Redação Pragmatismo
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Rede Globo 23/Jun/2016 às 17:48
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Pedro Cardoso faz desabafo contra a Rede Globo

"Tiveram o mais absoluto desprezo pelo meu trabalho". Ator que trabalhou na Globo por mais de três décadas e ficou no ar em 'A Grande Família' durante 14 anos faz um desabafo contra a emissora

Pedro Cardoso ator Globo desabafo
(Imagem: O ator Pedro Cardoso)

Em entrevista à rádio Jovem Pan, nesta quarta-feira (22), o ator Pedro Cardoso fez duras críticas à TV Globo, emissora em que trabalhou por mais de 30 anos.

O ator disse que a Globo, assim como outras emissoras brasileiras, estão muito “conservadoras” e revelou que foi desprezado pela maior rede de televisão brasileira. “Tiveram o mais absoluto desprezo pelo meu trabalho lá”, lamentou.

“Eu achava que a TV Globo, depois de A Grande Família, com a repercussão imensa que meu trabalho tinha tido, me ofereceria um horário para eu desenvolver um projeto autoral. Eles não tiveram nenhum interesse e tiveram o mais absoluto desprezo pela minha história lá dentro. Tanto que o nosso contrato durou mais um ano e pouco e acabou”, continuou.

No ar durante 14 anos ao lado de ícones como Marco Nanini e Marieta Severo, Pedro se viu desacreditado quando saiu da emissora, depois de décadas de atuação. O ator lamentou a situação e afirmou ter esperado mais do canal que foi a sua casa durante tanto tempo.

Pedro Cardoso interpretava um dos personagens centrais da comédia A Grande Família, o taxista Agostinho Carrara.

Cardoso vê a televisão brasileira hoje muito “acovardada”. Para ele, o ator é a engrenagem da teledramaturgia. “É o ator que dá cara ao trabalho de todos. Isso confere ao ator um poder incomensurável. Ninguém sabe, na verdade, quem é o diretor ou o autor da ‘Grande Família’, embora eles fossem tão importantes quanto nós”, explicou.

“Negam poder ao ator. Os atores ficam esperando ser convidados. A Globo não é sensível a nenhum movimento feito por um ator”, conclui.

Personalidade

Cardoso é reconhecido pela independência do pensamento e pela falta de amarras em suas falas e atitudes. Já abordou temas espinhosos, que alguns atores preferem evitar, em entrevistas na própria TV Globo. Relembre:

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Comentários

  1. Cypher Postado em 24/Jun/2016 às 12:30

    Ué, mas um dos ícones empresariais do Brasil não respeita o funcionário??? Estranho isso! hahahaha

  2. Sergio Carneiro Postado em 25/Jun/2016 às 16:20

    Puro ranço. O mesmo ranço que atinge o Paulo Henrique Amorim até hoje. Foram demitidos e ficam com esse mimimi.

  3. Rodrigo Postado em 27/Jun/2016 às 11:19

    (Outro Rodrigo) Mas, durante 14 anos, teve contrato para um único papel, de exibição uma vez por semana, mais participação em programas da casa, com expressiva remuneração. Agora, ao fim do contrato, diz-se prejudicado?

    • Pedro Postado em 28/Jun/2016 às 03:31

      E cabe a você determinar como ele se sente? Você agora é o arbitro da subjetividade alheia?

      • Rodrigo Postado em 28/Jun/2016 às 11:15

        (Outro Rodrigo) "Sabemos"? "Sabemos" quem? Sois legião? Fala em nome de quem mais, prezado? E, seguindo, certo é que: 1- o blog apresenta a narrativa do ponto de vista do Ator e as razões que ele expõe para achar que houve desprezo; 2- ao que exerço minha liberdade para expor contraponto fundado na conduta objetiva do empregador, como acima posto (a conduta objetiva acima narrada não causaria prejuízo). Assim, sua leitura equivocada levou-o a entender que uma coisa se confunde com a outra ou, quiçá, que a apresentação de contraponto importaria em impor sentimento a alguém - Pedro, sendo afim ao desenvolvimento e pensamento científicos, bem sabes que o contra-argumento implica em apresentar fundamento diverso, assim enriquecendo uma discussão, evitando seu engessamento e possibilitando uma conclusão mais precisa (no caso, a conclusão sequer é do Ator, a menos que ele participasse da discussão e se interessasse em ouvir contra-argumentos, de toda forma sendo livre para estabelecer a subjetividade dele). O Ator, pois, é livre para achar o quê quiser, de modo que você torna a confundir coisas e condutas totalmente diversas, equivocando-se ainda quanto ao fim de discussão em espaços informais como o presente. Aparentemente, sim (e espero estar equivocado), você é que busca ser uma figura inquisitorial quanto a mim, mas segue com todos os equívocos de acusação e prejulgamento que já apresentei neste comentário e nos diversos outros anteriores nossos. Sigamos com as discussões mas evitemos os atritos desnecessários e infundados, sempre causados pelo ruído que vem em suas intervenções em meus comentários, prejudicando nossa comunicação, Pedro.

    • Pedro Postado em 28/Jun/2016 às 04:53

      Para que conste, sabemos que você sempre tem razão, mas quando apertado, sai apenas "kk" de toda sua trollagem pomposa. Tente admitir que não cabe a você julgar como uma pessoa se sente apos mais e uma década em uma instituição. Ou, pule a pompa, e diga kk's diretamente. Atenciosamente, Pedro.

    • Pedro Postado em 28/Jun/2016 às 14:27

      Como avisado e previsto, você optou pela pompa. Mas ja esta claro que sua intenção por aqui é trollagem pura, com verbiagem jurídica primaria. Você teve suas três chances para que sua pretensa neutralidade gozasse de algum crédito: nas três oportunidades, mostrou-se enviezado e incapaz de expressar suas opiniões e crenças de forma honesta. Portanto, o titulo lhe cabe de "troll jurídico", e sempre que você atentar contra a inteligência alheia , o selo pode e deve ser colocado na sua mensagem. Ao ponto (1) não lhe concerne quem "somos" ou quem "sou". Como foi dito, você perdeu a oportunidade de ter conversas francas por ter demonstrado ser incapaz de uma conversa honesta e direta em três ocasiões diferentes. Eu não li absolutamente nada de forma equivocada: você veio aqui e nos ofereceu a sua sentença de que ele não poderia se dizer prejudicado: você não é arbitro da subjetividade alheia, não interessa o que você pensa sobre esse assunto. Quem buscou o atrito e ruído foi você, que pratica cyber-bullying nesse espaço. Não ha qualquer possibilidade de conversa equilibrada ou de levar a sério sua dissimulação: como trollar é um vicio seu, e você não vai jamais abrir mao da sua arrogância agressiva e petulante contra os outros usuários do espaço, continuarei sendo enfático na exposição das suas contradições e o que você realmente quer dizer com a sua forma juvenil de intimidar. Se o atrito ou ruído lhe incomodam, basta ser sincero e iniciar uma conversa apropriada ao espaço: ja lhe falei diversas vezes que aqui não é tribunal, você não tem necessidade alguma de prestar serviço pro-bono. Tente "ser normal", falar com as pessoas sem diminui-las o tempo todo, e sem cometer crimes contra a lógica e verossimilhança, e quem sabe o atrito possa começas a sumir. As escolhas foram suas, e o prazer doentio de trollar é seu, não meu.

      • Rodrigo Postado em 28/Jun/2016 às 15:16

        (Outro Rodrigo) Ora, Pedro, suas intervenções recorrentes resumem-se ao "ad hominem". E, não conseguindo demonstrar seu ponto, torna a agredir o interlocutor - já reclamou de minha forma de escrever, ao que disse que é decorrente de minha profissão (não reclamo da tua por me preocupar com o sentido do que dizes, mas não com a forma e por saber que você é livre para escrever como melhor te aprouver). Em seguimento, jamais o coroei, conferi título ou função bastante a "dar oportunidades" a mim - nem as quero, vendo isso como mero recurso retórico de quem tenta se colocar como superior ao interlocutor (alguém "condescendente", que teria o poder de avaliar e conferir "oportunidades" a um "pecador"); cuidado com ideais tais, pois são afins ao autoritarismo. E retorna com suas frases de efeito, sem qualquer sustentáculo razoável - você busca tornar a discussão um fim em si mesma e ainda arvora-se à condição de acusador e julgador, crendo ser detentor de algum poder para impor penas e pechas que melhor convierem, à revelia de quem sequer o vê como "autoridade superior"; aceite você ou não, continuará a ser um concidadão, gozando dos mesmos direitos e deveres que eu. Segue tentando convencer pela repetição, com vazio argumentativo e... Demonstra não entender o que é um ruído na comunicação... Vai mais além e... Passa a se projetar em mim, pois buscou me diminuir com suas autoimpostas (e totalmente refutadas) "oportunidades" e "sentenças", ao que depois diz: "ah, você diminui as pessoas"... Bom, o que vemos de tudo isso é que você passou a livremente retrucar meus comentários e segue sem demonstrar seus fundamentos, reiteradamente escorando-se em equívocos (falo em equívocos por acreditar em sua boa-fé), todos sucessivamente refutados. De tal modo, talvez também a pecha de "troll" seja outra mera projeção sua no interlocutor. P.S.: você passou a intervir usando a terceira pessoa do plural (até de forma parecida com outro pessoa que já discuti aqui ou em outro blog, não me recordo bem agora), por isso eu tendo estranhado e questionado se trato com uma pessoa só ou com várias, a fim de saber se é realmente um Pedro ou diversos usando um mesmo nome (desnecessária sua alteração com a pergunta).

  4. Eduardo Postado em 27/Jun/2016 às 23:17

    que isto, não é de hoje que ele faz estas criticas. Não há ranço nenhum. Essa empresa tá fadada a morrer como um dia a Tupi, a Manchete, a TV Rio, e muitas outras.... impérios chegam ao fim por erros contra o povo que os sustentam.

  5. Rogério Britto Postado em 28/Jun/2016 às 12:08

    Por que o espanto? A globo não reconhece nada além dos seus interesses.

  6. Coxildo Postado em 28/Jun/2016 às 12:47

    concordo com tudo o que ele diz, porém, acho ele um ator limitado e sem sal. todo papel que ele faz é do malandro 'sangue bom' que tenta se dar bem fácil mas acaba se metendo em encrenca

  7. Emerson Postado em 28/Jun/2016 às 19:05

    Gosto do ator em si, a personagem augoustinho era show, ator q foge da linha galã, mas tambem de personalidade forte e birrenta, e o meio já se sabe, não tem fidelidade afetiva. Ator é um pretador de serviço, acabou o trabalho, muito obrigado e até a próxima.

  8. Juniperos Postado em 28/Jun/2016 às 20:22

    Essa emissora como qualquer outra ainda é uma empresa, e como tantas só investe no que dá retorno financeiro. O espectador mais desavisado costuma achar que é uma entidade filantrópica, e por vezes, alguns atores também. Foi um tiro no escuro e infelizmente o caricato ator não conseguiu o projeto. Isso acontece em qualquer empresa e qualquer um fica magoado, mas o fato é que quando é um ator é lenha para assuntos televisivos... mérito ou merecimento por esforços contínuos, gratidão e etc... isso não é a linguagem da emissora. Acho que o malandro boa praça está novamente sendo esperto em alguns aspectos e inocente demais em outros.