Redação Pragmatismo
Compartilhar
Política 14/Jul/2016 às 01:00
6
Comentários

Rodrigo Maia: "Sem a esquerda eu não teria vencido a eleição"

Rodrigo Maia (DEM) é eleito presidente da Câmara dos Deputados após derrotar Rogério Rosso (PSD) por 285 votos a 170. Candidato de Aécio, Maia elogiou o tucano em seu discurso mas lembrou que não seria eleito 'sem o apoio da esquerda'. No 2º turno, PDT e PCdoB declararam voto no deputado, enquanto o PT liberou a bancada e o PSOL se absteve

rodrigo maia presidente câmara deputados
Rodrigo Maia é o novo presidente da Câmara dos Deputados

Rodrigo Maia (DEM-RJ), 46, é o novo presidente da Câmara dos Deputados. O deputado foi o mais votado no primeiro turno, com 120 votos, e venceu também no segundo turno com outros 285 votos. Agora, ocupará o cargo até fevereiro de 2017 – quando haverá nova eleição para a Mesa Diretora.

Candidato de Aécio Neves, Maia teve como principal base eleitoral os partidos PSDB, PPS, PSB e DEM. Curiosamente, para se eleger, também contou com o apoio de PDT e PCdoB.

Tanto Maia, quanto o deputado derrotado, Rogério Rosso (PSD-DF), tinham o apoio do presidente interino Michel Temer.

Maia chegou a ser cotado para ser o líder do governo Temer na Casa, mas, por influência do “centrão”, grupo suprapartidário liderado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Temer escolheu André Moura (PSC-SE).

“Sem a esquerda eu não teria vencido essa eleição”

Na primeira entrevista coletiva concedida à imprensa após a eleição, Rodrigo Maia admitiu que não teria chegado à presidência da Câmara sem o apoio da esquerda. “Preciso reconhecer que sem a esquerda eu não teria vencido essa eleição”, disse Maia, que mostrou disposição para dialogar com todas as frentes.

Durante discurso em plenário antes do 2º turno, Maia chegou a lembrar do ex-deputado petista José Genoíno e disse que votou pelo ajuste fiscal de Dilma Rousseff e sempre dialogou com a esquerda.

Recomendados para você

Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 14/Jul/2016 às 05:25

    Bom dia, caros pragmáticos. Enfim a meu ver os partidos da esquerda votaram e peso nele porque não é o candidato do centrão e nem de Eduardo Cunha. Acredito que se fosse o Rosso iria ter muitas manobras igual o Consentino. E o Maia só tem um áudio, diálogo suspeito e só; já o Rosso é peculato e caralho a 4. O novo presidente da câmara seputou a era Cunha, promete diálogo com os partidos não só da base aliada do governo e é muuuuuuuuuito mais limpo que o antigo presidente. Acredito que ele será como o Renan Calheiros no Senado. E isso me faz lembrar de líderes de partidos conservadores que simpatizaram com a esquerda tipo David Cameron que legalizou o casamento gay e Angela Merkel com sua política pacifista com os imigrantes.

  2. Marcio N. Galvão Postado em 14/Jul/2016 às 07:20

    Eu não acredito em pragmatismo político, mas sim em política de posição. No caso, preferia que os partidos de esquerda se unissem em torno de um candidato único. A deputada Luísa Erundina (PSOL) foi a primeira a se apresentar, no entanto, foi preterida em nome do pragmatismo político do PT e do PC do B. Se todos partidos de esquerda votassem na Erundina, ela estaria no segundo turno. A esquerda perdeu uma boa chance de estreitar uma coalizão no momento difícil que vivemos.

  3. Marcio N. Galvão Postado em 14/Jul/2016 às 07:24

    Por que não foi aceito meu comentário?

  4. Marcio N. Galvão Postado em 14/Jul/2016 às 07:32

    Eu não acredito em pragmatismo político. Acredito em política de posição! Os partidos de esquerda perderam uma excelente oportunidade de garantir uma coalizão neste momento difícil que vivemos. O PSOL lançou a candidata Luísa Erundina à presidência da Câmara de Deputados, graças ao pragmatismo político, os votos da esquerda no primeiro turno da eleição se dividiram entre três candidatos. Somados eles conseguiriam levar Erundina para o segundo turno, conseguiriam marcar uma posição contrária ao governo golpista. Agora, só resta lamentar!

  5. João Paulo Postado em 14/Jul/2016 às 10:03

    Se a honestidade for igual à do papi César Maia, prefeito "vitalício" do Rio de Janeiro, não melhoramos muito em relação ao Cúnha neste quesito. Todavia, acredito que o poder reduzido de influência sobre seus pares criminosos e a inteligência aparentemente bem inferior a do seu antecessor o farão um mal menor para o país.

  6. Vinis Postado em 14/Jul/2016 às 10:30

    Ta feliz, defensor de patrão bandido e que depois nega até a morte que defende partido?