Redação Pragmatismo
Compartilhar
Racismo não 16/Sep/2016 às 11:44
1
Comentário

A história dos Panteras Negras em 27 fatos importantes

panteras negras história eua fatos negros luta

O Partido dos Panteras Negras foi fundado há 50 anos – mas, ainda hoje, muitos equívocos sobre seu revolucionário trabalho correm soltos.

The Black Panthers: Vanguard of the Revolution (Os Panteras Negras: A Vanguarda da Revolução), um documentário de Stanley Nelson, que foi ao ar na rede de TV norte-americana PBS em fevereiro, jogou uma luz necessária sobre as contribuições, convicções e dificuldades dos membros do partido.

O filme de Nelson mergulhou a fundo na discussão sobre a verdade por trás dos Panteras Negras e destacou a forte reação institucional que o movimento de libertação recebeu da polícia e do governo.

Desde o radical início do grupo, em 1966, até sua dissolução, em 1982, aqui estão importantes fatos que você precisa saber para entender melhor os Panteras Negras.

1. O princípio central que guiava os Panteras Negras era “um amor infinito pelas pessoas”.

O Partido dos Panteras Negras para Autodefesa, conhecido como o Partido dos Panteras Negras, foi fundado em 1966 por Huey Newton e Bobby Seale.

Esses dois revolucionários criaram a organização nacional como forma de combater coletivamente a opressão dos brancos. Depois de ver os negros sofrerem constantemente com a tortura praticada por policiais em todo o país.

Newton e Seale ajudaram a formar o pioneiro grupo de libertação dos negros para ajudar a construir uma comunidade e confrontar sistemas corruptos de poder.

2. Os Panteras Negras delinearam seus objetivos em um programa com 10 pontos.

Os Panteras Negras criaram uma plataforma unificada e seus objetivos para o partido foram delineados em um plano de 10 pontos que incluíram demandas por liberdade, terra, habitação, emprego e educação, entre outros importantes objetivos.

3. Os Panteras Negras monitoravam o comportamento da polícia nas comunidades negras.

Em 1966, a violência da polícia corria solta em Los Angeles, e a necessidade de proteger homens e mulheres contra a violência pelo estado era crucial.

Membros armados dos Panteras Negras apareciam durante as prisões de homens e mulheres negras, se posicionavam a uma distância permitida e vigiavam suas ações.

Era “para ter certeza de que não iria ocorrer nenhuma brutalidade”, Newton disse em imagens de arquivo, como mostrado no documentário.

Tanto os Panteras Negras quanto os policiais ficavam frente a frente, armados, um ato que estava de acordo com a lei de porte de armas vigente na Califórnia naquela época.

Esses confrontos, de muitas formas, permitiam aos Panteras proteger suas comunidades e vigiar a polícia.

4. O partido cresceu muito e chamou a atenção em várias cidades.

O objetivo do partido de aumentar o número de adeptos não visava recrutar frequentadores de igreja, como explicado no documentário, mas recrutar negros que sofriam a brutalidade da polícia no dia a dia.

Quando os negros em todo o país viram os esforços dos Panteras na mídia, especialmente depois que invadiram, armados, a sede do governo da Califórnia em Sacramento, em 1967, mais mulheres e homens ficaram interessados em se filiar.

O grupo também abordou questões como moradia, bem-estar e saúde, o que foi de encontro aos anseios da população negra em todo o país. O partido cresceu rapidamente — e não estabeleceu um processo de triagem porque a prioridade, naquela época, era recrutar o maior número de pessoas possível.

5. “Liberte Huey” tornou-se um grito de guerra contagiante depois da prisão de Huey Newton, em 1967.

Em 1967, Newton foi acusado de matar a tiros o policial John Frey, de 23 anos, durante uma blitz. Depois do tiroteio, Newton foi hospitalizado com ferimentos graves e algemado a uma maca em um quarto fortemente vigiado por policiais.

Como resultado de sua hospitalização e prisão, Eldrige Cleaver assumiu a liderança dos Panteras e exigiu que “Huey deveria ser libertado”.

A frase acabou sendo encurtada para “Free Huey” (Liberte Huey), duas palavras que despertaram um movimento exigindo a libertação de Huey.

6. Os Panteras Negras afirmaram a beleza negra, o que ajudou a atrair mais membros.

A visão de homens e mulheres negras ostentando, sem modéstia, seus cabelos afro, boinas e jaquetas de couro exerceram um apelo especial para muitos negros na época.

Refletiu um novo retrato para os negros dos anos 60 de uma forma que atraiu muitos jovens negros que queriam se filiar ao partido — alguns até mesmo escreveram cartas para Newton pedindo para se filiar.

“Os Panteras não inventaram a ideia de que o negro é lindo”, disse Jamal Joseph, ex-membro do partido, que participou do documentário de Stanley. “Uma das coisas que os Panteras fizeram foi [provar] que o negro é lindo.”

7. Os Panteras Negras entenderam como a mídia funciona e, efetivamente, se aproveitaram disso.

Os Panteras Negras promoveram sua agenda ao apelar para o que acreditavam que jornalistas e fotógrafos buscavam para cobrir o noticiário.

“Foram capazes de estabelecer sua legitimidade como uma voz de protesto”, disse o jornalista Jim Dubar no documentário. Elevaram suas vozes e imprimiram suas imagens em jornais, revistas e programas de TV.

8. O Partido dos Panteras Negras lançou o programa ‘Café da Manhã Grátis para as Crianças’.

O partido notou uma séria necessidade de nutrir crianças negras em comunidades marginalizadas, então gastavam cerca de duas horas preparando o café da manhã antes da escola para crianças em bairros pobres.

“Estudos revelaram que crianças que não tomavam um bom café da manhã eram menos atentas na escola e menos inclinadas a ter um bom desempenho, e sofriam de fadiga”, disse no documentário David Lemieux, ex-membro do partido.

“Apenas usamos essa informação e desenvolvemos um programa para servir café da manhã para crianças”, acrescentou. “Estávamos demonstrando amor por nossa gente”.

O partido servia cerca de 20 mil refeições por semana e se tornou o programa mais bem-sucedido dos 35 lançados pelos Panteras.

9. O partido tinha inimigos nos altos escalões, como o ex-diretor do FBI, J. Edgar Hoover, que lançou a COINTELPRO.

O ex-diretor do FBI J. Edgar Hoover, temia a ascensão do Partido dos Panteras Negras, por isso criou a operação secreta COINTELPRO, para desacreditar os grupos nacionalistas negros.

O objetivo do Programa de Contraespionagem era “desmascarar, perturbar, desorientar, desacreditar ou, caso contrário, neutralizar” as atividades dos nacionalistas negros.

“Éramos seguidos todos os dias, éramos assediados, nossos telefones eram grampeados, nossas famílias eram assediadas”, disse Ericka Huggins, que fazia parte dos Panteras Negras, cujos pais foram questionados pelo FBI, segundo o filme. Hoover enviava regularmente cartas aos policiais encorajando-os a encontrar novas formas para conter o Partido dos Panteras

Negras. Embora a COINTELPRO tivesse outros alvos além do partido, 245 de um total de 290 ações eram direcionadas aos Panteras Negras.

10. Hoover temia a “ascensão de um messias negro”.

Hoover temia qualquer expansão do movimento e, especialmente, temia que aliados brancos se unissem aos ativistas negros para apoiar o movimento.

Através da COINTELPRO, Hoover encontrou formas de rastrear, perseguir e pesquisar informações sobre o partido, incluindo a inserção de informantes do FBI dentro do grupo.

Um deles foi William O’Neal, que atuou como guarda-costas do proeminente membro do Panteras Negras Fred Hampton.

11. Os membros do partido moravam juntos nos “Panther Pads.”

Em resposta à operação COINTELPRO, os membros do partido criaram centros comunitários chamados de “Panther Pads”.

Alguns membros pararam de ir para casa para proteger suas famílias, por isso ficavam juntos.

Os “Panther Pads” tinham de ser monitorados 24 horas e uma lista de responsabilidades rotativa, o que, por sua vez, ajudou a criar um senso mais forte de comunidade.

12. Mulheres negras tiveram voz, ganharam reconhecimento e ajudaram a fortalecer o movimento.

Os Panteras Negras são frequentemente associados com seus integrantes do sexo masculino, mas as mulheres desempenharam um papel fundamental no partido. No começo dos anos 70, o partido Panteras Negras era formado em sua maioria por mulheres.

Mulheres como Kathleen Cleaver (na imagem), Assata Shakur, Elaine Brown e Angela Davis — que não era filiada — assumiram funções de liderança e tinham uma enorme influência na direção do partido.

“O Partido dos Panteras Negras certamente tinha um tom machista, então tentamos mudar alguns papéis de gênero evidentes de modo que as mulheres tivessem armas e os homens preparassem o café da manhã para as crianças”, Brown disse no documentário.

“Conseguimos superar aquilo?. Claro que não. Como gosto de dizer, não achamos esses irmãos em um céu revolucionário.”

13. Os Panteras Negras ajudavam a financiar o partido com a venda de jornais, que exibiam impressionantes obras de arte.

Os Panteras distribuíam um jornal em várias cidades que se tornaram vitais para a sobrevivência do partido. Eles vendiam o jornal por 25 centavos de dólar, cuja metade ia para impressão e a outra metade para os diferentes ramos do grupo.

O jornal, que trazia o plano de 10 pontos, alcançava pessoas as quais os Panteras não tinham acesso. O jornal também retratavam obras de arte comoventes, que mostravam a resiliência do cotidiano dos negros.

14. O assassinato de Martin Luther King causou um impacto devastador no partido.

O ícone dos direitos civis, Martin Luther King Jr., que consistentemente defendia a não violência e inspirou muitas pessoas, foi assassinado em 1968.

Seu assassinato desencadeou uma resposta de grandes proporções dos Panteras Negras. “Eles haviam matado a última chance que eu tinha de ser pacífico em relação a eles”, disse um ex-membro do partido. “Eles haviam matado sua última chance de negociação.”

15. O assassinato pela polícia do garoto Bobby Hutton, de 17 anos, causou grande impacto.

A resposta de Eldridge Cleaver à morte de Luther King foi mobilizar os membros do partido a atacar a polícia. Os mais jovens, sendo que o mais novo deles era Bobby Hutton, de 17 anos, estavam armados e prontos, apesar dos membros mais velhos não concordarem com a ideia.

Depois de ser acuado pela polícia em um porão, Cleaver instruiu o grupo a se render tirando toda a roupa, para que a polícia visse que estavam desarmados. No entanto, Hutton ficou com vergonha, por isso tirou apenas a camiseta.

Hutton saiu da casa com as mãos para cima e foi imediatamente baleado pelos policiais. O jovem foi um dos primeiros membros do partido a ser morto pela polícia.

16. Eldridge Cleaver se mudou para a Argélia e se concentrou na expansão do partido no exterior.

Esperava-se que Cleaver se entregasse logo depois da morte de Hutton, mas fugiu do país. Ele se mudou para a Argélia e fundou um diretório internacional.

Com isso, os Panteras Negras puderam estabelecer relações com os norte-coreanos, vietnamitas, chineses e vários movimentos de libertação africanos. Esses países compartilhavam um sentimento antiamericano semelhante ao dos Panteras.

17. David Hilliard assumiu o comando do partido temporariamente.

Com Huey Newton e Bobby Seale na prisão, e Eldrige Cleaver na Argélia, o partido ficou sem um líder.

Com isso, em 28 de setembro de 1968, David Hillard, um destacado membro do partido na época, tornou-se presidente interino do Panteras antes de ser julgado um ano depois em conexão com as acusações resultantes do assassinato de Hutton pela polícia

18. O FBI reforçou a ofensiva contra os Panteras Negras, que eram considerados uma organização terrorista.

Depois da eleição do então presidente dos Estados Unidos Richard Nixon, em 1968, os membros do Partido dos Panteras Negras disseram que sua administração deu a Hoover ainda mais poder para “oprimir sem restrições”.

Logo depois, Hoover identificou o Partido dos Panteras Negras como a principal ameaça aos EUA. Sua declaração, dita durante o envolvimento dos EUA na guerra do Vietnã, despertou uma fúria imediata. Após sua condenável afirmação sobre o partido, o FBI adotou uma abordagem mais pró-ativa em relação ao que considerava ser uma organização terrorista.

No filme, os Panteras Negras disseram que o FBI manipulava a polícia, invadia casas, e provocava tiroteios que levavam à prisão de vários homens e mulheres da comunidade negra.

19. “O Pantera 21” abriu um novo precedente entre membros do partido.

Em 2 de abril de 1969, 21 dos principais líderes dos Panteras Negras foram presos e acusados de atividades ligadas ao terrorismo.

A pena contra os ativistas era de 360 anos e o valor das fianças exorbitante. Os membros da comunidade se uniram para arrecadar dinheiro para as despesas jurídicas; imagens antigas do documentário mostram até a atriz Jane Fonda organizando uma campanha de arrecadação de fundos na própria casa.

Depois do processo que durou 13 meses e um julgamento de três horas, os ativistas foram finalmente absolvidos.

20. O partido começou a perder força devido às crescentes dúvidas sobre os objetivos dos Panteras.

Embora a absolvição dos 21 membros do Panteras tenha sido comemorada, o compromisso com a missão do partido se enfraqueceu, assim como os níveis de engajamento.

Outras prisões e processos contra os Panteras Negras enfureciam vários membros do partido e consumiam muita energia, o que, por sua vez, desencorajavam novas filiações.

“Ninguém queria se aproximar de um partido tão conturbado”, disse um ex-membro do Panteras no filme.

21. O julgamento de Bobby Seale abriu caminho para a liderança de Fred Hampton.

O cofundador do Panteras Negras, Bobby Seale, foi preso em Chicago, em setembro de 1969, acusado de conspirar para um motim, e depois foi julgado sob acusações de assassinato de um membro do Panteras, suspeito de ser um informante do FBI.

Durante seu julgamento, Seale exigiu que queria ser seu próprio advogado e insistiu em declarar seus direitos no tribunal.

Em resposta, o juiz ordenou que fosse colocada uma mordaça em sua boca e que o amarrassem na cadeira.

Durante seu julgamento, protestos eclodiram exigindo que o tribunal “parasse o julgamento”. Foi nesse período que Fred Hampton ganhou relevância por sua admirável liderança e discursos empoderadores durante os protestos.

“Você pode prender um revolucionário, mas não pode prender a revolução”, foi uma de suas famosas frases.

Hampton foi uma voz de unidade racial e ajudou a construir uma base mais ampla do Panteras Negras em Chicago. Ele até mesmo expandiu sua coalizão para incluir tanto hispânicos quanto ativistas brancos que compartilhavam a mesma missão ou objetivo semelhante.

22. A polícia invadiu a casa de Fred Hampton, matando-o e também a outro membro do partido.

Em 5 de dezembro de 1969, a polícia invadiu a casa de Fred Hampton e fez entre 82 a 99 disparos, que mataram tanto Hampton quanto Mark Clark, um líder do partido da cidade de Peoria, no estado de Illinois.

A polícia alegou que a decisão de abrir fogo teve justificativa, mas os membros do Partido Panteras Negras, como afirmado no filme, acreditam piamente que Hampton era um alvo e que o tiroteio foi planejado pelo FBI. Uma investigação conduzida depois do tiroteio revelou que apenas um tiro foi disparado pelos Panteras.

“Foi um tiro para dentro, não para fora”, um integrante do partido descreveu no documentário. Enquanto isso, William O’Neal, informante do FBI, teria recebido um bônus em dinheiro.

23. A polícia de Los Angeles abriu fogo contra os Panteras Negras, levando a um tiroteio de grandes proporções.

Apenas quatro dias depois da morte de Hampton em Chicago, a polícia de Los Angeles invadiu o escritório dos Panteras Negras na cidade. Isso aconteceu numa época em que os conflitos raciais no país haviam se intensificado e a polícia se posicionou como força dominante.

Em 8 de dezembro de 1969, 300 membros da SWAT iniciaram um ataque ao estilo militar contra os Panteras Negras. Os Panteras não se renderam e dispararam de volta, levando a um enorme confronto que durou cinco horas, com 5 mil cartuchos de munição e três pessoas feridas de ambos os lados.

Todos os sobreviventes dos Panteras Negras foram levados sob custódia. Até hoje, e apesar da violência, vários Panteras Negras consideram aquele momento uma vitória, incluindo Wayne Pharr, que faz um relato detalhado e fascinante, no documentário e em seu recente livro, do que exatamente aconteceu naquele dia. “Depois daquilo, todos os principais atores estavam na prisão”, disse Pharr. “Trancados.”

24. Huey Newton foi libertado da prisão e depois renovou o foco do movimento.

Quase oito meses depois do violento confronto em Los Angeles, multidões começaram a se reunir em Oakland e exigir a absolvição e libertação de Newton.

Em 5 de agosto de 1970, Newton era um homem livre e sua libertação foi comemorada em vários lugares. Newton voltou ao movimento e renovou o foco do partido em programas como o Café da Manhã Grátis para Crianças.

No entanto, isso provocou algumas críticas por parte de membros do partido. “As pessoas não viam [o partido] como veículo para o serviço social”, a ex-integrante do Panteras Negras, Kathleen Cleaver, disse no documentário.

“Elas o viam como plataforma para uma mudança política radical.”

25. O Partido dos Panteras Negras ficou dividido devido às crescentes diferenças.

Com Newton recém-libertado, Bobby Seale preso e Eldrige ainda na Argélia, a liderança do partido se enfraqueceu. Alguns Panteras Negras escolheram um líder para seguir, enquanto outros simplesmente desistiram.

“O partido tinha líderes que não estavam à altura de seus seguidores”, disse a historiadora Clayborne Carson no filme. Enquanto isso, alguns deles suspeitavam que a divisão era obra de Hoover, do FBI, como observado pelo historiador Beverly Cage: “Isso é parte do objetivo das operações COINTELPRO”, afirmou.

26. Os Panteras Negras apoiaram a campanha de Bobby Seale para prefeitura de Oakland.

Em 1972, Newton fechou os diretórios do Panteras Negras no condado e centralizou o movimento em Oakland.

“Os números estavam caindo e a força do partido também, então apenas fazia sentido consolidar e ver o que podíamos fazer com o que tínhamos”, disse a ex-Panteras Negras Elaine Brown no filme. Naquele mesmo ano, o membro do partido Bobby Seale saiu da prisão e depois disputou a prefeitura de Oakland.

Usar seu poder político nas urnas foi uma nova abordagem para o movimento e o entusiasmo cresceu rapidamente. Seale fez uma forte campanha, o que acabou registrando 500 mil eleitores na cidade. Embora não tenha vencido, o movimento considerou a iniciativa bem-sucedida em alguns aspectos.

27. O movimento começou a desaparecer, mas os legados dos envolvidos na revolução são duradouros.

Depois da derrota de Seale, muitos disseram que havia um vazio no movimento, que levou ao fechamento de vários diretórios nacionais.

Nessa época, líderes destacados que estavam no partido desde o início decidiram sair e Newton passou a demonstrar um comportamento errático. Newton faleceu em 1989, aos 47 anos, depois de ter sido baleado em Oakland.

Eldrige morreu aos 62 anos, em 1998, embora sua família nunca tenha revelado a causa da morte.

Seale, hoje com 79 anos, está entre os muitos Panteras Negras ainda vivos que defende algumas das mesmas questões e carrega o legado pioneiro do partido.

Leia também:
Ex-pantera negra explica como se manteve vivo durante 43 anos na solitária
Ativista negro preso há 44 anos ganha liberdade
Conservadores boicotam Beyoncé nos EUA após cantora afrontar polícia branca
A inimiga pública número 1 dos EUA

Lilly Workneh & Taryn Finley, HuffPost

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários

  1. Jorge Viana Postado em 02/Oct/2016 às 21:47

    Não é surpresa observar que lá nos EUA, como aqui, a direita sempre se utiliza da força policial ao extremo, assassinando seus adversários, para se consolidarem e manterem no poder.