na folia com o desrespeito que você não dá às demais faz de você um idiota. Achar que carnaval é passeio em açougue de carne faz de você um idiota.

Seus amigos podem te chamar de “frouxo” se compreender essas sugestões. O que faz deles um bando de idiotas e de você, um cara legal que sabe viver em sociedade, respeitando a dignidade da outra pessoa.

VEJA TAMBÉM: O relato de uma jovem assediada e agredida no Carnaval 2017

*Leonardo Sakamoto é doutor em Ciência Política pela USP

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