Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 10/Jun/2016 às 15:12
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Pastor Marco Feliciano diz que não existe uma 'cultura do estupro'

"Moro em uma casa com seis mulheres e sempre digo: deem respeito para serem respeitadas". Para o pastor e deputado Marco Feliciano, a 'cultura do estupro' é uma falácia. O que existe, na verdade, segundo o religioso, é uma 'erotização precoce'

Marco Feliciano cultura estupro
Fala do pastor Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos gerou polêmica

Nesta quinta-feira (9), em audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) foi vaiado ao afirmar que não há uma cultura de estupro no país. Para ele, a questão é que existe uma “geração deliquente” e uma “erotização precoce”.

Em um discurso machista, o religioso disse que analisou os casos de estupro registrados em São Paulo, afirmando que, em “menos de 5% houve conjunção carnal. Houve atos libidinosos, assédios, mas não estupro relacionado como conhecemos desde que somos criança”, ignorando que lei 12.015 determina que atos libidinosos também são estupro.

Mesmo vaiado, ele prosseguiu e insinuou que é estuprado quem não se dá ao respeito.

“Moro em uma casa com seis mulheres, minha mãe, minha esposa, minha sogra, minhas três filhas. E sempre ensinei às minhas mulheres que deem respeito para que sejam respeitadas.”

Para ele, já existem leis no País para punir os estupradores e elas são bem aplicadas.

“O senhor não sabe o que é estupro. Foi um estupro no meu ouvido”, afirmou Vana Lopes, representante do grupo Vítimas Unidas e uma das vítimas do médico Roger Abdelmassih.

Para a deputada Érika Kokay (PT-DF), a fala de Feliciano de que não há uma cultura de estupro é “extremamente preocupante”.

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Comentários

  1. Pedro Accioli Postado em 10/Jun/2016 às 16:46

    Ele deveria procurar fazer amor de costas com o Boçalnaro do que ficar falando asneiras!!!

  2. Eduardo Ribeiro Postado em 10/Jun/2016 às 20:41

    Merecia no mínimo uma cusparada na cara.

  3. André Nelson Postado em 11/Jun/2016 às 09:35

    Tem cultura do estupro sim, e não é só no Brasil. A gente aprende desde cedo que quando alguém nos importuna em maior ou menor grau, a gente deve dizer: "vá se foder". Poderíamos começar a falar: vá ser estuprado. OU então: vá ter uma relação sexual passiva. Seria politicamente correto. rs

  4. Vitor Luiz Postado em 11/Jun/2016 às 14:01

    Ora, se isso é resultado de 20 anos de uma educação, então há uma cultura de estupro. Se a TV passa o dia todo com funk, putaria logo há uma cultura de estupro. Agora se o estupro for ação apenas de doente mental e bandido, sem cultura de estupro, então não há relação com a TV e a educação. Se existe uma geração delinquente e erotização precoce, como afirmado pelo deputado, também entendo isto como parte de uma cultura de estupro. Afinal de contas, vcs entendem o que é uma cultura de estupro?

  5. Sergio Carneiro Postado em 12/Jun/2016 às 08:17

    Um homem sai as ruas levando consigo: relógio, celular a mostra, pulseiras, anda por ruas desertas, escuras e tarde da noite; quando finalmente é assalto. Cadê a campanha "Não mereço ser assaltado"?

    • Vitor Luiz Postado em 12/Jun/2016 às 17:20

      Pessoal se esforça para negar os fatos. Até parece que só mulher que anda em locais perigosos são violentadas.