Redação Pragmatismo
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Michel Temer 20/Sep/2016 às 16:18
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Seis países abandonam plenário durante discurso de Temer na ONU

Seis países deixaram o plenário durante o discurso do presidente Michel Temer na ONU, em Nova York. O ex-interino afirmou que o impeachment no Brasil foi um exemplo para o mundo

Michel Temer ONU discurso
Michel Temer na ONU

O presidente brasileiro Michel Temer afirmou nesta terça-feira (20/09), na abertura da 71ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York (EUA), que o impeachment de Dilma Rousseff transcorreu ‘dentro do mais absoluto respeito constitucional’.

Temer foi o primeiro mandatário a discursar no encontro, seguindo a tradição que, desde 1947, delega ao Brasil o início dos pronunciamentos na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Antes do pronunciamento de Temer, diplomatas e ministros de Equador, Costa Rica, Bolívia, Cuba, Nicarágua e Venezuela se retiraram do salão onde ocorre a reunião.

Esses países se manifestaram publicamente, em diversas ocasiões, contra o processo de impeachment de Dilma e qualificaram o julgamento contra a ex-mandatária como um “golpe de Estado”.

Segundo ele, o Brasil possui um “compromisso inegociável com a democracia”, ao referir-se ao impeachment que afastou Dilma Rousseff definitivamente da Presidência em 31 de agosto e o conduziu ao cargo.

Temer classificou o impeachment de sua antecessora como “um impedimento”, em um processo “regrado e conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte brasileira”.

“Tudo transcorreu dentro do mais absoluto respeito constitucional”, declarou o mandatário.

“Não há democracia sem Estado de Direito, que se aplica a todos, é o que o Brasil mostra ao mundo”, completou o mandatário, para quem o processo indicou que “não prevalecem vontades isoladas”.

Ele disse também que o compromisso do novo governo, a partir de agora, é retomar o crescimento econômico e a geração de empregos e apostar em parcerias com diferentes países para alavancar o desenvolvimento nacional.

Esta foi a primeira participação de Temer na Assembleia, principal encontro político da ONU e que reúne todos os 193 estados-membros da entidade.

Desafios e vitórias da diplomacia

No início de seu discurso, Temer destacou a “força da diversidade” brasileira e disse que o país defende, com afinco, os princípios da ONU, “hoje, mais necessários do que nunca”.

Segundo ele, o mundo apresenta “marcas de incerteza e instabilidade”, dentre as quais destacou o fundamentalismo e o terrorismo, a questão dos refugiados e o crescimento do nacionalismo em muitos países.

O presidente disse também que, apesar do “sentimento de perplexidade” diante do que classificou como ameaças, é importante não se fechar no discurso do “medo” e do “entrincheiramento”.

“Não podemos nos encolher dentro desse mundo, ao contrário, temos que nos unir para transformá-lo pela diplomacia; equilibrada, mas firme; sóbria, mas determinada; com pés no chão, mas com sede de mudança. É assim que o Brasil atua, na nossa sua região e além dela”, disse Temer, que destacou também a paz, o desenvolvimento sustentável e o respeito aos direitos humanos como “valores e aspirações da sociedade brasileira”.

Ao afirmar que é preciso reformar o Conselho de Segurança da ONU, disse que “continuaremos a colaborar para a superação do impasse em torno desse tema”.

Como desafios do mundo atual, citou a necessidade de encontrar uma solução política para o conflito na Síria, o impasse entre Israel e a Palestina e “a falta de progresso na agenda de desarmamento nuclear”.

Já como “boas notícias”, mencionou “a vitória da diplomacia” na condução do dossiê nuclear iraniano, o acordo de paz entre o governo de Juan Manuel Santos e as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e a reaproximação entre Cuba e Estados Unidos.

Integração regional

Sobre a integração latino-americana, Temer disse que o tema é “princípio constitucional e prioridade permanente de política externa”, afirmando que essa é base de projetos como o Mercosul.

Segundo ele, é “natural e salutar” que haja governos com diferentes inclinações políticas na região, mas disse ser essencial o “respeito mútuo” para “convergir em função de objetivos básicos, como o crescimento econômico, os direitos humanos, os avanços sociais, a segurança e a liberdade de nossos cidadãos”.

Ele fez referência também às tropas brasileiras no Haiti que, desde 2004, lideram uma missão de paz no país, e desejou que elas possam “voltar-se mais para o desenvolvimento e o fortalecimento das instituições” do país centro-americano.

Ambiente e desenvolvimento

Temer anunciou também que irá depositar nesta quarta-feira (21/09)  o instrumento de ratificação do país ao Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas e qualificou o Brasil como “uma potência ambiental que tem compromisso inequívoco com o meio ambiente”.

Ao mencionar a questão ambiental, ele falou sobre a importância do desenvolvimento e pediu o fim do protecionismo, “uma perversa barreira ao desenvolvimento”, e em particular o fim do protecionismo agrícola. “É urgente impedir que medidas sanitárias e fitossanitárias continuem a ser utilizadas para fins protecionistas”, declarou.

Refugiados

Sobre a questão de direitos humanos, Michel Temer afirmou que é preciso estar atento à questão das minorias e de outros segmentos vulneráveis. Nesse sentido, ele disse que o Brasil lida com a questão por meio de programas de transferência de renda e de acesso à habitação e à educação, e com a defesa da igualdade de gênero.

Temer lembrou também que refugiados e migrantes são vítimas de diversas violências e acrescentou que o Brasil, país que classificou como “ obra de imigrantes”,  tem dado a abrigo a esses cidadãos.

No final de seu pronunciamento, o mandatário expressou “apreço e gratidão” ao secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, que deverá deixar o cargo em dezembro, por sua dedicação nos últimos 10 anos à busca pela paz.

Opera Mundi

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Comentários

  1. Rosendo Postado em 20/Sep/2016 às 17:28

    Fora Temer golpista

    • Sandro Silva Postado em 20/Sep/2016 às 20:05

      Você votou nele, seu asno.

      • Rosendo Postado em 21/Sep/2016 às 09:21

        Não votei não, votei na Dilma, pra um mandato de quatro anos. IDIOTA GLOBAL, selo Globo de inteligência para vc.

      • magda Postado em 21/Sep/2016 às 18:57

        ele só está ali passando vexame em nome do Brasil porque idiotas como você colocaram ele lá!!

  2. Wylie Postado em 20/Sep/2016 às 21:55

    6 Exemplos de democracia.

    • Paulo Figueira Postado em 21/Sep/2016 às 14:04

      Que saibamos, todos os presidentes dos países citados foram eleitos, nenhum deles assumiu através de um golpe de estado.

      • Wylie Postado em 21/Sep/2016 às 15:28

        Sim! São exemplos de democracia.

  3. Eduardo Ribeiro Postado em 21/Sep/2016 às 10:48

    Aula de como lidar com um rato golpista. Chega a cair umas lágrimas. Nossos irmãos ensinando o planeta como um golpista deve ser tratado. O próprio Obama - que é o patrão do Temer e de todos os viralatinhas - atrasou, tinha mais o que fazer, foi consertar um amassado no carro, foi na loja trocar um sapato que ficou apertado, sei lá....e não deu moral pro seu estagiário. Não o viu discursar lá a qualquer coisa que discursou (quem liga para as palavras de um rato?) e não sucedeu a mucama brasileira no discurso, quebrando o protocolo e queimando mais ainda o filme brasileiro. É só vergonha.

    • José Ferreira Postado em 21/Sep/2016 às 14:07

      Não goze, não. Caro Eduardinho. Nenhum país sério se retirou na hora do discurso. No final, o Temer nem sentiu cócegas.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 21/Sep/2016 às 16:22

        Que cócegas? Não seja burro, filho. Você achou que alguém seria ingênuo a ponto de esperar Temer sendo impichado por causa dessa atitude gloriosa dos nossos irmãos? O que vale é a vergonha e a desmoralização pública, o repúdio para o planeta ver. Sua resposta é exatamente o que eu esperaria de um colonizado vagabundo, um vira-latas serviçal, um capacho maltrapilho, um MACACO TERCEIRO-MUNDISTA. "nenhum país sério se retirou"...equivale a "sou uma mucama muito obediente e só tenho olhos pra piroca dos meus senhores ourudos USA e Europa, só meus senhores ricos importam pra mim". Toma vergonha, seu caipira sem vergonha.

  4. Rodrigo Postado em 22/Sep/2016 às 09:39

    (Outro Rodrigo) Ouvi muitas piadas sobre países tão "democráticos" (basta ver os acontecimentos recentes em cada um) terem uma atitude tal. Mas a mais engraçada foi a de questionar se estavam com medo de Temer apresentar a fatura do BNDES para pagarem a conta, então por isso "deram no pé" kkk

  5. Jackson Postado em 21/Sep/2016 às 06:38

    Só viveram sugando? Eles gastam muito mais conosco do que nós com eles. São opiniões sem base nenhuma de ignorantes iguais a você que faz a América do Sul fraca. Você é o que? Euro-Brasil? Na boa pessoas com opiniões imbecis iguais as suas me dão nojo! Vai estudar , ler, saber antes de opinar besteira.