Redação Pragmatismo
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Barbárie 30/Jun/2016 às 17:21
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Mulher denuncia mutilação genital nos EUA

Mutilação genital feminina é também praticada nos EUA. Em alguns casos, médicos realizam a aberração em clínicas particulares a pedido dos pais. Outras vezes, a violência é cometida na casa das famílias que pagam pelo serviço

mutilação genital feminina
(Imagem: Mariya Taher/NYTimes)

Mariya Taher, americana que sofreu mutilação genital na Índia quando tinha 7 anos de idade, denuncia que a prática também existe nos Estados Unidos.

“Minha irmã sofreu isso nos EUA”, disse ela à emissora ABC News. “Eu me lembro dela chorando e que não podia vê-la. Na época eu era uma criança inocente e achava que isso acontecia com todas as mulheres e agora era a vez da minha irmã”, completou.

Temendo represálias, Mariya já tinha dado uma entrevista à mesma emissora em 2015, mas escondendo o rosto e utilizando um nome falso. No último dia 22/6, ela revelou sua identidade com o objetivo de incentivar outras americanas que sofreram a mesma violência a fazer o mesmo.

Hoje ela vive em Cambridge, Massachusetts, e faz parte de um grupo de estudos e ativismo que denuncia a prática da mutilação genital feminina.

Mariya afirmou que sua “operação” aconteceu em Mumbai, na Índia, quando foi levada para fazer as “férias do corte” (vacation cutting).

Muitas americanas filhas de imigrantes são enviadas para o exterior para sofrerem a mutilação, mas o governo americano reconhece que a aberração também é ilegalmente praticada nos EUA. Em alguns casos, médicos realizam o procedimento em clínicas particulares a pedido dos pais. Outras vezes, a violência é praticada na casa das famílias que pagam pelo serviço.

Neste ano, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, órgão subordinado à Secretaria de Saúde dos EUA, estimou que o número de mulheres e meninas que podem ter sofrido o procedimento no passado, ou podem estar em risco de sofrer o processo no futuro, mais do que triplicou entre 2000 e 2013. A agência estimou que mais de 500.000 meninas e mulheres americanas já sofreram ou ainda podem sofrer mutilação genital.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as mutilações genitais femininas afetam entre 100 e 140 milhões de meninas e mulheres no mundo e esta prática se estendeu nos últimos anos aos países ocidentais por causa do aumento dos fluxos migratórios. O procedimento é praticado por razões culturais ou religiosas.

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 01/Jul/2016 às 15:48

    Demonizem a prática, não um povo. No oriente existem práticas singulares, algumas devemos respeitar como cães em alimentação ou insetos, outras práticas não podem ser levadas a sério como a mutilação genital e outras tão mais graves ainda que devem ser combatidas como casamento com crianças, pena de morte para algo corriqueiro como o homossexualismo e a independência feminina. O fato é que o Oriente Médio e a África Subsaariana são as regiões mais atrasadas do Globo. Só se salvam ali na África o Egito e a AS e olhe lá, e na Ásia Israel, Japão, Coréia do Sul, China (Hong Kong e Macau), Cingapura e só. O resto é de uma ignorância tremenda. Os árabes reféns da Sharia e do terrorismo, além de líderes ditatoriais (Síria e Arábia Saudita). Tá na hora de acontecer uma revolução nesses países, de dentro mesmo. Porém, com todas essas mazelas, os imigrantes não podem ser escrachados. Xenofobia não, eliminar radicais sim.

  2. Roberto Pedroso Postado em 03/Jul/2016 às 11:57

    Estranho....vejo sim radicalismo e extremismo nessas generalizações quando por exemplo citam que os "árabes são reféns da Sharia"e ao afirmar que na Asia só Israel Japão Coreia do Sul e na China só Hong Kong e Macau se salvam....isso é ao meu ver trata-se de uma generalização simplista é claro que praticas culturais que desrespeitam a dignidade e os direitos humanos devem ser coibidos mas quem serão os iluminados que de forma irrefutável e soberana dirá o que é correto certo e justo?Praticas seculares que ferem a dignidade humana devem ser discutidas e censuradas mas acreditar que o modelo de conduta e sociedade ocidental devem ser impostos a outras culturas e que para tanto deve-se inclusive contar com a "eliminação de radicais" por exemplo é algo perigoso,aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro.....certo que o debate e a discussão destas praticas deveras cruéis devem ser realizadas, campanhas de informação e esclarecimento devem ser feitas por entidades internacionais de defesa dos direitos humanos na tentativa de abolir tais praticas através da informação de campanhas informativas e do esclarecimento.