Redação Pragmatismo
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Mercado 09/Mar/2016 às 09:00
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O exagero das festas infantis é uma ignorância peculiar do Brasil?

Chamar cem pessoas para um cenário emaranhado de figuras de isopor e balões porque o bebê está fazendo um aninho não é falta de bom senso e exagero? Na Alemanha, as decoradoras de festas infantis morreriam de fome

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Ivana Ebel, blog Fala, Alemôa!

Se tem uma coisa que eu nunca entendi no Brasil foi o exagero dos pais na hora de organizar uma festa de aniversário para as crianças. Isso é mesmo parte da nossa tradição cultural? O país tem uma verdadeira indústria em torno do parece um desfile carnavalesco temático encerrado em qualquer dos salões de festa de Norte a Sul. Não, não me entenda mal: não sou contra celebrar a vida, festejar mais um ano. Mas chamar cem pessoas para um cenário emaranhado de figuras de isopor e balões porque o bebê está fazendo um aninho é de um exagero.

Quando cheguei aqui na Alemanha notei essa diferença antes mesmo de ter amigos com filhos. Nas lojas e supermercados, o setor das festinhas é bem pequeno. Velinhas, um ou dois brinquedinhos e deu. Pratos, copos, chapéus temáticos são raridade. As decoradoras de festas infantis morreriam de fome por aqui e os adultos gulosos pelos docinhos podem tirar o cavalinho da chuva.

Primeiro que os salgadinhos, docinhos e afins não existem. Alemães geralmente detestam brigadeiro: acham doce demais. Em algumas comunidades brasileiras aparecem pessoas que oferecem os serviços pela internet para mães brasileiras que querem fazer as festas como na terra natal, para espanto e choque dos alemães. Ninguém por aqui entende o motivo de tanta pompa e circunstância – e eu compartilho esse sentimento: por aqui se celebra muito mais o primeiro dia de aula de uma criança do que o fato de ela fazer mais um ano.

Os primeiros anos dos bebês alemães que vi por aqui foram festejados pelo pai, pela mãe e, em alguns casos, pelos avós. Um bolo na mesa marcou a data, mas a vida não mudou seu curso por causa disso. E é assim até quando a criança está maiorzinha e passa a ter relações de amizade no jardim. Só então a festinha passa a ser mais importante. Aos 4 anos, ela pode convidar quatro amiguinhos. Aos 5, cinco. O convite para a festa é específico: tem a hora em que os pais devem deixar os filhos na casa do aniversariante e a hora em que devem busca-los.

Os pais dos convidados não ficam na festa. Geralmente a mesa é posta com bolo, salsichas (claro!) e salgados feitos em casa, não se bebe refrigerante e, depois de comer, as crianças participam de brincadeiras organizadas pela mãe anfitriã. Nessas brincadeiras existem pequenas prendas e no final todos ganham uma sacolinha de balas para levar para casa. Mas a festa não precisa ser necessariamente uma festa. Pode ser apenas um dia especial em que a criança comemora com os amigos em um programa que ela escolheu: ir ao cinema, ir a um parque fazer piquenique, um parque de diversões.

Na escolinha, nada de frescura. A mãe leva um bolo ou muffins e algo salgado. Podem ser palitos de cenoura ou rodelas de pepino, por exemplo. Nada de decoração. O aniversariante usa uma coroa e é o rei da turma naquele dia. Geralmente se senta em uma cadeira em forma de troninho e é isso. A vida por aqui é muito, muito menos complicada. E menos consumista também.

Os casamentos seguem a mesma linha. Muita gente se casa apenas no civil, festeja no quintal de casa, faz fotos com amigos queridos em um parque e ninguém acha que por isso exista menos amor. Na verdade, confesso que a simplicidade da cerimônia me faz crer na cumplicidade do casal, mas isso é outro debate. Nunca fui uma moçoila casadeira mesmo.

Mas depois de alguns anos aqui começo a achar que uma coisa é o resultado da outra. Quando os pais transformam cada aniversário do filho em um show pirotécnico, o que sobra para eles na hora de festejar o que realmente importa na vida?

Estamos constantemente preocupados em mostrar para o vizinho que a Pepa Pig da festa do nosso filho tem mais purpurina do que Elza do cenário do outro. No fundo, em vez de passarmos tempo de qualidade com quem amamos correndo por um parque ou cuidando do jardim, estamos mais preocupados em decidir o tema da próxima festa de isopor.

É na simplicidade de viver que os alemães e seu jeito austero nos fazem pensar no porquê de tanta complicação. Sem arcos de balões, eles dão de mil a zero na nossa pretensão de sermos calorosos, porque investimos mais nas aparências e convidamos dezenas de pessoas que nem gostamos tanto assim. Apostamos mais no cenário do que nas relações verdadeiras.

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Comentários

  1. Trajano Postado em 09/Mar/2016 às 09:43

    Tem brasileiro que mais parece cigano estadunidense de classe média... Nada contra os ciganos, acho que fui claro, rs. Pior do que festa infantil brasileira é festa de 15 anos que até hoje não dá pra entender que raio de tradição sem fundamento é essa. Alguém sabe explicar qual o sentido?

    • poliana Postado em 09/Mar/2016 às 12:39

      trajano, acho q a festa de 15 anos é como se fosse apresentar a filha, "que agora é uma mulher", pra sociedade! acho q tem a ver com isso, toda aquela pompa pra dizer q agora ela não é mais uma criança, e sim uma mulher. eu n tive festa de 15 anos, durante muitos anos ela havia saído de moda. agora de uns anos pra cá os bailes voltaram com tudo..eu n tenho certeza do real significado, creio q seja esse q te disse...mas outras pessoas podem te falar melhor sobre isso.

    • Thiago Teixeira Postado em 09/Mar/2016 às 13:59

      Ostentar, aparecer, se impor perante aos amigos e familiares o "poder" que a família deles tem, só isso.

      • Deolinda Postado em 16/May/2016 às 12:48

        Verdade pura.

    • Rafaela Postado em 19/May/2016 às 08:37

      As bodas de 15 anos serviam para apresentar a filha de um nobre, quando esta havia virado mulher (isto é, menstruado) e que agora estava disponível para casar. Era uma forma de mostrar a todos "o novo produto da praça". É uma tradição antiga que, realmente, hoje em dia não faz o menor sentido. Sempre achei ridículo festas de 15 anos. É algo como "olhem! menstruei e já posso gerar filhos!".

  2. Estacio Postado em 09/Mar/2016 às 10:59

    Não somos alemães. A cultura deles é boa para eles, a nossa é boa para nós. Somos festeiros sim! Qual o problema? A desculpa para fazer uma festa não importa e um ano de vida me parece um excelente motivo para festejar. Exageramos na decoração? Sim é nossa cultura e não devemos ter vergonha porque os impolutos alemães não gostam de festa muito menos copiá-los. O latido abafado não me impediu de notar o complexo de vira latas presente no artigo...

    • Kire Postado em 12/Mar/2016 às 18:43

      Sim, somos BREGAS !

    • Cláudia Postado em 12/Mar/2016 às 19:42

      Pensei o mesmo. Parabéns.

      • Kire Postado em 12/Mar/2016 às 21:24

        Obrigado! :-)

    • jeanne Postado em 17/May/2016 às 10:39

      Concordo!!!!

    • Rafaela Postado em 19/May/2016 às 08:38

      Ótimo comentário Estácio! Faço de suas palavras as minhas!

    • Katia Postado em 17/Jun/2016 às 13:13

      Também concordo. E ainda que sejamos bregas, e ainda que os filhos (dos outros) se chamem Rosicleide, Deividy, Genniffer, Ketelyn, Uésley, Maicon ... é um direito do brasileiro ser quem ele quer ser. E se tem dinheiro pra isso, por que não? Vamos parar de ficar julgando os outros. Se a vizinha quer ser mais do que a outra, deixa ser .. por uma questão interior e pessoal dela, infelizmente ela ainda pensa assim. Eu não curto esse tipo de ornamentação, mas acho muito bacana quando uma família se dispõe a homenagear os filhos dessa forma. Muitas vezes nem têm grana pra isso e ainda se endividam todos. Cada um sabe o que é importante pra sim e para o seus. Julgar esses valores é muita pretensão de quem se acha que seus valores são melhores e superiores ... eu só questiono .... a nível do que vc acha isso mesmo, hein? Vamos olhar pra dentro de nós e ver o quanto somos cafonas e exagerados conosco mesmo. O quanto somos egoístas e mesquinhos. Há muito mais a ser consertado dentro do que fora ...

    • Eduardo Postado em 22/Jun/2016 às 07:00

      Concordo

    • Claudio Moreira Postado em 23/Jun/2016 às 17:24

      Culturas completamente distintas, comparação ridicula

    • Giogor Postado em 23/Jun/2016 às 18:03

      Disse tudo! Eu acho ridículo festas que custam milhares de reais pra um bebê de um ano no meio de colegas e conhecidos dos pais, mas não porque "os alemães não fazem". Existe "cultura melhor"e "cultura pior"? Não, e ninguém leva isso a sério há pelo menos uns 50 anos. Coitada dessa moça, que dificuldade em se aceitar como brazuca..

    • Roper Postado em 30/Jun/2016 às 07:48

      Parabéns!

    • Jamil Postado em 18/Jul/2016 às 02:53

      Arrasou, concordo em tudo que disse. Esse não deveria ser um site onde se enaltece a cultura de um país em detrimento da nossa cultura.

    • Yara dos Reis Steinfatt Postado em 18/Jul/2016 às 10:20

      As festas de aniversário hoje em dia no Brasil NAO é nossa cultura. Todo esse exagero é novo. Tem somente algumas décadas. Já assisti algumas dessas festas de um ano de bebes brasileiros e notei que toda a familia no evento estava muito estressada. As criancas choravam todo o tempo pois nao conseguiam entender o tumulto. Enfim, tudo longe de ser um dia especial para comemorar mais um ano de vida de uma pessoa. Os alemaes gostam muito de festas, mas aqui tudo tem limite. Algumas vezes até lógica. Ora, porque convidar 200 pessoas que nunca participaram da vida de uma crianca ddurante todo um ano, pra festejar esse dia? Aqui na Alemanha as festinhas sao feitas para as criancas e nao para centenas de quase estranhos que nunca viram o aniversariante.

    • Marcos Postado em 25/Jul/2016 às 15:44

      Ninguem falou que ha um problema. O artigo apenas faz uma comparação entre o modelo brasileiro e o modelo alemão para celebrações familiares. Eu particulamente não gosto do modelo brasileiro, e não me sinto ofendido quando ele é descrito por um brasileiro ou por um gringo. Você é que ficou com complexo de viralatas ao ver a "cultura" brasileira exposta de uma forma que não a exalte.

    • Virginia Postado em 17/Aug/2016 às 16:37

      Concordo inteiramente com seu comentário!!

  3. Guilherme Postado em 09/Mar/2016 às 11:37

    Achei esse texto bem ruim. Trabalhei em buffet infantil e também desenvolvi essa mesma visão crítica. Mas se compara culturas de países diferentes como forma de estabelecer certo e errado. Penso que o tema poderia ter sido trabalhado sob vários pontos de vista interessantes que sustentem essa opinião sem que fosse necessário falar da Alemanha ou qualquer outro país.

    • Rafaela Postado em 19/May/2016 às 08:39

      Concordo

    • Luciana Postado em 22/Jun/2016 às 00:47

      Quis dizer que é uma questão de cultura e educação de qualidade! Por lá, é prioridade, já por aqui, o sistema quer privar o povo. Não digo que não deve ser aceita. Cada um com sua forma! Mas a beleza encontra-se nas formas mais simples! Os melhores perfumes, nos menores frascos! Gosto faz parte da cultura que recebemos

  4. Eduardo Ribeiro Postado em 09/Mar/2016 às 11:46

    Eu já fui em várias festas assim. É de uma CAFONICE ímpar. É moda - quase uma obrigação - em "certos estratos sociais". Em todas que eu fui eu tive a impressão de que aquilo tudo não era pra criança. Era para os pais. Um pequeno universo inserido fortemente na ditadura do consumo e da extravagância. É tudo meio constrangedor, artificial, fake, até a hora de cantar o "parabens pra você" conseguiram estragar. Curto e grosso: ostentação. Coisa pra impressionar parentes e amigos, pois isso aí sabidamente custa tremendamente caro. Com 1/10 daquilo todo mundo ia comer bem, a molecada já se divertiria, e já seria inesquecível pro guri aniversariante. Longe de mim fiscalizar como cada um gasta seu dinheiro. Pra quem pode, foda-se (muito embora tem quem se endivide com 12 chequinhos mensais). Mas não se analisa o que a nossa sociedade se tornou hoje sem atentar pra esse tipo de comemoração esnobe e CAFONA. Mais um claro sintoma da avassaladora degeneração moral capitalista.

    • Wylie Postado em 09/Mar/2016 às 15:07

      Sorte a sua que você tem familiares e amigos ricos para ir em varias festas como essa.

    • Wylie Postado em 09/Mar/2016 às 16:22

      Sorte a sua que você tem parentes e amigos ricos para frequentar diversas festas como essa.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 10/Mar/2016 às 11:35

      Não necessariamente amigos e familiares. Mas sim, essas festas em geral é coisa de gente que 1- tem grana e quer ostentar, ou 2- não tem tanta grana, mas deseja emular que tem, e deseja ostentar ainda mais que 1, ostentar é o oxigênio deles, ou 3- é humilde, trabalhadora, e que fica até a tampa de dívida pra dar uma festa. 1 e 2 são moralmente degenerados. A ponto de me repelir, a ponto de eu não pisar num desses salões caros (que você tem que vender um rim pra pagar) já tem mais de ano. Não é um bom ambiente pra crianças. Festa de criança boa é em casa, em sitiozinho, ambiente aberto, crianças brincando, aniversariante abrindo o presente ali na hora que ganha da mão do amiguinho, comidinha feita pela mãe, vó e tias, bolo caseiro, e puta que pariu, cantando uma porra de um parabéns digno do jeito que tem que ser.

      • Wylie Postado em 10/Mar/2016 às 15:23

        Agora que vi que comentou duas vezes ali em cima. Achei que o primeiro tinha sido descartado

      • Cleuza Postado em 20/Jun/2016 às 10:40

        Concordo Eduardo Ribeiro, é tudo isto mesmo, penso que a felicidade está na simplicidade e por incrível que pareça as pessoas na verdade buscam mesmo é a felicidade, mas infelizmente por caminhos que não levam a ela, mesmo que sejam ricos e que possam gastar sem fazer a mínima falta, verá no final que fará a pergunta inevitável: onde errei?? O amor vem de dentro e se traduz nas pequenas coisas como exemplo: os doces feitos com carinho pelas titias, o bolo meio desajeitado, mas feito com amor pela mamãe ou vovó até os pais e vovós podem entrar nesta fila, brincadeiras expontâneas nas festas, como lembro de uma das festinhas de meus filhos em que meu marido se vestiu de mágico e fez algumas mágicas para eles e que até hoje já adultos eles lembram com alegria e damos muita risada de tudo. Enfim, vejo nestas festas uma forma de vida onde os profissionais do ramo vivem disto e precisam disto, aí há a contradição, para uns é vital, mas para outros não é, e sim é um exagero desnecessário.

      • Jaqueline Postado em 20/Jun/2016 às 18:40

        Fiquei curiosa. Como tá sendo esse "Parabéns pra você"?

  5. Guilhermo Postado em 09/Mar/2016 às 13:13

    Concordo com o autor do texto. Acho até esquisito o fato de dar os parabéns a alguém apenas por que essa pessoa completou mais um ano de vida. Se a pessoa já chegou aos 100, daí é até aceitável os "parabéns" devido a não ser algo tão fácil e comum. hahahahahaha

  6. Thiago Teixeira Postado em 09/Mar/2016 às 13:58

    Falou mal da Elite Esnobe ou fez comparações com países europeus os coxinhas ficam brabinhos!!!! kkkkkkkkkkk

  7. DANIEL Postado em 09/Mar/2016 às 14:06

    no fundo, bem lá no fundo a festa é feita para os próprios pais . já vi um pai vender um carro novo, só para fazer uma festinha de aniversário para um bebê.

    • Estacio Postado em 09/Mar/2016 às 15:31

      Se o pai tinha um carro novo tem condições, o dinheiro é dele...percebe?

      • DANIEL Postado em 10/Mar/2016 às 13:49

        Estácio, é justamente por ele não ter condições era um parente, por isso fiz esse comentário. o próprio muito tempo depois diz ter se arrependido.

  8. felipe Postado em 09/Mar/2016 às 14:39

    Na boa, que texto ridículo..... se eu puder farei quantas festas eu puder para meus filhos, com brinquedos comidas, amigos e família, o Brasileiro ama isso!! uma menina espera uma vida pela festa de 15 anos, os pais amam fazer festas do primeiro ano de vida, as crianças adoram brincar, comer, gera emprego, renda, quem não tem dinheiro faz a festa em casa, ela mesma faz o bolo os salgados inventa a brincadeira, faz o churrasco, mas sempre tem a festa, faz parte da nossa cultura, se a autora do texto não gosta, azar o dela, quem é ela para dizer que isso é "frescura" quem é ela para dizer o que um casal deve fazer em sua data mais especial para guarda-la pela eternidade? Na teoria vc se casa uma vez na vida, enfim.... cada faz o que quer da sua vida se isso não tira meu direito, não me ofende, não me prejudica quem sou eu para falar da festa dos outros?

    • Kire Postado em 12/Mar/2016 às 18:58

      Cada um gasta como quer o dinheiro que tem. Mas tem gente que gasta mais do que tem, e assim fica complicando a vida da família por todo um ano. MAs isto não tira o fato destas festas serem bregas, cafonas e pur ostentação. Bem como ele escreve alí: na Alemanha o primeiro dia de escola é muito mais importante. Cada um com suas prioridades. E com as pequenas escolhas do dia-a-dia chega-se às consequências no final da vida.

  9. Wylie Postado em 09/Mar/2016 às 15:04

    Cada um da a festa que quiser e gasta o quanto dinheiro quiser! O Importante é o dinheiro estar circulando, gerando nota fiscal, renda e emprego. E obvio, não ficar tocando musica ruim atrapalhando o sono dos vizinhos.

    • Estacio Postado em 09/Mar/2016 às 15:33

      E qual seria a música boa que teus vizinhos podem tocar?

      • Wylie Postado em 09/Mar/2016 às 17:07

        Para me agradar e me deixar feliz podia rolar um Bonde do Tigrão das antigas.

  10. Ricardo Postado em 09/Mar/2016 às 23:11

    Brasileiro adora ostentar, adoçar sua auto estima mas no fundo é ignorante mesmo.

  11. Marlos Postado em 10/Mar/2016 às 07:59

    Penso que o maior problema daqui é a crítica ao outro, agravada pelo comparativo com outras culturas. Coisa mais simples do mundo: não quer fazer festinha para o filho? Não faz. Quer fazer festinha para o filho? Faz. E segue a vida.

  12. Aristóteles Postado em 10/Mar/2016 às 22:46

    Pior que isso tudo é fazer festança com tudo que tem direito, a preços elevados etc e tal, PARA CACHORRO! Aí é pra acabar! E, como tem madame gastando fortuna com festas de cachorros! Isso, sim, acho o cúmulo!

  13. Chris Postado em 16/May/2016 às 10:05

    E lá vai mais um montão de gente que não sabe ler.... A autora não criticou as festas para crianças. Ela criticou o EXAGERO nas festas para crianças. Quer fazer churrasco? Faça. Quer fazer festinha? Faça. Agora o que está em pauta é a ostentação escondida em tudo isso. Aliás, escondida, não, escancarada! Reparem na imagem que ilustra o texto. Já foram em destas assim? Ela não se refere a três pratos de brigadeiros, cachorrinhos quente, bolo e uma sacolinha surpresa. Outra coisa, vários criticaram a comparação com outras culturas. Sim, somos diferentes, óbvio. Mas a comparação com outras culturas é importante para nos fazer repensar a nossa. Caso contrário, ficamos cegos e etnocêntricos. Quando sabemos sobre as formas como os "outros" se comportam, pensamos e avaliamos melhor a forma como nós nos comportamos. E se cultura é algo criado por nós, é algo que também pode ser mudado e recriado o tempo todo. Portanto, seria melhor aproveitar o texto para refletir sobre o que estamos fazendo com nós mesmos e com nossas crianças. O que estamos criando com festas como essas?

    • Deolinda Postado em 16/May/2016 às 12:52

      Comentário muito lúcido...

  14. Flávio Postado em 16/May/2016 às 16:41

    Costumes brasileiros alinhados com a ideologia política = Orgulho e identidade cultural. Costumes brasileiros não alinhados com a ideologia política = Ignorância peculiar e consumismo Viva o binário debate político vigente no Brasil...

  15. Luciano Postado em 06/Jun/2016 às 11:36

    Eu sou um cara que me divirto facilmente basta eu ter internet banda larga comida e cerveja tá pronta a festa.

  16. Cris Postado em 21/Jun/2016 às 18:51

    Respeitando o próprio orçamento e os gostos da criança, cada um faz a festa que quiser. Coisa chata é querer apontar regras onde o que cabe é o bom senso e os hábitos de cada família.

  17. Rosana Postado em 17/Jul/2016 às 14:35

    Não faço festas assim, mas acho lindas as festas coloridas e caprichadíssimas, cheias de amigos, barulho, e a alegria que só nós brasileiros temos em festejar mais um ano de vida nosso ou daqueles que gostamos. Quem não paga a conta da festa tem até direito de ser contra, porem deveria repensar se tem direito de publicar uma postagem tão vazia quanto a da Ivana. Ela realmente mora no lugar que deveria. Vive num país maravilhoso sim, mas levou com ela o mau gosto de criticar coisas com as quais ela não tem nada a ver. O mau gosto não é brasileiro, mas sim de uma brasileira que, na falta de pauta para escrever, decide detonar o prazer e a alegria de pessoas animadas e festeiras, que fazem comemorações do próprio bolso, despreocupadas com a opinião dos sem assunto, que resolveram filosofar e descaracterizar a animação e a celebração da vida alheia. Fala, Alemôa! E fique por aí mesmo, na Alemanha. Tchau, querida!

    • camila Postado em 18/Jul/2016 às 15:29

      Texto òtimo, mas a autora esqueceu de um detalhe, somos latinos, isso explica muita coisa.

  18. Luís Carlos Postado em 19/Jul/2016 às 12:56

    Sinceramente.....eu vejo isso apenas como uma questão cultural....nada mais. Não da pra dizer quem tá certo ou quem está errado

  19. Sandra Postado em 19/Jul/2016 às 23:01

    Não é regra sermos TODOOOSS festeiros e gostar de ostentar festas de isopor se isso é unânime na nosssa cultura sou um bicho esquisito não sou obrigada a fazer parte dessa unanimidade, detesto essas festas exageradas nunca gostei em meus aniversários mal tem um bolo, porque nem gosto de bolo coisas doces me enjoam, quando criança adorava agora não.Amigos contamos nos dedos...