Redação Pragmatismo
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Homofobia 07/Apr/2016 às 12:20
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Mississipi aprova lei contra gays com base em "liberdade religiosa"

Mississippi aprova lei que permite discriminação de gays com base na "liberdade religiosa". Governador afirma que o dispositivo "protege benefícios religiosos e convicções morais". Políticos de outras localidades proíbem que funcionários públicos viajem ao estado sulista enquanto a lei anti-gay estiver em vigor

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O governador do estado do Mississipi, que fica no sul dos Estados Unidos, assinou nesta terça-feira uma lei que permite aos proprietários de estabelecimentos comerciais e aos funcionários públicos recusar atendimento a casais homossexuais com base em suas crenças religiosas, o que desencadeou críticas por parte da comunidade LGBT.

O governador republicano Phil Bryant explicou em comunicado que assinou a lei para “proteger as crenças religiosas e as convicções morais de indivíduos, organizações e associações privadas de ações discriminatórias por parte do governo estadual e suas dependências políticas”.

A chamada Lei de Proteção da Liberdade de Consciência da Discriminação Governamental foi duramente criticada pelas associações de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBT), e também por estabelecimentos comerciais locais e pelo Conselho Econômico do Mississipi.

O grupo de defesa dos direitos dos homossexuais Freedom for All Americans considerou a nova lei como “a pior peça de legislação anti-LGBT de todo país”.

A lei impede que o governo estadual puna qualquer igreja, organização ou empresa que se negue a oferecer seus serviços a pessoas se isso representar uma violação de suas crenças religiosas, como a de que o casamento é a união entre um homem e uma mulher e que os conceitos de “homem” e “mulher” são imutáveis.

Vários estados dos EUA aprovaram durante os últimos meses leis polêmicas invocando a liberdade religiosa após a histórica resolução da Suprema Corte no ano passado, que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.

Até a lei aprovada hoje no Mississipi, a mais polêmica era a da Carolina do Norte, aprovada no mês passado pelo governador republicano Pat McCrory e que limita as proteções antidiscriminatórias para os integrantes da comunidade LGBT.

A legislação da Carolina do Norte fez com que a multinacional de pagamentos pela internet PayPal anunciasse hoje que estava abandonando uma expansão de negócio planejada nesse estado, que geraria empregos para cerca de 400 pessoas, ao considerar que essa lei é contrária aos valores e à cultura da companhia.

Outras empresas como American Airlines, Apple, Bank of America, Facebook, Google, IBM, Microsoft, Twitter e Yahoo! também se posicionaram contra a legislação da Carolina do Norte.

Por outro lado, o prefeito de Seattle, Ed Murray, e o governador do estado de Washington, Jay Inslee, ambos democratas, decretaram hoje a proibição a todos os funcionários públicos de realizar viagens oficiais ao Mississipi se estas não foram consideradas “essenciais” enquanto a lei anti-gay estiver em vigor no estado sulista.

EFE

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Comentários

  1. Line Postado em 07/Apr/2016 às 14:13

    Que retrocesso :( Este estado sempre foi bem famoso por casos de racismo tbm. Q

    • Alair Postado em 22/Jun/2016 às 19:17

      Em protesto, que ninguém viaje para este Estado.Caindo a renda o governador perde a religião dele tranquilamente.

  2. Eduardo Ribeiro Postado em 07/Apr/2016 às 14:29

    Tem uns animais raivosos espumantes por aí que sentem orgasmos só de imaginar uma lei dessa sendo aprovada aqui.

  3. Jonas Schlesinger Postado em 07/Apr/2016 às 15:09

    O Governador é protestante? Alguém sabe me dizer isso?

  4. Alan Kevedo Postado em 07/Apr/2016 às 15:42

    Os religiosos foram cooptados de vez por aquele que denominam Satanás? Ou há uma maneira de se sinonimizar fraternidade e discrimanação, numa mesma doutrina que apocrifamente dizem "De Cristo"?

  5. gustavo0 Postado em 07/Apr/2016 às 17:03

    Um baita retrocesso, diga se de passagem!