Redação Pragmatismo
Corrupção 24/Nov/2016 às 16:24
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Médicos militares estão envolvidos com a Máfia das Próteses, revela MP

Investigação do Ministério Público Federal revela a forte ligação dos médicos militares com a Máfia das Próteses

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Foi deflagrada nesta quarta-feira (23) mais uma fase da Operação Mr. Hyde, que investiga a atuação de uma máfia de próteses nos hospitais do Distrito Federal. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Centro Médico da Polícia Militar, localizado atrás do quartel-general da PM na Asa Sul, centro de Brasília. Os mandados de condução coercitiva não foram cumpridos porque os médicos investigados decidiram depor por conta própria.

A quarta fase da operação investiga a atuação dos médicos Marcelo Gonzaga Peres e Marco Antônio Alencar de Almeida, integrantes do plano de saúde da PM-DF. Segundo o Ministério Público do DF, “os envolvidos tinham participação direta na concessão de autorizações para cirurgias pelo plano de saúde”. Os investigadores suspeitam que eles tenha usado o plano de saúde da corporação para desviar verba e afirmam que eles tinham “forte ligação” com a máfia das próteses.

Marcelo Gonzaga Peres é diretor de Assistência Médica do Departamento de Saúde e Assistência da PM. Já Marco Antônio Alencar de Almeida é fiscal de auditoria de perícia médica.

Operação

A Operação Mr. Hyde apura a atuação da chamada máfia das próteses no Distrito Federal. A primeira fase da operação foi deflagrada em 1º de setembro com o objetivo de desarticular uma “organização criminosa” formada por médicos e empresários. Segundo a acusação, o grupo tinha a finalidade de enriquecer com cirurgias desnecessárias, superfaturamento de equipamentos, troca fraudulenta de próteses e uso de material vencido em pacientes.

As investigações começaram em meados de 2015, a partir de denúncia, via internet, feita por um instrumentador cirúrgico. Apenas em 2016, estima-se que cerca de 60 pacientes tenham sido lesados por uma das empresas. O esquema movimentou milhões de reais em cirurgias, equipamentos e propinas. As recompensas eram pagas em dinheiro e por “mimos”, como viagens.

A ação investiga ainda o pagamento de propina feito por empresas a médicos ortopedistas que realizam cirurgias de coluna e quadril em hospitais particulares. Em alguns casos, procedimentos cirúrgicos desnecessários eram realizados, agravando inclusive o estado de saúde das vítimas para obrigá-las a usar produtos de má qualidade vendidos a preços superfaturados.

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