Redação Pragmatismo
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Impeachment 12/Apr/2016 às 09:00
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O muro que vai dividir os manifestantes em Brasília, domingo, dia 17

Símbolo de um país dividido? Muro da vergonha? Uma barreira de aço está sendo erguida para dividir a Esplanada dos Ministérios e separar os manifestantes durante a votação do impeachment de Dilma, que deve ocorrer no próximo domingo, 17 de abril

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Em Brasília, muro vai dividir manifestantes durante votação do impeachment, no próximo domingo (Folhapress)

A barreira de aço que divide a Esplanada dos Ministérios para os protestos desta semana custou R$ 7.850 ao governo do Distrito Federal e, a princípio, deve ficar erguida até a próxima segunda (18), caso a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff seja definida de fato no domingo (17).

As chapas de aço, instaladas por presidiários do sistema semiaberto do DF, que possuem autorização para trabalhar fora da carceragem, geraram polêmica em Brasília. A barreira já vem sendo chamada por deputados de “muro da vergonha”.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal alega que a medida é fundamental para garantir a integridade dos manifestantes. A pasta determinou que, do lado esquerdo do muro ficarão os manifestantes contrários ao impeachment, enquanto os favoráveis ao afastamento ficarão do lado direito.

A barreira tem uma extensão de um quilômetro e vai do Congresso Nacional em direção à Rodoviária da cidade. O DF prevê a presença de 3.000 policiais militares, 500 bombeiros e 50 agentes de trânsito. A previsão informada pelos manifestantes ao governo é que cerca de 300 mil pessoas compareçam aos protestos convocados para domingo.

Os manifestantes contra o impeachment já estão chegando e se instalando no estacionamento do Teatro Nacional, mas, a pedido do governo do Distrito Federal, mudaram para um local um pouco mais distante. Os pró-impeachment estão acampados no Parque da Cidade, do outro lado do eixo que divide a cidade.

Manifestantes acampados em Brasília iniciaram nesta segunda (11) a onda de protestos contra o impeachment. Todos os dias, com exceção de terça (12), os manifestantes farão uma caminhada em direção ao Congresso.

Além do impeachment, as pautas dos grupos a favor da democracia já presentes na Esplanada são diversas. Vão da reforma agrária ao fim da reforma previdenciária.

A causa comum é o pedido pela saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e o repúdio a um eventual governo Michel Temer, o vice que assume em caso de impedimento da petista.

com EBC e Folhapress

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Comentários

  1. Guilhermo Postado em 12/Apr/2016 às 10:27

    Esse muro das lamentações se faz necessário para evitar que que haja sangue jorrando dos coxinhas e mortadelas.

    • Pedro Accioli Postado em 12/Apr/2016 às 11:12

      Eu acho que isso será também inevitável!

  2. Denisbaldo Postado em 12/Apr/2016 às 10:49

    Realizar esta votação em um domingo amealhando opositores lado a lado em uma situação pra lá de tumultuada é de uma irresponsabilidade digna de um psicopata. Depois disso só falta colocar fogo, literalmente, no Congresso Nacional. Cunha, o nosso Nero!

  3. Pedro Accioli Postado em 12/Apr/2016 às 10:55

    Hum, caso o impeachment for aprovado, ambos irão se voltar contra o Temer e o Cunha? Muito interessante!!!

    • Jonas Schlesinger Postado em 12/Apr/2016 às 12:29

      Seu comentário foi muito oportuno. Se o impeachment não for aprovado, ambos irão se posicionar contra o Cunha e o Temer. No entanto, pressinto que se for aprovado, apenas um dos lados continuará fazendo oposição aos dois. Um dos lados possui interesses escusos, nada de democracia. Sabem de qual falo.

    • luciano Postado em 12/Apr/2016 às 12:49

      Uma boa questão Pedro Accioli pois com esses dois ai sim havera motivo mais que legitimo para impeachment

  4. ademar Postado em 12/Apr/2016 às 14:05

    Se as previsões se concretizarem, sobre o número de pessoas reunidas, 300 mil, vejo com muita preocupação, será que a Polícia Militar, Exército e outros agentes de segurança conseguirão controlar essa multidão para que não se enfrentem? Depois de anunciado o resultado da votação seja lá qual for f, os ânimos estarão exaltados, impossível prever a reação das pessoas, ainda mais aglomerados, pode haver tumulto por um motivo banal, imagine um artefato de fogos de artifício for confundido com um disparo de arma de fogo, é o suficiente para um "efeito manada" , pior ainda se houver um confronto real entre manifestantes, ainda que seja um pequeno grupo pode "esparrar-se". Vejo com grande preocupação este evento, espero que manifestantes, governo e seguranças tenham equilíbrio para conter qualquer ato que gere violência.

  5. sergio ribeiro Postado em 12/Apr/2016 às 15:20

    A cena me lembra o tal muro da vergonha. Esse país já é todo murado entre pobres e ricos e vai ficar ainda mais separado com os rumos que estamos tomando. Triste.