Redação Pragmatismo
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Geral 14/Oct/2016 às 14:24
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Conheça a mulher que deu umas 'chineladas' em Eduardo Cunha

“Escutei pessoas gritando 'ladrão, ladrão' e pensei que fosse um assalto. Fui ver o que era e dei de cara com coisa pior: o 'maledeto'”, diz. Tereza Batista conta que não imaginava que ficaria “famosa” na internet

eduardo cunha aeroporto agredido

Cassado pela Câmara em setembro, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) voltou a ser hostilizado publicamente. Ao desembarcar no aeroporto Santos Dumont, no Rio, o peemedebista foi chamado de “ladrão”, “safado” e “golpista” por manifestantes que o esperavam no saguão.

O deputado retornava de Brasília, onde ainda tenta reverter sua cassação no Supremo Tribunal Federal (STF). No tribunal, ele é réu em dois processos por corrupção e lavagem de dinheiro e alvo de outros inquéritos da Operação Lava Jato.

“Segurem as bolsas, que o ladrão está saindo aí”, gritou uma manifestante. “Por que está solto? Vem pra cá, ladrão”, provocou outro, enquanto o ex-deputado saía da área de desembarque com um carrinho cheio de malas.

Quando o ex-presidente da Câmara aparece no saguão, o homem corre atrás dele gritando: “Chama a polícia, pega ladrão”. Eduardo Cunha ignora o protesto.

Uma senhora se aproximou do ex-deputado e conseguiu agredi-lo. Em entrevista ao jornal Extra, ela se identificou como Tereza Batista Cansada de Guerra

“Escutei pessoas gritando ‘ladrão, ladrão’ e pensei que fosse um assalto. Fui ver o que era e dei de cara com coisa pior: o ‘maledeto'”, disse.

Tereza afirma ter nascido na Calábria (Itália) e vindo para o Brasil aos 12 anos. Hoje, aos 56, se apresenta como professora de História aposentada pelo estado. Também graduada em Antropologia, diz não entender como o povo aceita figuras como Cunha.

“Enquanto eles roubam milhões, faltam saúde, educação e respeito. É muita indolência. Tudo é na base do deixa para lá. Mas eu sou carcamana e não aceito. O sangue é quente”, afirmou.

Moradora de Vassouras, no Sul do estado, está no Rio por questões familiares. Fica de dia no Inca, onde a filha está internada. Ela diz não ter como pagar hotel e, por isso, passa as noites no aeroporto.

VEJA TAMBÉM: Por que não devemos comemorar a agressão a Eduardo Cunha

“Não queira imaginar se o Lula passasse por aqui. Seria ainda pior. Eu acertaria os colhões dele”, garante.

Outras vezes

Esta não é a primeira vez que o ex-deputado é hostilizado em um aeroporto. No dia 19 de setembro, por exemplo, ele foi atacado verbalmente por uma passageira em um voo do Rio para São Paulo.

“Senhor Eduardo Cunha, muito obrigado por roubar o país inteiro, viu? Espero que o senhor apodreça na cadeia. Não é justo a sociedade ter que conviver com uma pessoa da sua figura.” A declaração, registrada em vídeo, foi aplaudida pelos demais passageiros, enquanto Cunha acomodava seus pertences no avião sem esboçar reação.

Dias antes, ao deixar Brasília após sua cassação, o ex-presidente da Câmara foi chamado de “ladrão”, “golpista” e “machista”. Na ocasião, porém, ele também foi tietado por passageiros que o agradeceram pelo impeachment de Dilma e pararam para tirar selfies com o peemedebista.

No último dia 2, um manifestante interrompeu uma entrevista que Cunha dava em sua seção eleitoral para chamá-lo de “verdadeiro palhaço”.

VÍDEO:

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