Redação Pragmatismo
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Impeachment 17/Apr/2016 às 15:15
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Eduardo Cunha altera regra para votação do impeachment de última hora

De última hora, Eduardo Cunha altera regra de votação do impeachment que diz respeito às segundas chamadas. Trata-se de mais uma estratégia para garantir a aprovação do processo contra a presidente. Questionado por parlamentares, Cunha respondeu que a decisão cabe a ele e não vai voltar atrás

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alterou na última hora um dos critérios de votação com os quais o governo conta para conseguir a quantidade necessária de votos para derrubar o impeachment de Dilma Rousseff, a segunda chamada dos deputados.

Inicialmente, o peemedebista anunciou em reunião de líderes que faria a segunda chamada daqueles parlamentares que não aparecessem para votar quando convocados pela primeira vez apenas ao final quando esgotada a lista dos 513 deputados.

Neste domingo (17), dia da votação, Cunha decidiu que a segunda chamada será feita ao final da votação de cada Estado.

Ou seja, os parlamentares que porventura não responderem à primeira chamada, precisarão obrigatoriamente se posicionar, no mais tardar, após todos os integrantes do seu Estado votarem.

A medida veio como uma forma de prejudicar a estratégia das bancadas governistas, que contavam com uma decisão contra o impeachment de parlamentares que se ausentaram na primeira chamada por uma pressão dos resultados da votação.

Na última sexta-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) fez uma sessão extraordinária para analisar ações contra o processo e determinou uma série de regras, antes questionadas, da ordem de votação.

A sessão desta tarde teve início já com questionamentos de deputados da base sobre a mudança de última hora feita por Cunha. O peemedebista, contudo, respondeu que a decisão cabe a ele e não vai voltar atrás.

ORDEM

A ordem de votação do impeachment será por Estado. Votam primeiro os deputados de Roraima e, por último, os de Alagoas. Confira a sequência:

Roraima; Rio Grande do Sul; Santa Catarina; Amapá; Pará; Paraná; Mato Grosso do Sul; Amazonas; Rondônia; Goiás; Distrito Federal; Acre; Tocantins; Mato Grosso; São Paulo; Maranhão; Ceará; Rio de Janeiro; Espírito Santo; Piauí; Rio Grande do Norte; Minas Gerais; Paraíba; Pernambuco; Bahia; Sergipe; e Alagoas.

com Folhapress, EBC e Fórum

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Comentários

  1. Deisi Postado em 17/Apr/2016 às 17:39

    O Cunha é o bandido preferido do Roberto Jeferson, também dos coxinhas.

    • Pedro Postado em 17/Apr/2016 às 18:18

      Ele é o Robin Hood da elite brasileira. Rouba de todo mundo, de todos os cantos, e manda se f*der. Eh o espirito de quem mandava a presidenta "tomar no ..." nos belos estadios da copa de 2014.

  2. Jonas Schlesinger Postado em 17/Apr/2016 às 17:41

    Alguém me responde se isso é ilegal ou não? Ou o presidente da câmara pode fazer isso? Porque se não for ilegal então ele pode fazer isso, certo?

    • Pedro Postado em 17/Apr/2016 às 18:35

      Sim, podemos fazer o que "não é ilegal", por definição. A questão não é essa: ele é inconsistente nas determinações das regras da casa. Eh difícil justificar mudanças tao repentinas nas regras de votação, independente da legalidade das manobras. Finalmente, legalidade não é o único parâmetro para "medir" moralidade e ética: Eduardo Cunha, 10 vezes citado na Lava Jato, réu em processo no STF não é a melhor pessoa para mudar regras, criar confusões no parlamento da nação. As leis, assim como a ciência, têm seus limites: sozinhas não garantem o melhor para uma sociedade, são precisos também caráter e boa vontade. Jonas, não me diga agora que você enxerga em Eduardo Cunha uma figura defensável.....

      • Jonas Schlesinger Postado em 17/Apr/2016 às 20:21

        Pedro, eu n~ao acho o Cunha uma pessoa honesta porque justamente ele é réu. Só quis saber se, mesmo ele sendo réu, poderia fazer essas coisas. E se fosse um presidente ficha limpa. Foi só uma dúvida mesmo.

    • Daniel Postado em 17/Apr/2016 às 19:00

      eu também queria saber se essa manobra tá na cartilha :(

  3. marco Postado em 17/Apr/2016 às 18:29

    Ilegal ou legal, não vem ao caso. Cunha tudo pode.

  4. Jorge Viana Postado em 17/Apr/2016 às 19:46

    Caberá ao Nordeste a honra, ou desonra, de dar a última palavra.

  5. EDUARDO DO PT Postado em 18/Apr/2016 às 15:44

    Rodrigo. Seu comentário é ridículo. Estude mais para poder discutir. Fico com as opiniões do Pedro e do Marco. Este diz que Eduardo Cunha pode tudo; concordo! Aquele diz que ser legal não significa ser moral, ético e legítimo. O impeachment é prova disso. Ele é legal, porque está na lei, mas é imoral no contexto em que se instala. A figura maior que o comanda, Cunha, é um corrupto notório. Soma-se a isso a classe média. Insatisfeita sempre, e se colocando no lado mais fácil sempre, o do golpe. Não gostam de raciocinar. De pensar. De ler. De debater. Sempre escolhem heróis: Barbosa, Moro, Cunha, Mendes. Assim fica mais fácil pra eles. Deixe que nossos "heróis" resolvam tudo por nós. Até nisso são mesquinhos. Mas há uma gran contradição nela. Adotam Deus para legitimar todas as barbáries que fazem. Lembro-lhes que: esse próprio Deus fora vítima daqueles por qual ele lutava. E agora, o que fazer? Se Dilma cai nos dois primeiros anos de seu governo, as eleições serão diretas, se não me engano, em 90 dias. Se ela cair nos dois anos final de seu mandato, eleições indiretas em 30 dias. Me pergunto. O que fazer? Prefiro escolher meu candidato a deixar que o tirirca o faça por mim. mas isso incluiria escolher também os deputados e senadores. Em fim, esse golpe está sendo dado com maestria mesmo. Confesso! Mas as lutas sempre continuarão e nós estaremos vigilantes para corrigir os erros. Pelo menos no futuro - sabe-se lá quando- saberemos quem esteve do lado do Golpe de 16. Passei a odiar as palavras: Deus, família, patriota... todas elas foram usadas para legitimar um golpe de estado contra a primeira mulher eleita democraticamente Presidenta do Brasil - Dilma Vana Roussef.