Redação Pragmatismo
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Política 28/Apr/2016 às 10:36
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Pelo voto popular, Michel Temer jamais chegaria ao poder

Se fosse tentar chegar à Presidência da República através do voto popular, Michel Temer jamais seria bem sucedido. Seu programa prevê cortes no salário mínimo e nos gastos com saúde. Medidas agradam o mercado, mas representam perdas para os trabalhadores. Nas pesquisas eleitorais, Temer tem entre 1 e 2% das intenções de voto

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Michel Temer, vice presidente do Brasil (reprodução)

O projeto econômico e social que o vice-presidente Michel Temer pretende implantar no país, caso assuma o o governo, jamais seria vitorioso numa disputa eleitoral. Isso porque retira direitos alcançados pelos trabalhadores nos últimos anos e reduz investimentos em áreas essenciais como Saúde e Educação.

Reportagem publicada na revista Exame desta terça-feira (26) revela que para escapar de uma alta inevitável de impostos neste primeiro momento, o grupo que apoia o vice-presidente Michel Temer vai insistir na proposta de desvincular benefícios – incluindo os da Previdência – dos reajustes concedidos ao salário mínimo.

Outra proposta é acabar também com as vinculações constitucionais, como gastos obrigatórios com saúde e educação.

A avaliação é de que esse caminho é mais viável do que a elevação de tributos num momento de recessão da economia. Segundo os assessores de Temer, agora é hora de cortar despesas, em vez de aumentar as receitas.

A adoção dessas medidas agrada ao mercado, mas não representa ganhos para os mais pobres.

O vice-presidente sabe que tais medidas não são populares, e que tendem a minguar ainda mais o número daqueles que são favoráveis a um eventual governo seu. Segundo o Ibope, o índice dos que apoiam Temer é de parcos 8%, enquanto nas pesquisas de intenção de voto, ele possui apenas 1%.

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Não é a toa que Temer afirmou nesta terça que a possibilidade de antecipação de eleições seria um golpe (leia aqui).

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Comentários

  1. Rodrigo Postado em 28/Apr/2016 às 14:33

    (Outro Rodrigo) Mas ele teve voto. Aliás, a chapa Dilma-Temer teve 54 milhões de votos. E, se o PMDB é tão nefasto, bem como Temer, por que foi escolhido para a composição da chapa? Depois de 13 anos é fácil dizer "Oh, eu não sabia de nada. Fui enganado(a)!".

  2. Jonas Schlesinger Postado em 28/Apr/2016 às 16:09

    Michel Temer, o candidato do terceiro turno. Mesmo assim, não creio que ele seja golpista ou conspirador. Gente, pensem bem, ele é o vice-presidente da república - não honrou seu cargo, pois virou um candidato - e precisa se preocupar com o governo interino. Por favor, o Michel Temer teria que esperar a suspensão da Dilma para poder criar sua equipe de governo? Onde vemos isso? O vice tem o dever de montar a sua equipe de governo. A equipe é tendenciosa? É. Trevosa? Com certeza. Mas ele precisa de alguém para trabalhar com ele. Sobre o discurso de GOLPE, acredito eu que esse discurso replay não pode ficar manchando o Senado Federal. A votação na Câmara foi um circo? Foi. Porém ninguém pode desconsiderar 367 votos, ou seja, no mínimo precisa-se da admissibilidade para poder dissecar acerca desses 2 supostos crimes de responsabilidade. E se o Cunha ou seja lá quem for é golpista, não vejo a necessidade de ataques na Casa do Senado, por Deus! Fora, na militância e etc até vai, mas esse discurso de golpe, sobre o impeachment aprovado pelo STF, não tem consistência. Isso que eu falo é até para o bem da Dilma Rousseff, isto é, assisto à TV Senado e a cada dia que ficam lá o Lindbergh (mau educado que só ele), a Gleisi Hoffman (que admiro), a Fátima Bezerra e a Vanessa Grazziotin dizendo o que posso colocar como jargão: É GOLPE, mas os senadores indecisos já estão votando no sim. Tem gente lá que já decidiu o voto, e essa falácia de que não se pode falar das pedaladas de 2014 pra mim não tem consistência porque um governo que pedalou 1 ano e 4 meses, virou o ano e ainda continuou a pedalar... É inacreditável! Eu venho expor que estou indeciso de tomar lado no momento, hoje ouvirei a Janaína Paschoal, amanhã o Cardozo, pois esse é um assunto sério, jurídico e político, não de militância. A militância fica da porta da rua pra fora, ali dentro o assunto deve ser levado a sério. O que vemos hoje é o resultado, além da paralisação do governo por parte da oposição, o resultado negativo de pedaladas astronômicas entre 2011 e 2015 que a meu ver são incrivelmente suspeitas quanto ao assunto eleições 2014. O que me dá a entender que os 54 milhões que a presidente Dilma Rousseff fala não foram frutos da conquista dela, mas da pedalada, proporcionada pelo PMDB, para maquiar a verdadeira situação econômica do governo. Não leio revista de tabloides nem nada do tipo, a única informação que tenho de mais ponderado é pela internet em específico assistindo às sessões deliberativas das casas. É o que me parece, gente. Sinto muito. A pedalada de 2014 foi quem ganhou as eleições, ESTOU SUSPEITANDO DISSO! Quem votou, votou por Dilma da propaganda, não essa agora que fez políticas impopulares que eu jurava que ela era do DEM e não do PT. Então acredito que o impeachment e os 2 crimes de responsabilidade, O JURÍDICO, vai ser bem debatido e as consequências do jurídico que são aí as pragas que o nosso Brasil enfrenta na atual gestão. Boa tarde.

  3. Denisbaldo Postado em 28/Apr/2016 às 17:17

    Isso é o de menos, o mais legal ainda está por vir. As terceirizações e a idade mínima para aposentadoria (capa de "O Globo" de hoje) será uma bomba nos cinquentões coxinhas/coxetes do país que já estão desempregados e estavam certos contando com a aposentadoria próxima e merecida, depois de décadas de contribuição. Aí eu quero ver o desespero geral, infelizmente aqueles que não compactuaram com esse golpe também serão afetados. Vamos ver quanto tempo essa farsa vai durar.

  4. Line Postado em 30/Apr/2016 às 09:05

    A oposição era a que menos deveria querer o temer como presidente, se não votaram na dilma, votariam muito menos no temer. Ele é o presidente que ninguém quer, nem a própria filha quer.