Redação Pragmatismo
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Política 31/Aug/2016 às 11:52
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Jornal Britânico condena golpe contra Dilma em carta aberta: “Insulto à democracia”

Um dos principais jornais do mundo condena o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no Brasil: “É um insulto à democracia”. Confira a íntegra da carta aberta publicada pelo The Guardian

The guardian condena impeachment golpe democracia
Jornal The Guardian condena processo de impeachment contra Dilma Rousseff (reprodução)

Revista Fórum

No último dia 26, o jornal britânico The Guardian publicou uma carta aberta, assinada por 20 pessoas, que aponta como um “insulto à democracia” a continuidade do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.

O texto critica o governo interino de Michel Temer e aponta sua falta de legitimidade para implantar diretrizes que provoquem retrocessos nos programas sociais que “tiraram 40 milhões de pessoas da pobreza”.

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A publicação condena a o que caracterizou como “um erro dos parlamentares ao apoiarem a suspensão e afastamento de Dilma, reiterando o ato como um desrespeito às urnas, pelas quais a presidenta foi eleita com 54 milhões de votos”.

Confira o texto na integra:

We condemn the suspension of President Dilma Rousseff in Brazil. It is thoroughly wrong that a few parliamentarians trample upon the political will expressed at the ballot box by 54 million Brazilians. The new government has shown its true colours by appointing a non-representative, all-male, cabinet and launching neoliberal policies that will hurt millions of working and poorer people. The interim government has no mandate to implement policies that reverse the social programmes that took 40 million people out of poverty. We join Brazil’s progressive political and social movements, and groups from across global civil society including the trade union movement, in condemning this attempt to overthrow democracy in Brazil.

Richard Burgon MP (Labour)
Ruth Cadbury MP (Labour)
Jim Cunningham MP (Labour)
Andrew Gwynne MP (Labour)
Kelvin Hopkins MP (Labour)
Ian Lavery MP (Labour)

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Clive Lewis MP (Labour)
Rachael Maskell MP (Labour)
Angus MacNeil MP (SNP)
Grahame Morris MP (Labour)
John Nicolson MP (SNP)
Liz Saville Roberts MP (Plaid Cymu)
Tommy Sheppard MP (SNP)
Lord Jeremy Beecham (Labour)
Lord Martin John O’Neill (Labour)
Jenny Rathbone AM (Welsh Assembly, Labour)
Claudia Beamish MSP (Labour)
Neil Findlay MSP (Labour)
Iain Gray MSP (Labour)
Elaine Smith MSP (Labour)

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Comentários

  1. DANIEL Postado em 31/Aug/2016 às 12:18

    jornal britânico, é importante a condenação por parte da imprensa internacional mas e os governos? será que estão apoiando? ainda não vi uma condenação com veemência por parte de nenhum governo dito democrático. Londres, Paris, EUA, Tóquio....

    • eu daqui Postado em 31/Aug/2016 às 14:59

      Pra casagrade só é vantagem a democracia na casagrande: na senzala, a casagrande quer é escravidão mesmo. E ainda tem escravo que trabalha o ano inteiro pra gastar os salários lá na casagrande. Escravo tem quem seja e tem quem mereça.

    • Rita Candeu Postado em 01/Sep/2016 às 12:38

      Londres Paris EUA e Tóquio? como assim? vc. quer que prefeitos façam declaração? não seria Inglaterra, França, EUA e Japão?

  2. Flávio Postado em 31/Aug/2016 às 15:27

    Que esse golpe de hoje sirva para a esquerda brasileira se reinventar, se fortalecer, se unir, se repensar para que em 2018 volte ao poder renovada e mais idealista (até porque o que tínhamos era uma esquerda bem endireitada).

    • Edison Carleti Postado em 31/Aug/2016 às 23:19

      Boa, Flávio. É exatamente isso que precisamos, uma esquerda verdadeiramente coerente a seus propósitos, os quais jamais podem se distanciar da luta por uma sociedade mais justa. Se tiver que errar, que erre, desde que seja por seus próprios erros e não pelos mesmos erros cometidos pela política dos reacionários de plantão, aqueles que sai um governo, entra outro e eles sempre estão no poder (PMDB). Se forem necessários 200 anos para que nossa verdadeira esquerda chegue ao poder, que assim seja, mas que seja de forma limpa, jamais se aliando com os lacaios representantes das multinacionais, dos latifúndios, dos bancos e de toda essa corja reacionária, exploradora da classe trabalhadora. Infelizmente o PT fez totalmente diferente disso. A famosa "Carta ao Povo Brasileiro" de 2002 foi um prenúncio de tudo isso que viemos a assistir. Mas, vamos resgatar aquela velha retórica: A LUTA CONTINUA!