Redação Pragmatismo
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Esporte 23/Aug/2016 às 18:18
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Mídia internacional se rende ao sucesso dos Jogos Olímpicos no Brasil

Confira o que disseram sobre a Rio 2016 os gigantes The New York Times, The Guardian, The Telegraph, CBS, Los Angeles Times, The Washington Post, Reuters e outros veículos da mídia internacional

Rio 2016 mídia internacional
(Imagem: Rio 2016/Maracanã)

A imprensa internacional se rendeu ao sucesso dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Após a cerimônia de encerramento no domingo (21) à noite, jornais, rádios, canais de televisão e sites dos Estados Unidos destacaram a organização dos jogos, o calor e a amizade do povo brasileiro, os resultados e recordes alcançados, em uma demonstração de que a mídia do país mudou sua percepção em relação ao evento.

Antes dos jogos, o noticiário era dominado por previsões pessimistas, indicando que a competição poderia se transformar em um grande fiasco.

A imprensa britânica também destacou o sucesso do evento, e o Guardian – um dos principais jornais do Reino Unido – afirmou: “os primeiros jogos olímpicos na América do Sul foram um sucesso, de muitas maneiras”. O Telegraph enalteceu, entre outros momentos do encerramento, a participação da modelo Izabel Goulart no evento.

A rede de televisão CBS publicou em sua página na internet 58 slides destacando a cantora Roberta Sá evocando Carmen Miranda, figurantes formando a imagem do Cristo Redentor, os fogos de artifício e até curiosidades como, por exemplo, atletas britânicos usando tênis que emitiam intenso brilho durante a cerimônia de encerramento.

Em matéria assinada pelos correspondentes Silvio Romero e Andrew Jacobs, o jornal The New York Times destacou que, apesar dos receios generalizados de que a cidade estaria despreparada, ou que a criminalidade e a desorganização poderiam transformar os Jogos Olímpicos em um constrangimento nacional, muitos brasileiros passaram a ver os jogos como “um triunfo e uma distração necessários” para fugir dos problemas econômicas e da agitação política.

O mesmo artigo assinala que, nos dias após a cerimônia de abertura, as críticas de que os jogos significaram o uso inadequado de dinheiro público, em um momento de crise financeira do país, ficaram relegadas a segundo plano em decorrência de um sentimento comum de que o Brasil conseguiu superar os desafios logísticos, proporcionando ao maior evento esportivo do mundo a presença de meio milhão de visitantes, que acorreram ao Rio para assistir aos primeiros Jogos Olímpicos da América do Sul.

Em outra matéria, o jornal The New York Times menciona críticas aos Jogos Olímpicos Rio 2016, como os gastos excessivos para o tamanho do orçamento da cidade. No entanto, o jornal diz que os jogos alteraram profundamente a paisagem do Rio, dando oportunidade ao surgimento de um porto revitalizado, uma nova linha de metrô e de uma onda de projetos municipais que estavam há muito parados na mesa dos administradores.

O jornal Los Angeles Times destacou: “Os Jogos do Rio provaram ser um desafio, mas, no final, as coisas não foram tão ruins”. O jornal lembra o comportamento da torcida que, em alguns casos, aplaudiu os maiores atletas do mundo, mas às vezes também vaiou, o que “mostra a característica exuberante do comportamento das multidões no Brasil”.

O mesmo artigo lembra que, durante os jogos, houve relatos de crimes nas ruas, de gafes logísticas e falhas nas sedes das competições, fatos que sugerem que o Brasil não estava completamente pronto para o evento. No entanto, o jornalista David Tharton, autor do artigo, relativiza esses problemas, afirmando que são adversidades que estão no contexto de um grande evento, realizado na América do Sul pela primeira vez. O que vale, de acordo com o autor, é que os sambistas e os demais participantes que protagonizaram a festa de encerramento, em meio à chuva, e os fogos de artifício, que iluminaram o céu sombrio, mostraram que o Rio estava determinado a ser “a cidade do acolhimento”.

O jornal The Washington Post destacou, com uma foto ampliada da cerimônia de encerramento, que os Jogos Rio 2016 exibiram resultados brilhantes conquistados pelos atletas e também uma infinidade de contratempos, mas, ao final, a cidade anfitriã mostrou que está marchando em um “um caminho para uma vida feliz”. Segundo o jornal, os atletas que desfilaram envoltos em ponchos de plásticos, por causa da chuva, distribuíam sorrisos, mostrando que a cerimônia de encerramento foi um final adequado para uma Olimpíada que antes, em razão das dificuldades, “parecia ser uma subida íngreme”.

A revista Time observa que, em um evento que reúne mais de 11 mil atletas de 206 países, como os Jogos Rio 2016, é normal esperar grandes coisas. A revista afirma, porém, que os Jogos Rio 2016 apresentaram recordes esportivos, estreias inacreditáveis e momentos surpreendentes, mesmo para um evento dessa dimensão. No que se refere ao Brasil, a revista cita como relevantes, entre outras conquistas, as medalhas do futebol e do vôlei de praia. Porém, destaca a vitória a vitória de Rafaela Silva, do judô, fato que obrigou o país a perceber a existência de cidadãos “por vezes esquecidos”.

Rafaela Silva é, conforme a revista, produto dos bairros de favelas onde a vida é dura, no Rio de Janeiro. “Ela trouxe ao Brasil sua primeira medalha de ouro dos Jogos, e, com isso, demonstrou que a perseverança e o desempenho não são uma questão de dinheiro ou privilégio, mas de espírito”.

A agência de notícias Reuters afirmou que os brasileiros compareceram à cerimônia de encerramento dos jogos com um sentimento de “alívio” por terem conseguido realizar com competência a primeira Olimpíada da América do Sul. Segundo a agência, depois de 17 exaustivos dias, o Rio de Janeiro colocou de lado as dificuldades iniciais relacionadas à falta de público nos locais de jogos, a falhas de segurança e ao surgimento de uma misteriosa coloração verde nas piscinas de competições “para fazer uma grande festa carnavalesca”.

Agência Brasil e HuffPost Brasil

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Comentários

  1. poliana Postado em 23/Aug/2016 às 22:25

    "Antes dos jogos, o noticiário era dominado por previsões pessimistas, indicando que a competição poderia se transformar em um grande fiasco"............Tal qual aconteceu antes da copa do mundo. os vira latas não perderam tempo pra fazer o típico terrorismo q tudo daria errado, q n temos capacidade de organizar um evento desse porte, q teríamos atrasos insuportáveis nos voos, e a violência e blá blá blá..O mesmo vira latismo HISTÓRICO de sempre! Infelizmente, n aprendem nunca!!! Fiquei muito feliz com o sucesso dos jogos. Sabia q mais uma vez, o Brasil brilharia na organização de um evento esportivo de projeção mundial!!! Orgulho do meu país!!!! Foi realmente sensacional!

    • Marcos Vinicius Postado em 24/Aug/2016 às 10:58

      Você tem toda razão!

    • Fernanda Postado em 24/Aug/2016 às 11:54

      Vc tem toda razão Poliana. Confesso que antes dos jogos, pensei em mtos pontos negativos em relação a realização dos jogos no Rio, mas queria mto acreditar no meu país. E q bom que acreditei, me emocionei demais com a abertura, o encerramento, e curti os momentos durante os jogos. As pessoas acham pra sentir orgulho do país tem q fechar os olhos pros problemas que vivemos e isso não tem nada a ver. Ter orgulho é acreditar, fazer, reconhecer, cobrar por coisas melhores. Podemos fazer grandes coisas... poucos sabem ou se importam com isso.

    • Thiago Teixeira Postado em 24/Aug/2016 às 16:28

      Depois que o governo golpista assumiu o governo, mudaram as opiniões a respeito das Olimpíadas: "Lindo ... Sensacional ... Maravilhoso ..." Deu nojo assistir as aberturas na BAND e Globo. Cambada de sínicos.

  2. poliana Postado em 23/Aug/2016 às 22:26

    Os vira latas estão todos escondidos. Estou até agora esperando-os pra perguntar sobre os ataques terroristas do EI e sobre a epidemia descontrolável e apocalíptica do zica vírus..kd????????????????? Os vira latas n aprendem NUNCA!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Eduardo Ribeiro Postado em 24/Aug/2016 às 08:14

    Mas que época ruim pra ser vira-latas, hein?? Ficaremos PARA SEMPRE com a lembrança do biênio 14-16. Fomos a vitrine do mundo, vira-latinhas. Leiam pausadamente: VITRINE DO MUNDO. Toda estrutura funcionou pra suportar uma edição histórica dos jogos. E funcionou sabem por que, caros vira-latas? Porque se existe uma cidade NO MUNDO INTEIRO preparada pra grandes eventos é o Rio de Janeiro, pois nenhum outro lugar DO PLANETA tem, anual e religiosamente, no minimo 2 eventos de muitas centenas de milhares de pessoas (reveillon e Carnaval). E tudo isso vem apenas dois anos depois de organizarmos impecavelmente a eterna "Copa das Copas". Nem falo muito das cerimônias pra não humilhar nenhum vira-lata de baixa auto-estima. Cerimônias lindas e - o que mais machuca vocês - EXALANDO BRASILIDADE, vira-latas. Só rezo a Deus que perdoe essas pessoas ruins que cogitaram suicídio na noite da maior abertura da historia. Aqui é Brasil, vira-latinhas. É Santos Dumont fazendo gringo sangrar 3 dias na abertura, e carnaval no encerramento pra mostrar pro planeta a ginga, malemolência e balacagem brasileira. Vira-latinhas torceram contra de novo, mas não deu pra vocês. O Brasil é gigante, seus vagabundos.