Redação Pragmatismo
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Homofobia 07/Jul/2016 às 15:33
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Deputada evangélica quer punir professor que debateu homofobia na aula

Deputada evangélica exige “providências legais” contra professor que tratou sobre homofobia com alunos em sala de aula. Sandra Faraj (SD) pressionou a escola por punição. A interferência da parlamentar na escolha do conteúdo pedagógico revoltou professores e entidades de defesa da educação

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(Imagem: Sandra Baraj, deputada distrital da bancada evangélica)

A deputada distrital Sandra Faraj (SD), da bancada evangélica, enviou ofício a um colégio de ensino médio de Ceilândia para questionar um trabalho escolar que tratava sobre homofobia.

A interferência da parlamentar na escolha do conteúdo pedagógico revoltou professores e entidades de defesa da educação, que divulgaram notas de repúdio nesta terça-feira.

No fim de junho, um professor do segundo ano do ensino médio do Centro Educacional 6 de Ceilândia passou um trabalho em grupo aos estudantes, em que eles deveriam debater um entre os seguintes temas: homofobia, integração entre gêneros, pansexualidade, relações poliamorosas e transsexualidade.

Sandra Faraj recebeu reclamações em seu gabinete com relação ao assunto e enviou ofício à direção da escola pedindo “esclarecimentos” e “providências legais cabíveis”.

O Sindicato dos Professores considerou o envio do ofício uma forma de intimidar e constranger os professores.

“Temos uma lei de gestão democrática que organiza as escolas e estabelece a autonomia do trabalho pedagógico dos professores e da instituição de ensino. O professor tem que ajudar os alunos a entender a sociedade, ele não pode ser cerceado ao tocar em temas importantes da atualidade”, reclama Dimas Rocha, diretor da entidade.

O Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal aprovou nesta terça-feira uma nota de repúdio ao posicionamento da parlamentar.

“O Conselho repudia a tentativa de interferir na autonomia dos professores da escola citada. É conhecida a saga da deputada que enviou o ofício, para que os temas de gênero e orientação sexual não sejam discutidos, o que não encontra base legal. O Conselho é afirmativo na necessidade de discussão dos temas de diversidade nas escolas para o estimulo de uma cultura da paz e tolerância”, diz a nota da entidade.

A deputada Sandra Faraj afirmou sofrer uma perseguição por parte do Sindicato dos Professores. “Existe esse embate com o sindicato, que é ligado a movimentos sociais e a partidos políticos. Sempre que agimos para defender os valores da família, eles se posicionam contra”, diz Sandra.

“É preciso entender o pensamento da sociedade. Será que ela está à vontade com essas práticas que são contra a lei?”, questionou.

“As escolas não têm autorização para abordar temas dessa maneira. Como um jovem vai pesquisar sobre transsexualidade, pansexualismo? Será que ele tem maturidade para tratar sobre isso?”.

Correio Braziliense/CB.Poder

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Comentários

  1. Eduardo Ribeiro Postado em 07/Jul/2016 às 17:42

    As vezes eu acho que esses vagabundos se metem nessas vergonhas aí não necessariamente pra obter resultados agora, mas pra testar a aceitabilidade dessas filhadaputagens travestidas de "proteção da familia brasileira". Eles lançam a granada e avaliam. Se der resultado agora, ok. Se não der, avaliam se a idéia teve boa recepção, quais os ajustes necessários, como o povo reagiu, se ao menos os envolvidos diretamente tendem a concordar com as estultices deles...mês que vem tentam outra. E outra...e assim vão semeando o terreno e minando a resistência às suas idéias retrógradas e trevosas. Idéias bandidas mesmo, canalhices imorais. Evangélico metendo o dedo em educação e pautando o trabalho de professor EM SALA DE AULA é pior que Alexandre Frota conversando com ministro. É inadmissível.

    • Alfa Postado em 08/Jul/2016 às 01:05

      Não, mas q raiva é essa? Vc realmente está tão INDIGNADO? Fico imaginando como vc deve reagir ao seu tio conservador... passa Natal junto ou ñ se mistura com a gentalha?

      • Eduardo Ribeiro Postado em 08/Jul/2016 às 10:27

        Com o tiozão barrigudo a gente troca uma idéia bem rasteira no Natal, mas mesmo sendo tio, a tolerância é muito pequena. Especialmente se for evangélico, aí até evito o convívio e prefiro que nem sente na minha mesa pra comer o pavê. Na minha mesa não tem lugar. Já a Bancada Evangélica - com seus deputados evangélicos canalhas e seu projeto trevoso de Brasil medieval - é o câncer a ser combatido. E uma das provas de que são o câncer é essa aí: uma deputada evangélica ousando pautar professor dentro da sala de aula. Absolutamente inadmissível. Ninguém pauta professor dentro de sua sala em horário de aula. Enfim...tiozão conservador é uma coisa. Bancada Evangélica é outra.

    • MIELA Postado em 08/Jul/2016 às 17:02

      CONCORDO PLENAMENTE!!!

    • Onete Lopes Postado em 08/Jul/2016 às 18:27

      Santa ignorância nesta terra. A mãe acha que é crime e cabe uma denúncia, mas ao invés de ir na delegacia vai no gabinete da deputada que pensa como ela, ou seja, que quer o voto dela porque precisa de votos desta gente evangélica. A deputada, para continuar ganhando os votos dos evangélicos sem nenhum neurônio em ação, notifica a escola como delegada fosse. A cada dia minha tese de que estes evangélico que não usam os neurônios, apenas a memória rasa imediata, estão piorando a sociedade vai se confirmando.

  2. José Ferreira Postado em 07/Jul/2016 às 17:53

    Eu ia falar, mas o Naro Solbo falou por mim antes.

  3. Mônica Costa Postado em 07/Jul/2016 às 18:37

    Essa CLDF sempre rachando nossa cara de vergonha! Sandra Faraj, nunca fez nada por nossas criancas e adolescentes! Sandra Faraj nunca pôs os pés em uma sala de aula. Sandra Faraj deveria procurar algo de útil pra fazer. Sandra Faraj não é ninguém nas periferias de Brasília!

  4. Guilhermo Postado em 07/Jul/2016 às 18:42

    Nossa, que mulher linda!

    • Fernando Fernandes Postado em 08/Jul/2016 às 04:08

      Nossa que mulher feia e com tanta titica de galinha nas cabeça! Pertencer à corja evangélica não é suficiente para se ser reaça... mas que ajuda muito, ajuda! O Brasil é dos poucos países (democráticos) em que a Constituição permite que ministros de religiões se possam candidatar a cargos políticos. O resultado está à vista: O Brasil encontra-se sequestrado por pastores picaretas e por dondocas fascistas. E se fossem só os evangélicos... A influência nefasta do Padre Paulo Ricardo (na prática, um aliado dos evangélicos na implementação da cartilha reaccionária) é avassaladora. Não se percebe que um Estado moderno possa pontapear assim um dos pilares do Estado de Direito: A laicidade do Estado.

      • Leonardo Postado em 08/Jul/2016 às 08:20

        Qual país democrático q proíbe religiosos de se candidatarem?

  5. poliana Postado em 07/Jul/2016 às 19:54

    tô dizendooooooooooooooooooo!!! depois qdo eu falo o felipe fica chiando!! saco viu!!pior cego é aquele q n quer ver!!!!! NOJO DESSA CORJA EVANGÉLICA! o q esses estrumes estão fazendo na política, por deus!!!!!!!!!!!!!!????

    • Felipe Postado em 07/Jul/2016 às 21:39

      Que triste para você, tomar posição sem mesmo conhecer o assunto, aliás sem nem mesmo fazer uma pesquisa e tentar entender que tipo de assunto é falado com crianças, preconceito exala de vc Poliana vc não é diferente qq preconceituoso intolerante.

  6. Alan Kevedo Postado em 08/Jul/2016 às 00:05

    TODOS temos nossas preocupações. A deputada expôs as delas e nós vamos expor as nossas. Com licença : UMA ASSEMBLEIA DE DEUS ENTRA NA MIRA DA LAVA JATO. EDUARDO CUNHA ULTRAPASSA SILAS MALAFAIA NA PREFERÊNCIA DO ÓDIO BRASILEIRO. R.R. SOARES PASSA VERGONHA AO DEVOLVER PASSAPORTE DIPLOMÁTICO, OUVINDO DA JUSTIÇA FEDERAL "ISSO NÃO LHE PERTENCE, MAIS". O PASTOR FELIPE HEIDERICH, MARIDO DA PASTORA BIANCA TOLEDO, É PEGO, COM A BOCA NA BOTIJA, ABUSANDO DE UM INOCENTE DE CINCO ANOS. O QUE É QUE FALTA MAIS PARA ESSE SEGMENTO RELIGIOSO ALIENÍGENO-AMERICANO TER SUAS ATIVIDADES SUSPENSAS EM TERRITÓRIO BRASILEIRO, SEUS BENS CONFISCADOS E ENTREGUES AO POVO VIA BOLSA FAMÍLIA E MAIS MÉDICOS?

    • MIELA Postado em 08/Jul/2016 às 17:11

      FALTA POR ESTES ESTELIONATÁRIOS DA FÉ NA CADEIA POR LAVAGEM DE DINHEIRO PÚBLICO DESVIADO POR POLÍTICOS,MAIORIA EVANGÉLICOD E LAVAGEM DE DINHEIRO DO NARCOTRÁFICO. SÃO VERDADEIRAS QUADRILHAS DENTRO DESTAS LAVANDERIAS DISFARÇADAS DE TEMPLO RELIGIOSO.

  7. Ana Cordeiro Postado em 08/Jul/2016 às 01:24

    Felipe, você leu a cartilha do MEC ou está repetindo o que ouviu dizer? Se leu, o que continha mesmo?

    • felipe Postado em 08/Jul/2016 às 08:42

      Eu lí, inclusive tirei print da tela, e você, leu? Ou esta questionando pelo que ouviu falar? Continha conteúdo inapropriado para crianças.

      • MARY DAL BOSCO Postado em 08/Jul/2016 às 21:53

        Conta outra Felipe!

      • Felipe Postado em 09/Jul/2016 às 01:06

        Que belo argumento hein Mary!!! Fiquei impressionado.

      • MARY DAL BOSCO Postado em 11/Jul/2016 às 21:05

        Gostaria de saber qual é sua formação na área de educação. O assunto em questão aqui é a atitude da mãe de uma criança, que julgou um conteudo inapropriado e foi reclamar com uma deputada. Ambas estão erradas. O conteúdo faz parte da proposta pedagógica, que consta do Regimento Interno da escola, aprovada pelo Conselho Escolar(que é eleito pela comunidade escolar), órgão máximo da escola, amparado pela LDBEN, que é amparada pela Constituição Federal. Quando a familia matricula a criança na Escola assina um termo em que concorda com o Regimento Interno. Portanto, qualquer questionamento, após consultar a equipe pedagógica e Direção da Escola, a família deve se dirigir ao Conselho da Escola, que é o guardião do Regimento e que vai apurar se o conteudo estava fora da proposta. Se estiver, aí sim a família poderá reclamar em outros meios legais. Desde a sanção da LDBEN eu nunca vi um ganho de causa contra um fato presente do Regimento Escolar. Sou professora e estive em direção de escola por 20 anos.

    • João Paulo Postado em 08/Jul/2016 às 15:47

      A cartilha do MEC é absolutamente normal. Quando vi as primeiras informações do "kit gay", sem olhar o material, pensei " É, passaram dos limites mesmo". Salvo uma atividade meio esquisita (não sei se fruto de algum ranço preconceituoso meu), não vi qualquer "doutrinação". É evidente que o material tem o único objetivo de debater as diversidades.

  8. Yara dos Reis Steinfatt Postado em 08/Jul/2016 às 09:12

    No dia 02.07.2016 Diego Vieira Machado foi espancado até a morte por motivos homofóbicos. Diante dessa tragédia podemos ver que o assunto sim deve ser comentado em salas de aulas. A juventude nao precisa de mais preconceitos. O mais necessario é aprender a respeitar o direito de vida de qualquer ser humano. Temos que ajudar nossa juventude a viver em um mundo de igualdades e integracao sozial pois, o outro lado da medalha é perverso e inaceitável. Parabens ao professor pela iniciativa.

  9. Yara dos Reis Steinfatt Postado em 08/Jul/2016 às 09:16

    No dia 02.07.2016 Diego Vieira foi espancado até a morte por motivos homofóbicos. Se os alunos de sua Universidade tivessem aprendido um pouco mais sobre o tema, nao seriam agora assassinos. Entao, parabens ao professor por sua iniciativa. Educacao pode salvar vidas.

    • José Ferreira Postado em 08/Jul/2016 às 14:22

      Mentira. Ninguém sabe se ele morreu por isso. Ele era conhecido pelos seus pares como encrenqueiro.

  10. Eros Alonso Postado em 09/Jul/2016 às 14:29

    A violência contra gays e outros decorre da total ausência de Educação das crianças com relação ao tema. Cabe à Escola ajudar a impedir que as crinaças crescam homofóbicas. Essa questão não é partidária, mas de cunho Moral e Religioso.

  11. Roger Postado em 11/Jul/2016 às 10:30

    Usar religião pra ganhar voto pode, né? Mais uma hipócrita metendo a fuça onde não é chamada ou não lhe diz respeito. Deveria ser crime a mistura de religião com política. Aliás, é crime eleitoral os candidatos se valerem de cultos para obter votos.

  12. felipe Postado em 07/Jul/2016 às 16:44

    Queria entender porque ficam com esse jogo sujo (isso dos dois lados) olha como são as coisas, a GCM matou uma criança de forma muito parecida da PM de SP, mas nada foi dito por sites de esquerda ao contrário da criança morta pela PM do estado de SP, coincidência não? infelizmente a indignação é e sempre foi política para as coisas, ninguém liga que a criança morreu, nem que crianças sejam expostas a assuntos inapropriados para a idade (lembra da cartilha do MEC?) o negócio é manipular a massa de ambos os lados e transmitir informação da forma que acharem melhor para seu lado.

  13. Felipe Postado em 07/Jul/2016 às 20:36

    Obrigado pela ajuda Naro Solbo, apenas corroborou com a matéria, uma vez que homofobia e discussão de gênero cabem perfeitamente em tema de ATUALIDADE portanto, temas perfeitamente pertinentes numa sala de aula. um abraço!

  14. Preto Velho Postado em 08/Jul/2016 às 21:38

    Bem, tentaram pôr esta pauta no PNE com o kit gay, mas sabe como é... Os cumunistas não passarão!

  15. MARY DAL BOSCO Postado em 08/Jul/2016 às 21:43

    Sugiro que o mandato convide a mãe para fazer a Leitura da Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, o Regimento Interno e o Projeto Pedagógico da Escola. Ao efetuar a matrícula, os pais concordam com o Regimento. Ah! O regimento é aprovado pela comunidade escolar. E é lá na Escola e com o Conselho de Escola que essa mãe deveria estar discutindo e o mandato deveria explicar isto a ela. A menos que esteja querendo fazer demagogia.

  16. Bruno Postado em 12/Jul/2016 às 10:47

    Naro Solbo, o conteúdo programático não é definido como obrigatórioa pelo PNE nem pelo PDE, não há um conteúdo programático engessado, o professor deve seguir como linha norteadora os parâmetros curriculares nacionais e os referenciais do estado para o currículo, e são esses que preconizam a formação de um aluno crítico e informações relacionadas à sexualidade. O que não entendem é que conhecer, entender, debater, articular sobre questões de gênero e seu respeito é muito diferente de impor como uma norma de conduta. Ninguém vai sair cortando cabeças por aí quando aprender sobre revolução francesa, tenho certeza. O que a deputada fez foi um desserviço à nação, interferiu numa das máximas do ensino, um conceito chamado de liberdade de cátedra, será que a deputada sabe o que é isso? Perseguição foi o que a deputada fez, usou a casa do povo e seu ofício para intimidar um professor. O professor não fez nada de errado, pelo contrário, a atividade segue em compasso a tudo que é publicado na área de educação ( a deputada é educadora?). A deputada, poderia, intimidar e buscar esclarecimentos quanto a diagnóstico médicos corretos, e buscar esclarecimentos no hospital. Seria fazer o mesmo. Os alunos devem respeitar, conhecer, debater e ter bases sólidas para a vivência em sociedade. Foi no mesmo ideal de defender a família, a tradição e os valores que a Idade das Trevas, vulgo Idade Média, vigorou por 1000 anos. A deputada pode já colocar o capuz de algoz e voltar para o século XXIII com esses ideais obscurantistas.

  17. Eduardo Ribeiro Postado em 08/Jul/2016 às 14:39

    Você fala da "doutrinação marxista", no caso? Não discuto lendas e contos da carochinha. Trabalho com fatos: o câncer nefasto "Bancada Evangélica" em metástase, avançando pra dentro de sala de aula e pautando professor.