Redação Pragmatismo
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Impeachment 31/Aug/2016 às 11:37
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Senador condenado à prisão declara voto a favor do impeachment de Dilma

Primeiro senador condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Ivo Cassol (PP) declarou-se favorável ao impeachment de Dilma Rousseff. O parlamentar justificou seu posicionamento afirmando que a presidente deveria ter denunciado as chantagens de Eduardo Cunha muito antes

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Ivo Cassol, empresário, pecuarista e Senador da República pelo PP-RO (reprodução)

Primeiro senador condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Ivo Cassol (PP-RO) usou a tribuna do Senado nesta terça-feira (30), em seu último pronunciamento antes do julgamento definitivo de Dilma Rousseff, para se defender das acusações a que responde na Justiça.

Atualmente Cassol recorre em liberdade da pena de quatro anos e oito meses, em regime semiaberto, e da multa de R$ 201 mil a que foi sentenciado em agosto de 2013.

Ao final de seu discurso, o ex-governador de Rondônia declarou-se favorável ao impeachment de Dilma. Justificou que ela deveria ter seguido seu exemplo no estado: quando foi vítima de chantagem por parte da Assembleia Legislativa de Rondônia, relatou o senador, denunciou todo o esquema de corrupção em questão. Para ele, Dilma deveria feito o mesmo em relação a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara ameaçado de perder o mandato, e denunciado a noticiada chantagem do peemedebista a três petistas no Conselho de Ética na Câmara, com o objetivo de que eles o salvassem da cassação com seus votos. Nada feito, e Cunha deve enfrentar julgamento em plenário no próximo dia 12 de setembro.

Acredito em Deus e na minha inocência”, disse Cassol. “Não houve desvio […], nunca neguei que estou sendo julgado, mas não me envergonho. Faria tudo de novo”, concluiu em discurso diante do presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que conduz o julgamento do impeachment. O senador afirmou que, após as denúncias contra o Legislativo rondoniense, é obrigado a andar com seguranças 24 horas por dia e tem sido ameaçado, assim como sua família.

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Segundo o julgamento no Supremo, Cassol direcionou licitações a cinco empresas de conhecidos na década de 1990, quando era prefeito de Rolim de Moura (RO). Atualmente, é o senador com mais pendências no Supremo: são dez ao todo. Além do recurso, é réu em duas ações penais (562 e 891) por calúnia e corrupção eleitoral. Cassol ainda é alvo de outros seis inquéritos (3158,2828, 3742, 3614, 3820 e 3961) por peculato, improbidade administrativa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, contra o sistema financeiro e contra a Lei de Licitações.

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Comentários

  1. John J. Postado em 01/Sep/2016 às 08:58

    E agora, o doutor MORO vai continuar CAÇANDO o LULA, ou vai caçar os verdeiros bandidos, todos acastelados no governo do golpista TEMER? MORO É UM JUIZ IMPARCIAL, POR ISSO ELE SÓ ESTÁ REALMENTE INTERESSADO EM PRENDER O LULA. Afinal LULA é o maior bandido do governo brasileiro em todos tempos, não é mesmo doutor imparcial Moro? LULA comprou os votos de sua reeleição. LULA “ganhou’ uma fazenda em Minas Gerais e a empreiteira construiu um aeroporto para ele. LULA “ganhou” um apartamento de 450m2 no bairro de Higienópolis SP. LULA “ganhou” também um apartamento na Rua mais cara de Paris onde passa suas férias. LULA participou e ganhou muito $ na PRIVATARIA TUCANA. LULA foi responsável pelo Escândalo do Banestado. LULA doou vários bancos públicos aos seus amigos e ainda financiou suas dívidas com dinheiro público do BNDES LULA doou o maior banco estadual do Brasil ao Santander. LULA faturou muito nas obras do ROUBANEL MARIO COVAS. LULA faturou muito no TRENSALÃO onde um uma reforma era mais cara que um trem novo. LULA faturou muito no METROLÃO PAULISTA. LULA tem uma filha bilionária que está na lista dos bilionários da FORBES e é sócia do maior bilionário do Brasil o dono da Ambev. LULA foi funcionário fantasma no gabinete do pai deputado federal e morava no RJ. LULA tem amigos, deputado e senador, que usam helicóptero abastecido com dinheiro publico para fazer trafico de drogas em MG. LULA construiu vários aeroportos em MG, no meio do mato, para facilitar as vidas de seus amigos traficantes. LULA “doou” a maior mina de NIÓBIO do Brasil em Araxá MG, ao$ seu$ amigo$ empre$ários. LULA, muitos disseram que ele faz contrabando de pedras preciosas e de nióbio. LULA, teve seus nome na lista de FURNAS. LULA, teve seu nome no famoso DOSSIÊ CAYMAN. LULA teve seu nome delatado várias vezes com valores e locais em Minas Gerais. LULA, DISSE UM DELATOR, VAI SER O PRIMEIRO A SER COMIDO. OS MAIORES CASOS DE CORRUPÇÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL. 1. Privataria Tucana--------------100 Bilhões e 155 milhões PSDB 2. Banestado-------------------------42 Bilhões e 155 milhões PSDB 3. Propinoduto Metro/CPTM -----40 Bilhões e 150 milhões PSDB 4. Vampiros-----------------------------2 Bilhões e 455 milhões PSDB 5. Banco Marka------------------------1 Bilhões e 855 milhões PSDB 6. TRT - SP---------------------------------------------955 milhões PMDB 7. Anões do Orçamento-----------------------------855 milhões DEM 8. Sonegação da Globo------------------------------615 milhões ???? 9. Operação Navalha--------------------------------610 milhões DEM 10. Sudam----------------------------------------------214 milhões PSDB 11. Sanguessugas------------------------------------140 milhões PSDB 12. Mensalão---------------------------------------------55 milhões PT "EU NÃO TENHO CULPA, VOTEI NO AÉCIO" "SOMOS TODOS CUNHA" "SOMOS MILHÕES DE CUNHAS"

  2. enganado Postado em 02/Sep/2016 às 01:15

    Será que o analfabeto do MORO, sabe ler? Denúncias abafadas: Já no início do seu primeiro mandato, em 19 de janeiro de 1995, FHC fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. Ele extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, criada por Itamar Franco e formada por representantes da sociedade civil, que visava combater o desvio de recursos públicos. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, ele criou a Controladoria-Geral da União, mas este órgão se notabilizou exatamente por abafar denúncias. ______________________ Caso Sivam. Também no início do seu primeiro mandato, surgiram denúncias de tráfico de influência e corrupção no contrato de execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam). O escândalo derrubou o brigadeiro Mauro Gandra e serviu para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Ele foi nomeado embaixador junto à FAO, em Roma, “um exílio dourado”. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia da estadunidense Raytheon, foi extinta por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou. _____________________________________________________________________________ Pasta Rosa. Em fevereiro de 1996, a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente os processos da pasta rosa. Era uma alusão à pasta com documentos citando doações ilegais de banqueiros para campanhas eleitorais de políticos da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o procurador-geral, Geraldo Brindeiro, ficou conhecido pela alcunha de “engavetador-geral da República”. _____________________________________________________________________________ Compra de votos. A reeleição de FHC custou caro ao país. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denúncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Eles foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o e impedido a constituição de uma CPI. _____________________________________________________________________________ Vale do Rio Doce. Apesar da mobilização da sociedade em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas estimavam seu preço em ao menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses nacionais. Ela detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, com navios, portos e ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 bilhão. O preço pago pela empresa equivale hoje ao lucro trimestral da CVRD. _____________________________________________________________________________ Privatização da Telebras. O jogo de cartas marcadas da privatização do sistema de telecomunicações envolveu diretamente o nome de FHC, citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades tucanas. As fitas mostraram que informações privilegiadas foram repassadas aos “queridinhos” de FHC. O mais grave foi o preço que as empresas privadas pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos dois anos e meio anteriores à “venda”, o governo investiu na infra-estrutura do setor mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES ainda financiou metade dos R$ 8 bilhões dados como entrada neste meganegócio. Uma verdadeira rapinagem contra o Brasil e que o governo FHC impediu que fosse investigada. _____________________________________________________________________________ Ex-caixa de FHC. A privatização do sistema Telebrás foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa das campanhas de FHC e do senador José Serra e ex-diretor do Banco do Brasil, foi acusado de cobrar R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar. Grampos do BNDES também flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do banco, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão. Além de “vender” o patrimônio público, o BNDES destinou cerca de 10 bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle das estatais privatizadas. Em uma das diversas operações, ele injetou 686,8 milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa. _____________________________________________________________________________ Juiz Lalau. A escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo levou para o ralo R$ 169 milhões. O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só apareceram em 2000. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT, e para cassar o mandato do senador Luiz Estevão, dois dos principais envolvidos no caso. Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo surgiram no emaranhado das denúncias. O pior é que FHC, ao ser questionado por que liberara as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”. _____________________________________________________________________________ Farra do Proer. O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para ele, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha como agregado um dos filhos de FHC. _____________________________________________________________________________ Desvalorização do real. De forma eleitoreira, FHC segurou a paridade entre o real e o dólar apenas para assegurar a sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de bilhões de dólares das reservas do país. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou uma lista com o nome de 24 bancos que lucraram com a mudança e de outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas. Há indícios da existência de um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à turma de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1,6 bilhão de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar a preços mais baixos do que os praticados pelo mercado. _____________________________________________________________________________ Sudam e Sudene. De 1994 a 1999, houve uma orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Ao invés de desbaratar a corrupção e pôr os culpados na cadeia, FHC extinguiu o órgão. Já na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi grande, com a apuração de desvios de R$ 1,4 bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos do Fundo de Investimentos do Nordeste foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC extinguiu a Sudene, em vez de colocar os culpados na cadeia.