Redação Pragmatismo
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Impeachment 19/Apr/2016 às 11:17
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A primeira entrevista de Dilma após a votação do impeachment na Câmara

Em vídeo, o discurso e a coletiva de Dilma sobre o impeachment. “Estou tendo meus direitos torturados”, diz presidente na primeira manifestação pública após a Câmara aprovar e encaminhar ao Senado autorização para abertura de processo de impeachment

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Dilma Rousseff em entrevista coletiva sobre resultado de votação de processo de impeachment (reprodução)

Na tarde desta segunda-feira, 18, a presidenta Dilma Rousseff reuniu a imprensa para conceder entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Em sua primeira manifestação após a sessão da Câmara dos Deputados que definiu a abertura do processo de impeachment, a petista declarou que se sente injustiçada pela decisão e que não viu discussão sobre crime de responsabilidade.

Injustiça sempre ocorre quando se esmaga o processo de defesa, mas também quando, de forma absurda, se acusa alguém por algo, primeiro, que não é crime, e segundo, acusa e ninguém se refere a qual é o problema”, disse, ao se declarar “indignada”. Em seu contato com os jornalistas, Dilma também criticou o vice-presidente Michel Temer, sem citar seu nome, e afirmou que a sociedade não gosta de traidores. “Em nenhuma democracia do mundo uma pessoa que fizesse isso seria respeitada, porque cada um de nós sabe a injustiça e a dor que se sente quando se vê a traição no ato”.

Após o pronunciamento, a presidente recebeu perguntas de jornalistas, tendo respondido alguns repórteres como Catarina Alencastro, do jornal O Globo, Leandro Magalhães, da TV Cultura, Leandro Prazeres, do Uol, e André Barrocal, da revista Carta Capital. Ela respondeu questões sobre o afastamento do ministro Mauro Lopes, da Aviação Civil, que votou de maneira favorável ao impeachment, possíveis mudanças na equipe e recompactuação com o Senado.

Transmitida no Facebook, a primeira aparição pública de Dilma após a votação que definiu a admissibilidade do processo de impeachment alcançou mais de 409 mil visualizações, com pico de 48 mil usuários assistindo ao vivo. Até o fechamento desta matéria, a publicação também tinha sido compartilhada mais de 12 mil vezes e recebeu mais de 82 mil comentários na rede social.

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Comentários

  1. C.Paoliello Postado em 19/Apr/2016 às 12:32

    O juiz diante do crime iminente. A omissão do STF: http://www.tijolaco.com.br/blog/como-nao-age-o-stf-diante-de-um-crime/comment-page-1/#comment-277699

  2. Onda Vermelha Postado em 19/Apr/2016 às 16:15

    Eu não sei vocês, mas já assumi uma posição. Ela não é definitiva, mas o que acredito nesse momento. Sou radicalmente contrário a proposta "opotunista" da Marina, sempre ela, de realizar novas eleições presidencias agora. Essa pauta não nos une, pelo contrário, só gera desagregação, e é pior coisa que poderia acontecer agora, e é o que nossos adversários mais desejam. Pela legalidade democrática! Se o Senado aprovar, por maioria simples, a Dilma será afastada por até 180 dias. E será provisoriamente retirada da Presidência mesmo sem ter cometido qualquer crime de responsabilidade. O governo Temer/Cunha que assumir já terá a pecha de ilegal e ilegítimo. Ao final do processo, se aprovado por 2/3, será definitivamente afastada, e inabilitida por 8 anos. A Dilma já disse que não vai renunciar em hipótese alguma. Que mantenha essa posição de forma irredutível! Já vi várias pessoas criticando o Senador Paulo Paim(PT-RS) e outros senadores, como o Randolfe(Rede) por propor novas eleições. Além de ser inconstitucional, ficaria a pergunta: seria uma eleição só para o cargo de Presidente ganho, legitimamente, nas urnas por Dilma? E para os demais governadores, deputados e senadores eleitos em 2014? E aí? A direita topa? Cunha toparia correr o risco de ficar sem mandato com a Lava-Jato no seu encalço? O PMDB teria candidato? Com Temer1%? E o PSDB tem alguém viável? Com Aécio/Alckmin/Serra? E tudo isso sem finaciamento de campanhas políticas por empresas privadas, proibida pelo STF? Duvide-o-dó! E sem Reforma Política? Não caio nessa, nem recomendo que NINGUÉM fale em nome dos eleitores da Dilma a respeito. Deixem que os golpistas tentam justificar o injustificável: a quebra da ordem democrática. Enquanto isso, devemos aumentar a organização de comitês anti-golpe país afora e atos nas ruas, greves, desobediência civil e boicote aos anunciante do PIG, principalmente, Rede Globo e Veja. Até porque a indignação do povo está crescendo rapidamente, basta ver a rejeição de 62% do #TemerTraira. Pacificador? Pois sim! Ele não terá paz em momento algum! Quem está do lado da "legalidade", não vai se bandear para o outro a essa altura. E se o Senado afastar a Dilma, devemos iniciar, imediatamente, uma campanha para que a comunidade internacional boicote os Jogos Olímpicos no Rio de janeiro até o restabelecimento legal de seu mandato. Já os atletas brasileiros estarão livres para fazer o mesmo segundo sua própria consciência. O golpe já foi denunciado ao mundo! Hoje mesmo a Dilma deu uma nova entrevista aos correspondentes estrangeiros no Palácio do Planalto denunciado o Golpe de Estado em curso. E, aparentemente, uma repórter me pareceu querer fazer essa vinculação, mas a Dilma não percebeu ou não quis assumir isso. Melhor assim, acho que essa iniciativa não deveria partir dela, mas da sociedade civil organizada. Muitos que somente ouviram faltar em golpe por livros de história, agora saberão ao vivo, e a cores do que se trata. Que ninguém se iluda! Essa resistência não será um passeio de domingo no parque! Quem disse que seria fácil? Quem pariu Mateus que o imbale! Quem assumiu o risco do golpe de Esatdo que assuma as consequências pelos seus resultados! #NaoVaiTerArrego #AlutaComeçou