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Impeachment 12/May/2016 às 14:08
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Conheça Michel Temer, o vice “decorativo” que virou presidente da República

De vice “decorativo” a presidente do Brasil, Michel Temer assume por até 180 dias. Peemedebista já havia preparado discurso de posse em abril. Conheça sua trajetória

Michel Temer presidente Brasil
De vice “decorativo” a presidente, Temer assume por até 180 dias

Trinta e cinco anos após se filiar ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Michel Temer chega hoje (12) ao maior posto da República brasileira.

Provisoriamente, por até 180 dias, Temer responderá pelo cargo de presidente do Brasil, após a abertura do processo de afastamento de Dilma Rousseff ter sido aprovado no Senado. Michel Miguel Elias Temer Lulia nasceu em Tietê (SP) no dia 23 de setembro de 1940 e é o caçula de oito irmãos.

Vice-presidente de Dilma desde o primeiro mandato, Temer foi responsável pela articulação política do governo, com a saída de Pepe Vargas da Secretaria de Relações Institucionais, no início de abril de 2015. Apesar de fazer parte do governo, nos últimos meses, viveu uma relação conturbada com Dilma. Em agosto, anunciou a saída da coordenação política.

Em dezembro, Temer escreveu uma carta em que se dizia “vice decorativo” e que não era ouvido pela então presidenta. À época, Dilma disse não ver motivos para desconfiar “um milímetro” de Michel Temer. Ela destacou ainda que não só confiava como sempre confiou nele e que o vice-presidente sempre teve um comportamento “bastante correto”.

Em março deste ano, o PMDB decidiu deixar a base do governo para apoiar o processo de impeachment que tramitava na Câmara dos Deputados.

Já em abril, na mesma semana da votação no plenário da Câmara da admissibilidade do processo de impeachment de Dilma, Temer enviou uma mensagem de voz a parlamentares do PMDB em que falava como se estivesse prestes a assumir o governo após o afastamento de Dilma. O áudio, de cerca de 14 minutos, dá a impressão de ser um comunicado dele ao “povo brasileiro” sobre como pretende conduzir o país, de forma transitória ou não. Depois das primeiras repercussões da mensagem nas redes sociais, a assessoria de Temer informou que o áudio foi enviado por engano a um grupo de deputados do partido.

No dia seguinte, Dilma disse que havia um golpe em curso contra o seu governo e, sem citar nomes, fala em “chefe e vice-chefe do golpe”, referindo-se a Michel Temer e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), até então presidente da Câmara dos Deputados.

Trajetória política

Foi como oficial de gabinete de Ataliba Nogueira, secretário de Educação do governo de São Paulo, em 1964, que Michel Temer iniciou a carreira política. Sua filiação partidária ocorreu décadas depois, em 1981, ao assinar a ficha do PMDB, partido do qual nunca se afastou. Em 1983, foi nomeado procurador-geral do Estado de São Paulo no governo do correligionário Franco Montoro. No ano seguinte, assumiu a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, cargo que também ocupou no início dos anos 90.

Sua atuação como secretário de Segurança foi marcada por ações inovadoras. Temer criou os conselhos comunitários de Segurança (Conensegs) e, após receber uma comissão que denunciava o espancamento de mulheres e o descaso de autoridades com os crimes, instituiu a . Também criou a Delegacia de Proteção aos Direitos Autorais, instrumento de combate à pirataria, e a Delegacia de Apuração de Crimes Raciais.

Em 1986, foi candidato a deputado federal pelo PMDB de São Paulo, mas, com os 43.747 votos obtidos, ficou com a vaga de suplente. Em 16 de março de 1987, assumiu o primeiro mandato na Câmara, com a licença do deputado Tidei de Lima e se tornou constituinte. Na segunda eleição, em 1990, Michel Temer também ficou com a suplência, registrando 32. 024 votos.

Em 1992, no governo de Luiz Antônio Fleury em São Paulo, voltou à Secretaria de Segurança seis dias após o Massacre do Carandiru. Naquela ocasião, uma intervenção da Polícia Militar no Pavilhão 9 da Casa de Detenção, para conter uma rebelião, provocou a morte de 111 detentos.

Influência política

Temer exerceu seis mandatos como deputado federal. No pleito de 2006, com 99.046 votos, foi eleito com o menor número de votos entre os três parlamentares do PMDB que conquistaram vaga na Câmara. Antonio Bulhões obteve 109.978 votos e Francisco Rossi de Almeida, 106.272.

Em 2009, foi apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como parlamentar mais influente do Congresso Nacional. “Michel Temer é um político experiente, de boa formação, habilidoso na articulação com os agentes públicos de modo geral e com os demais poderes quando exerce a função de chefe de poder. É um parlamentar que conhece a real importância do diálogo, da negociação e isso pode ser um diferencial neste período à frente da Presidência da República”, disse Antônio Augusto, jornalista e analista político do Diap.

Temer foi eleito três vezes para a presidência da Câmara (1997, 1999 e 2009). Na condição de presidente da Casa, assumiu a Presidência da República interinamente por duas vezes: de 27 a 31 de janeiro de 1998 e em 15 de junho de 1999 (governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso)

No PMDB, foi presidente do Diretório Nacional de 2001 ao fim de 2010. No ano seguinte, licenciou-se do posto ao assumir a Vice-Presidência da República. Em 2013, ele voltou ao posto, eleito por unanimidade. Após a saída do PMDB do governo em março, em meio às discussões do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Temer licenciou-se da presidência da legenda e deu lugar ao senador Romero Jucá (PMDB-RO).

Formação

Formado em direito pela Universidade de São Paulo (1963), Temer é doutor em direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. O presidente em exercício também atuou como professor de direito em 1968. Sua carreira acadêmica estendeu-se até 1984.

Temer é autor dos livros Constituição e Política, Territórios Federais nas Constituições Brasileiras e Seus Direitos na Constituinte e Elementos do Direito Constitucional, esse último na 24ª edição, com mais de 200 mil exemplares vendidos.

Intimidade

A intimidade do presidente empossado nesta quinta-feira sempre foi preservada. Apesar do reconhecido traquejo político, Michel Temer manteve-se discretamente nos bastidores do poder.

Com a publicação de seu livro de poemas Anônima Intimidade, em 2013, deixou de lado o perfil reservado de político e expôs traços de sua natureza íntima. Na ocasião, contou que a obra foi escrita durante viagens entre a residência pessoal e reduto eleitoral, em São Paulo, e a capital federal. Temer afirmou que os versos eram “imortalizados em guardanapos”.

Temer é casado há 13 anos com Marcela Temer, com quem tem o filho Michel. Também foi casado com Neusa Popinigis (sem filhos) e com Maria de Toledo, com quem teve três filhas: Clarissa, Luciana e Maristela.

Também filiada ao PMDB, Luciana Temer é secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, na gestão do prefeito Fernando Haddad (PT).

Agência Brasil

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Comentários

  1. Júlio Postado em 12/May/2016 às 15:59

    É o terceiro presidente que o PMDB emplaca sem voto. Tem direito a pedir música em emissora golpista.

    • Wylie Postado em 13/May/2016 às 19:53

      É a terceira noticia que você posta a mesma coisa... Já pode pedir musica na emissora golpista.

  2. Jonas Schlesinger Postado em 12/May/2016 às 16:04

    Já fez coisa boa. Diminuiu o número de ministérios. Só isso já fez mais do que a Dilma. Agora, o povo tem que olhar esses ministros aí. Sarney filho, putz. Henrique Meirelles foi uma boa....

  3. Thiago Teixeira Postado em 12/May/2016 às 22:40

    A mídia vai parar de falar em crise, e já parou na data de hoje. Estou a anos batendo nesta tecla. O dia em que a direita voltar ao poder, os noticiários voltarão a ser aquela babação de ovo como na Era FHC (5% de politica superficial, 25% de notícia alto astral, 30% de enchendo linguiça e 40% de futebol). De 2003 até hoje eram 98% de noticias ruins e 2% dedicados a previsão do tempo.

    • Sérgio Carneiro Postado em 13/May/2016 às 05:20

      Crise? Que crise?

    • Deisi Postado em 13/May/2016 às 07:28

      A mídia vai ocultar a crise, mas o povo sentirá na pele.

    • galvão Postado em 13/May/2016 às 09:07

      A propósito, Gilmar Mendes já mandou arquivar processo contra Aécio, e a mídia já não fala quase mais nada da lava jato. Investigação esta que também já esta sendo arquivada. Parabéns aos coxinhas, só que eles vão sentir saudades do PT.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 13/May/2016 às 15:44

      Até ontem, a palavra "crise" foi a mais falada da língua portuguesa na última década. Hoje é o dia em que ela começa a sumir do vocabulário. Além de não interessar mais falar em crise, o próprio Temer mandou que parassem de falar em crise. Ele disse que o negócio é trabalhar, como se ninguém neste país estivesse trabalhando. """"Não fale em crise. Trabalhe."""". Parece frase de auto-ajuda. Pensei cá com os meus: trabalhe com menos direitos trabalhistas e com a CLT estuprada, evidentemente. Temer, meu Presidente Zero Votos: """Não dê golpe. Vença uma eleição.""". Ah, não dá, desculpa. Você está inelegível.

    • João Paulo Postado em 14/May/2016 às 00:39

      Antes, o problema era a porra do "pleno emprego" (5% de desempregados). Não é bom para a economia, porque os empregados ficam folgados, descomprometidos. Mal chegou aos 10%, aí o problema é o "desemprego em massa". Só me vem à mente a música da novela global: Vida de gado, povo marcado, povo (in) feliz.

  4. sandro Postado em 13/May/2016 às 09:03

    Através desse poema,quero deixar Claro,temer é voto Zero,em carta com muito Choro,cansei de ser Decorativo,com a ajuda de um certo Moro,e matérias da rede Groubo,eu sei que o golpe é Certo.

  5. Deisi Postado em 13/May/2016 às 11:08

    O golpista não poderia ter escolhido dia melhor para posse, sexta feira 13.

  6. Rafaeli Postado em 13/May/2016 às 16:40

    Reduzir ministério é uma coisa muita irrisória, apenas uma fachada para opinião publica

  7. Guilherme Postado em 19/May/2016 às 19:44

    Você é o namorado do Naro Solbo?