Redação Pragmatismo
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Impeachment 26/Aug/2016 às 14:43
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Procurador do TCU é desmascarado no julgamento do impeachment

A principal testemunha de acusação contra Dilma Rousseff foi desmascarada publicamente no primeiro dia de julgamento do impeachment no Senado Federal. Júlio Marcelo, procurador do TCU, chegou a ser rebaixado para a condição de informante por Lewandowski. Nas redes sociais, ele se portava como um militante anti-Dilma

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Júlio Marcelo, procurador do TCU, deixou de ser testemunha e foi rebaixado à condição de informante. Nas redes sociais, ficou claro que ele era um fervoroso militante ‘anti-Dilma’ e ‘anti-PT’. Portanto, considerado suspeito

Kiko Nogueira, DCM

É tarde demais, mas finalmente José Eduardo Martins Cardozo ganhou uma batalha importante no impeachment.

Considerado a testemunha principal da acusação no julgamento no Senado, o procurador do TCU Júlio Marcelo de Oliveira foi rebaixado para a condição de informante por Lewandowski. Trata-se de um militante.

Cardozo lembrou que Júlio Marcelo “teria se reunido com os denunciantes na época da formulação da denúncia, influenciando portanto esta questão”.

Pediu também que o presidente do STF perguntasse se “ele convocou e participou da manifestação ‘Vem Pra Rua’ para pressionar a rejeição das contas da presidenta”.

Apesar do esperneio de Janaína, que alegou ter conhecido “o doutor Júlio quando ele veio ser ouvido na comissão”, não houve escapatória.

Com sua fala rivotrílica, Júlio Marcelo garantiu que havia apenas divulgado “um comunicado” no Facebook. Gleisi Hoffman retorquiu: “O ato era pela rejeição das contas do governo Dilma. Não era discussão, era rejeição”.

“Como membro do Ministério Público, do TCU, sua senhoria não estava autorizado a fazê-lo. Portanto incide na hipótese de suspeição”, decidiu Lewandowski.

Como informante, a participação de Oliveira tem peso menor no processo, já que não será juntada como prova. Ele pode, também, mentir à vontade.

Ele foi responsável pelas representações que levaram o tribunal a condenar as pedaladas fiscais e virou porta voz do assunto (como ninguém entende nada disso, o sujeito surfou como quis). Ao longo dos últimos meses, Júlio Marcelo foi celebrado como avalizador do impedimento.

Deu entrevistas pseudo didáticas para blogueiros indigentes da Veja. Na comissão do Senado, apontou que as pedaladas causaram a crise econômica. No auge da fama e da glória, em maio, brilhou no Roda Viva, no SBT tucano.

No programa, entre outros assuntos, propôs que se trocassem expressões como “contabilidade criativa”, branda demais, por “fraude fiscal” e “contabilidade destrutiva”. Uau. Augusto Nunes, como diria Caetano Veloso, era uma pletora de alegria.

Boa parte do relatório de Anastasia se baseou nas opiniões de Júlio Marcelo. Desmascarado no julgamento no Senado, ele ainda achou espaço para uma espécie de salvo conduto: “Em 2010, eu votei na Dilma”. E daí?

É a desculpa clássica do racista que tem amigo negro e do homofóbico que tem uma prima gay. No vale tudo do Senado, não tem problema nenhum.

VÍDEO:

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Comentários

  1. Salomon Postado em 26/Aug/2016 às 23:01

    Dito de forma bastante simples: o ato de má-fé do membro do Ministério Público entrou em conflito com suas elevadas funções constitucionais de defensor dos interesses da sociedade e por isso é suspeito. Esse sujeito se despiu do respeito ao dever profissional de defesa da democracia e cometeu ato ilícito, contrário a direito, exatamente no momento em que usou o cargo público para atingir fins privados. Por isso mesmo que a sanção processual de suspeição é medida que se impõe. O MP brasileiro fracassou; se transformou numa excrescência de tamanho continental. É uma instituição em que pululam mauricinhos empedernidos de preconceitos de classe, que se dedicam unicamente a fazer o feijãozinho com arroz do justiçamento diário. Para chegarem a esse ponto, decoraram apostilas, regras jurídicas e jurisprudências, de modo a serem aprovados num concurso público elaborado por outros mauricinhos de igual jaez. Não há exigência de conhecimento sociológico ou filosófico, nem sequer se exige prática jurídica efetiva. O problema é de fundo: o ensino jurídico brasileiro fabrica, em escala de produção automotiva, todos os semestres, concurseiros que sonham em se tornar juízes, promotores, advogados públicos, 'operadores do direito' e quejandos; todos sem nenhum interesse em ciência, qualquer que seja a acepção. Sabem o que leram em apostilas de cursinhos, em romances policiais, livros ilustrados ou de história em quadrinhos, ou em revistas como a Veja e a Istoé. Esse daí, por exemplo, deveria ser uma vergonha para a classe, mas não é! É, e sempre será, apenas mais um, entre tantos iguais a ele. Mal comparando, esse procurador desmoralizado, e processualmente 'suspeito', é como a amante no tribunal, testemunhando em favor do adúltero e em desfavor da chifruda.

  2. aristóteles Postado em 27/Aug/2016 às 10:22

    Seria, também, de bom alvitre, a expulsão imediata desse "membro" do Ministério Público, já tão desmoralizado. A bem do Serviço Público!

  3. Cláudio luiz pessuti Postado em 27/Aug/2016 às 10:51

    Farsesco e grotesco....(2)

  4. enganado Postado em 27/Aug/2016 às 22:49

    Será que mais este vagabundo (((Júlio Marcelo, procurador do TCU))) tá levando uma PROPINA BEM ALTA da CIA/NSA/AIPAC/... para mentir em público? O fdp do MORO agora é condecorado por aqueles que garantem seu ROUBO no Processo do BANESTADO=124 Bilhões de Dólares enviados para os USA: Patriota=MERDAlhado com a chapinha do Pacificador dada pelo exército do __braziUS__, Qual o general que sugeriu o nome deste vagabundo=apátrida? Será que vão esconder na calada da noite? Covardes!!!!! Oh! Júlio Marcelo ficou rico hein! seu fdp/ladrão desgraçado/ só falta ser corno. É, é, é ... mais um para ganhar MERDAlhas Militares. A judeuzada dos USA está exultante com o PATRIOTA çER$R$a e seu exército de brancaleone=exército do __braziUS__! Vão roubar assim na PQP!

  5. a.ali Postado em 28/Aug/2016 às 00:05

    Eis os moralistas de plantão...

  6. Josias Dias da Costa Postado em 28/Aug/2016 às 14:36

    Resumindo tudo: está aí uma grande farsa!

  7. Rodrigo Postado em 28/Aug/2016 às 19:01

    (Outro Rodrigo) A Advogada questionou diretamente Cardozo sobre o momento do alegado encontro e o alertou sobre a falsidade de sua acusação, ao Cardozo tergiversou, socorreu-se junto ao "ouvi dizer", não comprovando a alegada reunião. Seguindo, é novamente curioso o ataque ao Procurador em função de sua calma (a tal da "fala rivotrílica), ainda mais quando: ataca-se a mulher (Janaína) por seu temperamento, ao mesmo tempo em que louva-se o JEC e Lindbergh pelo mesmo comportamento, no caso da mulher alegando descontrole; e ataca-se o Procurador por se manter tranquilo diante da exaltação alheia. Bom, o vídeo na íntegra encontra-se disponível na internet e basta paciência a quem quiser assistir e ver a recorrente fuga do argumento e ataque à pessoa, fugindo, mais, dos estreitos limites da acusação na tentativa de desviar o foco. O erro real (concordo), no caso, foi realmente o Procurador (agente público que é), ter se posicionado publicamente e convocado pessoas para ato pela rejeição, sendo assim correta sua alocação como informante do juízo. E, nesse sentido, importa demonstrar que o informante não tem permissão alguma para mentir, tanto assim o sendo que o juiz valorará sua fala com base nas demais provas (não é destituída de importância, pois, sua fala). Dispõe, pois, o CPC (aplicação subsidiária ao caso): "Art. 447 Podem depor como testemunhas todas as pessoas, exceto as incapazes, impedidas ou suspeitas. [...]§ 4o Sendo necessário, pode o juiz admitir o depoimento das testemunhas menores, impedidas ou suspeitas [ou seja, não houve dispensa e o Procurador foi admitido como informante do juízo]. § 5o Os depoimentos referidos no § 4o serão prestados independentemente de compromisso, e o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer. E diz a Jurisprudência: "[...] O testemunho do informante não pode ser desprezado pelo juiz se em consonância com as demais provas existentes nos autos. O juiz que conduz o processo desde o início e preside a instrução, ouvindo as testemunhas, tem melhores condições de valorar a prova e descobrir a verdade, que é um dos postulados basilares da magistratura. Recurso desprovido. [...]"(Apelação Cível AC 1709793 PR 0170979-3 TJ-PR). Ou seja: 1- o Procurador errou com o chamado e posicionamento público; 2- não foi provada sua reunião com autores da denúncia; 3- foi admitido e corretamente ouvido na condição de informante, não tendo sido dispensado; e 4- não há autorização para mentir (seu depoimento, sim, sendo valorado de acordo com as demais provas do processo). Por isso, mais uma vez, os defensores constituídos devem se preocupar em impugnar especificamente a acusação e suas causas de pedir, sob pena de restar o mero ataque às pessoas e a ausência de defesa.

  8. enganado Postado em 29/Aug/2016 às 11:52

    http://www.conversaafiada.com.br/economia/bomba-vazou-reuniao-da-cia-o-pre-sal-e-nosso