Redação Pragmatismo
Compartilhar
Michel Temer 16/Jun/2016 às 17:08
3
Comentários

Henrique Eduardo Alves é o 3º ministro a cair no governo Michel Temer

Citado em delação, ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves é o terceiro a cair em pouco mais de um mês de no governo Michel Temer. De acordo com o delator Sérgio Machado, Alves teria recebido R$ 1,55 milhão em propina. O agora ex-ministro é ainda alvo de dois inquéritos na Lava Jato

Henrique Eduardo Alves Temer ministro
(Imagem: Henrique Eduardo Alves e Michel Temer)

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pediu demissão do cargo de ministro do Turismo nesta quinta-feira (16).

A informação foi confirmada pela SIP (Secretaria de Imprensa da Presidência da República). A SIP não informou ainda os motivos que levaram ao pedido de demissão de Henrique Alves.

Henrique Eduardo Alves é o terceiro ministro nomeado pelo presidente interino, Michel Temer (PMDB), a deixar o governo.

Na última quarta-feira (15), Alves viu seu nome envolvido na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Segundo Machado, Alves teria recebido R$ 1,55 milhão em doações eleitorais oriundo de propina do esquema investigado pela Operação Lava Jato.

Alves é alvo de dois pedidos de abertura de inquérito feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF, que ainda não se pronunciou. Em um deles, a PGR pede que ele seja investigado por suspeitas de envolvimento no chamado “quadrilhão” investigado pela operação. Em outro, o foco é a relação de Henrique Alves com o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.

O ex-ministro é suspeito de fazer parte do grupo de políticos do PMDB que deu suporte para que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa continuasse no cargo em troca de propinas destinadas ao PMDB. O ministro também é suspeito de ter recebido propina da Petrobras para a sua campanha ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014.

Quedas

O primeiro ministro nomeado por Temer a deixar o governo foi o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que ocupava o Ministério do Planejamento. O segundo foi o ex-ministro da Transparência, Fiscalização e Controle Fabiano Silveira.

Os dois foram flagrados em conversas gravadas por Sérgio Machado e que integram sua delação premiada. Nos diálogos gravados pelo delator, Jucá diz que era preciso tirar Dilma Rousseff do poder para “estancar a sangria” causada pela Lava Jato e barrar a operação (relembre aqui).

Em outra conversa gravada, Fabiano Silveira aparecia dando conselhos ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) sobre como se defender das investigações feitas pela Lava Jato.

AE/EBC/Folhapress

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários

  1. Deisi Postado em 16/Jun/2016 às 20:18

    O Temeroso já pode pedir música no fantástico. KKKKKKKKKKKKKKKKKK

  2. Asdrubal Mascaranha Postado em 16/Jun/2016 às 20:42

    Se continuar deste jeito, todos terão que v despachar deitados. Evitaria uma iminente queda

  3. DANIEL Postado em 21/Jun/2016 às 16:19

    o que será, de diabólico que está por trás dessas delações. a impressão que passa é que a quadrilha esta se livrando dos fichas sujas, será que existe outro grupo mais poderoso do que esse fichas sujas?