Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 01/Mar/2016 às 16:57
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"Eu costumava achar que era louca" (um relato de um relacionamento abusivo)

"Quantas vezes me vi no banheiro da casa dele, toda encolhida, sentindo a saliva quente dele no meu corpo enquanto ele gritava? Quantas vezes sussurrei 'Como vim parar aqui? Como virei essa mulher?'"

relacionamento abusivo mulher louca depressão sofrimento

Atenção: Este post contém descrições de abuso de parceiros íntimos e pode ser perturbador.

Quantas vezes me vi no banheiro da casa dele, toda encolhida, sentindo a saliva quente dele no meu corpo enquanto ele gritava? Pare de chorar como um neném. Você é louca. Ninguém mais te aguentaria.

Quantas vezes fiquei tremendo ali no chão, contando as respirações, quase sufocando num ataque de pânico causado por um desses acessos de loucura? Mas ele nunca me bateu.

Quantas horas fiquei ali no chão daquele banheiro depois de ele ter voltado para a cama, meus olhos vermelhos dos vasos estourados?

Quantas vezes ouvi o ronco e percebi que ele tinha pegado no sono, a não mais de um metro de distância, enquanto eu hiperventilava, ainda à mercê do ataque de pânico? Quantas vezes sussurrei “Como vim parar aqui? Como virei essa mulher?”

Quantas vezes disse para mim mesma: “Levante, chame um táxi e vá embora”? Quantas vezes me levantei e não me reconheci no espelho? Quanto ódio eu senti pela mulher que me olhava de volta? Mas ele nunca me bateu.

Quantas vezes voltei para aquela cama, em vez de entrar num táxi, e acordei com os braços dele em volta de mim, dizendo que a culpa tinha sido minha? Ele não era assim. Eu é que trazia à tona esse lado dele. Eu tinha de mudar. Parar de acusá-lo. Se eu fosse mais gentil, ele reagiria de outro jeito.

Quantas vezes mudei minha abordagem antes de perceber que a única maneira de evitar o abuso era não tocar no assunto? Mas ele nunca me bateu.

Quantos e-mails e mensagens de texto eu encontrei?

A quantas festas fomos sabendo que uma das mulheres estaria presente? Aprendi a não falar do assunto para que “eu” não estragasse a noite. Quando alguém da família dele me perguntou se era meu o batom que estava embaixo da almofada do sofá, simplesmente o joguei fora e não disse mais nada. Nem ela. Outra humilhação sofrida em silêncio. Mas ele nunca me bateu.

Quantas vezes ele me disse que ia dormir, que tinha um jantar com um cliente, que não ouviu o telefone, mas na verdade estava com outra? Quantas vezes ele ignorou minhas ligações e no dia seguinte disse que nada tinha acontecido? Era sadismo. Eu via como ele gostava desse poder.

Quantas mentiras difamatórias ele inventou e espalhou para meus antigos colegas e amigos quando o abandonei? Quantas vezes ele manchou minha reputação?

Quantas vezes voltei, acreditando nas promessas de que ele era um novo homem, acreditando em cada desculpa? Mas ele nunca me bateu.

Quantas vezes uma amiga foi me resgatar quando ele me expulsou da cama depois de eu perguntar sobre as outras mulheres?

Quantas vezes voltei para ele antes que essas amigas ficassem fartas de me ajudar? Quantas vezes o defendi e justifiquei seu comportamento quando contei para uma amiga o que ele tinha feito? Quando foi que simplesmente parei de contar para as pessoas para evitar a vergonha da loucura que eu estava vivendo – a vergonha de ser uma mulher independente e forte que não conseguia se livrar de uma situação tóxica. Quando foi que parei de ter expectativas? Mas ele nunca me bateu.

Como eu poderia explicar que achava que a culpa era em parte minha, apesar de sentir vergonha de ouvir aqueles chavões saindo da minha boca. Ninguém realmente entendia. Ninguém o conhecia como eu. Minha função era protegê-lo da verdade do que ele fazia comigo. Não poderia deixar que achassem que ele era um monstro. Não contaria para ninguém. Estava totalmente sozinha. Mas ele nunca me bateu.

Na minha solidão, não enxergava mais nos olhos dos outros o reflexo que indicava o que era normal. Só enxergava o reflexo nos olhos dele e comecei a acreditar no que ele me dizia sobre mim. Comecei a acreditar nas explicações irracionais dele, apesar do meu coração e dos meus olhos. Deixei que ele definisse a realidade. Me isolei.

Era mais fácil cortar minha rede de apoio que ter de mentir. Do que ter de encarar a humilhação da minha realidade. Parte de mim sabia que, quando soubessem tudo o que estava acontecendo, as pessoas me forçariam a sair dali para sempre. Não poderia voltar. E eu sabia que precisaria voltar. Mas ele nunca me bateu.

Estabeleci um limite. Uma fronteira que não atravessaria. No minuto que ele me batesse, eu iria embora. Mas na verdade eu sabia que nem assim iria embora. Teria racionalizado: ao me bater, ele perceberia como as coisas estavam fora do controle. Tudo mudaria.

Não teria de ir embora. Se ele me machucasse, estaria me mostrando que me amava. Ele se importava tanto comigo que era capaz dessa loucura. Ele gostava tanto de mim que era dominado pela raiva ou pelo ciúme ou pela tristeza e simplesmente não conseguia se controlar.

Quando tudo terminou, não tive direito a luto. Ninguém era capaz de entender como amor, ódio, medo e conforto podiam coexistir. Não entendiam que, além de abusar de mim, ele era meu confidente, a pessoa para quem eu cozinhava, a pessoa que passava o domingo chuvoso assistindo TV comigo, a pessoa que ria comigo, a pessoa que me conhecia.

Perdi meu companheiro. Como explicar que o abuso era só uma parte dele? Como explicar isso para si mesma?

Até hoje lembro de momentos carinhosos e me pergunto se as coisas eram tão ruins assim. Ainda tenho dificuldade em reconciliar como ele podia me amar e me machucar como seu eu fosse a inimiga.

Como uma criança, estou aprendendo a redefinir as fronteiras do comportamento normal e a realinhar minhas expectativas. Tenho de lembrar que atos de violência nunca podem ser atos de amor.

Pela primeira vez, enxergo meu próprio reflexo em outras mulheres que saíram da profundeza do abuso.

Mulheres indescritivelmente corajosas que nunca conheci, mas que compartilharam suas histórias e, ao fazê-lo, me salvaram. Essas mulheres me abraçaram com sua dor e, mesmo sem saber, me convenceram de que eu não estava sozinha, que mereço mais. Fazia muito tempo que não acreditava nessa verdade.

Saber que outras mulheres passaram pelo mesmo permitiu que a vergonha se dissipasse. Eu costumava achar que era louca ou sensível demais porque não conseguia conciliar o amor com o abuso.

Me permiti aceitar que ambos existiam. As histórias delas me permitiram me perdoar. Reconhecer como aquela fronteira era arbitrária. Me reconhecer nos olhos dela permitiu dar nome à pessoa que abusava de mim. Dar nome à minha experiência de vítima de abuso. E me libertar.

Espero que minhas palavras abracem outras mulheres. Espero que elas deem a força e o amor de que elas precisam para sair das profundezas.

Reut Amit, Brasil Post

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Comentários

  1. Karina Postado em 02/Mar/2016 às 00:14

    miga, não tenho nada a fazer a não ser te abraçar com a minha dor, a sua, e a de tantas outras mulheres tão mulheres e tão humanas quanto nós. é um texto que dói porque é real. Obrigada por por tudo isso em palavras. <3

  2. Izadora Postado em 02/Mar/2016 às 00:39

    Acabei de ler chorando mto por ter me lembrado de cada momento q vivi durante 5 anos. Estou tentando me libertar e parece q algo sempre puxa pra baixo de novo. Espero ter essa força e sair dessa tristeza de vez. Seu texto é lindo, vc descreveu tudo como é e com uma sensibilidade linda. Obrigada!

  3. Liliane Alves Postado em 02/Mar/2016 às 00:46

    Emocionante, como os relacionamentos abusivos são tão semelhantes, não conseguiria escrever a minha historia melhor. Me senti abraçada e a abraço.

  4. gabriela Postado em 02/Mar/2016 às 01:34

    Emocionante ler, mas doloroso e libertador se reconhecer nesse relato.

  5. Eduarda Postado em 02/Mar/2016 às 01:36

    Você é muito corajosa por ter tido forças para sair dessa situação, e mais ainda por ter compartilhado esse momento com outras mulheres. Impossível não se emocionar e nao se reconhecer em cada parágrafo. Força. Não estamos sozinhas!

  6. Marina Postado em 02/Mar/2016 às 01:40

    Eu vivi o abuso - e revivi várias vezes. E mesmo quando me diziam que era abuso, eu ainda assim negava porque não, ele não poderia fazer isso comigo. Eu não entendia como eu podia amá-lo tanto, mas tanto, que extravasava meu peito e feria minha alma. O amor que eu sentia por ele me consumia por inteiro e ele, enquanto isso, seguia a vida dele normalmente - eu era louca, eu era insana, eu imaginava coisas. Enquanto eu me descabelava, ele lidava com a situação racionalmente. Na medida em que eu chorava mais, mais ele me culpava - ele abaixava a minha autoestima para eu me sentir dependente dele. Ele me fazia me sentir louca para me culpar pelos erros dele. Ele alegava que eu era imatura para que, tudo o que ele fizesse, eu tolerasse. Ele abusava do amor que eu sentia e pisoteava nos meus sentimentos. E o amor, que era amor, virou ódio, rancor, medo e desespero. Demorei para aprender a viver sem ele - e doeu muito, mas muito. Apesar de saber de tudo o que aconteceu e de, hoje, ver com mais clareza a situação e saber que ele é um sociopata e abusou emocionalmente de mi, volta e meia ainda me pego me culpando e me questionando de ele é mesmo esse mostro que se mostrou - como não pude perceber antes? Sempre me pergunto... sem respostas. Ele parecia um sonho e virou um pesadelo. Dói admitir que a loucura dele me deixou louca também - ele tinha razão, eu estava fora de mim, mas não por minha causa - e isso ele não via. Nem eu. Eu acreditei que estava louca, duvidei de minhas próprias verdades, vez que ele distorcia a realidade e, apesar de tudo já ter passado, muitas vezes ainda custo a acreditar no que aconteceu. Será que era eu?

    • Camila Postado em 02/Mar/2016 às 11:31

      Me vi em tudo que vc descreveu. Acredite, não é culpa sua. Ninguem erra tentando demonstrar o que sente. Quem erra é quem não sabe receber. Eles nao souberam. É uma pena. A boca fala aquilo que o coração ta cheio.

    • Adriana Postado em 02/Mar/2016 às 16:39

      Nossa! Me recconheci mais no seu relato que no post. Sim, o psiquiatra diagnosticou a psicopatia dele, e mesmo assim ainda me pego pensando que não queria que o relacionamento tivesse terminado, apesar de todo o abuso psicológico e emocional. Recebi castigos por coisas irrelevantes, tipo o chá light ter acabado. Ele me deixava dormir sozinha por até uma semana. E o meu Anjo virou Demônio. E eu, mulher forte e independente, virei um farrapo humano nas mãos dele. O pior de tudo é vêr-lo, entre outras pessoas, tão simpático, solidário e atencioso, e saber o monstro que ele é dentro de casa.

  7. anônima Postado em 02/Mar/2016 às 03:26

    Em mim além de tudo isso ele tbm me batia Acho que só entendemos o qt esse tipo de relacionamento é abusivo qd temos um relacionamento de verdade. Ainda bem que hj eu sei disso. Mas ainda é muito difícil qd tô sozinha em casa sempre acho que ele vai entrar pela porta e começar a me agredir.

  8. Ana Cláudia Postado em 02/Mar/2016 às 08:42

    Não consegui terminar de ler. Me vi em muitos trechos. Estou saindo de um relacionamento que hoje vejo como abusivo. Mas ele nunca me bateu, não me deixou faltar nada, me deu o "privilégio" de ficar em casa e cuidar das minhas filhas. Quando estiver em condições, vou ler todo o texto, e quem sabe, contar a minha história.

  9. João Batista Postado em 02/Mar/2016 às 08:50

    Não consegui muito bem entender. O cara abusava fazendo exatamente o que? tinha amantes e dizia que ela era louca por falar disso? dormia e roncava? não gostava de ouvi-la chorando? Parece ser isso, mas o relato podia ser um pouco mais claro e descrever mais o que acontecia em vez de ficar repetindo o que não acontecia de maneira até chata: "mas ele nunca me bateu"... e o cara morreu? Fiquei curioso para saber o que outras pessoas pensam, espero que mais gente comente o assunto.

    • Roberto Postado em 02/Mar/2016 às 09:12

      Cara, ela relatou um relacionamento abusivo que, apesar de não ter violência física, teve violência psicologica. Só precisa de um poquinho de altruísmo e se imaginar no lugar dela e, então entender o sofrimento da moça. Mas me parece que isso não é o suficiente para você, por que nenhuma das ações deles te chocou. Tenha um dia cheio de luz.

      • naira fiuza Postado em 02/Mar/2016 às 11:48

        Roberto, vc merece meu respeito.

      • Bárbara Helen Zeminian Postado em 02/Mar/2016 às 13:54

        Muito bom seu comentário, sua explicação! Att, Bárbara Helen Zeminian

    • Renata Nunes Postado em 02/Mar/2016 às 09:24

      João, o texto trata de um relacionamento abusivo. Onde o homem exerce tanto controle sobre sua companheira que ela é capaz de culpar-se até pela agressão física sofrida. Mas nesse caso, o principal tipo de abuso era o psicológico, ele nem se importava com a dor dela. "Ele nunca me bateu" é meio que uma ironia, era como uma desculpa que ela usava pra não ter que terminar, porque apesar de o odiar, ela o amava. O que as outras pessoas pensam na verdade não importa muito, porque infelizmente só quem é capaz de sentir empatia por uma vítima de um relacionamento abusivo é quem fez ou faz parte de um. Eu sou.

    • Lorena Postado em 02/Mar/2016 às 09:30

      Ele abusava dela psicologicamente. Sim, tinha amantes e quando ela o confrontava ele insinuava que ela era louca, estava vendo coisas de mais. Se fazia de vítima pra ela se sentir culpada. Esse 'ele nunca me bateu' ao fim de alguns parágrafos, é pq algumas pessoas acham que a violência contra alguém só pode ser física. Mas a psicológica pode ser bem pior. Trabalhei em contato com vítimas de violência doméstica por quase dois anos, e acredite, a maioria pensa 'Ah ele só estava nervoso e acabou me empurrando. Eu batia a cabeça, mas não foi uma agressão' ou então 'ele me xinga, grita... Mas é pq ele está com problemas no trabalho. Ele nunca me deu mais que um empurrão' Mas é assim que começa. Um empurrão, ser sacudida pelos braços, um tapa, um soco, chutes, estupros...

    • Rena Postado em 02/Mar/2016 às 09:30

      Texto perfeito! Quem vive um relacionamento abusivo sabe exatamente o que ela está falando, mas vamos lá, João. Entendo que quando ela usa insistentemente a frase " mas ele não me bateu", reflete uma certa justificativa que damos à nos mesma para permanecermos em uma situação abusiva, como se o limite fosse ele bater, enquanto ele não o faz, permanecemos lá, entende? Embora, como a autora mesmo diz,em um outro momento, talvez nem uma agressão fosse capaz de nos tirar daquela rede de sentimentos que nos prende. No mais, não me interessa o que aconteceu com o cara, mas espero sinceramente que ele tenha morrido ao olhos dela.

    • Eliane M Postado em 02/Mar/2016 às 09:35

      É João Batista, se tivesse empatia teria entendido.

      • João Postado em 02/Mar/2016 às 16:37

        E mais inteligência tb. Ou é o tipo de babaca que se faz de desentendido pra minimizar o sofrimento dos outros. Na verdade ele está fazendo de forma muito parecida com o personagem do texto: se fazendo de besta pra dar a impressão de que não tem nada grave sendo relatado.

    • Maria Postado em 02/Mar/2016 às 09:35

      Isso é abuso moral. O cara leva a mulher ao limite da sua sanidade. Muita gente acha que só é grave se rolar abuso físico, mas só quem já passou por isso sabe como essa tortura psicológica (muitas vezes) é bem pior. Espero que abra um pouco a cabeça pra tentar nos entender, tantas mulheres que sofrem esse tipo de situação e se veem presas. Abraço!

    • Armando Postado em 02/Mar/2016 às 09:43

      Isso é um abuso psicológico, agora aqui me fugiu o termo correto (é um nome bem difícil de escrever que começa com g) para esse tipo de abuso.

      • Julia Postado em 21/Mar/2016 às 17:09

        O nome é "gaslighting", Armando.

    • Lynne Cris Postado em 02/Mar/2016 às 09:53

      Oi João Batista, Esse relato trata-se de um abuso emocioanal e psicológico. Ela quis dizer que apesar de ele não ter agredido-a fisicamente, ele a agredia de outras maneiras, mas que a dor era a mesma ou até pior do que se ela tivesse apanhado. Quando uma mulher sofre esse tipo de abuso, os homens tendem a dizer que a mulher está louca, vendo coisas onde não existe, que é manha, birra.... sendo assim, um erro que é deles passa a ser delas (mesmo não estando erradas). Quando ela descreveu o cotidiano com ele, "dormir e roncar", "chorar e ter ataques de pânico", é o momento em que ela fica se culpando por ser permitir passar por tudo aquilo e não conseguir sair, o desespero é tamanha que os ataques só tendem a aumentar... e ninguém compreende. É triste, sufocante!!

    • Rafa El Postado em 02/Mar/2016 às 10:03

      João , é preciso perceber que o texto é claro, a forma "sutil" com que o namorado dela explorava a sua saúde mental a fazia sair de si e reconhecer um universo de ações naturalizadas que não era o dela, o que isso significa? Que de uma hora para outra você tem que acreditar que é louco porque o outro age em resposta as suas conviccoes como se o que você faz ou defende seja irracional e/ou insano, colocando você a prova da sua própria saúde mental através da mentira convincente (ou melhor a mentira que deve-se aceitar como verdade, caso contrário... -você é louca, -você não vê que o problema tá em você etc...), para as mulheres isso ganha um termo em inglês que ainda não foi traduzido: gaslighting, num geral o cara omite fatos para que sua parceira questione a sua propria saúde mental, quando na verdade não há problema algum (nela). Então João sugiro no final explorar mais o universo do machismo através de falas/textos/perspectivas feministas, porque só assim você conseguirá entender com clareza o depoimento claro nesse texto de uma mulher abusada psicologicamente. Abcs

    • Mariana Postado em 02/Mar/2016 às 10:07

      Abuso não é só físico: é psicológico também. Esse foi o caso dela. Ah, não apenas mocinhas são vítimas, qualquer um pode ser. Acontece quando a pessoa faz a outra perder seu orgulho, sua dignidade e ela fica à mercê da primeira. Quando o sentimento não é só de amor, mas de medo também. De como ela vai reagir a alguma coisa, do que pode acontecer. Nesse caso, a mocinha sabia das amantes, odiava o fato dele ter amantes. Mas ela tinha medo de trazer o assunto a tona, pq quando fazia eles tinham brigas horríveis que terminavam com ela no banheiro tendo ataques de pânico enquanto ele dormia tranquilamente. Ao mesmo tempo que ela sabia que tava errado oq tava passando, ela ficava racionalizando... Talvez não seja tão ruim assim, ele pediu desculpas.. Poxa, se eu tivesse falado de um jeito diferente ele não ia ter ficado assim. A culpa não é dele, é minha. Consegue notar o abuso psicológico aí? A mocinha nunca tem razão, mesmo quando ela tem razão. Ela nunca tem direito a se expressar. E o relacionamento é construído de uma forma que ele a faz acreditar que os momentos "bons" que eles tem juntos compensa tudo isso. Mas não compensa. Ela se odeia cada vez mais por estar nessa situação e não conseguir sair, tem vergonha de pedir ajuda e mesmo nesse desespero todo ela defende seu "carrasco". Pois tem momentos " bons". É um dilema interno horrível, e o rapaz no caso gostava de saber que tinha esse poder sobre ela. Por isso abuso, só que psicológico. É bem mais comum do que parece. O agressor ou a agressora acredita que pq "nunca bati nela!" ele não é um. Mentira. Espero que tenha ficado mais claro.

    • milena Postado em 02/Mar/2016 às 10:15

      exato, abusava psicologicamente dela, um dos abusos mais complicados, só ficando atrás de agressões (na minha opinião). podia não bater nela, mas fazia esse jogo psicológico dizendo que ela tava louca quando desconfiava de traição, dizendo que quando ela ficava triste é porque não batia bem, porque pensava demais com o coração, porque era muito emocional. o texto é beeeem claro. que mania que algumas pessoas têm de não considerar abuso psicológico como abuso. não entendo. é um tipo de relação muito tóxica, terrível.

    • Alexandra Postado em 02/Mar/2016 às 10:19

      João, a agressão feita pelo ex-namorado era psicológica, ele a tormentava dizendo coisas como: "Pare de chorar como um neném. Você é louca. Ninguém mais a aguentaria." como forma de diminuí-la e fazê-la pensar que era um "privilégio" para ela poder estar com ele, que ela realmente era louca e perturbada, e quem precisava de ajudava era ela e não ele, sendo que era só uma forma de abusar da autoridade que ele exercia sobre ela. Ele mentia para ela, e quando ela ia tirar satisfação sobre mulheres ELA era a acusada, e o caso se revertia como ela sendo o problema - e não a traição dele. Muitas vezes esses traumas são maiores do que a própria violência física, mas muitas pessoas tendem a achar que a agressão é feita só de forma física. Enfim, espero ter sido clara.

    • Prisciila Amorim Postado em 02/Mar/2016 às 10:27

      o cara abusava dela psicologicamente, ela enfatizou q ele nunca bateu nela pois assim ela teria uma 'desculpa' para continuar com ele. Se vc ler novamente vai perceber traições, humilhações e difamações q ela sofria e mesmo assim nao conseguia se livrar dele e ele a fazia se sentir culpada por todo esse comportamento, esta claro o abuso

    • Amabily Postado em 02/Mar/2016 às 10:31

      O cara gritava com ela , repreendia suas emoções, fazia com ela acreditasse que era culpada pelos erros dele. O que ele fazia era agressão psicológica, um ato de violência simbólica, onde a vítima internaliza o que é imposto à ela e toma isso como verdade. Apesar de tudo isso ele nuca havia à agredido fisicamente, portanto, em teoria, a situação ainda era suportável. A sociedade não costuma reconhecer agressões psicologicas, talvez por isso você teve dificuldade em entender qual era exatamente o abuso, talvez por isso ela estabeleceu que o limite seria quando ele batesse nela.

    • Claudia Postado em 02/Mar/2016 às 10:35

      João, talvez quem tenha passado ou esteja em um relacionamento abusivo com ou sem traição entenda esse texto com sua total profundidade. Penso que pra quem não tem a menor ideia de como é viver assim acha o texto enigmático demais, cheio de brechas, quase uma novela clichê e sem respostas. Mas pra quem vive/viveu isso cada letrinha tá impregnada de realidade, dor e superação...

    • Vera Postado em 02/Mar/2016 às 10:43

      Sr. João Batista.Que bom que não entendeu.Pois só quem passa por isso lê e logo entende tudo.Ele fazia tipo um Bullyng,mantinha-a como uma presa.Sim, Tinha amantes e dizia q ela estava louca dizendo isso.Ele dormia (e roncava)sossegadamente elquanto ela pssava mal de uma situação de panico que ele deixou nela.Quando ela diz-Mas ele nunca me bateu. -ela esta dizendo que ela mesma se dizia isso para se justificar porque ainda estava com ele apesar de tudo oque ele fazia.Não ele não morreu.Ele só deve ter mudado de vítima, pois esta, ao que parece, deixou de ser.Espero ter ajudado.Tenha um bom dia.

    • Ieda Postado em 02/Mar/2016 às 10:44

      A violência era ideologia. Você nunca vai entender João. Ela relatou exatamente como sentia, perdida, confusa... Você não enxerga o que está passando, está sofrendo e não compreendi pq tudo aquilo continua. Se senti louca pq não tem forças de acabar com tudo aquilo e o sofrimento se torna algo comum. Ao ponto de questionar uma possível falta qd tudo finalmente acaba. Então cuidado com seu julgamento e nunca seja um abusador

    • Ieda Postado em 02/Mar/2016 às 10:44

      A violência era ideologia. Você nunca vai entender João. Ela relatou exatamente como sentia, perdida, confusa... Você não enxerga o que está passando, está sofrendo e não compreendi pq tudo aquilo continua. Se senti louca pq não tem forças de acabar com tudo aquilo e o sofrimento se torna algo comum. Ao ponto de questionar uma possível falta qd tudo finalmente acaba. Então cuidado com seu julgamento e nunca seja um abusador

    • Germania Postado em 02/Mar/2016 às 10:47

      Eu pensei exatamente a mesma coisa...afinal o que era o abuso? transar sem querer ? ele morreu? o luto pelo final do relacionamento? nada ficou claro nessa historia...

    • Camila Brito Postado em 02/Mar/2016 às 10:50

      Acredito que o relato foi escrito para pessoas que sofriam abuso. Ao contrário, foi muito claro. Consegui me ver, enxergar e sentir nesse relato. O cara era abusivo, pois a agredia verbalmente, jogava a culpa de sua falta de caráter na moça e mexia com sua cabeça, fazendo ela acreditar que isso só acontecia por sua culpa, ele era agressivo e a repetição "mas ele nunca me bateu" é a justificativa que muitas vezes damos para continuar nessa situação e aceitar essa realidade como normal. Vivi 7 anos de abuso, acreditei que eu era desinteressante, gorda, feia, chata, que eu levava a vida do meu antigo parceiro pra trás, quando finalmente me vi livre disso, ao contrário da moça, não me permiti viver o luto, decidi mudar de vida, de emprego, de "amigos", me reerguer, pq enxergue que tudo isso era errado, todo o peso do mundo saiu das minhas costas e aceitei a vida.

    • Mariah Tertuliano Postado em 02/Mar/2016 às 11:00

      Olá, João Batista. A intenção do texto não é relatar os abusos, mas relatar os conflitos, dúvidas e todo o sofrimento psicológico que a vítima da violência psicológica e moral passa até decidir se separar do seu agressor. O texto é direcionado para mulheres que passaram ou estão passando por esta situação. Muitas pessoas acreditam que violência contra a mulher é só a física, não é. Existem outras formas de violência doméstica tão graves quanto a física que deixa sequelas muito mais profundas e devastadoras. Na verdade, até chegar à ser vítima da agressão física ou F Feminicídio, a mulher já tem passado por todo um sofrimento de outas violências.

    • Andrezza Postado em 02/Mar/2016 às 11:01

      Ele a traia e, quando ela ia tirar satisfações, eles brigavam e ela sempre achava que as brigas eram culpa dela, pois foi ela que puxou o assunto. Ele a fazia pensar que era louca e que qualquer problema era sempre culpa dela. A questão dela ficar repetindo "ele nunca me bateu" vem do fato da sociedade em geral achar que um relacionamento abusivo é quando um parceiro agride fisicamente o outro, ela quis ressaltar o fato de que a agressão psicológica é tão ruim quanto e deixa marcas muito mais profundas, porque é difícil definir onde termina a dor e começa o amor.

    • Igor Vattimo Postado em 02/Mar/2016 às 11:05

      definitivamente você não entendeu nada do texto omi

    • Marina Cardoso Postado em 02/Mar/2016 às 11:40

      Joao Batista, você acha pouco ser traída e ser chamada de louca? Acha normal uma pessoa maltratar outra e depois dormir e roncar sem nenhum peso na conciência? Saber que você provocou um choro de tristeza numa pessoa que vc "ama" e ficar bem com isso? Se tudo é tão normal pra vc, sugiro que repense seus valores de ser humano, pra ver se vc não faz o mesmo que esse cara. Eu nunca passei por isso mas minha mãe sim. De tanto que vi as lutas dela aprendi a ser forte e hoje sei qual é meu lugar no mundo... e não é ao lado de um homem desse. Meu marido é nota 10.

    • Debora Postado em 02/Mar/2016 às 11:56

      Engraçado ver seu comentário, pq de fato os homens funcionam de uma maneira totalmente diferente das mulheres. Veja que nenhuma mulher teve qualquer dúvida. Sabemos exatamente sobre o que se trata. Nos vimos em seu relato. E se vc não entendeu, ligue o alerta vermelho. Talvez VC esteja sendo o opressor de alguém.

    • Rafaela Machado Postado em 02/Mar/2016 às 12:09

      sentindo a saliva quente dele no meu corpo enquanto ele gritava. Pare de chorar como um neném. Você é louca. Ninguém mais te aguentaria. (Violência) acordei com os braços dele em volta de mim, dizendo que a culpa tinha sido minha. Ele não era assim. Eu é que trazia à tona esse lado dele. Eu tinha de mudar. Parar de acusá-lo. Se eu fosse mais gentil, ele reagiria de outro jeito. (Violência) Outra humilhação sofrida em silêncio. (Violência) mentiras difamatórias ele inventou e espalhou para meus antigos colegas e amigos quando o abandonei. Quantas vezes ele manchou minha reputação (Violência) Peguei pedaços do texto para você entender o que é violência psicológica, A quanto a quantidade de vezes que ela diz "mas ele nunca me bateu." É para reforçar que não é preciso violência física, para acabar com a vida de uma pessoa.

    • Camila Lima Postado em 02/Mar/2016 às 12:17

      Entendi perfeitamente! Irônico como pessoas só entendem como violência a física e esquecem que quando mexemos no psicológico e autoestima de uma pessoa de forma negativa, isso também é violência. No caso da submissão, não por amor, mas por falta dele, a mulher se sujeita as mais diversas perversidades com ela mesma. Quado chega neste ponto, a mulher já faz a sua autopunição, acredita amar e que é amada mesmo com as circunstâncias que a cercam. Quando e se acontecer, de uma mulher conseguir forças e se convencer do seu autoflagelo, sair dessa prisão ela poderá finalmente entender que nunca houve amor, mas sim o poder de dominação e humilhação... Nascerá uma nova pessoa, confiante e a partir daí, capaz de amar... amar a si mesmo para amar o próximo.

    • Caroline Postado em 02/Mar/2016 às 14:31

      Querido. Só quem viveu situações como essa entendem e sentem tudo que ela descreveu. Você não tem sensibilidade de sentir cada desabafo nesse texto. Então, se nao consegue, apenas respeite e trate cada uma dessas historias com carinho.

    • eduardo Postado em 02/Mar/2016 às 17:31

      Eu fiquei com a mesma duvida amigo, nao querendo criar polemica mas nao seria uma situacao de traicao? Sabe amantes, batom,etc Isso tudo denonstra uma relacao falida, a menina tentou manter algo unilateral, penso q o abuso ocorreu com ela, que tava com a auto estima tao baixa que aguentou um bosta que nao correspondeu ao amor dela.

  10. Maria Postado em 02/Mar/2016 às 09:13

    Eu vivi um relacionamento igualmente sufocante. Vivi esse tipo de violência moral e ainda me culpava. Sofri calada. O pior era receber o desprezo de uma pessoa que eu amava e ele ainda assim me pegar disfarçando para os outros que estava tudo bem, enquanto na nossa intimidade ele me destruía com palavras, com atitudes e ainda me dizia que eu era louca!

  11. beth Postado em 02/Mar/2016 às 09:16

    Meu amigo uma coisa tenho a dizer - lhe não precisa mais, isso é tdo, falta de respeito, achar - se o dono poderoso do mundo.O ser mulher deixa se envolver por sentimento é no acreditar que o outro a ame. Muitas das vezes as palavras, atitudes são tão doloridas qto a uma agressão física levando o psicológico da pessoa aos frangalhos que por sua vez nem percebe discernir o correto e o cair fora da situação, por favor não julgue, ouça ou leia apenas pois, muitas das vezes o desabafo ajuda ao acalento da alma.

  12. Tania Postado em 02/Mar/2016 às 09:18

    O abuso deve ser denunciado e as experiências expostas para ajudar outras mulheres. Mas, não entendi bem o texto.

  13. Suelen Postado em 02/Mar/2016 às 09:21

    O abuso nem sempre é físico, e esta frase insistente era para ressaltar q ela ainda tinha esperança que o companheiro não chegaria a este extremo e que se daria conta que ela não era a culpada, que ele mudaria a conduta. Isso também insinua que ela ficava se autoprogramando para acreditar q a violência física era bem pior, etc.

  14. Julieta Postado em 02/Mar/2016 às 09:22

    Caralho, mano. João, você deve ser um desses. Você não vê o quanto o cara a machucou? E o quanto ela foi corajosa por contar esse relato? Quando ela diz "mas ele nunca me bateu", ela quer dizer que existem outras formas de violência. O cara tinha total poder sobre ela e sabia disso, ele mentia, ele a traia, ele a machucava, e sabia disso. E gostava disso. E fazia ela pensar que a culpa era dela. Que quando ele estava nervoso, era por culpa dela, que quando ele a traia, era culpa dela. Ela não conseguia sair desse relacionamento porque ela achava que ele mudaria, que ele nunca mais mentiria ou trairia, e isso é uma forma de abuso e violência.

  15. Beatriz Postado em 02/Mar/2016 às 09:28

    Foi um relato emocionado, então ela usou da licença poética pra escrever da forma como escreveu. Não foi um testemunho técnico na polícia, foi um desabafo. O cara abusava moral e emocionalmente dela. Tinha amantes e ela sabia, e ele inclusive criava situações em que ela e a outra ficavam juntas no mesmo ambiente, mas ela não fazia nada. Ela era emocionalmente dependente dele, por isso aceitava tudo de errado que ele fazia. A gente se acostumou a ouvir relatos de caras que batem nas namoradas e nas esposas, mas agressões psicológicas a gente ouve menos. Foi o caso dela, por isso ela frisou tantas vezes que ele a abusava, mas sem encostar a mão ("mas ele não me bateu"). Ele dormia como se não tivesse feito nada de errado, indiferente ao sofrimento da própria companheira que estava ali do lado, à beira de enlouquecer, humilhada e ofendida por ele como se ela tivesse feito algo errado - e não ele. Por fim, ele não morreu, mas ela "se libertou" quando finalmente aceitou dentro de si que estava sofrendo aquilo tudo e não precisava; que podia ficar livre daquilo e ir ser feliz de verdade. E se separou dele. "Se libertou".

    • Lia Raquel Postado em 02/Mar/2016 às 11:24

      Beatriz. Em momento algum ela escreveu q ela q terminou. Relacionamentos assim geralmente é o homem q termina. Enjoa. Em tempos do livro 50 Tons de Cinza tem muuiiita mulher q se submete. Lamentável.

  16. Emilia Postado em 02/Mar/2016 às 09:28

    João Batista, talvez você não tenha conseguido capturar a grandeza do texto e a razão da repetição da afirmação "mas ele nunca me bateu". Acredito que a ênfase seja para demonstrar que os abusos nem sempre são físicos. Aliás, esses são os menos frequentes. Abusos psicológicos deixam marcas tão ou mais profundas quanto os físicos. O fim da história pouco importa. Isso é um relato do que acontece diariamente na vida de muitas mulheres (até mesmo daquelas que parecem fortes e inabaláveis). Espero ter ajudado. Esse é o meu ponto de vista. Não sei se é o certo, mas é como entendi o texto. Abraços.

  17. Juli Dantas Postado em 02/Mar/2016 às 09:30

    Enfim, você é um homem. Natural que sua sensibilidade pra uma narrativa feminina sobre sua subjetividade num relacionamento abusivo seja limitada. O que ela quer dizer afinal é que existem muitas formas de abusar uma mulher numa relação, não somente batendo, por isso a enfase "mas ele não me bateu". Ele não batia, mas humilhava, coagia, usava de poder emocionalmente e sexualmente, tratava com desrespeito e desdém, a fazia sentir-se culpada e louca por causa das coisas que ele mesmo fazia, - isso foram algumas das coisas que ela disse...e que eu também vivi, e outras tantas vivem. Afine sua percepção João Batista, especialmente quando se tratar de mulheres, porque diferentes dos placares de futebol, não somos exatas.

  18. jane marins Postado em 02/Mar/2016 às 09:31

    João vc precisa entender que certas atitudes machucam e era o que ele fazia com ela. Não precisa agredir fisicamente pra caracterizar uma agressão, ele agredia e ela com suas ações e atitudes e isso a machucava. Era claro que ele sentia posse por ela e não amor e que ela como mulher se sentia coagida diante das respostas dele a colocando sempre em dúvida nas horas de conflito.

  19. Bárbara Postado em 02/Mar/2016 às 09:34

    Eu estou chocada por compreender tão bem esse relato. Chocada por me reconhecer nessa mesma realidade, eu me reconheço nesse relato com todas as suas contradições.

  20. Pedro Vinicius Postado em 02/Mar/2016 às 09:42

    João Batista Difícil ter empatia, né?! O texto é bem claro. Violência não é só física. E o abuso emocional está bastante claro no relato, só ler com atenção.

  21. Rafaela Postado em 02/Mar/2016 às 09:52

    Ela fala do abuso emocional... da vergonha... do medo... Apesar de ele nunca ter batido nela... e a afetava tal qual tivesse feito. A dor emocional é muitas vezes pior que a física... apesar de moralmente mais aceita. Realmente é triste amar uma pessoa que te fere, onde o amor te torna uma prisioneira de si mesmo.

  22. Cesar Concursandis Postado em 02/Mar/2016 às 09:56

    Mais amor próprio resolve a situação. Este não é um caso de machismo, mas de total falta de segurança da escritora. Ela não conseguia superar um relacionamento, todavia não são apenas as mulheres que passam por isso. Na boa? Mimimi, acabou o relacionamento, acabou poxa, não precisa ficar remoendo e criando uma imagem de monstro para o cara, ela que se submeteu a tal situação.

  23. Marcia Postado em 02/Mar/2016 às 09:56

    Entendi perfeitamente... Vc quase descreveu meu antigo relacionamento... raras diferenças... tbm me pego lembrando das coisas boas... com saudade... mas nunca irão compensar ou apagar as dores do abuso... meu ex negava tanto as coisas q eu comecei a pensar q ele tinha razão e eu era a louca...

  24. Gabi Postado em 02/Mar/2016 às 09:57

    Mulher, que texto! Há pouco saí de um relacionamento como o teu. No banheiro dele pensava exatamente as mesmas coisas. Comentei só para dizer que me abraçou. Obrigada por compartilhar. Desejo toda força e coragem para nós mulheres!

  25. Ana Julia Postado em 02/Mar/2016 às 09:57

    Vc não entendeu exatamente o que? Que ela se libertou de um relacionamento falido... q amor e abuso nao andam de mãos dadas... que ela se libertou da vergonha e do medo do fracasso de viver sem ele! Que o abuso emocional é tão doloroso quanto um soco no meio da cara.... O que aconteceu com ele? Dane-se ELE! Vc não entendeu pq nao sabe o que é sofrer abuso emocional... saber que está se matando aos poucos permanecendo num relacionamento que não tem futuro algum...pq nada vai mudar...nunca vai mudar... e mesmo assim não ter forças pra sair dele. O que importa aqui é a força que este texto passa... é o incentivo ao amor próprio e dane-se ELE!

  26. Marcela Postado em 02/Mar/2016 às 10:00

    O relato é claro. O abuso era justamente esse: humilhação, traição, difamação, pressão psicólogica ao fazer a vítima acreditar que a culpa do abuso é dela. E que ela deveria mudar para acabar com a situação, quando, na verdade, o criminoso é o outro. Quanto a questão "dele nunca me bateu" se deve ao senso comum de achar que violência é relacionada apenas à agressão física, quando na verdade ela é de várias formas: psicólogica, verbal.

  27. Rayane Postado em 02/Mar/2016 às 10:06

    Violência não é só física!

  28. Mica Postado em 02/Mar/2016 às 10:08

    Talvez vc pudesse entender, se tivesse passado por uma situação parecida, acredito que muitas mulheres que leram o texto se identificaram. O abuso doi, e doi muito! Mas como alguns dizem "isso é coisa da sua cabeca".

  29. Thais Postado em 02/Mar/2016 às 10:10

    Era abuso psicológico moço. Não precisa bater pra ferir ou abusar. O que ele fazia pra mim ficou bem claro que era trata-la como maluca por se incomodar de ele ter outras mulheres e provavelmente de cobrar fidelidade. Ela era a louca que não entendia que não podia reclamar disso ou que se ele fingisse que não acontecia, ela tinha que fingir TB. Pra mim está bem claro.

  30. Anônimo Postado em 02/Mar/2016 às 10:11

    Sofro com agressão psicológica e parece um labirinto sem fim. A culpa é sempre minha, e de tanto ouvir isso no fundo eu acredito. Às vezes olho pra mim mesma e me pergunto como é que eu vim parar aqui, como é que eu deixei que tudo isso acontecesse. Mas quando ele diz que vai embora, eu enlouqueço, quando eu tento ir embora, eu enlouqueço também. Acho que já é tarde demais pra mim e não tem mais jeito, acho que já estou perdida nisso tudo.

  31. Matheus Postado em 02/Mar/2016 às 10:11

    Eu também fiquei meio confuso... Mas acredito que a mulher ainda está fragilizada e não se sentiu à vontade de contar todos os detalhes.

    • Elisa Postado em 02/Mar/2016 às 11:35

      Ele fazia ela se sentir culpada por todos os erros dele, fazia ela achar que ele tinha amantes por culpa dela. Deixava ela chorando, humilhada num canto enquanto ele dormia tranquilamente. E no outro dia agia normalmente.

  32. Letícia Postado em 02/Mar/2016 às 10:16

    João Batista, são vários relatos dentro de um para mostrar que a violência não é só física, mas também psicológica. Não precisa bater para machucar e atormentar alguém. O "dormia e roncava" mostra o quando o cara estava tranquilo com a situação, com a explosão de raiva que ele havia descarregado nela, enquanto ela ainda estava nervosa e sensível com o que acabara de acontecer (ou seja, ele não se importava nem um pouco).

  33. Carla Postado em 02/Mar/2016 às 10:20

    Já passei por várias fases aí citadas, hoje voltei o relacionamento mas não contei a ninguém por vergonha de admitir a fraqueza do amor ... próprio.

  34. Paula Lima Postado em 02/Mar/2016 às 10:23

    Não sei qual foi sua dificuldade em entender !!Lindo texto e uma realidade pra muitas ainda!!

  35. Renata Rocha Postado em 02/Mar/2016 às 10:24

    Só do cara culpá-la pelos abusos morais que ele fazia com ela e acusá-la de algo que ela não fez,já o torna um abusador. Ninguém chora sem motivos,se ele ocasionava o choro,porque não queria ouvi-lo? Que para os homens só é considerado agressão se for física,ela sofria agressões psicológicas e asséddio moral

  36. Noemia Postado em 02/Mar/2016 às 10:26

    Como se livrar de um relacionamento abusivo? Será que temos saída? Me parece que se o homem não bate na mulher não existe problema!!! Devemos aguentar pela dependência financeira, muitos anos de relacionamento e os filhos, já que não parece ser algo tão "grave" para a sociedade? Tenho muitas dúvidas e medos...gostaria de saber mais! Acho que vivo em um relacionamento assim, e não vejo saída!

  37. Doninha Postado em 02/Mar/2016 às 10:27

    Bom dia João! Há abusos que acontecem desta forma, que o cara "aproveita" do amor e devoção da outra pessoa, faz coisas ruins (traição, mentiras), que em sã consciência esta não aceitaria, e diz que é em nome do amor. Relações em que o outro te faz duvidar de si mesma e da sua razão, em que você começa a achar que esta louca, já que tudo o que você acusa é respondido com "você quem causou isso, eu não queria fazer tal coisa, mas você me forçou a isso" e a vítima, que já está totalmente envolvida em fazer dar certo, acredita que realmente perde a razão e que o parceiro por mais errado que esteja, fez isso para o bem deles, já que ele a "ama''. A vitima não quer mais brigas ou confusões (já em seu mundo paralelo, mas sem perceber) e afasta as pessoas mais próximas, que são as pessoas que vão questionar e "causar" as brigas, se isola e começa a viver somente desta relação doentia.

  38. Raelen Postado em 02/Mar/2016 às 10:37

    Uma situação de abuso não é só quando o parceiro bate na mulher. Existe abuso verbal, que a meu ver pode ser bem pior do que apanhar. Quem escreveu este relato, seja quem for, eu consegui sentir a sua dor. Sei que muitas pessoas não entende esse tipo de situação. Mas aonde você estiver, saiba que tem aqui uma amiga!

  39. manu Postado em 02/Mar/2016 às 10:38

    Estou contigo! Tu não ta sozinha. Também passei por isso...

  40. Leide Postado em 02/Mar/2016 às 10:39

    O texto e muito claro , o fato de enfatizar que " ele não me batia " é a fulga para a maioria das mulheres , que tem que suportar as mentiras , as pressões pisicologicas .... Quando o domínio é pisicologica , a pessoa vive em uma cadeia sem grades e não consegue abrir as asas e voar .

  41. Silvina Postado em 02/Mar/2016 às 10:39

    Hola... seguramente no entendiste.. lo que dice es que hay muchas formas de abuso y de violencia sin que la misma sea un golpe.. no siempre la violencia es golpear... hay maltrato psicológico tb y es tan dañino o más que un golpe

  42. Ingrid Mouzinho Postado em 02/Mar/2016 às 10:53

    Olá, me interessei muito com o texto. Isso é um relato real? É uma história representativa? Quem é a autora? Estou no nono período de psicologia e cursando monografia 1. Meu tema é sobre violência psicológica. Tive o interesse de mostrar esse texto pra minha orientadora, se estiver de acordo com as questões metodológicas e éticas. O que me chamou a atencao era quando ela dizia "mas ele não me batia". Com o " auxílio " das leis a queixa da violência física é atendida pelas instituições mas existe o sofrimento de relacionamentos abusivos e estes silenciosos e privados que a sociedade atual não vê como um abuso. Aguardo respostas.

  43. Camila Postado em 02/Mar/2016 às 11:09

    O abuso acontece quando o cara simplesmente não da espaço para a mulher se expressar quando algo a contrareia. Ao invés de tentar resolver as coisas como duas pessoas normais, ele simplesmente não aceita ela opinar e reage de maneira explosiva, agredindo verbalmente, alguns ate fisicamente. Como se a mulher fosse um objeto. Nunca reconhece que também é humano e comete erros. A mulher as vezes demora tempos pra perceber que o problema nao é ela. Pode ate ser, mas por ser frágil emocionalmente e querer fazer ate o impossível pra resolver todos os problemas do relacionamento. Isso desgasta. Ambos precisam se dar por inteiro. Ja passei por um relacionamento abusivo, demorei 3 anos pra sair fora. Eu via que nao tava certo, mas nao queria aceitar. Nunca me achava boa o suficiente. Sempre escutava o que nao precisava. Fui humilhada, desprezada e ignorada quando me expressava. Engoli muita coisa. Fui frágil e medrosa. Hoje sou forte e corajosa. Jamais me permito passar por isso outra vez. Força mulheres. Merecermos ser bem tratadas. E é claro, tratar bem também.

  44. *Camila Z. Postado em 02/Mar/2016 às 11:14

    Passei por isso dos meus 15 aos 16 anos. Ele tinha 18, era meu primeiro namorado e eu era muito inocente. Não sabia aonde estava me metendo. No começo do namoro recebia presentes dele quase toda semana. Conforme o tempo foi passando, o que eu recebia dele era uma chuva de desculpas por não ter atendido o celular, por ter me deixando esperando das nove da noite até às onze, quando ele tinha combinado de sair COMIGO, mas acabou encontrando uns amigos e resolveu ficar por lá. Só esqueceu de me avisar. Chuva de desculpa quando a mãe dele me perguntou, na frente dele, se o batom encontrado no carro era meu. E eu disse que sim, mesmo não sendo. Quando encontrei uma calcinha no guardaroupa dele, que também não era minha, e ele deu a pior desculpa do mundo, mas eu apenas aceitei para evitar outra discussão. Cheguei a um ponto em que eu já não o amava e eu sabia disso, porém, como ele dizia, eu nunca encontraria ninguém melhor que ele, ele era o único capaz de aguentar minhas desconfianças e minhas loucuras. Mal sabia ele que quem tinha me deixado assim, fora ele. Depois de 11 meses conseguir por um ponto final nessa história. Sentimento? Alívio. Não derrubei uma lágrima, não cogitei a hipótese de voltar com ele em nenhum segundo. Fiquei feliz e aliviada em ter tido coragem de tomar essa decisão e em saber que, por fim, estaria, de certa forma, livre. Livre de estar num relacionamento com ele. Mas não livre dele. Ele continuou a me mandar mensagens, me seguir, passar em frente de casa toda noite e, até virar amigo dos meus amigos para poder sair na mesma turma que eu. Isso durou em torno de 4 meses. Foi quando ele percebeu que realmente eu não voltaria com ele, que resolveu me deixar em paz. Ele também nunca me bateu, mas os traumas que me deixou foram grandes. Demorei três anos para conseguir me relacionar com outra pessoa, pois o medo que eu sentia em passar por tudo isso de novo era inexplicável. Ainda moramos na mesma cidade, mas quase nunca o vejo. Só sei que desde que eu terminei, ele já namorou 6 meninas e fez coisas iguais e piores com elas. Eu há pouco tempo encontrei um homem que realmente me faz feliz. Ele é, sim, é a pessoa que eu mereço. Costumo enxergar o lado positivo de todas as coisas ruins que acontecem comigo: esse relacionamento me ajudou a perceber que eu não preciso de ninguém, abaixar a cabeça para ninguém, para ser feliz. Se sou quem sou na vida amorosa; compreensível, madura, companheira, respeito meu namorado, confio e dou a ele a liberdade que ele precisa, foi por ter, anteriormente, passado por esse relacionamento conturbado. Com ele, aprendi como uma pessoa NÃO deve ser.

  45. Barbara Postado em 02/Mar/2016 às 11:17

    Um obrigado. E não há mais palavras pra dizer.

  46. Lia Raquel Postado em 02/Mar/2016 às 11:21

    Lembrei do livro 50 Tons de Cinza. Acho q pela falta de homens hj em dia tem mta mulher q em nome da carência se submete a absurdos... Não julgo. Como dizia minha avó: "Cada um sabe onde seu sapato aperta", mas... Tenso.

  47. Andrezza Postado em 02/Mar/2016 às 11:38

    Para muitas que ainda vivem essa situação, procurem o grupo Mada. Esse grupo salvou minha vida.

  48. Edilson Lôbo Postado em 02/Mar/2016 às 11:39

    João! A insistência dessa mulher "violada", repetindo quase como um mantra "mas ele nunca me bateu", é no sentido de desconstruir essa ideia de que para ser agressão tem que ser física. Ela está descrevendo uma situação de violência, a qual foi submetida durante muito tempo, imposta pelo seu companheiro, sobre uma forma de tortura psicológica, que é mais brutal, pois fere e dilacera a alma, destrói o teu psiquê. Te deixa emocionalmente um trapo humano. Numa relação, um dos aspectos mais perverso, mais covarde, é de imputar ao outro, elo mais frágil dessa relação, os erros que são teus para aliviar a própria consciência. Até concordo que ela poderia ser mais direta, mais objetiva em sua narrativa, mais o seu depoimento não perde o rigor da denuncia.

  49. Ariane Postado em 02/Mar/2016 às 12:01

    Gratidão por compartilhar essa dolorosa experiência. Eu, como infelizmente tantas outras, me identifiquei tanto com esse texto que ele poderia ter sido escrito por mim, tamanha precisão na descrição dos fatos e sentimentos. O abuso psicológico é tão complicado que altera nossa percepção da realidade de um jeito que achamos impossível sair daquela situação-buraco sem fundo e mesmo após a "libertação" ainda segue-se um longo processo de reaprendizado de coisas básicas como respeito à si e aos outros, valores sociais, amor. É incrivelmente assustador entrar numa relação assim, passar por ela e finalmente sair e ter que lidar com o pós, com a cicatrização da alma.

  50. Corine Postado em 02/Mar/2016 às 12:19

    Como se só a agressão fosse o problema. Eu fui agredida emocionalmente, até definhar. Hoje, que parece "estar na moda" a voz de mulheres contra o abuso (e homens deveriam fazer também), consigo ver meu passado descrito detalhadamente por outras que viveram o mesmo que eu: um relacionamento abusivo. E meu relato á elas é: Hoje estou PERFEITAMENTE bem e não sou louca. As feridas ficaram, mas minha força agora é tremenda. Obrigada pelo texto. Você ficará bem!

  51. karina Postado em 02/Mar/2016 às 12:43

    Esse é o retrato perfeito de cada mulher que passa por isso....eu me vi em quase o texto inteiro, agradeço de coração a autora pq realmente nos sentimos loucas obrigada!

  52. Luisa Postado em 02/Mar/2016 às 12:54

    So quem passa ou ja passou por situaçoes como essa para entender. Tortura psicologica, sofro com isso, e não consigo sair... Me pergunto se não saio porque gosto.. Tudo fica bem, mas no fundo eu sei que vai voltar a acontecer..://

  53. Katherine Postado em 02/Mar/2016 às 13:09

    Não adianta tentar explicar isso aos homens,eles acham tudo normal. Inclusive, os dois ai de cima,estão ainda, sem entender o que foi escrito,enquanto as mulheres estão ai se despedaçando e acolhendo esse belo texto ! Me identifiquei com muitas coisas,acho até que todas as mulheres já passaram por um pouco disso! A gente foi criada pra achar que sempre o erro é nosso, nunca deles!

  54. Mayara Postado em 02/Mar/2016 às 13:40

    Sabe por que só homens ficam confusos? Porque mulheres passam por isso todos os dias, a gente tá quase acostumada a ser acuada, sufocada, tachada de louca, exagerada, sentimental. Não é preciso dar mais detalhes, a história inteirinha, com todos os detalhes, está ali. Alguém que passou anos sofrendo, sendo traída, tendo crises de pânico, sendo culpabilizada, enquanto o parceiro, que a deveria apoiar e dar amor, era o causador disso. Qual é o problema de vocês que não entendem, é preciso desenhar? Chorei lendo porque passei 6 anos num relacionamento assim. Muita força pras mulheres que passaram por isso e pras que passam. Muita força pra nós todas.

  55. juliana Postado em 02/Mar/2016 às 13:56

    Me compadeço de sua história. Mas, na minha opinião, o relacionamentoera abusivo por culpa de ambos.. Ele lhe chamava de louca, gritava, era um babaca, não lhe amava o suficiente.. Mas vc queria está ali, não era obrigada, não era um cárcere. Só acho que o relacionamento e abusivo, não o parceiro. Não estou defendendo, longe de mim, odeio homem mal caráter.. Mas se e consentido, porque culpá-lo. Acho que a doença e a loucura é sim da mulher que continua ali. Assim como de um homem que passa pelo mesmo.. Enfim

  56. Elisangela Postado em 02/Mar/2016 às 14:05

    Me vi em muitos trechos alias em todos eles.

  57. Géssica Postado em 02/Mar/2016 às 14:21

    Quem não entendeu foram todos homens, provavelmente são insensíveis. Ou têm a mesma prática do indivíduo descrito no texto. Parabéns pela sua vitória e torço pra que todas que sofrem por isso dêem a volta por cima.

  58. Ruth Postado em 02/Mar/2016 às 14:22

    Estou numa relação dessa! Simplesmente não consigo sair da casa dele.sou casada com ele ha Sete Anos. Tento fazer meu melhor mas basta que eu não concorde com ele para que se torne agressivo e me humilhe, tenho que está sempre sorridente mesmo que há cinco minutos atras tivéssemos tido uma briga.perante os amigos e as pessoas de fora ele é o socialvel. Dentro de casa e companheiro e amoroso mas tenho de aceitar tudo . Caso contrario sou humilhada e agredida verbalmente. Vejo o odio nos olhos dele.ontem vive me pedindo perdão. Já o perdoei tantas vezes . eu não tenho para onde ir.estou só noutro país , sem parentes ou amigos. Sinto vontade de morrer pois já estou morta por dentro.Nao sei para quem pedir ajuda! Os pais dele sabe do comportamento explosivo dele mas estão sempre dizendo que ele é um bom rapaz , tem bom coração , e nessa última briga que chegou a me machucar , nenhum deles tiveram a decencia de vir ver o que se passou e se preciso de ajuda financeira pra voltar pro Brasil.Custei acreditar que estava numa relação de abusos e maus tratos psicológicos. Eu só queria sair desta casa.

  59. Jessica Postado em 02/Mar/2016 às 14:51

    O texto está cheio de detalhes, mas está me parecendo que só quem passou por um relacionamento abusivo consegue perceber. Eu me vi em cada linha desse relato. É emocionante e triste ler e reviver cada momento daquela vida que eu tinha.

  60. sintiellen Postado em 02/Mar/2016 às 16:28

    No meio de tanto comentários vou escrever o meu, tenho 26 anos e moro com um homem a dois anos. Desde de criança via tudo isso que vc escreveu na minha casa, meu pai não foi o homem exemplo pra mim ele era tudo isso ai é batia em minha mãe, eu nunca imagina eu casada, sempre achei que todos eram assim, não entendia pq minha mãe não tinha nenhuma atitude, minha infância, minha adolecensia, minha juventude foi só ver isso brigas, surras então há 5 anos atrás eu descubro várias traições do meu pai, pensei, chorei, sofri e contei pra minha mãe, foi pior fase da minha vida, pq mesmo assim ela deixou ele ainda morando na casa, eles estavam separados, dormindo em quartos diferentes, sempre tinha brigas só que as brigas não era só com ela agora eram comigo e meu irmão tbm a coisa Tava mto feia, tivemos que sair de casa, pq ele não ia sair, achamos uma casa é claro ele sempre ligava para minha mãe querendo volta, a relação de filhos e pai moreei, pq ele começou culpar os filhos pela separação, hj não converso mais com ele, já tentei mtas vezes manter contato mas sempre brigamos e agora eu To de boa, fazer o que? Então concluindo eu a menina que nunca se via casada fez faculdade continuou sua vida, como eu não me via casada eu ficava com os rapazes mas nunca me apaixonei, claro gostava chorava sofria mas passageiro eu pensava já me apaixono por outro, e assim foi minha faculdade ate então que conheci meu marido e eu não entendi como que eu gostava tanto dele não pode e como pode ele ser tão diferente então não é assim não são todos iguais e ficamos juntos e ele viveu isso tbm na casa dele com os pais dele, se damos mto bem, claro que brigamos, é uma relação eu brigava ate com meu irmão minha mae, mas a diferença é que apos conversamos como sempre fiz com minha mãe depois de briga pedi desculpa ver onde esta errado, conversa e viver numa boa na casa, la niguem pertece a ninguém, escolhemos dividir nossas vidas com é uma escolhe não uma compra ,um dever, uma obrigação. O amor é isso e hj sei e agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de ver que meus traumas, meus medos, são reais mas pode se diferente.

  61. Nessa Postado em 02/Mar/2016 às 16:45

    Eu me identifico com a sua Historia, eu passei por muitas coisas que quando olho pra mim mesma hoje, não consigo acreditar que já acabou, nunca pude comprovar traições, nunca houve agressão física, mas havia tanta frieza egoismo fingimento mentiras falsidade, eu era a louca a problemática da historia tudo eu criava, a culpa era sempre minha, lembrei das minhas noites em claro em cima da cama chorando do lado dele, enquanto ele dormia, horas dentro do banheiro chorando achando que poderia morrer de tanta angustia, eu sentia que estava em luto sem ninguém ter morrido, cheguei até a acredita que estava ficando louca, e eu me perguntava o que eu fiz,? Eu só pedia amor, carinho, tempo. Eu mudei me transformei em uma mulher que nunca fui, apenas para agradar e mesmo assim eu era errada, eu vivia desesperada, nervosa, sentia como se a minha alma estava morta dentro de mim, eu já não aguentava mais aquela situação, telefone desligado chamadas não atendidas, conversas no Skype com outra mulher e quando eu questionava eu era feita de idiota dizia que era um vírus que alguém Rackear o seu perfil e se passava por ele, quase 24 horas no trabalho, jantares com amigos, e eu em casa, me sentindo a errada me sentindo a culpada, me sentindo a chata, já estava acreditando que eu era tudo isso, no olhar dele só havia mentiras e maldade, como uma moça comentou aqui, nesse tipo de relacionamento a gente não consegue sair, ele que saio da minha vida, quando ele se cansou me abandonou, fiquei nesse sofrimento por 3 anos, me casei com ele aos 23 anos, e posso dizer que depois que ele saio foi difícil pra mim, não por ele ter me deixado, não pela falta dele pois ele ja tinha me ensinado a viver sem ele, mas eu pensava que não iria conseguir sair dele, eu tentei mas voltava, o medo de não achar mais ninguém, pois ele me fazia acreditar que ninguém iria me suportar, o medo da vergonha de ser a divorciada da família, que tudo vai mudar que era apenas uma crise e tantas outras desculpas que eu inventava para permanecer, Ele se foi de minha vida a um ano, posso dizer que eu estou muito feliz por ele ter saído, porque eu acredito que se ele não fizesse eu teria permanecido, mas ainda não e tão fácil se curar, quando olho para dentro de mim ainda sinto o buraco de tudo isso, ainda há uma cicatriz se fechando, desejo a todas a mulheres que ainda passa por isso, saiam peça ajuda a suas famílias, eu tive o apoio da minha família, pois sozinha eu sei que não iria consegui.

  62. Caroline Postado em 03/Mar/2016 às 00:24

    Violência e jogo emocional/psicológico. Sai de um relacionamento assim há mais de um ano depois de muito sofrimento e or. Só quem viveu essa loucura é capaz de entender tudo que ela descreve no texto. E nem são necessárias muitas explicações (para os desentendidos). Lembro de passar noites acordada sem conseguir dormir, da vontade de sair correndo gritando, da vergonha por não conseguir me libertar dele e, por isso, ter de enfrentar tudo sozinha. Virei um trapo, acabei com minha saúde e minha auto estima. Mas, após duas ou três noites de farra dele, depois de tantas, consegui expulsá-lo da minha vida. E me orgulho muito disso! Também foi descrito como sociopata pela minha psiquiatra. Sim! Comecei a terapia com uma psiquiatra porque ele dizia que eu precisava "me tratar", mas graças a competência dela, enxergou que o louco era ele e foi fundamental na minha libertação! Ele continua por aí em busca de uma nova "louca". Eu sigo no meu reencontro comigo mesma dia após dia.

  63. Jônatas Assis Postado em 03/Mar/2016 às 15:09

    Um dos primeiros sinais de relações de abuso é a posição que o sujeito abusivo impõe a sua vítima, a posição da loucura ou hipersensibilidade. Por estas vias, o sujeito abusivo faz a sua namora ou namorado pensar que seus comportamentos são incoerentes a uma situação de amor (afirmando, por exemplo, que o sujeito abusado tem um ciúme que precisa ser controlado, ou que desconfia de tudo e sempre do sujeito abusado), também sempre afirma que a culpa é da própria vítima e a faz pensar que encontra-se num estado de loucura. Manipula por meios de mecanismos psicológicos, mandando-a ir embora, sair da sua vida, justamente por saber que o sujeito abusado não será capaz de desligar-se tranquilamente. A agressão física é uma máxima que às vezes o sujeito abusivo não é capaz de utilizar, toda a sua manipulação dá-se pela perspectiva da agressão psicológica. É justamente nos momentos de maior fragilidade que o sujeito abusivo mais abusa. É nesses momentos que o mesmo encontra as armas propícias para construir o abuso. E como nos traz no relato, o sujeito abusivo teve acesso a várias informações e experiências relatadas pelo sujeito abusado. O sujeito abusivo conhece e buscar conhecer muito sobre tudo e todas as experiências da vida do sujeito abusado. Abusa por saber as fragilidades e posicionamentos que o sujeito abusado já adotou em outras situações. Bom é que mesmo vivenciado os mais variados meios de abuso e até por muito tempo, já que os mecanismos de abuso são evidentes desde o início da relação, porém é aos poucos que as reclamações do sujeito abusado são utilizadas pelo sujeito abusivo como aspecto da loucura que diz enxergar, o sujeito abusado uma hora sabe que há um limite. Nesta condição o sujeito abusado será capaz de adotar posturas várias, inclusive contra si para evitar o conflito com seu par. o sujeito abusado uma hora emerge da posição de abuso por acha-la já insuportável, por saber que já não mais se reconhece como antes daquele relacionamento, por comparar a loucura que o sujeito abusivo diz pertencer ao sujeito abusado e perceber que esta está muito mais no discurso do sujeito abusivo que na realidade psíquica do sujeito abusado. Então o sujeito abusado encontra forças para dizer um basta a tantos abusos.

  64. Line Postado em 10/Mar/2016 às 18:38

    Pior que tem muitas mulheres que pensam como o João Batista.