Redação Pragmatismo
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Guerra injustificável 14/Apr/2016 às 16:21
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Caças da Rússia fazem voo rasante sobre destróier dos EUA

Autoridade norte-americana descreve sobrevoo dos caças russos sobre destróier dos EUA como 'uma das interações mais agressivas da história recente'. Em um determinado momento, os jatos Sukhoi SU-24 estiveram a apenas nove metros da embarcação, provocando ondas ao redor do navio. Assista ao vídeo

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Caças da Rússia dão voo rasante sobre destróier dos EUA, que enxergam incidente como ‘ato de intimidação’

Dois aviões de guerra da Rússia sem armas à vista realizaram manobras de ataque simulado a um destróier de mísseis teleguiados dos Estados Unidos no Mar Báltico, denunciou uma autoridade norte-americana, que as descreveu como uma das interações mais agressivas da história recente (assista ao vídeo abaixo).

Os militares dos EUA divulgaram nesta quarta-feira fotos e vídeo da aeronave russa Sukhoi SU-24 fazendo o que chamaram de aproximação muito baixa, “agressiva”, a um destróier de mísseis guiado pelos EUA e operando no Mar Báltico nesta semana.

“Temos profundas preocupações sobre as manobras aéreas russas inseguras e pouco profissionais”, disse o comando europeu das forças dos EUA em um comunicado.

Os voos repetidos dos caças Sukhoi SU-24 foram tão próximos que deixaram rastros na água, disse a autoridade, segundo o qual as aeronaves realizaram 11 aproximações.

Um helicóptero russo KA-27 Helix também passou sete vezes ao redor do USS Donald Cook, tirando fotos. O território russo mais próximo estava a cerca de 70 milhas náuticas, no enclave de Kaliningrado, que fica entre a Lituânia e a Polônia.

“Eles tentaram abordá-los (os caças russos) pelo rádio, mas eles não responderam”, contou a autoridade, falando sob condição de anonimato e acrescentando que o destróier dos EUA estava em águas internacionais.

O incidente ocorreu no momento em que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) planeja seu maior acréscimo de contingente no leste da Europa desde a Guerra Fria para se contrapor ao que a aliança, e em especial os países bálticos e a Polônia, veem como uma Rússia mais agressiva.

Os três Estados bálticos, que se uniram à Otan e à União Europeia em 2004, pediram à Otan uma presença permanente de destacamentos de tropas aliadas de tamanho equivalente ao de batalhões em cada território. Um batalhão típico da Otan consiste em 300 a 800 soldados.

Moscou nega qualquer intenção de atacá-los.

A Casa Branca está ciente dos aviões russos que voaram perigosamente perto do destróier e continua preocupada com esse comportamento, disse seu porta-voz nesta quarta-feira.

“A Casa Branca está ciente do incidente”, afirmou Josh Earnest aos repórteres em um informe diário à imprensa. “Este incidente… é inteiramente inconsistente com as normas profissionais de militares operando em proximidade uns dos outros em águas internacionais e no espaço aéreo internacional.”

Vídeo:

Agências Internacionais

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Comentários

  1. Alan Kevedo Postado em 14/Apr/2016 às 17:14

    Dizem que o piloto russo ficou nernvoso e comunicou à base : --- Eles estão fotografando-me, que faço? A base disse : "Sorria" E desligou.

  2. itamar Postado em 14/Apr/2016 às 17:51

    o que estaria fazendo um destroyer yankee lá no mar báltico??? quem tava provocando quem?....

  3. Ives Silva Postado em 15/Apr/2016 às 07:53

    Em outubro de 2015 os EUA fizeram manobras militares em águas brasileiras (procure no google) para desafiar o domínio da Zona Exclusiva Brasileira (leia-se pré-sal). Como você pode dizer que essa área é sua se você é incapaz de defendê-la? Perguntou os americanos. O mesmo fato ocorreu em águas chinesas. Agora os EUA acusam a Rússia de fazer uma manobra arriscada, na verdade o que aconteceu é que a Rússia mandou o seu recado. Aqui não.

  4. Ricardo Postado em 15/Apr/2016 às 17:09

    Pois é. E os americanos são tão cagões, tão cagões que NUNCA entram numa guerra com possibilidade de perder - leia-se: contra russos ou chineses. E os russos sabem disso. Agora certamente os russos exploram o incidente dentro de seu país, como que reafirmando sua força, e os americanos ficam explorando o incidente junto aos seus colonizados, para mostrar o quão agressivos e irresponsáveis são os russos... Tudo jogo de cena - mas que assusta, assusta.