Redação Pragmatismo
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América Latina 22/Jul/2016 às 15:08
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Mitos e verdades sobre a Venezuela

Na Venezuela se passa fome? A Venezuela é como Cuba? É uma ditadura? O povo odeia ou ama Maduro? E Hugo Chávez? É possível sair de casa? Conheça os mitos sobre a atual crise na Venezuela e saiba o que acontece de verdade

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Nos últimos três anos, a crise na Venezuela se agravou, a ponto de fomentar relatos, dentro e fora do país, pintando um cenário bastante catastrófico da situação no país.

Mas em meio à polarização da sociedade e à forte politização de relatos da mídia, muito do que está sendo dito é baseado em impressões exageradas.

Mas até que ponto as coisas estão tão ruins no país – que foi rico e hoje é pobre.

Destacamos cinco tópicos que parecem estar enraizados na opinião de muitos sobre a Venezuela.

1. “Na Venezuela há fome”

Em algumas regiões da Venezuela se passa fome, mas não a maioria da população.

90% dos venezuelanos disse em 2015 ao levantamento Encovi que está comendo menos e com menor qualidade.

De fato, a crise alimentar se aprofundou em 2016; se veem mais filas e são relatados mais casos de subnutrição, com mais pessoas que comem duas ou menos vezes por dia.

Mas a situação não se enquadra no que o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas define como uma escassez generalizada de alimentos: que pelo menos 20% das famílias sofram escassez severa; que a desnutrição seja de mais de 30% e que ao dia morram 2 pessoas a cada 10.000.

De acordo com Datanalisis, instituição de pesquisa mais citada a esse respeito, 43% das famílias sofrem de escassez, mas de produtos básicos, como arroz, farinha ou leite.

E por mais caros que sejam, os venezuelanos têm frutas e verduras disponíveis em cada esquina.

De acordo com a Fundación Bengoa, especialista nesta área, a desnutrição está entre 20% e 25%.

Mas duas mortes (de fome) por dia a cada 10 mil pessoas não parece um número factível neste momento.

Os números mais graves que têm sido relatados sobre este assunto foram dados pela oposição em junho: 28 mortes por dia de desnutrição.

Mas de acordo com a ONU, uma situação de escassez geral na Venezuela, onde há 30 milhões de pessoas, implicaria em 6 mil mortes por dia devido à desnutrição.

Especialistas venezuelanos concordam que o que acontece no país não é o mesmo que na Etiópia nos anos 80 ou na Coreia do Norte em 1990.

Mas muita gente tem alertado: “estamos à beira da fome.”

2. “Venezuela é igual a Cuba”

Em geral, três elementos permitem que argumentar que “a Venezuela se cubanizou”, como alguns dizem: as filas para comprar produtos racionados, a dualidade da economia e da militarização do governo (onde a inteligência e o governo cubano têm influência).

Mas essa comparação só pode ser feita até aí.

A Venezuela é um país capitalista onde o setor privado tem certa atividade, apesar das restrições e expropriações do Estado – que adquire cada vez mais controle sobre a economia. Em Cuba, o setor privado é mínimo.

Na Venezuela, a internet é a mais lenta da região, mas quase todos têm conexão com acesso ao Facebook, Netflix e meios de comunicação internacionais críticos ao governo. Em Cuba não.

O McDonald’s – que não está em Cuba – tem problemas para importar batatas fritas, mas ele está lá, cheio de pessoas comendo sorvete aos domingos.

Na Zara e Bershka quase não tem roupas ou elas são impagáveis, mas existem no país, em um shopping enorme do qual os cubanos não têm nem uma versão pequena.

Os últimos modelos de carros são vendidos apenas em dólares, mas há pessoas que os compram. E estão nas ruas. Em Cuba, apenas em filmes de Hollywood.

No país há espanhóis e norte-americanos, sucursais das multinacionais mais importantes do mundo e meios de comunicação independentes de todo o mundo. Não em Cuba.

Além disso, a Venezuela é um país produtor de petróleo, com enormes reservas, e não é uma ilha, dois elementos decisivos de sua condição, que por mais trágica que se torne, gerará situações que não podem acontecer em Cuba: por exemplo, o contrabando na fronteira.

3. “A Venezuela é uma ditadura”

É um debate acadêmico que leva alguns anos: se na Venezuela há uma “ditadura moderna” ou um “regime híbrido”.
Mas são poucos os especialistas, no país e no exterior, que falam de uma ditadura tradicional.

Primeiro, eles dizem, porque há oposição, por mais que não tenha acesso a recursos que o partido governista tem – e apesar das prisões e restrições a que representantes seus tenham sido sujeitados.

E há eleições, embora tenham removido alguns poderes da Assembleia Nacional – eleita com votos – quando ela passou a ser controlada pela oposição.

Em segundo lugar, a imprensa independente na Venezuela, apesar dos problemas – falta de papel, pressão do governo e com muitos de seus jornalistas em julgamento ou na prisão – existe.

O grau de democracia no país parece ser medido de acordo com a posição política da pessoa que o faz: se poucos analistas falam em “ditadura total”, somente uma minoria também acredita que haja “uma plena democracia”.

4. “Todo mundo odeia Maduro”

Muitos fora do país perguntam como é possível que Maduro aiunda esteja no poder.

De acordo com várias pesquisas, ele tem entre 20% e 30% de apoio.

Há venezuelanos que se consideram chavistas, que dizem apoiar Maduro nas pesquisas, mas que, quando falam à imprensa, soltam uma série de insultos contra o presidente.

Estas são as pessoas que o sentimento de apreço pelos benefícios sociais do passado impede de criticar abertamente o governo.

Ou as pessoas com medo de perder a casa, pensão ou vales-alimentação que recebem do governo.

Há também milhares de venezuelanos que estão “enchufaos”, como se diz no país, em referência à rede de corrupção que se beneficia economicamente do governo.

Em todo o caso, o apoio de 30% é mais do que tem os presidentes de Chile e Colômbia.

Alguns dizem que o chavismo é doente terminal, mas Chavez continua a registrar 60% de aprovação, por isso, é difícil pensar no fim do chavismo, por mais aguda que seja crise.

5. “Você não pode sair de casa”

A criminalidade desenfreada e o medo levou alguns a preferirem assistir a um filme em casa do que ir a um bar à noite.

Mas ainda há muitos, não só em Caracas, mas em todo o país, que vão a discotecas, bares e restaurantes.

Paradoxalmente, no lugar onde há mais assassinatos, nos bairros populares, a noite é tão ativa como em qualquer cidade, mas nas áreas de classe média e alta as ruas ficam desertas após as 21h.

Na Venezuela deve-se ter um perfil discreto, não falar no celular nem mostrar uma câmera na rua. Quanto mais velho for o carro e as roupas que se veste, melhor.

Ter guarda-costas ou carro blindado às vezes pode ser contraproducente.

Apesar disso, os centros das cidades e vilarejos durante o dia são tão ou mais agitados do que em qualquer outro lugar na América Latina.

Daniel Pardo, BBC Mundo

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Comentários

  1. Guilhermo Postado em 22/Jul/2016 às 15:56

    Pragmatismo Político subiu vários pontos no meu conceito de credibilidade ao soltar a real sobre o que se passa na Venezuela sem tentar mascarar a triste realidade. Além do mais, por tabela, admitiu que Cuba é um lugar detestável de se morar ao colocar a ilha sempre em situação de desvantagem se comparada ao país foco da matéria, que também foi retratado de maneira desfavorável. Concordo com a matéria.

  2. Jonas Schlesinger Postado em 22/Jul/2016 às 23:50

    Vejo que o Daniel escreveu a matéria andando sobre ovos justamente pra não falar mais ainda mal do país da matéria. Chega até a fuzilar Cuba sem nenhuma parcialidade. Mas tudo é em vão quando ele confirma que faltam produtos no país, inclusive o papel higiênico, e também a alta taxa de criminalidade do país concentrada em Caracas. Pra fortalecer mais esse milk-shake, sabia que em Caracas há o cemitério mais assombrado (e vandalizado) do mundo?

  3. Eduardo Ribeiro Postado em 23/Jul/2016 às 09:40

    É impossível falar desse assunto sem contextualizar. Venezuela = petro-estado. Inviável em tempos de barril valendo nada. Chavez - que NUNCA foi comunista, era um progressista, um nacionalista de esquerda - errou em não promover esforços na diversificação, e hoje o país está estrangulado pelas ações imperialistas. Mas....olha o que era a Venezuela antes do Chavez, com o povo sendo metralhado na porta do mercado porque não tinha dinheiro pra comer, o Caracaço, onde 3 mil pessoas foram fuziladas DEVIDO EXCLUSIVAMENTE AS MEDIDAS NEOLIBERAIS do governo Carlos Perez (SEMPRE o neoliberalismo envolvido em desgraças), os frequentes exterminios à populaçao pobre promovidos por grupos de exterminio. A direita canalha brasileira é um bando de filhotes de gatinhos perto da direita venezuelana. Sem contexto histórico não se analisa nem futebol, vai analisar Cuba e Venezuela? Vê o que era Cuba antes da revolução. Já lecionei dezenas de vezes e seguirei fazendo: 1- não se fala de Cuba sem falar do EMBARGO. Ponto. 2- a única comparação honesta envolvendo Cuba é com Haiti/Rep. Dominicana. Olhe pros 3 nos anos 50, e olhe 60 anos depois. Somente fazendo essas lições de casa é que dá pra sentar e bater um papo sobre Cuba e Venezuela.

    • Henrique Postado em 25/Jul/2016 às 13:21

      Como pode dizer que a livre ciruclação de bens é o problema de um país onde o Estado quer controlar toda a circulação de bens?

      • Eduardo Ribeiro Postado em 25/Jul/2016 às 14:50

        Comparar com países nórdicos? É essa a lenga-lenga liberalóide atual?? Se orientem. Cuba era um verdadeiro puteiro americano, um puteiro quase LITERAL, populaçao miseravel, desempregada, fudida, as terras todas nas maos de multinacionais americanas, as mulheres todas se prostituindo pra nao morrer de fome...Suécia é uma potência desde 1600 caralho ("começo do sec XX"....ahuhauha), sempre teve dinheiro e pouquissima desigualdade social. Aliás, Suécia conheceu ligeiramente "desigualdade social" nas últimas décadas, quando viveu sua experiencia neoliberal. Tenham a porra da hombridade de comparar Cuba com Republica Dominicana e Haiti, vizinhos latinos paupérrimos que SEMPRE foram violentados e extorquidos. E vejam onde os 3 chegaram. E subestimar o embargo é canalhice, nem sei pra que dou cabimento. Não sei se vocês sabem, mas estamos falando de um país pequeno, insular, com seus 10 milhões de pessoas, e com pouquíssimos recursos naturais. Um país que PRECISA importar um monte de coisa, sofrendo um isolamento forçado CRIMINOSO, um estrangulamento proposital e ideológico. Detalhe: precisa importar e tambem vender. Relações comerciais são fundamentais pra qualquer país. O país sempre teve muita coisa que poderia ser negociada e dar dinheiro pro país, mas vender pra quem, se qualquer país que negociasse com Cuba sofreria sanções pesadas? Mas não pega nada, "o embargo não é problema" não, nunca foi problema...tá sertinhu....

    • Henrique Postado em 25/Jul/2016 às 13:24

      Podes pegar e comparar Cuba com a Coréia do Sul, Hong Kong, Cingapura também com os anos 60...até os países nórdicos no começo do século XX e a orgiem de seus saltos de qualidade...

      • Eduardo Ribeiro Postado em 25/Jul/2016 às 16:57

        Esses países citados são "belos" exemplos....Coréia do Sul recebeu investimentos PESADISSIMOS dos EUA para se desenvolver e ser um poderoso aliado americano na Asia. Um "embargo invertido". Sobre Coreia do Sul dá pra falar umas 700 linhas, cabe muita coisa, menos comparação com Cuba, filhão. Aí vamos pra Cingapura, que diziam ser um "paraíso liberal", os mongolóides filhotes de Mises amavam, e quando foram passar um pente fino na economia de Cingapura descobriram estatais de telecomunicações, transporte público, planejamento industrial e até de aviação civil......liberalóides tem que prestar mais atenção, senão compram gato por lebre facinho...mais pertinente que países nórdicos (!!!!!!!!!!), Coreia, Cingapura, falemos de outro vizinho cubano, outro latino: Porto Rico. País com carga tributária mínima para as empresas. Isenção sobre ganhos parasitários de capital .Um paraiso liberal de verdade, com proximidade visceral junto aos EUA. Constantino "Dá Bilhão" goza lendo isso. Pois bem: QUEBROU. Desse país latino ninguém quer falar, eu não entendo por que...mas eu acho que se fosse uma suposta "experiencia socialista", vocês endemoniariam, como fazem com Cuba e Venezuela, sem nem saber apontar estes países no mapa.

      • Henrique Postado em 26/Jul/2016 às 10:41

        cINGAPURA é um país extremamente livre economicamente, e as estatais são geridas como empresas, ao contrário do "capitalismo de estado apadrinhado" que temos aqui. Quanto a Porto Rico temos uma soma de dois fatores péssimos para uma economia ao meu ver: a queda de receita com a diminuição de impostos via imposição americana (sim, empresas devem pagar impostos) E (e friso bem o "E") o acréscimo nos gastos estatais sem base para isso (vide grécia)

      • Eduardo Ribeiro Postado em 26/Jul/2016 às 15:19

        Mas por que tu quer falar de Cingapura? Ainda não ficou claro. Uma porra de um entreposto comercial do tamanho do meu ovo. Conforme elucidei - pois era conveniente deixar às escondidas - , Cingapura adora um "state capitalism" - sendo que Capitalismo de Estado automatica e necessariamente elimina o Liberalismo - , os caras tem estatal até de transporte aéreo (tipo a antiga VASP), coisa que o Brasil hoje não tem. Aliás, os liberais mongolóides aqui no Brasil metem o pau no BNDES, na Petrobras, na telefonia quando era pública, diz que "a energia é melhor quando é privada"...aí, quando a gente lembra/mostra os outros países onde TUDO funciona sendo público, eles ficam com cara de bunda, com invencionice ilógica, tentando se contorcer na retórica..."mimimi porque no Brasil é assim, mimimimi"...Cingapura é um país do tamanho de um ovo ALTAMENTE ESTATISTA, tomem vergonha nessa cara.

  4. pedro Postado em 24/Jul/2016 às 21:02

    Eduardo Ribeiro, não perca seu tempo respondendo esse maldoso e preconceituoso Naro Sobo, veja a foto que coloca do LULA com o dedo mindinho enfiado no nariz, na verdade o LULA não tem este dedo, ele perdeu em acidente de trabalho quando era Torneiro Mecanico,então este cara é mal, tambem sou metalurgico já aposentado mas sei os perigos que esta profissão traz, tive um companheiro que perdeu um braço inteiro em acidente num torno mecanico, dois anos depois a empresa fez um acordo com ele pra ficar na casa dele recendo ate ele se aposentar, voce imagina como deve estar a auto estima deste trabalhador, então Amigo não gaste seu lindo vocabulario com este babaca, Abraços.

  5. Eduardo Ribeiro Postado em 24/Jul/2016 às 10:49

    hue br.......apenas citei fatos incontestes...só trabalho com fatos.....sem achismo...e só vejo comentarios teus com "ahã" e "haha"...que que tá havendo? já fostes melhor...vai quebrar as teclas "A" e "H" do teu teclado..."vou mandar botar platina" nessas teclas, parceiro...

  6. Eduardo Ribeiro Postado em 25/Jul/2016 às 16:20

    Deixe seu like pra mim, meu anagrama preferido..

  7. Henrique Postado em 25/Jul/2016 às 17:07

    Escola sem partido, continua assim que tá boa essa tua aula. Liberalismo, mal, Cuba, bom! Só não está melhor pq não se beneficia justamente do liberalismo que tanto criticam. Quanto à Suécia, no final do século 19 e começo do 20 era um país em avanço com inúmeros problemas sociais, talvez mais que o restante das potências europeias. É claro que Cuba nunca chegou neste nível, e a questão do puteiro dos EUA todos sabem, qualquer professor, por mais abobado que seja, fala e repete isto em sala de aula para justificar uma ditadura, o que quero que me respondas são os motivos dos pulos de qualidade muito acima da média nos países nórdicos, que eram razoáveis e hoje são os melhores em IDH, e em outros que adotaram uma economia mais dinâmica e melhoraram muito nos últimos 50 anos. Outra, Cuba por décadas foi mantida pela URSS, sofrendo uma grande crise instalada com o fim do regime soviético, então não tenhas a canalhice de esquecer isto e dar os créditos somente al gobierno! Se é pra ser "professor", podes começar sabendo que a história tem mais de um lado

  8. Eduardo Ribeiro Postado em 25/Jul/2016 às 18:38

    Discipulo de Mises, defensor do liberalismo, e defendendo os países nordicos...só pode ser sacanagem. Modelo baseado no bem-estar social, países adeptos do "welfare state" - uns mais (tipo Suécia), outros menos (tipo Finlândia) - , forte intervençao estatal, com altas taxas de impostos, sempre ofereceram serviço publico universal e de qualidade, pouca desigualdade social e concentração de renda...liberalóides vivem dizendo que keynesianismo é coisa de socialista, mas quando é pra puxar a sardinha pro seu lado, se colocam do lado dos países escandinavos, com seu estado de bem-estar social e altissimos impostos...é de uma honestidade ímpar. A questão do puteiro dos EUA nem todos sabem, e os poucos que sabem convenientemente não tocam no assunto. Por isso ela DEVE ser citada em toda ocasião que for possível, porque sem contexto nada é discutido. Quanto a dependência cubana, eu nunca disse o contrário, garoto. Está com tanta pressa de mandar o ctrl c ctrl v dos blogs liberalóides que nem esperou eu me posicionar sobre a industrialização cubana...isso é meninice, ejaculação precoce...podemos tecer severas críticas ao modelo econômico adotado por Cuba sim, de ter vivido décadas dependendo por exemplo de exportação de açúcar a preços subsidiados pela URSS. Quando a URSS acabou, fez-se um problema. O país deveria ter lutado por mais industrialização? Talvez. Compraria materia-prima de quem? E venderia produtos finais pra quem no planeta? Sem falar de EMBARGO, conforme citei antes, não se discute Cuba sob nenhum aspecto.

  9. Henrique Postado em 26/Jul/2016 às 10:31

    Nossa, quando alguém critica o liberalismo mas defende os países nórdicos....MEU CHAPÉU!! Enquanto tu doutrinar com Cuba e Venezuela até vá lá, agora essa foi de doer. As economias mais dinâmicas e abertas do mundo são destes países, então não sei qual a lógica que passa pela cabeça da NOSSA esquerda. o welfare state vem diminuindo após anos de descontrole nas contas com tantos serviços estatais, bem como impostos que serviam para suprí-los. O que estes governos fazem, na minha opinião, é o melhor de ambos os aspectos: a liberdade econômica, respeito à propriedade, mínimo de burocracia estatal e eficiência, gestão no Estado, tudo isto somado a impostos sobre a renda progressivamente (mas nada absurdo, a carga tributaria lá anda caindo se não sabes), fiscalização forte para garantir um ambiente de concorrência e o que pra mim são os três pilares de um governo: Segurança, saúde e educação. O Estado deve garantir investimentos em questões públicas e em manter esse ambiente competitivo e dinÂmico, e não procurar um monopólio estatal ineficiente. Aliás, é inimaginável a falta de gestão numa empresa monopolista e que de prejuízo, algo muito comum nas estatais nacionais, qualquer chimpanzé entende isso, concorda Eduardo? No caso de criticar o liberalismo dando como argumento o monopólio é justamente não entender o significado de liberalismo. Liberalismo defende um ambiente favorável aos negócios, não à exclusão e concentração de renda ou monopólios.

  10. Eduardo Ribeiro Postado em 26/Jul/2016 às 15:53

    Sim, é um extremo contra-senso ser liberalóide e defender países nórdicos. Welfare State, menores índices de desigualdade social do planeta, maiores IDHs também. E os mongolóides liberais dizem que isso é apenas uma "coincidência astral". Aliás, ainda quero entender pra que eles foram citados - a exemplo de Cingapura, que sempre é garantia de vergonha pros liberais - num contexto de Cuba/Venezuela. Escandinavos sempre foram ricos e com pouca desigualdade social. Esses países sempre foram "sócios" no imperialismo e colonialismo inglês, francês, holandês, belga, etc...que pilharam a África e Ásia por mais de 200 anos...e foram absolutamente fundamentais na acumulação primitiva de capitais. Não é nenhuma coincidência o WS ter funcionado nestes países: é um modelo interessante DENTRO DAS LIMITAÇÕES DO CAPITALISMO, mas possível apenas em PAÍSES CENTRAIS. Para cada Suécia são precisos várias Serras Leoas e Congos. Onde caralhos entra Cuba e Venezuela na conversa, filhão? Estado de bem estar social só existe em países JÁ DESENVOLVIDOS e quando há CONCOMITANTEMENTE: 1- uma gigantesca expansão do capitalismo, e 2- um movimento de massas poderoso que assusta a burguesia. Você está falando de países ricos, que puderam desenvolver suas industrias e que tambem acumularam muito dinheiro com rapinagem imperialista. De novo: onde entra Cuba e Venezuela nessa conversa?

  11. enganado Postado em 24/Jul/2016 às 17:09

    AronX, comenta aí o que VCS fazem em GAZA e CISJORDÂNIA. E aí tá de bom tamanho? Ou será que a destruição do Iraq; Síria, Sérvia, Líbia, Afganistão, Sudão, .... , tá tudo certo! Intervenção Humanitária, é, é, é, ....